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Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 213

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Capítulo 213: Capítulo 213

O sol mal havia nascido quando Theo e Kimberly estavam no centro do círculo sagrado.

Os anciãos, vestidos com trajes cerimoniais, formaram um anel ao redor deles, seus cânticos entrelaçando-se pelo ar da manhã.

Zack deu um passo à frente, segurando uma tigela cheia de uma mistura de ervas e óleos. Ele mergulhou os dedos na mistura e marcou as testas de Theo e Kimberly.

Zack disse , “Este rito testará a força do seu laço. Fechem os olhos e juntem as mãos.”

Quando seus dedos se entrelaçaram, uma súbita rajada de vento os envolveu, e o mundo ao redor deles desapareceu.

★★No Transe★★

Theo abriu os olhos para se encontrar em uma floresta densa. As árvores sussurravam segredos, e sombras dançavam ao seu redor.

A voz interior de Theo fala em sua cabeça *Onde estou? Kimberly?*

Uma figura emergiu das sombras, era Kimberly, mas seus olhos estavam frios, e sua expressão era estranha.

Kimberly o questionou, “Por que você me deixou, Theo?”

“Eu nunca te deixei. Isto não é real.” Disse Theo, enquanto tentava superar a ilusão.

Kimberly respondeu , “Não é? Você escolheu poder em vez de amor.”

Theo estendeu a mão, mas ela desapareceu, deixando-o sozinho.

Enquanto isso, Kimberly encontrava-se em um grande salão, cercada por espelhos.

Cada reflexo mostrava uma versão diferente de Theo, algumas amorosas, outras cruéis.

A voz interior de Kimberly estava alta em sua mente.

*Qual deles é real?*

Um espelho quebrou, e uma voz ecoou.

“Você pode confiar nele?” Perguntou a voz.

“Sim. Eu conheço seu coração.” Respondeu Kimberly.

De volta à floresta, Theo enfrentava uma besta, seus olhos brilhando em vermelho.

“Você é indigno.” A besta proferia com raiva.

“Eu luto não pela dignidade, mas pelo amor.” Gritou Theo.

Ele avançou, e a besta dissipou-se em névoa.

Kimberly estava diante de um conselho de ancestrais.

“Você sacrificará seu futuro pelo presente?” Os ancestrais questionaram-na.

“Se isso significa proteger aqueles que amo, sim.” Disse Kimberly com voz firme e olhar decidido.

Enquanto o sol se punha, Theo e Kimberly encontraram-se de volta ao círculo sagrado, ainda de mãos dadas.

O suor pingava de suas testas, e suas respirações estavam pesadas.

“Vocês passaram na prova. Mas a jornada à frente continua incerta.” Disse Zach com uma expressão facial indecifrável.

Eles assentiram, cientes de que seu laço foi testado e fortalecido, mas os desafios à frente estavam longe de terminar.

★★★

A sala estava fracamente iluminada, cheia com o aroma de pergaminhos antigos e ervas queimadas.

A base temporária de Derrick, um esconderijo secreto enterrado sob as ruínas das antigas câmaras do conselho, outrora sagradas, agora profanadas por conspirações silenciosas.

Derrick estava à frente de uma mesa de pedra circular, braços cruzados atrás das costas, seus olhos escuros analisando cada rosto presente.

Oito anciãos o rodeavam, cada um conhecido por sua influência, sede de poder e ódio profundo pela regra atual.

Há muito tempo estavam cansados da crescente dominação de Theo e estavam mais que prontos para mudar o equilíbrio.

“Vocês todos sabem porque chamei esta reunião,” começou Derrick, sua voz baixa, áspera como cascalho arrastado sobre pedra.

“Theo se tornou poderoso demais… amado demais. E os erros de Mona só facilitaram para ele tomar o controle.”

Um dos anciãos, de barba grisalha e curvado, resmungou, “Apoiamos Mona porque pensamos que ela seria nossa marionete.

Mas ela se transformou em uma sombra de si mesma… emocional demais, muito fraca.”

“E agora Theo e aquela bruxa Kimberly estão apertando seu domínio,” outro ancião resmungou.

“Ele fala de paz, mas governa com força sutil. Eu não vejo liberdade. Eu vejo dominação disfarçada.”

Derrick bateu a mão na mesa, e a sala ficou em silêncio.

“É por isso que estou aqui,” disse ele, voz cheia de fogo.

“Para restaurar o medo… para trazer de volta o tipo de liderança que este mundo entende. Força bruta. Ordem implacável.”

Um murmúrio de concordância percorreu a sala.

“Estamos com você, alfa Derrick,” declarou um dos anciãos. “Você é o único capaz de manter os lobos na linha.”

Então, a grande porta de madeira rangeu ao ser aberta. Todos se viraram.

O supremo sacerdote chefe entrou, vestido em verde escuro, seus olhos afiados e indecifráveis. “Fui convocado,” disse friamente.

Derrick sorriu. “Bom. Vamos parar de perder tempo.”

O sacerdote se moveu lentamente, olhos varrendo os rostos dos presentes.

“Antes de vocês falarem de rebelião e coroas, entendam isso:

Existem leis sagradas. Ninguém se torna Rei Alfa pela força. Não sem a bênção da deusa lua.”

“Theo não se tornou rei com força?” Derrick zombou.

“Ele manipulou corações e se fez de herói. Mas por baixo, ele não é diferente de mim.”

“Ele ganhou a confiança do povo,” respondeu firmemente o sacerdote. “Ele se sacrificou. Ele não implorou aos anciãos em uma sala escura como esta.”

Um ancião levantou-se abruptamente, batendo o punho na mesa. “Não nos insulte. Nós representamos a vontade das antigas linhagens de sangue!”

“E eu represento o caminho divino,” o sacerdote rebateu, imperturbável. “Se vocês querem mudança, sigam o caminho correto. Venham à frente com a verdade, não a traição.”

Os olhos de Derrick estreitaram-se. “E se o caminho correto atrasar a justiça por muito tempo? Então o que? Esperamos enquanto Theo se prepara para nos queimar vivos com sua falsa pureza?”

“Você fala de justiça,” disse o sacerdote, voz elevando-se, “mas o que você busca é vingança. E eu não vou tolerar isso.”

“Você acha que precisamos da sua bênção?” Derrick latiu. “Você é um homem velho com princípios ultrapassados.”

O sacerdote avançou, ficando cara a cara com Derrick.

“Então vá em frente, tente se coroar sem a luz da lua. Mas saiba disso… seu caminho será ensopado em sangue, e não será o nosso, será o seu.”

A tensão na sala estava afiada como lâmina. Ninguém ousou falar.

“Eu não farei parte desta loucura,” murmurou o sacerdote, virando-se sobre seus calcanhares.

Quando ele saiu furiosamente, do lado de fora da porta, invisível e sem fôlego, Elena escondia-se atrás de um pilar, seu coração disparado.

Ela tinha vindo entregar um pergaminho, mas congelou no momento em que ouviu vozes ecoando lá dentro.

*Derrick está planejando uma tomada total… e esses anciãos estão com ele.* Ela mal conseguia pensar.

*Se Theo não descobrir logo, tudo vai desmoronar.*

Ela pressionou a mão sobre a boca enquanto o sacerdote passou furiosamente por ela, demasiado furioso para notar sua presença.

Lá dentro, finalmente o silêncio se rompeu.

“Ele será um problema,” sussurrou um ancião.

Outro assentiu. “Ele vai relatar a Theo.”

Derrick caminhou devagar de volta à mesa, voz baixa mas gélida.

“Não… ele não vai.”

Todos se voltaram para ele.

“Ele sai daqui vivo… e espalha a notícia, nosso plano termina antes mesmo de começar.”

“O que você está dizendo?” perguntou o ancião de barba grisalha.

“Estou dizendo,” disse Derrick devagar, “nós o eliminamos primeiro. Silenciosamente. Sem barulho, sem bagunça.”

Houve silêncio, depois alguns acenos de cabeça lentos.

“Mas se a deusa lua falar contra nós?” questionou cautelosamente um dos anciãos.

“Ela não fala há anos,” retrucou Derrick. “E se ela falar, eu calo seus profetas.”

*Isto é o que significa ser temido novamente,* pensou para si mesmo, olhos frios e duros.

*Eu eliminarei o sacerdote, e então o caminho para o trono será meu.*

Invisível atrás do pilar de pedra, os olhos de Elena se ampliaram em horror.

Ela se virou e correu, passos suaves abafados contra o chão de pedra. Ela não poderia ser encontrada. Não agora.

Ela tinha que chegar a Theo.

Tinha que avisá-lo.

Lá dentro da sala, Derrick olhou para o assento vazio onde o sacerdote estivera momentos antes.

“Ele não vai ficar calado,” murmurou um dos anciãos.

Derrick soltou um pequeno, e mortal sorriso.

“Então vamos silenciá-lo… permanentemente.”

*Um por um, eu derrubarei tudo o que Theo considera sagrado.

O sacerdote, os anciãos, a fé do povo, até não sobrar nada além de mim. Eu e minha coroa.*

Seu olhar moveu-se em direção à porta.

E em algum lugar profundo, ele sentiu que algo estava errado.

Mas não importava… Nada iria detê-lo agora.

Elena corria pelos corredores escuros, segurando a verdade ardente que podia mudar tudo.

Mas ela conseguiria sair antes das sombras de Derrick a pegarem?

Elena bateu a porta atrás de si, suas costas pressionando contra a madeira fria enquanto seu respirar vinha em arfar desigual.

A sala estava quieta, quieta demais. O tipo de silêncio que grita mais alto que palavras.

Ela deu alguns passos lentos à frente, seus pensamentos espiralando tão rápido quanto seu coração.

Ela deixou cair o pergaminho que carregava, suas mãos tremendo.

*O que eu acabei de entrar?*

Seus olhos se moveram em direção à janela. A lua estava alta, brilhando suavemente.

Sua luz deveria ter trazido paz, mas naquela noite, apenas lembrava o que estava prestes a ser destruído.

Sentou-se na beira da cama, olhando para o nada, perdida no caos de seus pensamentos.

*Devo falar com Theo e Kimberly sobre tudo isso ou não?* ela se perguntou, mordendo o lábio inferior.

Suas mãos agarraram firmemente o tecido de sua saia enquanto o peso do segredo se assentava em seu peito.

“Se eu contar a Theo,” ela sussurrou, quase inaudível, “uma nova guerra está prestes a começar… e desta vez, não será fácil.”

Ela pausou, seu olhar tremulando em direção à vela tremeluzente na mesa.

*Derrick não está apenas planejando um golpe… Ele quer sangue. E aqueles anciãos? Estão prontos para entregá-lo a ele em uma bandeja de prata.*

Levantou-se, andando de um lado para o outro. Seus passos eram frenéticos, seus pensamentos mais altos que seu entorno.

*Mas se eu ficar em silêncio, Theo andará direto na armadilha deles. E o sacerdote… ele não sobrevivendo se eu não agir rápido.*

“Não posso permitir que o caos comece e ser pega no meio de tudo,” murmurou, sua voz agora mais afiada.

“Tenho que encontrar uma maneira… de impedir essa loucura antes que comece.”

Com o maxilar trancado e uma expressão mais determinada endurecendo seus traços, Elena jogou-se no grande colchão.

olhando para o teto, perdida na tempestade dentro de sua cabeça.

*Deve haver um jeito… e eu o encontrarei, mesmo que me custe tudo.*

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