Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 243
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Capítulo 243: Chapter 243: Consumida pela Fúria
O sol da manhã lutava para nascer, lançando uma luz opaca sobre o vale. Kimberly estava junto à janela do salão sagrado, observando as nuvens se acumularem.
Seu coração estava pesado, sabendo o que estava por vir. Mohandria entrou silenciosamente, seu rosto pálido pelo cansaço de noites sem dormir.
“Tudo está pronto”, disse Mohandria suavemente. “Os guerreiros do Alfa Theo tomaram suas posições. Zach e os sete homens estão à espera de sua palavra na fronteira.”
Kimberly se virou, sua voz baixa, mas firme. “E a fortificação que fizemos — ela vai aguentar?”
Mohandria hesitou. “Deveria. Mas as forças que se juntam contra nós não são comuns. A escuridão se alimenta da dúvida, Kimberly. Não deixe que toque seu coração.”
Kimberly deu um leve sorriso, embora seus olhos brilhassem com lágrimas. “Já tocou, Mohandria. Eu posso senti-la arranhando meu espírito toda vez que fecho os olhos.”
Do lado de fora, ela podia ouvir os homens de Theo entoando palavras antigas de coragem. Sentia a conexão entre seu coração e o de Theo forte, porém trêmula sob o peso do destino.
Theo entrou na sala. Sua expressão era firme, mas seus olhos traziam tristeza. “Os batedores voltaram”, ele disse. “O exército de Derrick já está em movimento. Eles chegarão ao vale inferior ao pôr do sol.”
Kimberly se aproximou dele. “Então, é isso. O começo.”
Ele tomou sua mão gentilmente. “Se algo acontecer comigo—”
“Não,” ela interrompeu. “Lutamos juntos. Essa foi a promessa.”
Theo olhou em seus olhos, seu maxilar contraído. “Então, o que vier, enfrentamos como um só.”
Zach entrou de repente, seu tom sério. “O céu mudou de cor. É um sinal. Os espíritos estão inquietos. Eles sabem o que está por vir.”
Theo assentiu. “Então nos preparamos.”
Quando ele saiu com Zach, Kimberly olhou mais uma vez pela janela. O horizonte parecia vivo com sombras escuras se movendo lentamente e ela sussurrou baixinho: “Que os deuses da luz nos guiem.”
Mas, no fundo, ela sentiu algo mudando, como se uma força oculta estivesse observando cada movimento seu.
Enquanto isso, o alfa Derrick estava diante de seus guerreiros reunidos, seus rostos ferozes com antecipação.
Seu armadura brilhava levemente sob a luz sombria. Mona estava a poucos passos atrás dele, tentando esconder seu medo.
A voz de Derrick rugiu pelo acampamento. “Este dia marca a ascensão do nosso legado! Lutamos não apenas por sangue, mas por domínio! Por cada insulto que suportamos, por cada traição — hoje, respondemos com poder!”
Os guerreiros gritaram em uníssono, seus rugidos sacudindo o ar.
Mona deu um passo à frente, sua voz trêmula. “Derrick, deve terminar assim? Ainda há tempo para parar essa loucura.”
Ele se virou bruscamente, seus olhos ardendo com determinação fria. “Loucura? Isto é destino. Você acha que a paz é conquistada pela bondade? Não. Ela é conquistada através do fogo.”
Ela recuou, mas tentou novamente. “Então, pelo menos, me prometa uma coisa — que você vai voltar vivo.”
Por um momento, o silêncio preencheu o acampamento. Derrick olhou para ela, algo humano piscando por trás de seu olhar severo. “Se eu cair, Mona, deixe que lembrem que caí como um rei.”
Ele ergueu sua espada para o ar. “Que os deuses testemunhem nossa força! Que ninguém fique em nosso caminho!”
O exército rugiu novamente, mais alto desta vez. O fogo dançava ao redor deles enquanto batiam suas armas contra o chão em ritmo.
Mas atrás deles, nas sombras, um dos tenentes mais próximos de Derrick saiu silenciosamente, segurando um cristal escuro na mão. Seu rosto estava tenso.
Ele sussurrou para si mesmo: “Se Derrick vencer, todos queimamos. Se Theo vencer, morremos. Deve haver outro caminho.”
Ele se afastou rapidamente, dirigindo-se para as colinas orientais onde uma presença desconhecida esperava.
★★★
Em um templo em ruínas nas profundezas das montanhas, Katherina estava diante de um poço de água negra. O reflexo em sua superfície não era seu rosto, mas inúmeras faces gritando silenciosamente.
“Mostre-me,” ela sussurrou. “Mostre-me o que os aguarda.”
A água se agitou, revelando flashes de batalha, lobos se chocando, sangue enevoando o chão, e no meio de tudo, uma figura radiante cercada de luz.
Seus olhos se estreitaram. “A Deusa da Lua…” ela sibilou. “Sempre se colocando entre mim e a vingança.”
Da escuridão ao redor dela, os espíritos sem rosto começaram a circular. Seus sussurros eram frios, famintos.
“Seu momento chegou,” eles disseram. “O véu está fraco. Ataque agora, e os reinos cairão juntos.”
Katherina sorriu, sua voz ficando afiada. “A guerra começará, e quando isso acontecer, eles se destruirão. E de suas cinzas, eu reinarei.”
Os espíritos sibilaram em aprovação, suas formas girando mais rápido ao redor dela.
“Mas cuidado,” um deles sussurrou. “O equilíbrio de poder está mudando. Os renegados não obedecerão para sempre. Eles buscam sua própria glória.”
Ela se virou irritada. “Então que venham. Eu os transformarei em meus escravos ou em meus cadáveres.”
Suas mãos brilharam com energia sombria, e das sombras atrás dela, seus senhores da guerra ressuscitados apareceram, seus olhos ardendo com fogo verde.
“Marchem para o vale,” ordenou Katherina. “Quando os lobos se despedaçarem, atacamos. Que o chão beba seu sangue!”
Os senhores da guerra ergueram suas lâminas em obediência silenciosa. O som de seus passos pesados encheu o templo antigo, ecoando no horizonte escuro.
Mas pouco antes do último senhor da guerra partir, Katherina sentiu um frio, algo invisível, movendo-se pelo vento.
Ela se virou, sussurrando, “Quem ousa me espiar?”
O ar ficou imóvel. Somente seu reflexo permaneceu, mas desta vez, ele sorriu de volta para ela.
★★★
O vale estava silencioso novamente, mas era o silêncio que precedia o caos. O céu escureceu enquanto nuvens de tempestade se formavam.
Kimberly estava ao lado de Theo na linha de frente, cercada por seus guerreiros. Mohandria e Zach estavam atrás deles, seus rostos tensos mas calmos.
A voz de Theo era profunda e clara. “Ninguém se move até que eu dê o sinal. Lembrem-se pelo que lutamos — nossa liberdade, nosso povo, nosso futuro.”
Kimberly assentiu ao lado dele. Seu poder cintilava levemente ao seu redor, embora ela tentasse mantê-lo sob controle.
Um som profundo reverberou pelo vale — tambores. Então vieram os rosnados e passos de centenas de lobos.
Do outro lado, Derrick apareceu, seu exército se estendendo atrás dele. Sua presença era feroz, seus olhos brilhando vermelhos enquanto ele olhava diretamente para Theo.
“Então, começa,” murmurou Theo.
Mona estava atrás de Derrick, seu rosto pálido de preocupação. Ela sabia que nada poderia detê-lo agora.
Então, da cordilheira do norte, uma névoa espessa começou a se espalhar. Os renegados emergiram, seu líder levantando uma espada manchada de sangue. “Esta noite, nenhum alfa sairá deste lugar vivo!” ele gritou.
Antes que alguém pudesse responder, o chão começou a tremer novamente — e do sul, Katherina apareceu com seus senhores da guerra mortos-vivos, sua risada ecoando pelo ar.
Os olhos de Theo se arregalaram. “Ela está aqui.”
A voz de Kimberly tremia. “Eles estão todos aqui.”
Derrick levantou sua espada bem alto. “Então que o mundo arda!”
O poder de Theo brilhou azul. “Que seja conhecido — a luz não se curva!”
Katherina abriu os braços. “Que a escuridão os consuma a todos!”
Os renegados rugiram em uníssono, suas vozes sacudindo o vale.
E à medida que o trovão estourava acima deles, as quatro forças, luz, fogo, sombra e vingança, estavam frente a frente pela primeira vez.
O chão se partiu sob seus pés, o vento uivava pelo vale, e cada coração tremia com o que estava para acontecer.
O primeiro grito de guerra ecoou pela noite e a batalha pelo mundo começou com muitas almas prontas para serem esmagadas.