Reencarnado com os Poderes de Controle Mental em Outro Mundo. - Capítulo 1145
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Capítulo 1145: Chapter 1146:
O Dia Seguinte…
“Você ouviu sobre o cara que derrotou o dragão demônio?”
“Qual era o nome dele mesmo?”
“Acho que Samuel ou algo assim… Ele era só esse cara magro há algumas semanas, e agora ele está tão forte.”
“O que diabos aconteceu com ele?”
“Eu não sei.”
“Ei, vocês sabem se ele tem namorada? Ou esposa? Ou talvez… uma concubina?”
“Não, mas eu me tornarei uma se ele me deixar.”
“Qual delas?”
“Qualquer uma… Você já viu o corpo dele? E ele construiu isso em apenas alguns dias. Você deveria ter visto ele se exercitar, oh meus deuses demônios… Se ao menos eu conseguir convencê-lo a plantar um filho em mim.”
“Eu também.”
“Sim, eu também.”
“Mas por que ele olharia para nós?”
As conversas se espalharam como fogo. Em todo lugar o nome de Samuel era sussurrado, falado, gritado. Admiração, curiosidade, desejo—e alguns até estavam com ciúmes.
—
Laboratório de Maxwell…
O laboratório estava impregnado de cheiro de produtos químicos e sangue. Fileiras de prateleiras estavam cheias de frascos onde grotescas cabeças de demônios flutuavam em líquidos turvados, seus olhos sem vida encarando eternamente. No centro de tudo estava Maxwell, suas mãos firmes enquanto trabalhava sobre um frasco borbulhante cheio de um líquido azul assombroso.
“Você ouviu sobre o cara chamado Samuel, querida?”
Uma voz doce, quase zombeteira, ecoou pela sala.
O rosto de Maxwell se contorceu de raiva. Ele colocou o frasco na mesa com força, seus nós dos dedos ficando brancos.
“Os lábios de todos estão manchados com esse maldito nome. Samuel, Samuel, e maldito Samuel. Enquanto isso, eu—eu que desenvolvi mana pura, algo que ninguém nem sonhou ainda, e não posso revelar isso a ninguém!” Sua voz rachou de fúria, cuspe voando. “Deveria ser a mim que eles deveriam idolatrar. Eu sobre quem eles deveriam sussurrar! Samuel não os guiará através dos Portões Antigos. Eu serei. Sou eu quem eles terão que depender porque tenho a coisa mais forte de todo este reino.”
“Então o que você quer fazer, querido?” A voz se tornou sedutora, provocante.
Os olhos de Maxwell queimavam com loucura. Seu maxilar se contraiu enquanto ele agarrava um tubo de ensaio cheio de mana pura azul cintilante. Seu reflexo o encarava através do vidro—distorcido, invejoso, descontrolado.
“Eu quero matá-lo,” ele rosnou. “Quero destruir Samuel por roubar a fama que deveria ter sido minha. Eu sou o único que merece os holofotes. Sou o único digno de glória.”
Das sombras saiu um gato demônio preto, suas asas semelhantes às de um morcego agitavam-se levemente. Seus olhos brilhavam com um tom carmesim enquanto ele ronronava.
“Então por que hesitar, querido? Se você matar aquele que derrotou o dragão demônio Berthdolt, o mundo não acreditará que você é mesmo mais forte do que ele?”
Maxwell congelou. As palavras deslizaram em sua mente, envenenando-o com tentação. Então, lentamente, um sorriso malicioso apareceu em seu rosto.
“Você está certa. Eu me tornarei o mais forte nesta torre. Tudo que preciso fazer é deslizar uma gota de mana pura na comida dele… e ele morrerá como um inseto. Hehehehe…” Sua risada ecoou maniacamente pelo laboratório. “Uma vez que o corpo de Samuel apodrecer, eu me revelarei como o verdadeiro vencedor. Serei saudado como o maior mago vivo. Você é um gênio, Ursula.”
O gato inclinou a cabeça, ronronando orgulhosamente. “Bem, eu era muito mais inteligente quando ainda tinha minha forma de demônio… como sua esposa. Diga-me, meu amor, quando vou ter meu corpo de volta?”
A expressão de Maxwell suavizou com uma ternura rara. Ele se abaixou e beijou o gato em sua testa.
“Em breve. Vou encontrar um corpo digno de abrigar sua alma. Vou trazê-la de volta como minha linda esposa.”
O gato ronronou mais alto, vibrando de satisfação.
“Mas por agora,” o rosto de Maxwell se endureceu novamente, “preciso descobrir onde aquele bastardo come… e o que ele come. Só então poderei servir a ele sua morte.”
Sem dizer mais nada, Maxwell pegou o frasco de mana pura e saiu do laboratório, seus olhos ardendo com intenção assassina.
—
Em algum lugar na Floresta…
A floresta estava silenciosa, exceto pelo suave farfalhar das folhas e o som abafado do soluço. Sob a sombra de uma árvore imponente, Mira estava sentada encolhida, lágrimas escorrendo por suas bochechas.
Soluço… Soluço…
“Você não fica bem com lágrimas, querida.”
Uma voz deslizou para dentro do silêncio. Suave, profunda, provocante.
Os olhos esmeralda de Mira se abriram bruscamente, brilhando levemente na escuridão. Sua tristeza desapareceu num instante, substituída por uma raiva aguda. Ela se levantou do chão e se virou—seu olhar pousando em uma figura a poucos metros de distância. Seu rosto estava obscuro pelas sombras da noite, mas a presença por si só era suficiente para fazer sua pele arrepiar.
“Venha mais perto e vou te assar viva.” Sua voz tremia de fúria enquanto ela convocava suas lâminas espectrais, armas espectrais que brilhavam com intenção assassina.
Anon apenas sorriu.
“Tanta hostilidade de uma garota nua… eu gosto.”
Os olhos de Mira se estreitaram perigosamente. “Meu pai te mandou para me capturar?”
Seu aperto se firmou nas lâminas.
“Não. Vim aqui por conta própria. Ninguém me mandou para—”
Antes que pudesse terminar, Mira desapareceu.
Em um borrão de velocidade, ela reapareceu atrás dele, suas lâminas gêmeas cortando em direção ao seu pescoço em um arco impiedoso.
Clang!
Em vez de desviar, Anon ergueu a mão e segurou ambas as lâminas entre seus dedos e palma, parando-as com facilidade. Faíscas de energia espectral sibilaram quando o metal encontrou a carne, mas seu aperto era muito firme para recuperar as lâminas.
“Calma, querida.” Sua voz era calma, zombeteira, enquanto ele lentamente virou a cabeça.
Na escuridão, seus olhos se acenderam—um roxo profundo e brilhante. Eles irradiavam poder, ameaça e algo muito mais sombrio.
O sangue de Mira gelou. Seus instintos acusavam perigo. Sem hesitar, ela soltou suas lâminas e desapareceu novamente, recuando para ganhar distância.
Ela reapareceu a dez metros de distância, respiração ofegante, olhos escaneando freneticamente.
Mas onde Anon estava havia um instante—ele tinha desaparecido.
Suas pupilas se contraíram. “O quê—?”
De repente, um par de mãos deslizou em torno de sua cintura por trás, puxando-a para perto.
“Olá, querida.”
O sussurro de Anon roçou contra sua orelha, enviando arrepios pela sua espinha. Seu sorriso, embora invisível, era sentido em cada palavra.