Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 240
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Capítulo 240: Chapter 240: Consumida pela Fúria
Katherina ficou onde a noite e a névoa se encontravam. Figuras em mantos escuros formaram um círculo, rostos escondidos, suas vozes finas como o vento. Fumaça rastejava entre eles, enrolando-se como memória viva.
“Devemos fazer da reunião um túmulo para ambos os reis,” Katherina disse suavemente. Suas palavras deslizaram sobre o silêncio e afundaram.
“Quando eles se enfrentarem, seus exércitos se quebrarão. Dos destroços, uma nova ordem surgirá.”
Um sem rosto inclinou-se para a frente, respondendo sem nome. “Fecharemos os caminhos. Rios mudarão. Mentes se fracturarão. Eles se matarão antes de saberem o que os atingiu.”
Os lábios de Katherina se curvaram em um pequeno e duro sorriso. “A dor abre portas. Use-a. Deixe a dúvida engrossar sua coragem. Sussurre sinais falsos. Que irmãos desconfiem de irmãos. No momento em que atacarem, deixamos a sombra golpear.”
Outra voz, mais velha e oca, acrescentou, “E quanto à escolhida da Lua? Sua fúria cresce. Ela poderia queimar qualquer esperança.”
“Ela é o ponto do meu plano,” Katherina disse. “Sua dor será uma lâmina. Eu a empurro em direção a ela e vejo como ela corta tanto amigos quanto inimigos. Quando a poeira assentar, tomarei o que foi roubado há muito tempo.”
O círculo cantava baixo, um ritmo que parecia o batimento de um tambor distante. Sob esse som, os planos se desdobravam:
enchentes, ilusões, quedas de confiança. Katherina fechou os olhos e deixou o escuro falar por ela. O ritual não apenas chamava espíritos. Alimentava um futuro faminto por ruína.
Enquanto isso, profundamente na floresta, sombras se moviam com propósito. Os renegados se reuniram em torno de um mapa preso ao chão.
Rostos estavam nus aqui, mas seu líder usava uma meia-máscara, uma marca de quem já pertenceu e agora foi banido.
“Esperamos até que ambas as alcateias se atirem uma contra a outra,” o líder disse. “Sangue cobrirá o campo. Atacamos onde nenhum guarda espera. Tomamos o que eles protegem e não deixamos telhado para eles se esconderem.”
Um batedor trouxe notícias e caiu de joelhos. “Um homem da própria casa de Derrick vendeu segredos. Ele conta aos renegados quando os soldados marcham, quando as armas se movem, quem dorme e quem vigia.”
Murmúrios surgiram. “Um espião dentro das muralhas do Alfa,” outra voz disse. “Se for verdade, podemos nos mover como fumaça e colocar as mãos em seu peito sem aviso.”
O tom do líder se aguçou. “Este espião guiará nossos passos. Mas ele deve ser confiável. Se ele mentir, ele morre.”
O homem da Alcateia de Derrick estava à parte, coberto pelas costas dos outros. Seus olhos dardejavam, culpa e medo lutando em seu rosto.
Ele esperava que sua moeda comprasse segurança. Em vez disso, ele escolhera uma faca que um dia o cortaria.
“Use o espião,” ordenou o líder. “O tempo é nossa riqueza. Quando ambos os campeões enfrentarem um ao outro, atacamos os flancos, os armazéns, os acampamentos. Lançamos seus planos no caos. Não queremos apenas terra. Queremos vingança.”
Eles armavam armadilhas em silêncio, colocavam mensageiros em caminhos errados e espalhavam boatos como gelo fino. Cada renegado saiu com uma tarefa precisa e um coração voltado para uma noite em que o mundo se inclinaria.
★★★
O dia chegou com um céu que recusava cor. Pessoas estavam juntas em um espaço destinado ao luto. Capas pretas beiravam a multidão.
Kimberly vestia branco, uma única marca brilhante entre tecidos escurecidos. Ela não escondia sua tristeza. Ela a enfrentava.
Preces subiam e desciam. Rostos mostravam perda com linhas traçadas profundamente. Mohandria e Elijah mantinham-se na frente. As palavras faladas sobre uma vida eram simples, verdadeiras e pequenas diante do luto.
Quando o ritual terminou, um silêncio caiu tão alto que botas soavam como trovão. Então Theo avançou.
Ele estava quieto desde seu retorno, mas seu corpo carregava um novo peso. Ele se levantou e inspirou profundamente.
“Aqueles que participaram deste crime,” Theo disse, com a voz baixa e dura, “vão responder. Não deixarão nenhum nome intocado. Ninguém que ajudou ou assistiu escapará.”
Uma frieza cortou seu tom. Olhos se levantaram para encontrar os dele. A cor em seu olhar mudou, tornando-se um azul claro e afiado. Era como ver gelo e amanhecer ao mesmo tempo, a força retornando, um poder despertando.
Kimberly o observava, lágrimas secando em seu rosto. A multidão se mexia. Homens que haviam duvidado desviavam o olhar.
Aqueles que permaneceram firmes fortaleceram sua postura. A voz de Theo soava como um comando e não um pedido.
“Elijah,” ele disse, “prepare os homens. Não vamos esperar que eles venham.”
A mão de Elijah apertou o cabo ao seu lado. Ao redor deles, as pessoas se moviam como um corpo que havia encontrado um ritmo.
Esperança e ira trançadas juntas. O funeral foi tanto um fim quanto um chamado às armas.
Mais tarde, naquela mesma noite no salão de Derrick, soldados alinhavam-se na entrada. Notícias do voto público de Theo haviam chegado a todos os cantos.
O Alfa caminhava entre seu povo como se vestisse trovão. Ele podia sentir o gosto da guerra em seus lábios.
Um homem foi arrastado para frente. Ele estava magro, ombros curvados, olhos suplicantes. Nenhum amigo o tocou.
Rostos de homens que uma vez sorriram para ele agora eram pedra. O destino do traidor havia sido selado muito antes de ele alcançar o chão.
Derrick olhou para ele, e seu olhar era uma queima lenta. “Você contou nossos planos para aqueles que desejam nos destruir,” ele disse, com a voz firme e cruel. “Você entregou nosso futuro a facas.”
O homem implorou. Ele disse nomes. Implorou por misericórdia. Soldados o mantiveram no lugar.
A mão de Derrick encontrou o colarinho do traidor e o ergueu para ficar de pé. Ele não falou enquanto se movia. Não houve julgamento naquela câmara, apenas um veredicto rápido entregue em um segundo rigoroso.
A mão de Alfa Derrick alcançou seu peito, arrancando seu coração a sangue frio e jogando seu coração arrancado no chão.
Quando Derrick terminou, a sala prendeu a respiração. Nenhum grito ecoou depois. Apenas o som pesado de homens aprendendo o que a traição custa.
Ele se virou para as fileiras reunidas e ergueu sua voz para que todo ouvido pudesse ouvir. “Que aqueles que estão comigo não mostrem fraqueza. Que vejam que traidores não terão nenhum vestígio de misericórdia.”
Seu rosto endureceu. A multidão abaixou a cabeça, alguma inquietação tremulava em seus traços.
Os olhos de Derrick brilhavam um vermelho feroz, não apenas de crueldade, mas como um ferreiro que martelou sua vontade em uma única forma.
Ele caminhou lentamente em direção à janela e olhou para as terras que em breve tremeriam.
“Deixem que venham até mim e todos desmoronarão aos meus pés!”
As palavras cortaram o salão como uma lâmina. Lá fora, o vento aumentou. O mundo parecia pequeno e pronto para quebrar.