Reencarnado Com O Sistema Mais Forte - Capítulo 92
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92: Dentro da Floresta Silenciosa [Parte 1] 92: Dentro da Floresta Silenciosa [Parte 1] “Ducentos e trinta e dois… duzentos e trinta e três”, disse Theo enquanto contava. “Duzentos e trinta e quatro.”
William cerrava os dentes ao terminar mais uma flexão. Theo estava sentado em suas costas enquanto o sol lentamente nascia no Leste. Já faziam dois meses desde que William havia começado seu treinamento sob a tutela de Owen e as mudanças desejadas em seu corpo começavam a acontecer.
O garoto de cabelos ruivos olhou para o sol nascente por um breve momento antes de retomar seu treino matinal.
“Duzentos e cinquenta.” Theo sorriu. “Cota da manhã alcançada. Bom trabalho, Will.”
“Theo, sou só eu ou você ficou mais pesado recentemente?” William perguntou enquanto seu amigo deslizava de suas costas.
“É você,” Theo respondeu enquanto esticava os braços e a cintura. “Agora, vá. Não deixe Owen esperando.”
William balançou a cabeça sem poder fazer nada enquanto acenava para seu amigo, se despedindo.
“Mamãe, vamos.”
“Meeeeeh!”
Ella, que estava deitada não muito longe de William, levantou-se e correu ao lado dele. Os dois correram em direção ao Ourobro que guardava o portão principal de Lont.
Atualmente, as braçadeiras em seus pulsos pesavam 70 kg cada, mas isso não impedia William de correr para seu destino em velocidade máxima. Owen havia lhe ensinado muito nos últimos dois meses, e isso incluía alguns exercícios respiratórios que ajudavam a preservar sua força.
Quando ele se aproximou do Ourobro, encontrou Owen bebendo uma xícara de café enquanto estava sentado à espera de William.
“Terminou sua rotina?” Owen perguntou.
“Sim,” William respondeu enquanto se sentava em frente a ele.
O rapaz então empilhou algumas salsichas e ovos em seu prato e começou a comer seu café da manhã. Owen continuou a beber seu café enquanto olhava em direção ao Leste. “Só fazem dois meses, mas você já se acostumou com as braçadeiras de treinamento em seus pulsos.”
William ouviu as palavras de Owen e se sentiu orgulhoso de suas conquistas. Não havia sido fácil. Todos os dias ele sentia como se estivesse carregando um touro adulto em seus ombros. Owen via seu progresso e estava bastante satisfeito com seu desempenho.
“Já que você já passou pelos requisitos básicos de um lutador, é hora de levar seu treinamento para o próximo estágio,” afirmou Owen enquanto colocava a xícara de café vazia em cima da mesa. “Depois que terminar seu café da manhã, vá para o centro da Floresta Silenciosa. Seu próximo instrutor está te esperando lá.”
“Hm?” William levantou a cabeça para olhar para Owen. “Você não é quem vai me treinar?”
Owen sorriu maliciosamente. “Eu não tenho muito tempo livre para treinar um moleque como você. Seu avô só me pediu para ajudar a construir sua resistência e preparar seu corpo para o treinamento que estava por vir.”
William franziu a testa, mas ainda assim acenou com a cabeça. “Quem vai ser meu novo instrutor?”
“Alguém mais rigoroso que eu,” respondeu Owen. “Ele é um homem de poucas palavras, mas sua habilidade é de verdade. É melhor tomar cuidado, William. Aquela Pessoa não conhece o significado de pegar leve.”
William acenou com a cabeça. “Obrigado, Owen, por tudo.”
“Você pode me agradecer ficando mais forte,” Owen sorriu. “Estou envelhecendo. É hora da nova geração assumir e carregar nossos fardos.”
“Que tipo de fardos?” William perguntou, curioso.
“O fardo de satisfazer as belas jovens, é claro.” Owen olhou para William como se ele estivesse olhando para alguém estúpido. “Por que você acha que eu treinei você para aumentar sua resistência? Seria embaraçoso se você fosse um daqueles que gozam rápido e não conseguem segurar nem por cinco segundos.”
William cuspiu o leite que estava bebendo e começou a tossir. O garoto de cabelos ruivos havia esquecido completamente que Owen era alguém que gostava de se gabar de sua proeza amorosa. Ele se sentiu amargurado ao pensar que o velho só o treinou para não se tornar um ejaculador precoce.
“Era só uma piada,” Owen riu. “Mas, eu não estava brincando sobre seu próximo instrutor. Tome cuidado, William. Você pode acabar morrendo acidentalmente se não prestar atenção ao seu redor.”
William enxugou a boca com um lenço antes de se levantar da cadeira. “Estou indo. Mais uma vez, obrigado por tudo.”
William fez uma reverência para mostrar seu respeito pelo Magus da Vida que o havia treinado por dois meses. Embora breve, Owen havia feito um bom trabalho ao fortalecer seu corpo através de treinamento rigoroso.
“Vá.” Owen o dispensou com um gesto de mão. “Não o faça esperar. Além disso, Ella, fique aqui. Você não tem permissão para acompanhar William.”
“Meeeeeh?”
“Você também deve começar seu treinamento. Você não quer proteger William?”
“Meeeeeh!”
“Ótimo.” Owen levantou-se. “Siga-me.”
Ella aconchegou-se em William, e este lhe deu um breve abraço antes de os dois seguirem caminhos separados. Não havia necessidade de trocar palavras entre eles. Ambos queriam se tornar fortes, e essa era a oportunidade perfeita para isso.
—–
A Floresta Silenciosa estava localizada a duas milhas ao sul de Lont. Como o nome sugeria, a floresta era assustadoramente silenciosa. Você não podia ouvir o som de pássaros, bestas, ou mesmo insetos dentro desta floresta. Era uma floresta desprovida de seres vivos, com exceção de plantas e árvores.
William já havia estado aqui no passado quando James o levou para procurar ervas especiais. Embora esta floresta não tivesse animais vivos nem insetos, era rica em flora e era um bom lugar para procurar ervas raras que cresciam no estado selvagem.
Owen havia dito a ele que seu instrutor estava esperando por ele no centro da floresta, então William achou que só precisava seguir para a clareira que os locais de Lont se referem como “Hoia”.
Ao longo do caminho, o único som que William ouviu foi o de seus próprios passos. Por algum motivo, isso o deixava nervoso.
Então aconteceu…
O assobio do vento sussurrava nos ouvidos de William. Alguns segundos depois, ele sentiu uma dor cortante atingir suas costas. Ele cambaleou para frente e quase caiu no chão quando outro assobio alcançou seus ouvidos.
William não sabia o que estava acontecendo, mas seu corpo se moveu por reflexo e desviou para o lado. Foi nesse momento que ele viu uma flecha passando a poucos centímetros de seu ombro esquerdo. A flecha acertou o tronco de uma árvore antes de quicar alguns metros longe dele.
Com um rápido olhar, William reconheceu que era uma flecha cega geralmente usada para caçar pequenos animais como coelhos e esquilos.
Antes que William pudesse entender o que estava acontecendo, mais sons de assobios ecoaram pela floresta.
O garoto de cabelos ruivos imediatamente se escondeu atrás de uma árvore enquanto várias flechas cegas quicavam inofensivamente em sua casca.
“Quem é você?!” William rugiu. “Por que você está me atacando?! Você é meu novo instrutor?”
William aguçou os ouvidos para escutar uma resposta, no entanto, nenhuma veio. Em vez disso, ele ouviu outro assobio, mas desta vez, soava diferente.
O pastor não se atreveu a se mover de seu esconderijo, pois pensou que estaria seguro enquanto se mantivesse no lugar.
O que aconteceu a seguir provou que ele estava errado.
Um estrondo alto foi ouvido quando a árvore que William usava como escudo explodiu diante de seus olhos. Uma onda de choque se formou e enviou o jovem garoto batendo em outra árvore sem saber o que havia acontecido.
William sentiu todo o seu corpo doendo, mas seu instinto gritava para ele correr. Ele imediatamente ativou sua técnica de movimento, Fantasma Celestial, que aprendeu com o Discípulo do trovão.
O pastor planejava deixar a floresta para escapar de quem quer que estivesse o atacando. No entanto, o atacante, escondido nas sombras, não permitiu que ele seguisse seu caminho.
Várias explosões que quase partiram William ao meio o impediram de realizar seu objetivo. Sem outra escolha, William mudou de direção e correu em direção ao centro da floresta, onde seu “instrutor” estaria esperando por ele.
Naquele dia, o Silêncio da Floresta foi quebrado enquanto William corria por sua vida. Sempre que ouvia qualquer tipo de som – seja um assobio ou um sibilo sutil – ele imediatamente fazia zigue-zague entre as árvores na tentativa de usá-las como escudos.
À medida que William se aproximava de seu destino, o sentimento de pavor se intensificava. Era como se ele ainda estivesse dentro da Prova de Coragem e estivesse lutando contra o Ciclope sozinho. Só que desta vez, sem seus poderes.
O jovem garoto não entendia por que estava se sentindo assim. Ele sabia claramente que seu oponente era um humano e, no entanto, parecia que ele estava enfrentando uma Besta Milenar especializada em ataques de longo alcance.
Normalmente, levaria apenas duas horas a pé para chegar ao centro da floresta. No entanto, várias horas haviam se passado, e ainda assim, William não havia alcançado seu destino. Mais como, ele havia perdido seu senso de direção devido aos ataques consecutivos que o forçaram a desviar repetidamente.
Sem saber para onde ir, William foi forçado a travar uma batalha de atrito contra seu oponente desconhecido. No entanto, nesta batalha, o pastor estava em desvantagem.
Devido à sua situação atual, ele foi forçado a usar suas habilidades físicas ao limite. Ele correu, pulou, desviou, rolou, fez tudo ao seu alcance para evitar ser atingido pelas flechas que pareciam ter vida própria.
Finalmente, tudo escureceu enquanto o sol se punha no Oeste. William estava muito exausto e com fome. O som de seu estômago roncando ecoava na floresta. Ele não teve tempo para fazer uma pausa para comer nada, a única coisa que conseguiu fazer foi beber um pouco de água da garrafa de água dentro de seu anel de armazenamento.
Para evitar ser atingido, William havia focado toda sua concentração em seu senso de audição e não se importava com mais nada além de evitar os ataques impiedosos que vinham de várias direções.
Antes que percebesse, ele desabou no chão, ofegante. Seu corpo havia finalmente alcançado seu limite. Ele tentou se levantar do chão, mas seu corpo se recusava a se mover. Foi então que William ouviu o familiar som do vento assobiando e então… a escuridão desceu sobre ele enquanto ele perdia a consciência.