Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 155
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155: Capítulo 155 155: Capítulo 155 Alfa Derrick estava sentado em seu escritório, seus dedos batendo ritmicamente no braço de madeira da cadeira.
Sua mente era um campo de batalha, repassando cada movimento recente, cada aliança que havia feito com os outros alfas, e cada falha que havia sofrido.
Kimberly ainda estava fora de seu alcance, e Theo o havia superado mais uma vez.
Seu orgulho ardia, mas mais do que isso — sua sede por poder estava se tornando insuportável.
Seu telefone vibrou na mesa, tirando-o de seus pensamentos. Ele pegou o telefone e viu o nome de Alfa Eduardo piscando na tela.
“Eduardo,” Derrick atendeu, sua voz incisiva. “Isso melhor ser bom.”
“É,” Eduardo respondeu, seu tom cheio de uma satisfação arrogante. “Encontramos alguém. Um feiticeiro.”
Os dedos de Derrick apertaram o telefone. “Um feiticeiro?”
“Sim. Um verdadeiro. Não apenas alguma velha jogando ossos e fingindo ler o futuro.
Este consegue rastrear pessoas. Ele pode encontrar Kimberly.”
Derrick inclinou-se para frente, interesse brilhando em seus olhos. “E você tem certeza disso?”
“Ele já trabalhou para mim antes,” Eduardo disse.
“Fiz ele encontrar alguém que traiu minha matilha. Ele me levou direto até eles.
Tive o prazer de vê-los implorar por misericórdia antes de rasgá-los.”
Derrick permaneceu em silêncio, sua mente ponderando a possibilidade. A magia era uma ferramenta perigosa, imprevisível e frequentemente com consequências.
A ideia de depender de um feiticeiro lhe causava arrepios. Mas ele estava ficando sem opções.
*Theo estava sempre um passo à frente, e se Kimberly realmente fosse a Deusa da Lua, eu preciso encontrá-la primeiro*
“Onde está esse feiticeiro?” Derrick perguntou após um momento de silêncio.
“Na vila abandonada perto da fronteira de Darkwood,” Eduardo respondeu. “Você conhece o lugar.
O que as bruxas usavam antes de serem exterminadas.”
Derrick exalou lentamente. Aquele lugar sempre lhe dava uma sensação desconfortável.
As ruínas de um antigo convento, assombradas pelos remanescentes de uma magia proibida.
“Não gosto de lidar com bruxas,” Derrick murmurou.
“Ele não é uma bruxa. É algo mais. Algo pior.”
O aperto de Derrick no telefone se intensificou. Ele odiava a ideia de dever um favor a alguém assim. Mas seu desespero superava sua cautela.
“Certo,” ele disse finalmente. “Organize o encontro. Estarei lá antes do amanhecer.”
“Boa escolha,” Eduardo disse. “Eu também estarei lá.”
Derrick encerrou a chamada, seu maxilar cerrado.
*Isso tem que funcionar. Não vou deixar Theo vencer.*
Justamente quando ele ia se servir de outra bebida, a porta de seu escritório se abriu abruptamente.
Um de seus homens, Jonas, entrou apressado, respirando pesadamente.
“Alfa!” Jonas disse urgentemente.
Derrick lançou-lhe um olhar mortal. “O que foi?”
“Há um ataque na matilha!” Jonas exclamou. “Vários de nossos guerreiros estão feridos, e não sabemos quem é o responsável.”
Derrick se levantou abruptamente, seu copo de uísque se estilhaçando no chão.
“Onde?” ele exigiu.
“Perto da fronteira oeste, próxima aos campos de treinamento,” Jonas respondeu.
Derrick não perdeu mais um segundo. Ele saiu do escritório, seu coração batendo com fúria.
*Quem ousaria atacar minha matilha?*
Quando Derrick chegou ao local, o caos já estava instaurado.
Seus guerreiros estavam em alerta máximo, alguns cuidando de ferimentos, enquanto outros estavam em formações defensivas.
O ar cheirava a sangue e algo mais, algo estrangeiro.
“Relatório!” Derrick ordenou ao chegar ao chefe de seus guardas, Gavin.
O rosto de Gavin estava com uma expressão sombria. “Alfa… fomos emboscados.”
“Por quem?”
Gavin hesitou antes de responder. “Não sabemos.”
Os olhos de Derrick se estreitaram. “Como assim, você não sabe?”
Gavin apertou o maxilar. “Não eram lobos, Alfa. Também não eram humanos.”
Derrick sentiu algo frio deslizar por sua espinha. “Explique.”
“Nunca vimos seus rostos,” Gavin disse. “Eles se moviam rápido demais. Demais. Como sombras.”
Derrick se virou para os guerreiros feridos, seus olhos os examinando.
Alguns tinham marcas profundas de garras, outros tinham queimaduras que pareciam causadas por algo sobrenatural.
“Eles disseram alguma coisa?” Derrick perguntou.
Gavin assentiu. “Apenas uma coisa antes de desaparecerem.”
A paciência de Derrick estava se esgotando. “O que eles disseram?”
Gavin respirou fundo e repetiu as palavras exatamente como tinha ouvido.
“O Escolhido da Lua não será tocado. Mas aquele que a busca… arderá.”
O corpo inteiro de Derrick ficou rígido.
Kimberly.
Quem quer que fossem esses atacantes, eles sabiam sobre ela. E estavam avisando-o.
*De jeito nenhum vou recuar.* Derrick pensou com raiva.
Um rosnado ressoou no peito de Derrick enquanto sua raiva fervia.
“Dobrem as patrulhas. Quero cada guerreiro armado e pronto para outro ataque,” Derrick ordenou.
“Sim, Alfa!” Gavin respondeu.
Derrick virou nos calcanhares, seus punhos cerrados.
*Primeiro, eu encontro Kimberly. Depois, destruo quem estiver tentando me impedir.*
Enquanto ele voltava em direção à casa da matilha, seu telefone vibrou novamente. Desta vez, era uma mensagem de texto de um número desconhecido.
“Seu destino já está selado, Alfa Derrick. Recue enquanto ainda pode.” Derrick leu a mensagem em voz baixa.
Derrick encarou a mensagem, seu coração batendo forte.
Então, ele fez a única coisa que sabia fazer.
Ele riu maliciosamente.
Uma risada sombria e ameaçadora.
Porque ele não era o tipo de homem que recua.
Ele era o tipo de homem que queimava tudo em seu caminho.
★★★
Kimberly estava sentada na beira da cama, seu corpo ainda tremendo pela visão avassaladora que acabara de ter.
O quarto estava preenchido por um silêncio assustador, exceto pela respiração pesada daqueles ao seu redor.
Alfa Theo estava paralisado, seu olhar aguçado fixo em seus olhos azuis brilhantes.
Os guardas permaneceram tensos, as mãos pairando perto de suas armas, incertos do que acabavam de testemunhar.
Elijah, de pé perto da porta, foi o primeiro a quebrar o silêncio. “Kimberly…” ele chamou, sua voz cautelosa, porém cheia de preocupação.
Kimberly virou lentamente a cabeça em direção a ele, seus olhos ainda brilhando levemente antes que a luz desaparecesse gradualmente.
Ela piscou, sua respiração irregular. “Eles estão vindo,” ela sussurrou novamente, como se tentasse entender suas próprias palavras.
Theo finalmente deu um passo à frente, sua voz firme, mas gentil. “Quem está vindo, Kimberly?”
Ela engoliu em seco, sua garganta seca. “Eu não sei… mas eles são poderosos. E eles me querem.”
O peso de suas palavras fixou-se pesadamente no quarto. Theo trocou um olhar rápido com Elijah antes de voltar-se para ela. “Nos diga tudo,” ele insistiu.
Kimberly respirou fundo, tentando se acalmar. “Eu vi sombras… seres poderosos.
Eles não eram humanos, não inteiramente. E havia uma mulher… ela estava rindo. Ela disse que a hora chegou.”
As sobrancelhas de Elijah se franziram. “Uma mulher? Você viu o rosto dela?”
Kimberly balançou a cabeça. “Não, mas… ela parecia familiar, como se eu devesse saber quem ela é. E então eu vi as trevas se espalhando… estava engolindo tudo em seu caminho.”
O quarto permaneceu em silêncio por um momento antes de uma voz vir da porta.
“A visão que ela fala não é um sonho comum.”
Todos se viraram para ver o velho sacerdote chefe, um homem frágil, porém sábio, entrando na sala com uma expressão solene.
Sua túnica branca balançava ligeiramente enquanto ele caminhava em direção a Kimberly.
Kimberly olhou para ele, seus olhos implorando. “O que isso significa?”
O velho sacerdote chefe suspirou, sentando-se ao lado dela. “Significa que o perigo está mais perto do que pensávamos. E significa que você deve partir, criança.”
O coração de Kimberly pulou. “Partir?”
Theo respirou fundo. “Chefe, o que você quer dizer?”
O homem mais velho encontrou o olhar de Theo, seus olhos cheios de sabedoria e preocupação. “Ela não está segura aqui. Não mais.
As forças que a procuram não vão parar até que a tenham. A única maneira de protegê-la é enviá-la para longe, além do alcance deles.”
As mãos de Kimberly se fecharam nas cobertas embaixo dela. “Mas eu não quero fugir.”
O sacerdote chefe deu-lhe um olhar compreensivo. “Não é fuga, criança. É preparação. Você não está pronta para enfrentar o que está por vir.
Você precisa aprender a controlar seu poder, entender seu dom. Se você ficar, eles a encontrarão antes que você tenha a chance.”
Theo soltou o ar, andando pelo quarto. “Para onde ela deve ir?”
O homem mais velho voltou seu olhar para Kimberly. “Algum lugar distante. Um lugar onde ela possa treinar em segredo. No exterior, onde eles não possam rastreá-la facilmente.”
Kimberly olhou para Theo, seus olhos cheios de incerteza. “E você? E todos aqui?”
Theo apertou a mandíbula. “Nós vamos lidar com as coisas aqui. Sua segurança é a prioridade.”
Elijah deu um passo à frente. “Precisamos agir rápido. Se eles estão vindo, não temos muito tempo.”
Kimberly mordeu o lábio. “E se eles me encontrarem lá?”
O velho sacerdote chefe deu um pequeno sorriso tranquilizador. “Eles não vão. Não se fizermos isso direito.”
Theo finalmente parou de andar. “Certo. Partimos hoje à noite.”
Os olhos de Kimberly se arregalaram. “Hoje à noite?”
“Não há tempo a perder,” Elijah disse firmemente.
Theo virou-se para Elijah. “Comece a fazer os arranjos. Pegue a melhor segurança que temos.
Precisamos de um local não divulgado, ninguém deve saber para onde ela está indo.”
Elijah acenou com a cabeça, imediatamente tirando o telefone para fazer as ligações.
Kimberly olhou para suas mãos, sua mente girando.
*Eu realmente vou deixar tudo para trás? Assim?*
Como se lendo seus pensamentos, o velho padre colocou uma mão gentil sobre a dela. “Isso não é um adeus, criança. É o começo do seu verdadeiro caminho.”
Kimberly assentiu lentamente, embora o peso de tudo fizesse seu peito apertar.
★★Algumas Horas Depois★★
Theo estava do lado de fora da casa da matilha, observando enquanto Elijah finalizava os preparativos de viagem.
Tudo estava pronto. Um jato privado, um local não rastreável e apenas um punhado de pessoas que sabiam do plano.
Kimberly estava perto, vestida com um moletom e jeans simples, seu cabelo escondido sob um boné para evitar chamar atenção.
Ela olhou para Theo. “Você tem certeza disso?”
Theo colocou uma mão firme em seu ombro. “É o único jeito.”
Ela assentiu, embora a incerteza ainda estivesse clara em seus olhos.
Foi então que uma explosão alta soou do lado distante da casa da matilha.
Todos se viraram, seus instintos imediatamente em alerta máximo.
Um dos homens de Theo correu até ele, sem fôlego. “Alfa! Houve um ataque! Forças desconhecidas estão na fronteira sul!”
O sangue de Theo gelou. “Droga… eles já estão aqui.”
Elijah xingou baixinho. “Precisamos mover ela agora!”
O coração de Kimberly batia acelerado. *Eles chegaram mais rápido do que pensávamos…*
Theo virou-se para ela. “Vá! Vá para o carro! Elijah vai te levar para o aeroporto.”
Kimberly hesitou. “Mas—”
“VÁ!” Theo ordenou.
Antes que ela pudesse protestar mais, Elijah agarrou sua mão, puxando-a em direção ao veículo que os aguardava.
Enquanto partiam, Kimberly virou a cabeça, observando enquanto Theo corria em direção à batalha.
Seu coração se apertou.
E então, como se o próprio destino estivesse zombando dela, ela viu algo à distância.
Uma mulher de pé na borda do campo de batalha.
Sorrindo.
O fôlego de Kimberly falhou.
Mesmo de tão longe, ela podia sentir o poder avassalador irradiando dela.
E naquele momento, ela soube.
Era a mulher de sua visão.
Katherina havia chegado…