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Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 230

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Capítulo 230: Capítulo 230

A noite carregava uma estranha quietude. Theo segurava Kimberly firmemente, seu coração batendo alto em seus ouvidos. Mas o dela estava mais rápido, irregular, como se algo estivesse lutando para tomar o controle de dentro.

Ele se afastou ligeiramente para olhar em seu rosto. “Kimberly, fale comigo. O que aconteceu aqui fora?”

Ela balançou a cabeça, os lábios tremendo. “Eu não sei… Era como se fosse… uma voz, mas não era a minha. Parecia que me conhecia melhor do que eu me conheço.”

“Uma visão?”

“Não.” Sua voz era afiada, e ela mesma se assustou com o tom. Ela desviou o olhar. “Não era uma visão. Parecia… viva. Observando-me.”

Theo franziu a testa, sua mente já passando por todos os avisos que os sacerdotes lhes deram.

Ele se lembrou do feiticeiro ancião dizendo ‘os poderes dela estão ligados às suas emoções…’ mas nenhum deles tinha falado sobre vozes.

“O que ela disse?” ele perguntou suavemente.

Kimberly hesitou, então sussurrou, “Que eu ainda não sei o que sou… e que o mundo saberá.”

O aperto de Theo em seus braços se intensificou. “Kimberly—”

“Estou bem,” ela cortou, mas o tremor em sua voz a traiu. “Eu só… preciso ficar sozinha por um tempo.”

Ele cerrou a mandíbula. “Isso não vai acontecer. Não quando algo, alguém está tentando entrar na sua cabeça.”

Ela voltou o olhar para ele, frustração reluzindo. “Theo, eu não sou uma criança. Pare de me olhar como se eu fosse quebrar.”

Ele não respondeu imediatamente. Apenas olhou para ela, realmente olhou, e viu o leve cintilar de carmesim que ainda permanecia em suas íris. Seu peito apertou.

“Talvez você não esteja quebrando,” ele disse lentamente, “mas algo está tentando mudar você. E eu não vou deixar isso acontecer.”

Ela desviou o olhar, cruzando os braços. “E se já for tarde demais?”

Theo se aproximou até que ela tivesse que encarar seus olhos novamente. “Então eu vou te arrastar de volta de onde quer que esteja tentando te levar. Mesmo que eu tenha que lutar com você mesmo.”

Por um momento, ela quis ficar com raiva, mas ao invés disso, sentiu uma dor profunda dentro de si. Ela se virou antes que ele pudesse ver isso em seu rosto.

★★★

A milhas de distância, no fundo da floresta sombria, Katherina caminhava descalça pelo musgo, seu cabelo escuro caindo como tinta sobre os ombros.

Ela havia esperado anos por este momento, pelo primeiro estalo de instabilidade na escolhida da Deusa da Lua.

Uma figura alta surgiu das sombras, um homem envolto em preto, seus olhos como carvões ardentes.

“Ela está despertando,” disse Katherina, seus lábios se curvando em um sorriso lento.

O homem inclinou levemente a cabeça. “Devemos atacar agora?”

O olhar de Katherina se voltou para o horizonte luminoso. “Não. Ainda não. A Luz da Lua ainda está forte nela. Mas as rachaduras estão lá. Precisamos que ela escolha a escuridão. É quando ela será nossa.”

“E Theo?” perguntou o homem.

Seu sorriso se aprofundou. “Theo será aquele que a empurrará para o abismo.”

De volta à mansão de Derrick, a sala de guerra estava viva com vozes sussurrantes e mapas sussurrando. Murillo retornou de outra rodada de vigilância, colocando novos relatórios na mesa.

Derrick os examinou, seus olhos parando em uma página. “Ela está inquieta. E Theo está perdendo o controle sobre ela.”

Murillo ergueu uma sobrancelha. “Como você sabe?”

Derrick deu uma leve batida na lateral da cabeça. “Um lobo não luta apenas com dentes, Murillo. Você vence guerras fazendo seu inimigo se destruir.”

Ele largou os papéis e se recostou na cadeira. “Se ela já está duvidando de si mesma, tudo que precisamos fazer é… afiar a dúvida.”

Murillo sorriu. “E você sabe exatamente como fazer isso.”

Derrick serviu-se de outra taça de vinho, o olhar fixo na foto de Kimberly. “Ah sim. Sei exatamente como.”

★★★

No dia seguinte, Kimberly entrou na cozinha e encontrou a mulher que afirmava ser sua mãe preparando chá.

O vapor se enrolava na luz da manhã, enchendo o ar com um aroma calmante, mas o peito de Kimberly estava longe de estar calmo.

“Bom dia,” a mulher saudou, forçando um sorriso. “Você não dormiu bem, não é?”

Kimberly encostou no balcão. “Você consegue perceber?”

“Você é minha filha. Posso ver isso nos seus olhos.”

Algo no peito de Kimberly se contorceu com a palavra filha. Ela queria acreditar. Parte dela até acreditava. Mas ainda havia um muro entre elas.

“Você tem escondido algo de mim,” Kimberly disse de repente.

As mãos da mulher congelaram sobre o bule de chá. “Por que você diria isso?”

Kimberly se aproximou. “Porque toda vez que pergunto sobre meu passado, você muda de assunto. Toda vez que falo sobre meus poderes, você parece ter medo de mim.”

“Isso não é verdade—”

“É sim.” A voz de Kimberly agora tremia, não de raiva, mas de algo mais pesado. “Ontem à noite, ouvi uma voz. Ela sabia coisas sobre mim que eu mesma não sei. Se você sabe o que é, me diga.”

Os olhos da mulher brilharam. Ela colocou o bule de chá cuidadosamente. “Algumas verdades… são perigosas quando aprendidas cedo demais.”

O coração de Kimberly disparou. “E se esperar piorar?”

A mulher desviou o olhar. “Você ainda não está pronta, Kimberly.”

A frustração de Kimberly transbordou. “Eu lutei, eu sangrei, eu enfrentei coisas que ninguém mais enfrentou. Não me diga que não estou pronta!”

Theo entrou nesse momento, percebendo a tensão. “O que está acontecendo?”

Nenhuma das duas respondeu. Kimberly se virou e passou por ambos, sua voz baixa, mas afiada. “Um dia, descobrirei a verdade. E espero que valha a pena pelas mentiras.”

A mulher estremeceu, e os olhos de Theo se estreitaram, mas Kimberly já havia se ido.

Naquela noite, Kimberly se viu caminhando sozinha entre as árvores perto de sua casa. Não sabia por que veio aqui, apenas que algo parecia chamá-la.

A lua brilhava acima, mas as sombras pareciam mais densas do que o normal.

“Por que você está aqui?” A voz veio do nada e de todos os lugares ao mesmo tempo.

Ela prendeu a respiração. “Quem é você?”

A escuridão à sua frente parecia se mover, e uma forma começou a se formar, a figura de uma mulher, alta e graciosa, com olhos que brilhavam como ouro derretido.

“Eu sou a parte de você que ninguém quer admitir que existe,” a figura disse. “Eu sou a parte que todos têm medo.”

Kimberly deu um passo para trás. “Você… não é real.”

A figura inclinou a cabeça, sorrindo levemente. “Sou tão real quanto seu batimento cardíaco. Você já me sentiu antes, não é? Quando quis incendiar tudo. Quando a dor se tornou demais.”

O peito de Kimberly se apertou. “Fique longe de mim.”

O sorriso da mulher cresceu. “Eu não posso. Porque eu sou você. E em breve, você parará de fugir de mim… e me deixará vencer.”

Kimberly cambaleou, balançando a cabeça. “Não…”

Os olhos da figura brilharam mais intensamente. “Quando as pessoas que você ama te traírem, você chamará por mim. E eu virei.”

Kimberly piscou e antes que percebesse, a figura tinha desaparecido, mas o eco de sua voz permanecia. E em algum lugar entre as árvores, Katherina observava, com seu sorriso afiado como uma lâmina.

“Ela está quase pronta,” Katherina sussurrou na noite. “Tudo que ela precisa… é mais um empurrão e eu tomarei tudo com prazer.”

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