Reencarnação do Mestre Espírito Mais Forte - Capítulo 1414
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Capítulo 1414: A Fortaleza Ancestral e Poderosa
Era o centro nervoso central onde cada armadilha era acionada e cada formação defensiva era calibrada. Era também a única verdadeira vulnerabilidade da fortaleza—o lugar onde os pontos fracos dos encantamentos estruturais estavam ancorados.
“Você sabe o que é isso?” Becky perguntou, sua voz tremendo com uma mistura de reverência e um crescente temor. Ela olhou das paredes imponentes para William, sua testa franzida de perplexidade.
Lara avançou, seu queixo erguido com uma confiança inabalável. “Não há nada que nosso William não saiba,” ela disse, seu tom ressoando com orgulho. “Ele deve ter visto isso em algum lugar em seus estudos. Aposto que ele conhece todos os segredos, cada ‘dentro’ e cada ‘fora’ dessa coisa.”
“Eu não sonharia em apostar contra isso,” Becky admitiu, seus olhos retornando à fortaleza. Ela tinha visto William fazer milagres do nada muitas vezes para duvidar da avaliação de Lara.
William, no entanto, não compartilhava de sua bravata externa. Um sorriso amargo e cansado tocou seus lábios.
“Este é um design arquitetônico perdido de um império desaparecido,” ele explicou, observando que Becky não reconhecia o nome ‘Lookman.’
“Isto representa o pináculo absoluto de sua civilização—a maior concepção que já idealizaram. A poderosa Fortaleza de Lookman. Nas antigas lendas, dizia-se que nenhum exército existente poderia romper essas paredes se os mestres de Lookman fossem os que operassem as defesas.”
O rosto de Lara empalideceu, e ela inalou uma respiração curta e fria. “Então… isso significa que não temos chance? Se é inexpugnável…”
“Tenho certeza de que não há mestres de Lookman vivos lá em cima para operar as estações,” William disse, balançando a cabeça para dissipar seu medo. Ele endireitou sua postura, seus olhos fixando-se no ápice da estrutura. “Portanto, esse design, apesar de notável e formidável, não pode se manter contra mim.”
Ele estava com a mesma calma e graça imóvel que havia demonstrado na Cidade de Lara. Mesmo aqui, nas profundezas do coração do território inimigo, ele era o olho da tempestade.
Ao redor deles, o caos da batalha continuava; seus monstros haviam sido desencadeados, uma maré de dentes e garras que rasgava a corrente interminável de inimigos tentando invadir sua posição.
A realidade de sua situação era sóbria. Tendo cruzado o portal, agora estavam no epicentro de uma impressionante montagem militar.
Um único olhar revelava a escala da ameaça: centenas de milhares de mestres inimigos estavam reunidos ao redor da base da fortaleza.
Eles estavam em fileiras disciplinadas e aterrorizantes, cercando o portal e esperando sua vez para serem enviados ao “matadouro” de volta na Cidade de Lara.
Ao ver a massa absoluta da força oposta, William sentiu um frio estalo de realização. Fang estava certo sobre a natureza desta guerra. O inimigo havia projetado toda esta campanha como uma batalha brutal de atrito. Era uma armadilha matemática.
Mesmo que William e seus aliados mobilizassem todas as almas de cada campo de batalha através do continente, nunca poderiam igualar esses números. E a parte mais assustadora? William sabia que isso era apenas a ponta do iceberg.
Ele pôde ler a verdadeira estratégia do inimigo tão claramente quanto um mapa. Eles estavam atraindo uma armadilha.
O momento em que o lado de William puxasse mestres suficientes de outros territórios para reforçar a cidade, o inimigo mudaria suas táticas de atrito para uma ofensiva total e devastadora.
Com seus números superiores, eles sobrepujariam as fronteiras enfraquecidas e reivindicariam metade do continente em um único e sangrento golpe.
Seu caminho para a vitória havia se estreitado até ser pouco mais que um fio enfraquecido, vibrando sob o peso de um mundo inteiro. A mente de William percorreu as permutações táticas.
Não era o suficiente apenas reduzir a tropa; ele tinha que decapitar a besta. Para vencer, ele precisava contornar os soldados comuns e atacar diretamente os líderes, deixando este exército massivo e espalhado sem cabeça e confuso no grande tabuleiro de xadrez do continente.
“Devemos voltar e trazer mais mestres?”
A pergunta veio de Lara, sua voz tensa com a mesma realização sombria que atingiu William. Ela não era estrategista de profissão, mas a mera parede de inimigos diante deles ditava apenas uma conclusão lógica para sua mente.
William não hesitou, sua voz baixa e firme. “Não importa o que façamos, nenhum mestre do nosso lado pode pará-los,” ele disse, rejeitando a sugestão com um lento balançar de cabeça. “Se pedirmos ajuda, estamos meramente alimentando o plano do inimigo. Está em nossas mãos fazer a diferença agora. Então, prepare-se—você vai lutar ao meu lado.”
Ele não estava falando por bravata. Ele sabia que, se ousasse chamar um único mestre de qualquer outra frente, toda a linha defensiva da aliança desmoronaria como pergaminho seco.
Mesmo os reforços já desviados do reino caído de Anjie haviam estendido seus recursos ao ponto de ruptura, ameaçando a estabilidade de todo o esforço de guerra. Pedir mais ajuda agora seria equivalente a assinar sua própria sentença de morte coletiva.
Com uma inalação aguda, William começou sua transformação. Sua silhueta humana turvou-se e expandiu-se enquanto ele se transformava em sua forma monstruosa, uma visão aterradora de poder que comandava o campo de batalha.
Ele sacou suas armas em um movimento fluido—suas lâminas principais vibrando, suas armas voadoras pairando como predadores leais em seus ombros, e sua aljava cheia de flechas explosivas.
“Sua tarefa é impedir que qualquer inimigo passe por aquele portal, não importa o que aconteça!” ele gritou, sua voz vibrando com o poder de seu estado transformado.
Ele não esperou por uma confirmação antes de avançar, uma rajada de intenção letal em direção às linhas inimigas. “Deixarei cinquenta dos meus monstros para ajudá-la. Mantenha sua posição e não tema!”
Becky o observou ir, uma risada seca e nervosa escapando de sua garganta enquanto ela revirava os olhos. “Como se tivéssemos outra opção,” ela murmurou. Ela alcançou seu equipamento, puxando um punhado de flechas explosivas especializadas e as estendeu para Lara. “Você sabe como usar isso, certo?”
Lara agarrou as flechas, seus olhos brilhando com uma luz fria e determinada. Ela reconheceu a maestria imediatamente; estes eram os instrumentos de destruição característicos de William.