Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 232
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Capítulo 232: Chapter 232: O Começo do Fim
Os dias se transformaram em semanas. A confusão pelo desaparecimento súbito do Alfa Theo não havia desaparecido; em vez disso, se aprofundou a cada nascer do sol.
Rumores se espalharam como fogo, sussurros rastejando através das alcateias, através de aliados, através de inimigos.
Alguns diziam que Theo havia sido levado pelos espíritos, outros diziam que ele foi traído de dentro, e alguns murmuravam que talvez a própria Deusa da Lua o havia escondido.
Kimberly se portava com a compostura de uma rainha, mas dentro de seu peito, o silêncio gritava.
Ela ficava sentada por horas olhando para o nada, suas mãos tão fortemente fechadas que deixavam cicatrizes nas palmas.
Elijah ficava próximo a ela com frequência, mas nem mesmo sua presença podia consertar o buraco deixado pela ausência de Theo.
Em uma noite, três semanas depois, Elijah finalmente quebrou o silêncio pesado na câmara do conselho.
“Mohandria,” ele disse, sua voz tensa, “você ouviu algo dos anciões? Algum sinal, algum vestígio dele?”
Mohandria parecia cansada, seu rosto pálido. “Nada. Toda busca termina em sombras. É como se ele nunca estivesse lá naquela noite. Encontramos sangue, sim… mas o chão engoliu o rastro.”
Kimberly fechou os olhos com aquelas palavras. Seu coração pulsava dolorosamente. Ela sussurrou, quase para si mesma, “Sangue… mas nenhum corpo. Isso significa que ele está vivo. Eu posso senti-lo. Eu saberia se sua alma me deixasse.”
‘Theo não é fraco e nunca foi… Eu confio que ele se manterá forte onde quer que esteja. Ele definitivamente voltará para mim.’ Kimberly pensou brevemente consigo mesma.
Elijah inclinou-se para frente. “E ainda assim, alguém está jogando um jogo perigoso conosco. Quem quer que o tenha levado fez questão de que ficássemos cegos.
Você entende o que isso significa? Estamos lidando com alguém que conhece a força dele e planejou isso por muito tempo… Suspeito de magia negra nesta situação.”
A voz de Kimberly falhou, embora seu rosto permanecesse firme. “Então eu vou encontrá-los. E quando eu encontrar, eles vão implorar às estrelas por misericórdia.”
Mohandria colocou uma mão na mesa. “Kimberly, a raiva não o trará de volta. Precisamos de clareza. Precisamos de paciência.”
Kimberly virou-se para ela abruptamente. “Paciência? Quando o homem que amo está em algum lugar no escuro? Você acha que eu consigo dormir, Mohandria?
Você acha que eu consigo respirar sabendo que ele pode estar acorrentado ou sangrando ou—” ela interrompeu, sua respiração trêmula.
Elijah baixou o olhar, sua própria voz carregada de culpa. “Eu deveria ter sido mais rápido naquela noite. Eu deveria ter estado ao lado dele.”
Kimberly balançou a cabeça. “Não se culpe, Elijah. Isso não foi descuido. Foi orquestrado.” Seu tom caiu para um sussurro. “Alguém sabia quando atacar. Alguém próximo.”
A câmara se tornou fria com aquela sugestão.
★Duas semanas depois.★
A noite estava pesada com nuvens quando o primeiro sinal surgiu.
Um mensageiro irrompeu na casa segura onde Kimberly e Elijah estavam reunidos com os feiticeiros. Seu rosto estava pálido, sua respiração ofegante.
“Eu—Eu o vi,” o mensageiro gaguejou.
O coração de Kimberly quase parou. “Onde?” ela exigiu, avançando apressadamente, segurando sua gola. “Onde você o viu?”
O homem tremia. “Perto do limite da floresta. Juro que era ele. Mas—ele estava amarrado. Arrastado para uma carruagem por homens vestidos com mantos.”
Elijah apertou os punhos. “Você os seguiu?”
O homem balançou a cabeça, a vergonha estampada em seu rosto. “Eu tentei. Mas o chão… engoliu seus rastros. Um momento eles estavam lá, no outro eles tinham sumido.”
“Deusa da Lua, você acha que Derrick e Mona têm algo a ver com isso?” Elijah perguntou com curiosidade nos olhos.
“Eu não tenho certeza, mas eles podem estar envolvidos nisso… Precisamos fazer algo rápido.” Kimberly disse suavemente.
Os lábios de Kimberly tremiam enquanto ela sussurrava, “É ele. Tem que ser ele. Espíritos, guiem-me…”
A sala caiu em um silêncio inquieto. Os olhos de todos estavam nela, esperando por direção.
Finalmente, Kimberly disse firmemente, “Procuramos novamente. Dia e noite. Se a terra os esconde, então destruiremos a terra.”
Enquanto isso…
A escuridão envolveu Theo como um manto sufocante. Durante semanas, ele se perdeu entre sombras de consciência.
Ele se lembrava da dor do fogo rasgando seu lado, o choque do ar frio contra sua pele, o peso do silêncio pressionando sobre ele.
Quando finalmente seus olhos se abriram, ele se viu olhando para o teto úmido de uma sala desconhecida.
O ar estava pesado, carregado de poeira e ferro. Seus braços e pernas estavam presos com correntes que pulsavam estranhamente, como se estivessem vivas.
Ele tentou se mexer, mas as correntes apertaram, cravando-se em sua pele.
“Que lugar é este?” sua voz ressoou áspera, seca pela sede. Seu coração batia com desafio.
Então, da escuridão além, veio uma risada. Baixa, fria, prolongada.
Theo permaneceu imóvel, seus olhos se estreitando. “Mostre-se!”
A voz ecoou, sem pressa. “Então, o poderoso Alfa Theo desperta finalmente.”
Os músculos de Theo se tensionaram contra as correntes, a fúria subindo em seu peito. “Covarde. Entre na luz e me enfrente!”
Mas a voz apenas riu novamente, mais dura desta vez. “Luz? Não há luz aqui. Não para você. Este é o começo do seu fim, Alfa Theo.”
A respiração de Theo parou. A voz deslizou como gelo em seus ossos. Ele tentou ver a figura, mas as sombras se recusavam a dar-lhe forma.
“Você pensa que seu vínculo o protege. Você pensa que seu povo pode salvá-lo. Mas aqui—” a voz pausou, como se degustando o momento, “—você não é nada além de presa.”
Theo rosnou entre dentes cerrados. “Você me subestima.”
“Não,” a voz respondeu, zombeteira e cruel. “Eu sei exatamente o que você é. E é por isso que você está aqui.”
O som das correntes se apertando novamente enviou ondas de dor através dele. Theo sufocou um grito, sua mandíbula cerrada em silêncio teimoso.
A voz riu mais uma vez, ecoando na câmara oca, até parecer que as próprias paredes tremiam.
O coração de Theo batia forte enquanto ele sussurrava em sua mente, ‘Kimberly… você pode me sentir?’… Mas havia apenas silêncio.
A voz fria cortou o ar uma última vez.
“Este é o começo do seu fim, Alfa Theo!”
E a risada que se seguiu perfurou a escuridão, cruel e interminável, enquanto o captor desconhecido permanecia escondido nas sombras.
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