Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 224
Capítulo 224: Capítulo 224
O sol da manhã lançava uma luz dourada suave pelas janelas enquanto o Alfa Theo abotoava sua camisa.
Kimberly estava por perto, prendendo o cabelo em um coque, com o rosto calmo, mas os olhos distantes.
“Você está pronta?” Theo perguntou, observando-a do espelho.
Kimberly deu um aceno lento. “Tão pronta quanto posso estar.”
Eles estavam indo para a Casa da Lanterna, um dos lugares mais antigos e sagrados daquela parte do mundo deles.
Nenhum deles realmente sabia o que esperar, mas ambos esperavam que proporcionasse respostas, ou pelo menos uma direção.
Depois de verificar suas coisas uma última vez, eles deixaram o quarto e caminharam até a sala de estar.
A mulher misteriosa que afirmava ser a mãe de Kimberly já estava esperando. Ela se sentava graciosamente, com as mãos cruzadas sobre o colo, com os olhos calmos como sempre.
“Bom dia,” ela disse com um sorriso suave ao entrarem.
“Bom dia,” respondeu Theo.
Kimberly caminhou até ela e a abraçou brevemente, embora ainda lutasse com o que chamá-la.
Havia muitas perguntas sem resposta, mas hoje não era o dia para elas.
Sem perder tempo, todos saíram.
Vários carros já estavam esperando. Elijah estava ao volante do veículo destinado à mulher, enquanto Theo e Kimberly entraram em outro carro e estavam apenas os dois.
Theo ligou o motor. Enquanto começavam a jornada, o silêncio preenchia o carro, mas não aquele tipo que parecia pacífico.
Kimberly olhava pela janela, seus pensamentos acelerados. Theo percebeu e quebrou o silêncio.
“O que exatamente você espera ver na Casa da Lanterna?” ele perguntou, com a voz baixa.
Kimberly piscou devagar, então virou-se para ele.
“Eu não sei,” ela admitiu.
“Mas espero encontrar respostas. Não apenas sobre as ameaças… mas sobre tudo, quem eu sou, quem ela é, por que tudo isso está acontecendo agora.”
Theo manteve os olhos na estrada, mas assentiu. “Acredito que devemos ser recebidos com soluções,” ele disse com esperança silenciosa. “Viemos longe demais para não ser.”
Kimberly deu um leve sorriso. “Você realmente acredita nisso?”
“Eu tenho que acreditar,” Theo disse. “Se eu parar de acreditar, começarei a desmoronar.”
Kimberly olhou para ele por um momento, então voltou seus olhos para a estrada à frente.
Eles dirigiram por cerca de uma hora, seguindo o veículo de Elijah. Finalmente, chegaram a uma área no topo da colina, cercada por árvores antigas e altas.
No centro estava a Casa da Lanterna, mais templo do que casa, feita de pedras brancas polidas, sua estrutura brilhando suavemente à luz da manhã.
Quando os carros pararam, todos desceram.
O ar estava carregado de poder, gentil, mas inegável. Pássaros cantavam à distância, e o vento carregava uma estranha tranquilidade.
“Elijah,” Theo chamou, virando-se para seu homem de confiança.
“Você terá que ficar do lado de fora. Vigie nossas costas. Se algo parecer errado… qualquer coisa… me chame imediatamente.”
Elijah deu um aceno profundo e fez uma leve reverência. “Sim, Alfa.”
Com isso, Theo, Kimberly e a mulher caminharam em direção à grande entrada da Casa da Lanterna.
Ao entrarem, o mundo pareceu mudar. Tudo ficou mais quieto, mais claro.
O interior do templo estava cheio de luz limpa. Entalhes revestiam as paredes, histórias antigas e símbolos de tempos esquecidos.
O ar estava carregado com o aroma de ervas queimadas.
Do extremo oposto, um grupo de sacerdotes em vestes brancas se aproximou. Seus passos eram silenciosos, e seus rostos serenos.
Ao verem a mulher, os sacerdotes fizeram reverências profundas com respeito.
“Saudações a todos,” a mulher disse com graça calma.
O líder dos sacerdotes avançou. Ele era mais velho, com longos cabelos grisalhos e um cajado na mão. Sua voz era baixa e gentil.
“Quem são essas pessoas?” ele perguntou respeitosamente.
“Eles são a Deusa da Lua e o Rei Alfa,” a mulher respondeu com reverência, gesticulando para Kimberly e Theo.
Imediatamente, todos os sacerdotes caíram de joelhos, reverenciando ambos.
Kimberly parecia surpresa. Theo ficou imóvel, incerto sobre como responder.
“É uma grande honra,” disse o sacerdote líder. “Aceitem nossas saudações, grandes seres.”
Kimberly avançou lentamente, balançando a cabeça.
“Por favor, levantem-se,” ela disse gentilmente. “Estamos aqui apenas para buscar algo importante. Não há necessidade de reverências. Não estamos acima de vocês.”
Os sacerdotes se levantaram, humildes por sua modéstia.
“Como podemos ajudá-los?” perguntou o sacerdote líder.
“Desejamos ver a Lanterna da Vida e Pureza,” a mulher disse calmamente.
O rosto do sacerdote iluminou-se com um sorriso suave.
“Então venham. É raro que a lanterna seja solicitada… ainda mais raro que ela responda.”
Eles o seguiram por um longo corredor com paredes gravadas em símbolos dourados. Quanto mais avançavam, mais clara a luz parecia se tornar, como se as próprias paredes respirassem luz.
Finalmente, pararam diante de uma grande porta dupla esculpida com luas e sóis em crescente.
O sacerdote líder virou-se para eles. “Dentro da Casa da Lanterna,” ele começou,
“há possibilidades infinitas. Vocês podem encontrar clareza, ou podem enfrentar mais enigmas. Mas lembrem-se… a pureza dentro de vocês deve prevalecer. Esse é o único caminho.”
Ele colocou as mãos na porta e lentamente a empurrou para abrir.
Uma brisa suave escapou de dentro. A sala estava cheia de fumaça branca em turbilhão. Sem fogo. Sem chama visível. Apenas uma presença.
Todos entraram.
Assim que Kimberly e Theo cruzaram o limiar, a fumaça começou a dançar ao redor deles.
Ela se envolveu em volta de seus corpos, puxando suavemente suas mentes.
“O que é isso?” Kimberly sussurrou, sentindo sua visão embaçar.
Theo tentou falar, mas o ar parecia silenciá-lo. A sala girou.
Então… nada.
Tanto Theo quanto Kimberly colapsaram no chão, olhos fechados, respiração estável, presos em sono profundo.
A mulher virou-se bruscamente para os sacerdotes, com o pânico brilhando em seu olhar.
“O que está acontecendo?” ela perguntou, sua voz mais firme do que antes.
O sacerdote líder olhou calmamente para frente. “Eles estão encontrando seus outros eus.”
“Seus… o quê?” a mulher perguntou.
“Antes que alguém possa ver sua lanterna, deve encontrar a versão de si mesmo que mais teme… e superá-la.”
Os olhos da mulher se estreitaram. “Por que você não nos contou isso antes?”
O sacerdote olhou-a diretamente nos olhos.
“Porque saber muda o resultado. Eles devem enfrentar essa jornada sem expectativas.
Somente então eles entenderão o que a lanterna realmente representa.”
A mulher olhou novamente para Kimberly e Theo, ambos deitados imóveis no chão.
*Ela deve ser forte o suficiente… ela deve,* pensou a mulher, segurando suas mãos firmemente.
A fumaça ao redor dos dois corpos se tornou mais espessa, pulsando com energia, como se preparando para algo muito maior do que qualquer pessoa na sala poderia prever.
E enquanto o silêncio caía novamente sobre a câmara, a voz do sacerdote ecoou mais uma vez, baixa e assombrosa:
“Somente quando a pureza prevalecer… a lanterna iluminará o caminho.”