Rise Online: O Retorno do Jogador Lendário - Capítulo 176
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176: Reconhecimento 176: Reconhecimento Quando a Princesa Ravastine apareceu ao lado de Kaizen, a Arena explodiu em excitação mais uma vez. Mesmo para a Rainha Niah e o novo Capitão da Guarda Real, Thenomor, que assistiam ao evento dos assentos reais, isso foi uma enorme surpresa.
Niah levantou-se do seu trono, batendo com as duas mãos com força nos braços de seu assento e, com uma expressão de incredulidade, pensou:
‘Mas o quê! Por que diabos ela quer lutar mais uma vez?!’
Isso não surpreendia apenas a Rainha, mas as milhares de pessoas nas arquibancadas também estavam em choque.
“A Princesa Ravastine vai lutar?”
“Não faz muito tempo desde a última luta, quando ela quase morreu para um subordinado de Taznaar… Ela vai ficar bem?”
“Não sei dizer se isso é coragem ou estupidez.”
“Uma princesa participando de um duelo de aventureiros. Acho que nunca ouvi falar disso.”
“Bom, com tudo em jogo naquele duelo, não posso dizer que isso seja inacreditável.”
Como Kaizen foi quem salvou Ravastine das mãos de Leohorn, para algumas pessoas não era tão inimaginável que ela quisesse uma revanche após tal vexame, mas ainda era surpreendente que Kaizen a escolhesse como uma de suas duas aliadas num duelo trio, já que ela nem conseguiu derrotar Leohorn.
Embora a maioria estivesse em dúvida quanto à decisão de Kaizen de aceitar Ravastine como aliada, pensando que era arriscado demais levar uma princesa para uma batalha com potencial mortalidade extremo, algumas pessoas com olhar mais aguçado podiam dizer que a atual Ravastine já não era mais a mesma de antes. Desta vez, quando a princesa pisou na arena, o semblante dela não aparentava preocupação; pelo contrário, ela estava focada.
Thenomor, mesmo à distância, fechou os olhos, fixando o olhar na princesa. Depois, ele deu um grunhido baixo e indecifrável.
Ao lado da Rainha Niah, uma mulher com cabelos castanhos como os de Ravastine, mas com uma beleza, digamos, mais madura, olhava para a segunda princesa com o mesmo espanto que sua madrasta, o nome era Lydia Spelloyal, a primogênita do atual Rei de Tretidian e irmã mais velha de Ravastine.
“Não ela. Ela não pode lutar naquela arena mais uma vez.” Desesperada, Lidia disse a Niah, que imediatamente tentou disfarçar sua surpresa.
“Khum!” A Rainha endireitou sua postura no trono e pegou seus pequenos binóculos. “Isso não é problema meu. Prometi ao pai dela que só cuidaria dela até ela completar dezoito anos. Portanto, já que ela é maior de idade, ela também já é mais do que responsável por suas próprias ações.”
“Mas ela pode morrer…” Com a voz fraca, Lydia quase implorou.
“E o que você quer que eu faça? Você quer que eu interfira num duelo oficial entre aventureiros? Há gerações é lei do governo não fazê-lo, e se eu tentar, a multidão pode se revoltar. Não esqueça que seu pai ainda é o Rei, e ele ainda está doente. Se uma rebelião civil acontecesse agora, nós estaríamos em grandes apuros.”
Entretanto, Niah estava certa. Impedir que um duelo aconteça ou mesmo alguém escolhido por um competidor de participar geraria uma imensa indignação, por mais compreensível que tal decisão pudesse ser.
Ver sua irmãzinha entrar na arena para lutar contra Taznaar apertava o coração de Lydia e a deixava apreensiva.
‘Minha irmã, eu estava errada quando escolhi evitar você. Pensei que, ao fazer isso, você pensaria que não valho tal esforço, mas mesmo quando eu me escondi de você nos corredores do palácio e rejeitei suas constantes visitas ao meu quarto, você ainda escolheu tentar me ajudar.’ Lydia pensou com o coração acelerado.
A primogênita estava com ambas as mãos no peito, segurando o colar de ouro que trazia a única foto de sua falecida mãe.
‘De alguma forma, você notou minha dor silenciosa e foi provavelmente esse coração bondoso seu que te motivou a estar aqui hoje… Espero que você fique bem e volte para mim, Ravastine.’
A Rainha olhou de relance para Lydia e sorriu. ‘Humph. Se Ravastine morrer hoje, pelo menos você terá alguém para culpar. Kaizen, um indivíduo interessante, sem dúvida, mas tolo demais para pensar que Ravastine está pronta para isso.’
O olhar de Lidia inevitavelmente pousou em Kaizen. Essa era a primeira vez que ela via esse famoso homem mascarado pessoalmente. Ainda assim, ela podia dizer que Kaizen não tinha a intenção de deixar nenhum de seus aliados morrer pela forma como ele se colocava à frente de ambos.
“Não, se minha irmã morrer hoje. Não será culpa de Kaizen, será culpa de Taznaar.” Ela murmurou, direcionando seu olhar para o lado oposto da arena, onde um portão gradeado estava se abrindo.
Logo após a euforia da plateia com a entrada de Kaizen diminuir um pouco, mais três pessoas entraram na Arena.
Uma dessas pessoas era um homem muito grande, com ombros largos e braços ainda maiores. A aparência do homem deixou muitos jogadores na multidão atônitos. Esse homem era ninguém menos que Ricroar, um jogador muito famoso, mas raramente visto e que, como resultado, nem mesmo Kaizen conhecia.
Ricroar tinha cabelos brancos, pele clara, usava um terno completamente branco, da gravata aos sapatos, e o fato mais importante sobre sua aparência eram suas orelhas pontudas.
Ao lado esquerdo de Ricroar estava um homem. Este era facilmente reconhecido por Kaizen, afinal, Taznaar era inconfundível.
O jogador masculino mais influente do Reino Tretidiano tinha cabelos vermelhos, seus olhos eram roxos, e ele usava um sobretudo militar cinza, cujas mangas iam apenas até os cotovelos. Na altura do peito, os botões do sobretudo estavam abertos, e até o colarinho alto dessa peça de roupa não podia esconder que ele estava usando um estranho colar preto, que subia do seu pescoço até seu ouvido esquerdo, onde havia uma caveira preta cobrindo a orelha.
Com a mão esquerda no bolso da calça, Taznaar sorriu e acenou para o público, sentindo-se ótimo. Seu sorriso confiante era irritante para Ravastine.
Seguindo o mesmo padrão de gênero do grupo de Kaizen, a segunda parceira de Taznaar também era uma mulher.
Essa mulher tinha cabelos cor de caramelo e vestia um uniforme militar de túnica vermelha e calças brancas. Sua expressão era a de uma completa idiota, nem mesmo parecendo saber onde estava, mas o fato de ela estar carregando um mosquete surpreendeu o Psyker.
À medida que os dois trios se aproximavam do centro da gigantesca arena, Kaizen estava à frente de seu grupo, e Taznaar à frente do seu.
Quando Kaizen e Taznaar finalmente ficaram frente a frente, toda a multidão nas arquibancadas se calou. Todos podiam sentir a tensão entre eles.
O jovem de cabelos ruivos estava prestes a zombar do seu oponente com seu sorriso despreocupado, mas Kaizen falou primeiro.
“Então você está aqui desta vez… Pensei que estaria com medo como antes e mandaria algum cara aleatório no seu lugar.”
A testa de Taznaar se franziu. “Medo? De você ou dos seus amigos?” Ele apontou para Jayaa e Ravastine enquanto estava à beira do riso.
“Estou falando do seu medo da derrota. Você é alguém tão egocêntrico que não se atreve a lutar uma batalha onde veja a menor possibilidade de perder… Você sabia que a Ravastine tinha um plano para te vencer no duelo solo entre vocês e não soube lidar com isso, então você enviou o Leohorn, acabando com a estratégia dela.”
Por todo o estádio, as pessoas começaram a sussurrar, criando uma tagarelice atroz para Taznaar.
Pela primeira vez em sua vida, as pessoas começaram a olhá-lo com desprezo, outras com nojo, e algumas estavam perdidas, sem saber se acreditavam em Kaizen. Até os jogadores, que respeitavam Taznaar, agora estavam desconfiados dele. Simples palavras e curtas frases haviam posto em xeque sua vasta influência.
Será que Taznaar era realmente uma figura apoiada por um pilar tão fraco? Será que o segredo de sua força era realmente assegurar sua vitória usando artimanhas?
Para Kaizen, escolher lutar apenas em situações extremamente favoráveis à vitória não tinha nada de errado. No entanto, isso não é o que se esperaria do segundo aventureiro mais forte de Tretidiano, atrás apenas da Lily de Sangue. Taznaar era uma figura de poder bruto, não de poder político.
Essa desconfiança do público era o que Kaizen esperava obter ao falar de especulações, ele não estava realmente certo sobre o que tinha dito. No entanto, a razão pela qual ele fez isso foi que Taznaar tinha a vantagem alguns segundos atrás, precisamente porque estava lutando em sua cidade, onde todos o conhecem e torcem por ele. Agora, esse cenário havia mudado, pelo menos um pouco.
Taznaar cerrou os dentes como uma fera prestes a atacar, e chamas laranjas começaram a ser liberadas de sua pele e cabelos.
‘Como eu pensei, suas emoções não estão preparadas.’ Kaizen pensou, seriamente.
O cronômetro no sistema pairando sobre a Arena ainda estava marcando 60 segundos para o início da luta, mas Taznaar estava prestes a se enfurecer e avançar contra Kaizen, ignorando o tempo padrão de preparação.
Taznaar deu um passo à frente e a alta temperatura de seu pé o fez afundar um pouco no chão, queimando os grãos de terra em que pisou.
O ódio com que ele olhava para Kaizen arrepiou até o último cabelo de Jayaa, que estava fazendo o seu melhor para manter a postura como Kaizen pediu.
Justo quando Taznaar estava prestes a dar o próximo passo e estender sua mão esquerda na direção do trio adversário, Ricroar colocou a mão em seu ombro e disse:
“Se você fizer isso, eu vou matá-lo. Não me envergonhe.”
A voz de Ricroar era grossa e pelo seu tom de voz, essa não era uma ameaça vazia. A mão pesada do homem de terno branco em seu ombro, bem como a impressividade dela criada pelo seu tamanho, fez Taznaar despertar rapidamente de seu impulso de ódio.
Taznaar jogou a mão de Ricroar para o lado, virou as costas para Kaizen sem olhar nos olhos dele, e começou a caminhar de volta para o ponto de partida de seu time.
“Vou tornar sua vida um inferno, seu desgraçado,” Taznaar jurou.
…
Editado por: DrHitsuji
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