Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 234
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Capítulo 234: Chapter 234: Consumida pela Fúria
Kimberly sentou-se na beira de sua cama, suas mãos tremendo. O brilho em seus olhos não havia desaparecido, embora ela tentasse respirar fundo para dissipá-lo.
Sua mãe estava parada na porta, seu rosto pálido, seus lábios tremendo como se quisesse falar, mas não conseguisse.
Elijah estava com os punhos cerrados, como se estivesse pronto para se proteger caso seu poder se manifestasse. O olhar de Mohandria estava firme, mas sob sua superfície calma, o medo persistia.
“Não se aproxime,” Kimberly disse, sua voz estranha, carregada de algo antigo.
Ela olhou para suas mãos, sussurrando para si mesma. “O que está acontecendo comigo? Por que sinto esse fogo dentro de mim?”
Sua mãe deu um passo hesitante à frente. “Kimberly… é a parte de você que oramos para nunca despertar. Você deve lutar contra isso. Por favor, antes que isso a consuma.”
Kimberly virou-se bruscamente, seus olhos carmesins brilhando mais intensamente. “Lutar contra isso? Você quer que eu permaneça fraca enquanto Theo sofre? Quer que eu feche meus olhos enquanto ele sangra no escuro?”
A voz de sua mãe se quebrou. “Essa raiva vai destruir mais do que seus inimigos. Ela vai destruir você e todos que você ama.”
O peito de Kimberly subia e descia enquanto a raiva e a tristeza se misturavam dentro dela. “Então deixe destruir. Se ele morrer, nada mais importa.”
Suas palavras atingiram profundamente o coração de Elijah. Ele deu um passo à frente, seu tom desesperado. “Kimberly, escute a si mesma! Theo nunca iria querer que você queimasse o mundo por ele.
Você deve se agarrar a quem você é. Não deixe sua dor se tornar uma arma que nenhum de nós pode impedir.”
Por um breve segundo, o fogo em seus olhos diminuiu. Ela fechou os olhos e sussurrou, “Mas como vivo com esse vazio?
Toda noite, vejo-o cair. Toda noite, ouço sua voz implorando por mim. E acordo com o silêncio.”
Sua mãe cobriu o rosto com as mãos, lágrimas caindo livremente. “Ela tem visto isso em seus sonhos. A visão é mais forte do que eu pensei…”
Mohandria ergueu seu cajado, sua voz firme. “Kimberly, se você se render a esse poder, você não salvará Theo. Você se tornará o que a profecia avisou—uma força de destruição.”
Kimberly virou a cabeça em sua direção, sua voz repleta de fogo. “E se a profecia estava errada? E se esse poder é a única maneira de trazê-lo de volta?”
A garganta de Elijah apertou. Ele sussurrou para si mesmo, quase como se confessasse, “É assim que a escuridão começa… com boas intenções que se transformam em outra coisa.”
Kimberly ouviu-o. Ela o encarou com olhos afiados. “Acha que não posso ouvir suas dúvidas? Você acha que sou o inimigo agora, não é? Você tem medo de mim.”
Elijah hesitou, então admitiu, “Sim. Tenho medo. Não porque duvide do seu amor por Theo, mas porque vejo o que isso está fazendo com você.”
A sala ficou tensa. O silêncio pressionava sobre eles. A respiração de Kimberly tremia, seus olhos piscando entre vermelho e sua cor normal enquanto suas emoções lutavam dentro dela.
Finalmente, ela sussurrou para si mesma, quase quebrada, “Talvez medo seja tudo que eu trarei…”
Sua mãe correu para frente então, ignorando o perigo. Ela agarrou as mãos de Kimberly, lágrimas caindo nelas. “Não diga isso. Você não é uma maldição.
Você é minha filha. Você é luz, mesmo que não veja isso agora. Agarre-se a essa luz, por favor.”
Kimberly olhou para o rosto de sua mãe, dividida entre raiva e amor. Sua voz suavizou pela primeira vez. “Se ele morrer, mãe… eu perderia essa luz para sempre.”
O brilho em seus olhos diminuiu ligeiramente, o suficiente para sua mãe soltar um suspiro trêmulo de alívio. Mas antes que alguém pudesse falar novamente, uma batida trovejou na porta.
Elijah moveu-se rapidamente para abri-la. Um jovem guerreiro tropeçou para dentro, ofegante. “Alfa Derrick enviou uma mensagem. Ele afirma que sabe onde Alfa Theo está sendo mantido.”
As palavras congelaram todos no lugar. O coração de Kimberly bateu forte em seu peito. Seus olhos queimaram novamente, mas desta vez com esperança desesperada.
“Onde?” ela exigiu, se erguendo bem alto.
O guerreiro engoliu em seco. “É uma armadilha. Tenho certeza disso. Mas a mensagem dizia que se você quiser Theo vivo, deve ir sozinha.”
A mãe dela gritou imediatamente, “Não! Você não entrará nas garras do Derrick sozinha!”
Kimberly cerrou os punhos, tremendo. “Se houver mesmo a menor chance de Theo estar lá, eu irei. Não importa se é uma armadilha.”
A voz de Mohandria interviu firmemente. “Você está sendo testada, Kimberly. Isso é para te quebrar ainda mais. Se entrar nisso às cegas, pode perder mais do que Theo.”
A respiração de Kimberly ficou mais pesada. Ela queria gritar, rasgar o mundo, mas lá no fundo, o medo sussurrava para ela—medo de perder-se completamente.
“Não posso ficar aqui enquanto ele sofre!” ela gritou, lágrimas escorrendo pelas bochechas. “Eu preferiria morrer tentando do que viver sabendo que o abandonei.”
Os soluços de sua mãe encheram a sala. O maxilar de Elijah ficou rígido, dilacerado entre o dever e a lealdade. O silêncio de Mohandria era mais alto do que qualquer palavra.
Kimberly fechou os olhos, sussurrando para si mesma, “Aguente firme, Theo. Aguente só mais um pouco.”
★★★
Duas noites depois, a tempestade dentro dela não havia acalmado. O sono se recusava a vir. Quando finalmente veio, arrastou-a para outra visão.
Ela estava correndo por uma floresta, perseguindo uma sombra. A voz de Theo chamava seu nome fracamente, mais fraca do que antes. Ela forçou mais, galhos cortavam sua pele, mas nenhuma dor a deteve.
Então ela o viu novamente, seu corpo no chão, inerte, seu sangue encharcando a terra.
Kimberly gritou e caiu de joelhos. A sombra sem rosto apareceu mais uma vez, sussurrando, “Seu amor é sua fraqueza. Sua fúria será seu fim.”
Ela alcançou Theo, mas quando suas mãos o tocaram, ele se transformou em pó em seus braços.
Seu grito despedaçou o sonho.
Kimberly levantou-se de um salto em sua cama, ofegante, encharcada de suor. Seu grito ecoou pela mansão.
Seus olhos se abriram e eles brilhavam carmesim mais uma vez. Mais forte do que antes.
Seu poder pulsou como fogo por suas veias. As velas na sala explodiram em chamas sem serem tocadas.
Sua mãe, Elijah e Mohandria invadiram o quarto. Mas no momento em que a viram, pararam abruptamente.
Kimberly estava no centro, seu cabelo esvoaçando como se movido por vento invisível, seus olhos ardendo vermelhos como sangue derretido.
Ela se virou lentamente para eles, sua voz irreconhecível, sobreposta com algo antigo e aterrorizante.
“Eles finalmente o mataram. Eu vi isso. Theo se foi!”
Sua mãe balançou a cabeça freneticamente. “Foi um sonho! Não deixe que isso te consuma!”
Mas o poder de Kimberly rugiu, sacudindo as paredes. O ar cheirava a queimação.
Elijah sussurrou em terror, “Está acontecendo… ela está perdendo o controle de verdade desta vez.”
Os olhos vermelhos brilhantes de Kimberly fixaram-se neles, sua voz trovejante. “Se o mundo ousar tirá-lo de mim… então o mundo irá pagar, todos irão pagar.”
O quarto irrompeu com uma onda de choque de energia, lançando todos para trás.
Sua mãe gritou, Elijah arfou, Mohandria protegeu o rosto. E Kimberly permaneceu de pé, olhos carmesim, consumida pelo poder que todos temiam.