Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 241
- Home
- Reclamada pelo Rei Alfa
- Capítulo 241 - Capítulo 241: Chapter 241: Consumida pela Fúria
Capítulo 241: Chapter 241: Consumida pela Fúria
O ar dentro da sala do conselho de Derrick estava pesado de silêncio. Alguns dos anciãos haviam se reunido, sussurrando uns para os outros em medo e preocupação.
Todos pareciam nervosos, seus olhos desviando para a grande cadeira vazia que pertencia a Derrick.
Ancião Roland quebrou o silêncio primeiro.
“Não podemos continuar a vê-lo se preparar para uma guerra que nos destruirá a todos,” ele disse em um tom baixo. “Alguém deve falar com ele antes que seja tarde demais.”
Outro ancião suspirou. “Falar com o alfa Derrick? Ele não ouve mais ninguém. Seus olhos ardem com algo sombrio… algo que não consigo entender.”
Todos se viraram quando a porta se escancarou, e ele entrou. O ar ficou imediatamente tenso.
Seus passos foram lentos, mas cheios de arrogância. Sua expressão carregava orgulho e escárnio, como um rei entrando em sua sala do trono.
“Então,” ele disse com um sorriso irônico, “meu conselho agora realiza reuniões secretas sobre mim?”
Os anciãos rapidamente se levantaram, inclinando as cabeças em respeito. “Meu senhor, nós estávamos apenas—”
“Basta!” Derrick interrompeu, sua voz ecoando nas paredes. “Vocês estavam sussurrando porque estão com medo. Mas o medo é fraqueza, e a fraqueza só levará à morte.”
Ele caminhou até a frente da sala, parando bem na frente deles. “Estamos preocupados, alfa Derrick,” um deles disse calmamente. “Esta guerra de que você fala, tem certeza de que é o momento certo?”
Seus olhos se voltaram bruscamente para ele. “O momento certo?” Ele deu uma risada amarga. “O momento certo é agora. Eu esperei tempo suficiente. As terras arderão, e toda alcateia saberá quem é o verdadeiro Rei Alfa!”
Um ancião reuniu coragem para falar. “Mas Alfa, atacar agora sem estratégia trará perdas para todos nós. Precisamos—”
Derrick levantou a mão, interrompendo-o. Seu sorriso desapareceu, substituído pela raiva fria. “Qualquer um que questionar meu domínio… perderá a cabeça.”
A sala ficou completamente silenciosa. Todos congelaram, incluindo o ancião mais velho. O tom de Derrick não era uma ameaça; era uma declaração.
Ele se virou e começou a caminhar em direção à saída, sua voz calma, mas mortal.
“Preparem-se para a guerra. E se qualquer um de vocês pensar em traição, eu decorarei meu salão com seus crânios.”
Ele saiu sem dizer outra palavra, e a pesada porta bateu atrás dele. Os anciãos tremiam. Todos permaneceram em silêncio, percebendo que Derrick tinha cruzado uma linha da qual ninguém poderia trazê-lo de volta.
Enquanto isso, longe dali, em um quarto escuro cheio de sombras tremeluzentes, Katherina estava diante de um espelho.
Sua reflexão se movia como fumaça, seus olhos brilhando levemente em vermelho. A superfície do espelho mudou, mostrando uma visão de caos, lobos lutando, sangue encharcando o chão, e chamas consumindo as florestas.
Ela sorriu enquanto observava. “Então começa…” ela sussurrou suavemente.
Mas de repente, sua expressão mudou. A visão ficou embaçada. Ela se inclinou mais perto, os olhos se estreitando. “Espere… não vejo quem vence esta guerra.” Seu tom ficou inquieto. “Sou eu? Theo? Ou Derrick?”
Suas mãos seguraram a borda da mesa. “Não… há algo mais. Outra presença… alguém que não consigo ver.”
Ela deu um passo para trás enquanto sussurros começaram a encher a sala. Espíritos enfumaçados flutuavam ao seu redor, movendo-se como fitas escuras no ar. Suas vozes se misturavam como um cântico assombroso.
“Para que a escuridão prevaleça, a destruição deve vir, e um preço deve ser pago…”
Os olhos de Katherina se arregalaram enquanto olhava ao redor. “Que preço?” ela exigiu.
Os sussurros ficaram mais altos, mais frios.
“Você está pronta para o preço?”
Seus lábios se curvaram em um sorriso malicioso. “Farei o que for preciso. Se isso significa exterminar a espécie deles… então que seja!”
Ela jogou as mãos para o alto, rindo sombriamente enquanto a sala se enchia de fumaça e os espíritos desapareciam. Mas, no fundo, até mesmo Katherina podia sentir a incerteza do que ela acabara de prometer.
★★★
Na floresta, longe de qualquer terra de alcateia, os renegados haviam se reunido sob o luar. Seus rosnados preenchiam o ar.
A tensão era densa entre eles enquanto discutiam sobre quem deveria liderar a batalha que se aproximava.
“Você nos leva apenas à fome e à perda!” um deles gritou. “Você toma decisões sozinho. Merecemos uma voz!”
O líder, um renegado alto com cicatrizes no rosto, deu um passo à frente. “Você se atreve a questionar meu comando?” ele perguntou, sua voz fria e afiada.
“Eu ouso questionar seu orgulho!” o desafiador latiu de volta. “Precisamos de um líder que ouça, não de um que governe pelo medo.”
O maxilar do líder se contraiu. Ele deu um passo mais perto. “Então vamos resolver isso em combate. Uma luta até a morte!”
“Eu aceito,” o desafiador disse, estalando os dedos.
Eles circundaram um ao outro, olhos travados em ódio. Então, como um raio, eles colidiram. Rosnados ecoaram pela noite. Sangue salpicou o chão enquanto garras rasgavam a carne.
Em segundos, o líder se moveu mais rápido do que o olho poderia acompanhar. Ele mergulhou sua mão no peito do desafiador e arrancou seu coração.
O silêncio se seguiu. O coração caiu no chão, ainda batendo fracamente antes de parar.
O líder ergueu sua mão ensanguentada, os olhos queimando vermelhos sob o luar.
“Alguém mais deseja me desafiar?” ele rugiu.
Ninguém se moveu. Um por um, todos se ajoelharam diante dele.
“Lidere-nos à vitória e devolva-nos nossa honra!” gritaram juntos, suas vozes ecoando por entre as árvores.
O líder acenou uma vez, um sorriso cruel no rosto. “Então vamos nos preparar para a guerra. A lua será testemunha de nossa vingança.”
★★★
O salão secreto estava quieto, velas tremeluzindo enquanto Theo, Kimberly, Elijah e Mohandria se sentavam ao redor da grande mesa. Mapas e pergaminhos estavam espalhados diante deles, linhas traçadas através de territórios.
“A guerra está chegando mais rápido do que esperávamos,” Elijah disse suavemente. “Os homens de Derrick já estão se movendo.”
Theo se inclinou para frente, sua voz firme apesar de seu cansaço. “Não podemos esperar mais. Atacaremos não apenas se formos forçados a defender. Não lutamos por glória; lutamos para proteger o que resta.”
Kimberly assentiu. “Não podemos perder mais ninguém.” Seus olhos se abaixaram, uma tristeza passando brevemente por seu rosto.
Antes que Mohandria pudesse falar, as pesadas portas se abriram de repente com um rangido lento. Todos se viraram instantaneamente, suas mãos prontas para a defesa.
Da porta, uma voz familiar quebrou a tensão.
“Por que eu não estaria aqui… quando o Alfa chamou?”
Era Zach.
O rosto de Kimberly se iluminou em surpresa e alívio. “Zach!” ela exclamou, movendo-se rapidamente na direção dele. Atrás dele estavam sete figuras altas vestidas com capas escuras, seus rostos escondidos.
Theo levantou-se, sorrindo ligeiramente. “Você veio mais rápido do que eu imaginava.”
Zach sorriu. “Claro. Você chamou, e eu respondi.” Ele abraçou Kimberly e apertou firmemente a mão de Theo. “Você uma vez salvou minha vida. Eu não ficaria de lado agora.”
Ele se virou para gesticular em direção aos homens atrás dele. “Esses sete representam os deuses da imortalidade.
Seus ancestrais lutaram ao lado deles séculos atrás. Eles juraram se levantar novamente quando sua linhagem chamasse por ajuda.”
Os olhos de Mohandria se arregalaram levemente. “Então a profecia está cumprida.”
Theo olhou para as sete figuras, depois de volta para Zach. Sua voz carregava profunda gratidão. “Obrigado… a todos vocês. Precisaremos de toda a força que pudermos obter.”
Zach sorria calmamente. “Eles são guerreiros incomparáveis. Metamorfos que nunca perderam uma batalha. Você não está sozinho nesta luta, Alfa Theo.”
Theo olhou ao redor da mesa, para os olhos determinados de Elijah, para a calma mas feroz determinação de Kimberly, e para a força silenciosa de Mohandria. Pela primeira vez em semanas, a esperança reacendia.
Ele colocou a mão sobre o mapa e falou com autoridade silenciosa.
“Então, venha amanhã…” ele disse, levantando o olhar para encontrar o deles.
Um leve sorriso tocou seus lábios, carregando tanto poder quanto mistério.
“Nós vamos festejar.”
E com essas palavras, o silêncio encheu o salão, um silêncio pesado com o peso do destino e da tempestade que estava prestes a começar.