Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 235
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Capítulo 235: Chapter 235: Consumida pela Fúria
Um dia antes…
A escuridão se enrolava em torno das bordas do reino esquecido onde Katherina estava. Sua risada ecoava suavemente enquanto chamas azul-pálidas flutuavam ao seu redor.
Os espíritos dos mortos circulavam, seus olhos ocos ardendo com ódio antigo.
“Então, a Deusa da Lua finalmente treme,” Katherina sussurrou, sua voz calma, mas perigosa. “O coração de Kimberly é minha chave. A dor abrirá seu poder mais rápido do que o amor jamais poderia.”
Um espírito sombreado se aproximou. “Você fala de mentiras, Katherina. O que isso nos custará?
Katherina sorriu levemente. “Apenas a verdade. Vou sussurrar em seus sonhos a imagem da morte de Theo. Sua dor irá rasgá-la.
A raiva irá consumi-la, e quando ela perder o controle, o equilíbrio da luz irá desmoronar.”
Outro espírito sibilou, “E os lobos? Os que nos destruíram? O que acontece com eles?”
“Eles irão cair. Um por um,” Katherina respondeu friamente. “Mas primeiro, Alfa Derrick deve desempenhar seu papel. Sua sede de poder o cega. Eu usarei essa cegueira como a corda em torno do pescoço dele.”
Os espíritos murmuraram em deleite, suas vozes tremendo com vingança.
“Derrick acredita que o poder que envio vem de seus ancestrais,” ela continuou com uma risada baixa. “Mas vem de vocês, aqueles traídos pelos lobos. Alimentem-se dele até que ele arda por dentro.”
Ela levantou a mão, e as chamas azuis cresceram mais altas, revelando uma imagem de Kimberly dormindo inquieta, seu rosto torcido de medo.
Katherina sussurrou um feitiço, sua voz afundando no ar como veneno. “Deixe-a ver o que nunca aconteceu. Deixe-a acreditar que o sangue de Theo tocou o chão.”
Os espíritos cantaram suavemente, e a ilusão começou a se tecer nos sonhos de Kimberly, o corpo de Theo sem vida, seus olhos se apagando, sua voz chamando seu nome.
Quando terminou, Katherina baixou as mãos e disse suavemente, “Quando ela despertar, seu coração estará em cinzas, e a raiva da Lua responderá apenas a mim.”
Os espíritos uivaram em aprovação, sacudindo a escuridão.
“Em breve,” Katherina disse, seu sorriso desaparecendo em um sussurro, “Theo será esquecido, Derrick será escravizado, e a Deusa da Lua se ajoelhará.”
As chamas se apagaram. O silêncio retornou, espesso e frio.
De volta ao presente…
As paredes do templo tremiam com um poder invisível. Kimberly gritou, sua energia explodindo fora de controle.
O ar pulsava com ondas que derrubavam qualquer coisa próxima a ela. Seus olhos brilhavam intensamente em vermelho, e o som de sua voz sacudia até o chão sob seus pés.
Elijah gritou, “Precisamos detê-la agora!”
Sua mãe gritou, “Kimberly, por favor! Não é real! Não se perca!”
Mas Kimberly já não conseguia ouvi-los. Sua voz se ergueu em fúria. “Eles o mataram! Eu vi! Eu senti!”
Mohandria estava no centro, seu cajado brilhando fracamente. Ela não tinha escolha. “Perdoe-me, Kimberly,” ela sussurrou sob sua respiração. “Só isso pode te salvar.”
Ela começou a cantar em língua antiga—palavras perdidas no tempo. Seu corpo tremia enquanto o feitiço consumia sua força.
Uma luz branca se ergueu do chão, girando em torno de Kimberly, envolvendo-a em uma espiral de energia.
Os olhos de Kimberly se arregalaram enquanto ela sentia seu poder sendo puxado de volta para seu coração. Ela lutou, gritando, “Não! Não me impeça! Eu devo salvá-lo!”
A voz de Mohandria tornou-se fraca, tremendo. “Você vai se destruir! Essa raiva não é sua!”
Kimberly gritou novamente, a última de sua força explodindo antes que o feitiço se fechasse completamente. O brilho vermelho em seus olhos piscou e sumiu.
Seu corpo ficou imóvel. Ela desabou no chão.
O corpo de Mohandria tremia, o cajado caindo de suas mãos. Elijah correu à frente a tempo de pegá-la antes que ela caísse.
“Ela está inconsciente,” ele disse em pânico. “Mohandria, fique comigo!”
Mas os lábios de Mohandria mal se moviam. “A ligação… vai segurar… por enquanto.”
Seu corpo ficou mole nos braços de Elijah.
Kimberly jazia imóvel ao lado dela, a respiração superficial. Sua mãe ajoelhava-se ao seu lado, lágrimas escorrendo pelo rosto.
“Por favor, volte para mim,” ela sussurrou. “Por favor.”
O silêncio que se seguiu era pesado, quase sufocante. Dois corpos jaziam imóveis, um preso pelo poder, o outro drenado pelo sacrifício.
★★★
A noite cobria o assentamento da alcateia quando Mona saiu silenciosamente. Seu manto escondia o rosto enquanto ela entrava em um caminho estreito que levava às profundezas da floresta.
Lá, em uma pequena cabana, um velho médico esperava, seus olhos afiados apesar da constituição frágil.
Mona fechou a porta atrás dela. “Preciso de mais das ervas,” ela disse suavemente. “As que você me deu antes não são mais suficientes.”
O velho homem a estudou cuidadosamente. “Você deseja reforçar seu controle sobre o Alfa novamente, não é?”
Sua voz tremia ligeiramente. “Eu só quero um filho. Quero garantir meu lugar ao lado dele. Ele não tem tempo para o amor, mas não vai ignorar um herdeiro.”
O médico deu uma risada seca. “Seu coração é tão perigoso quanto a fome dele por poder. O que eu te dou não sairá barato.”
“Pago o que for preciso,” Mona disse rapidamente.
O velho homem alcançou uma caixa de madeira e trouxe um pequeno frasco. O líquido dentro reluzia tenuemente.
“Adicione três gotas ao chá da manhã dele,” ele instruiu. “Isso despertará desejo nele sem que ele saiba. Ele a buscará noite após noite até seu desejo se realizar.”
Mona segurou o frasco firmemente. “Ele vai descobrir?”
“Só se você quiser,” o médico respondeu com um sorriso. “Mas lembre-se, muito disso escurecerá a mente dele.”
Ela hesitou, o medo tremeluzindo em seus olhos. “Escurecer como?”
Ele se aproximou, seu tom baixo. “Ele se tornará inquieto, violento, imprevisível. Mas esse é seu risco a correr.”
Mona pegou o frasco e assentiu. “Eu não me importo. Farei o que for preciso.”
Enquanto ela saía, o velho homem murmurou para si mesmo, “Tolos de poder e amor, sempre fáceis de arruinar.”
★★★
No centro de uma câmara escura, Derrick estava cercado por três figuras de manto.
Eles não falavam palavras, apenas murmuravam estranhas invocações enquanto uma luz vermelha circulava seu corpo. Seus olhos se fecharam enquanto o poder corria por ele, preenchendo cada parte de seu ser.
Quando o ritual acabou, ele abriu os olhos, respirando pesadamente. “Posso sentir,” ele disse, maravilhado. “É mais forte do que qualquer coisa que eu já conheci.”
Um dos feiticeiros falou suavemente. “Com este dom, ninguém o desafiará. Seus inimigos se curvarão, e os escolhidos da Lua cairão.”
Derrick sorriu. “Kimberly e Theo não ficarão no meu caminho desta vez. Vou acabar com ambos.”
O feiticeiro mais alto se aproximou. “Use sua força sabiamente, Alfa. A energia que lhe demos não deve ser desperdiçada na dúvida.”
“Não tenho dúvidas,” Derrick disse friamente. “Apenas propósito.”
Enquanto eles desapareciam nas sombras, um deles sussurrou para outro, “Ele acredita que o poder é dele. Em breve, ele os destruirá e então destruirá a si mesmo.”
O outro respondeu, “Como Katherina planejou. O lobo comerá sua própria espécie antes de perceber quem controla a corrente.”
Derrick cerrou os punhos, inconsciente dos sussurros sombrios que o seguiam. Ele olhou para o céu noturno através do teto aberto.
“Este é o meu momento,” ele disse em voz alta. “Deixe o mundo ver a ascensão do Alfa Derrick.”
O vento uivou, carregando ecos tênues de risos, o riso da própria Katherina.
Sua voz pairou no ar, fria e cruel. “Ascenda, Alfa… ascenda o mais alto que puder, antes que a queda comece.”
A luz ao redor de Derrick piscou uma vez, como se o avisando de algo invisível. Ele não notou. Ele ficou ereto, sorrindo levemente, acreditando que havia vencido.
Mas à distância, o trovão rugia, e uma única faixa de sombra passou sobre a lua… A escuridão se aprofundou e a noite sussurrou seu destino.