REJEITADA PELO MEU EX, LEVADA PELO CHEFE DELE - Capítulo 338
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338: HOSPÍCIO 1 338: HOSPÍCIO 1 De Volta à Mansão dos Sui,
Os soluços de Grace preenchiam o corredor mal iluminado, seu corpo frágil tremendo enquanto os homens a arrastavam em direção ao carro à espera. O sangue do assalto de ontem ainda aderido à sua pele era um lembrete grotesco de quão longe as coisas haviam se descontrolado. Seu rosto, antes tão cheio de vida, era agora uma máscara de desespero e terror, a realização de seu destino afundando a cada passo.
Kate observava da porta, seus olhos frios e desprovidos de emoção. Ao seu lado, Nari estava, um sorriso sarcástico se formando em seus lábios enquanto ambas se deleitavam na impotência de Grace e do general, que estava desanimado e derrotado. Ele mal havia falado desde a última sessão de espancamentos, sua mente nublada pelos efeitos da crueldade de Nari. Sua postura outrora orgulhosa agora estava reduzida a nada, uma mera sombra do homem poderoso que ele já fora.
A voz de Kate cortou o ambiente, aguda e implacável. “Ela está acorrentada direito?” ela perguntou ao homem que agora lutava para manter o controle sobre Grace enquanto ela resistia fracamente, lágrimas escorrendo por seu rosto.
O homem assentiu secamente, sem encontrar seu olhar enquanto resmungava em resposta. As mãos de Grace estavam presas firmemente, seus pulsos vermelhos e crus pelas algemas de ferro. Ela havia parado de tentar lutar há muito tempo, seu espírito quebrado.
Kate e Nari haviam estado ocupadas orquestrando esse momento por dias, planejando cada detalhe com precisão fria. Elas tinham amarrado tanto Grace quanto o general, garantindo que seus destinos estivessem selados antes que alguém pudesse interferir. Elas sabiam que Noah estava atrás delas. Ele estava se aproximando, especialmente depois de Anna ter mencionado não conseguir falar com sua tia por dias. Noah, sempre vários passos à frente, havia antecipado essa jogada, mas mesmo ele não sabia o quão longe elas estavam dispostas a ir.
A mente de Grace era um turbilhão de arrependimento e realização. Ela havia ouvido os avisos de Noah, mas havia sido cega, confiando demais na sua própria família para ver o perigo. E agora era tarde demais. O medo apertava sua garganta enquanto sua voz, fraca e rouca, mal fazia um som. Ela queria chamar por seu pai, implorar a ele para salvá-la. Mas o general, ele é inútil demais para ajudá-la. Ele mal consegue salvar a si mesmo.
Kate avançou, seus saltos clicando de forma ameaçadora sobre o chão de mármore enquanto ela se aproximava de Grace. Ela fez um sinal para os homens pararem um pouco antes de empurrarem Grace para o banco traseiro. “Espere,” ela disse, sua voz impregnada de crueldade. “Vamos sem pressa. Quero que ela ouça tudo.”
O coração de Grace batia forte no peito enquanto Kate se agachava ao seu nível, seu rosto a poucos centímetros de Grace, seus olhos escuros com malícia.
“Você sempre foi nossa Grace ingênua,” Kate sussurrou, suas palavras como veneno. “Se você continuasse assim, as coisas nunca estariam como estão agora.” Kate adicionou. Ela queria lidar com Grace há muito tempo mas não sabia como. Agora era sua chance.
“Vou te contar alguns segredos porque sei que você não vai voltar e mesmo que volte, eu simplesmente te acusaria de louca e ninguém acreditaria em você.” Kate riu enquanto sua irmã chorava.
“Por que você está fazendo isso, Kate. Somos irmãs. Eu sou sua irmã mais nova.” Grace chorou, mas suas lágrimas apenas alimentavam as risadas de Kate e Nari.
Kate sorriu, amando cada segundo da agonia de Grace. “Seu pai—” Kate gesticulou para o general, cujo corpo estava jogado no canto como um boneco de pano descartado. “Eu fiz isso com ele.” As palavras dela eram como sussurros, cada sussuro fazendo os olhos de Grace se arregalarem.
Isso foi exatamente o que Noah havia lhe dito. Ele disse que Kate é a razão por trás da condição do pai dela, mas Grace não acreditava nele.
Grace balançou a cabeça, as lágrimas caindo mais intensamente agora enquanto o peso total das palavras de Kate a atingia. O que a irritava mais é que Kate tentava culpar Anna por tudo.
Kate se inclinou mais perto, sua voz gotejando com veneno. “Você deveria ter ouvido Noah. Você deveria ter visto do que eu sou capaz. Mas agora, é tarde demais. Você está sendo mandada para apodrecer, e ninguém vai te salvar desta vez.”
O corpo de Grace tremia com soluços silenciosos, seu último resquício de esperança extinto. Ela havia acreditado em Kate uma vez, confiado nela como família, mas agora ela via Kate pelo que ela realmente era — um monstro.
“Cuide bem do pai quando você encontrar seus colegas loucos.” Kate se levantou para ficar ereta enquanto se afastava.
Os homens segurando Grace a puxaram para dentro do carro sem mais uma palavra. O outro jogou o general no carro também.
A porta se fechou com uma finalidade que ecoou pela noite silenciosa. Nari, que havia permanecido em silêncio durante o discurso distorcido de Kate, sorriu obscuramente enquanto observava o carro se afastar.
Kate se virou para ela com um olhar satisfeito. “Agora, vamos garantir que Noah e Anna não possam interferir antes que seja tarde demais.”
Os soluços de Grace desapareceram na distância enquanto o carro desaparecia pela estrada, rumo a um destino que poderia muito bem ser seu túmulo.
Kate e Nari voltaram para casa. Elas acabaram de matar dois coelhos com uma cajadada só, agora elas terão que lidar com Anna e tudo mais será delas.
Elas teriam matado Anna há muito tempo, mas não poderiam fazer isso sem Mack ser livre. Se eventualmente tocarem na esposa de Noah Declan, ele nunca deixaria Mack livre novamente. Mack apodreceria onde quer que estivesse.
A última foto que receberam mostrava Mack parecendo um animal. Ele estava tão magro e sujo. Nari não conseguia imaginar a tortura pela qual ele poderia estar passando agora. Tudo que ela queria era que ele fosse livre, mas a única maneira de ele ser livre é se Anna decidir isso.
Ela odiava que seu destino e o de Mack estivessem nas mãos de Anna Sui. Ela teria que mudar esse destino de uma vez por todas.