Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 154
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154: Capítulo 154 154: Capítulo 154 O comboio acelerou pelas estradas escuras, os motores rugindo com determinação.
Os olhos do Alfa Derrick estavam fixos no carro em fuga à frente. Sua mente corria com antecipação.
*Kimberly está dentro daquele carro. Ela tem que estar.*
A perseguição continuou até que o carro finalmente parou em um campo aberto perto de uma pequena cabana de madeira.
Os faróis iluminaram um grupo de pessoas à espera—uma mistura de homens e mulheres, alguns segurando bebidas, outros preparando uma fogueira. Risadas ecoavam no ar noturno.
Derrick apertou a mandíbula. *Por que eles trariam Kimberly aqui?*
Ele se virou para os seus homens. “Fiquem atrás e observem. Vamos ver qual é o próximo movimento deles.”
O grupo permaneceu em silêncio enquanto assistia o motorista sair. Prenderam a respiração quando ele caminhou em direção ao porta-malas e o abriu.
Mas em vez de tirar Kimberly, ele pegou outra coisa.
Caixas de álcool.
Uma a uma, ele descarregou garrafas de uísque e cerveja, entregando-as aos amigos, que vibraram de excitação.
O aperto de Derrick no painel aumentou. Seu rosto escureceu, e seu corpo ficou tenso de raiva.
*Isso foi tudo um truque. Um maldito truque.*
Ele havia sido enganado. Jogado como um tolo.
Theo havia orquestrado a distração perfeita.
O peito de Derrick queimava com frustração. Seu orgulho gritava para ele. *Como eu pude cair nisso? Como deixei Theo me superar?*
Um dos alfas sentados atrás dele falou hesitante. “Alfa Derrick, o que fazemos?”
Sem se virar, Derrick rosnou, “Vamos embora. Fomos enganados.”
Seus homens trocaram olhares confusos, mas não o questionaram.
Eles podiam ver a fúria irradiando de sua mandíbula cerrada, seus punhos apertados. Os três alfas no carro permaneceram em silêncio, com medo demais para dizer qualquer coisa.
Enquanto seu comboio dava meia-volta e acelerava, os pensamentos de Derrick corriam frenéticos.
*Voltar ao templo seria perda de tempo.
Theo não é bobo. Se Kimberly já esteve lá, ele já a teria movido.
Mas para onde?*
A frustração fervia dentro dele, ameaçando explodir. Ele precisava de respostas. Precisava estar três passos à frente de Theo.
Derrick exalou bruscamente e tomou uma decisão.
“Irei sozinho daqui,” ele de repente anunciou.
Os três alfas se viraram para ele surpresos. “Alfa?” um deles perguntou cautelosamente.
A voz de Derrick estava fria. “Meus homens vão deixar vocês. Eu entrarei em contato se houver novidades.”
Antes que pudessem objetar, ele saltou do carro e entrou em outro veículo, agarrando o volante com força.
À medida que ele se afastava na noite, seus olhos ardiam com vingança.
*Theo, você venceu esta rodada. Mas eu juro, você não vai ganhar a próxima.*
Enquanto isso, de volta ao carro de Theo, um alívio o invadia.
“Elijah,” Theo finalmente falou, sua voz calma, mas preenchida de curiosidade. “Como você bolou esse plano tão rápido?”
Elijah sorriu, recostando-se no assento. “Você me disse para garantir que eles não suspeitassem de nada, certo? O velho entregador foi a melhor opção.”
Theo levantou uma sobrancelha. “Como você o convenceu?”
Elijah soltou uma risada baixa. “Eu disse a ele que era uma questão de vida e morte.
Ele hesitou no início, mas quando eu lhe dei um pouco de dinheiro… bem, vamos dizer que ele ficou mais do que feliz em ajudar.”
Theo soltou um assovio baixo. “Bela jogada. Estou orgulhoso de você, Elijah.”
Elijah sorriu. “Feliz em ajudar, Alfa.”
Por um momento, Theo relaxou. Kimberly estava segura—por agora.
Mas sua mente se recusava a ficar em paz.
“Para onde o homem velho está levando Kimberly?” Theo perguntou.
Elijah lançou um olhar para ele. “Hotel Snowview. Nossos homens já estão lá à espera para recebê-la.”
Theo assentiu, sua mente trabalhando rápido. “O hotel do bando. Boa escolha.”
Elijah sorriu maliciosamente. “Faço o meu melhor, Alfa.”
Mas a expressão de Theo se tornou séria novamente.
*Derrick não vai desistir. Ele vai tentar de novo. Mais forte. Mais inteligente… Kimberly ainda não está segura.*
Ele suspirou profundamente, esfregando a têmpora.
*Preciso de um novo plano. Uma abordagem diferente. Algo que Derrick não espera.*
Seu aperto no braço da cadeira se intensificou.
Ele havia vencido esta rodada. Mas a verdadeira batalha estava apenas começando.
★★★
Mona segurou o volante com força, suas juntas ficando brancas enquanto dirigia na escuridão.
A estrada estava vazia, seu coração batendo contra as costelas.
*Ninguém deve saber. Ainda não.*
Ela havia passado anos esperando por uma oportunidade como essa.
A chance de ganhar poder além da imaginação. A chance de se tornar imparável.
Quando ela parou em frente à casa isolada, respirou fundo, vasculhando a área em busca de qualquer sinal de movimento.
Sombras dançavam sob o brilho fraco de uma lâmpada piscando no canto, mas nada mais se movia.
*Bom. Ninguém me seguiu.* Mona pensou.
Justo quando ela ia pegar o telefone, uma voz profunda e rouca cortou o silêncio.
“Luna Mona, não são permitidas ligações telefônicas aqui.”
Ela congelou, o coração pulando uma batida. Virando-se de repente, ela encontrou uma figura imponente de pé atrás dela.
Sua presença era esmagadora, seus olhos frios e penetrantes.
“Você deve ser o Carlos,” ela disse, forçando sua voz a permanecer estável.
Carlos assentiu, sem oferecer mais nenhuma palavra. Em vez disso, ele gesticulou para que ela o seguisse para dentro.
Mona engoliu em seco, endurecendo-se antes de entrar na escuridão.
O interior não era nada do que ela esperava. Não era um grande esconderijo ou um santuário místico, apenas um corredor simples e mal-iluminado que levava a um único quarto.
Carlos empurrou a porta, revelando uma pequena câmara com uma única cadeira.
“Sente-se,” ele instruiu.
Mona hesitou antes de se abaixar na cadeira, seus instintos aguçados e prontos.
Carlos ficou diante dela, seu olhar firme. “O que você quer, Luna?”
Mona encontrou seu olhar, os seus próprios cheios de determinação. “Poder. Um poder que ninguém possa tirar de mim.”
Carlos sorriu ironicamente, cruzando os braços. “E o que te faz pensar que eu posso te dar isso?”
“Você sabe sobre a Deusa da Lua. Eu preciso entender seus poderes e como eles podem ser transferidos.”
O sorriso de Carlos se alargou, diversão cintilando em sua expressão. “Ninguém fala sobre isso por um motivo.”
Mona estreitou os olhos. “Por quê?”
Carlos se inclinou para mais perto. “Porque era proibido. Nos tempos antigos, havia aqueles que procuravam roubar o poder da Deusa da Lua.
Mas os rituais necessários para fazer isso foram rotulados como magia negra. As bruxas que os realizavam foram banidas, consideradas abominações.”
Mona prendeu a respiração. *Roubar o poder da Deusa da Lua?*
“Se era possível, por que ninguém fez isso?” ela desafiou.
Carlos riu sinistramente. “Porque aqueles que poderiam fazê-lo foram exterminados. Exceto por uma.”
Mona se inclinou para a frente. “Quem?”
Os olhos de Carlos brilharam com algo quase sinistro. “Katherina.”
O nome enviou um calafrio pela espinha de Mona.
“Isso é impossível,” ela sussurrou. “Os livros dizem que ela foi enterrada sob o oceano, cinco mil pés abaixo do nível do mar.”
Carlos soltou uma risada baixa. “Os livros só contam as histórias que as pessoas querem acreditar. A verdade é… ela está viva.”
Mona olhou para ele, sua mente girando. “Como você sabe?”
Carlos estendeu suas mãos. Lentamente, seus olhos se tornaram vermelho-sangue, brilhando no quarto sombrio. “Porque eu sou sua criação.”
Mona se levantou da cadeira, dando um passo para trás, horrorizada. “Não… isso não é real.”
Carlos simplesmente a observou, imperturbável.
A respiração de Mona ficou irregular. Suas mãos tremiam. “Eu preciso acordar,” ela murmurou, balançando a cabeça.
Uma mão gentil tocou a dela.
“Mona, levante-se agora.”
A voz era suave, mas continha um poder inegável.
Os olhos de Mona se abriram abruptamente, e o que ela viu quase lhe roubou o ar dos pulmões.
Diante dela estava uma mulher como nenhuma que ela já tinha visto.
Ela irradiava beleza, poder, e algo muito mais perigoso—controle.
Seus longos cabelos prateados brilhavam, seus olhos ardiam com um brilho místico, e sua pele parecia emitir uma luz sobrenatural.
Mona não conseguia se mover. Não conseguia falar.
“Eu sou Katherina,” a mulher disse com um sorriso, sua voz ao mesmo tempo calmante e aterrorizante.
Carlos imediatamente caiu de joelhos, curvando-se profundamente.
Mona engoliu em seco, lutando para recuperar sua compostura.
“Por que você está me ajudando?” ela perguntou, sua voz mal acima de um sussurro.
Katherina inclinou a cabeça, diversão dançando em seus olhos. “Porque você é uma das minhas.”
Mona prendeu a respiração. “O que você quer dizer?”
Katherina se aproximou, sua presença sufocante, mas intoxicante. “Você vem da minha linhagem, criança. Você tem meu sangue em suas veias.”
Mona sentiu seu mundo inteiro mudar.
Ela sempre soube que era diferente. Mais forte. Mais astuta. Mas isso? Isso mudava tudo.
Katherina riu, um som que enviou calafrios pela espinha de Mona.
“Eu lhe darei o que você deseja. Poder além da sua imaginação. Mas em troca, terei minha vingança.”
Mona encarou-a, incerteza lutando contra a tentação.
*Vingança? Contra quem?*
Mas antes que ela pudesse falar, Katherina estendeu a mão, colocando um único dedo na testa de Mona.
Uma onda de energia passou por ela, e o mundo desvaneceu para preto.
★★★
Enquanto isso, no Hotel Snowview…
Alfa Theo entrou no quarto mal-iluminado, seus olhos imediatamente encontando a forma adormecida de Kimberly.
Ela estava imóvel, sua respiração uniforme, seu rosto calmo. Mas algo estava… errado.
O ar estava espesso com uma energia inexplicável, uma quietude estranha que fez até os guardas se mexerem desconfortavelmente.
Theo deu um passo mais perto. “Ela ainda está inconsciente?” ele perguntou a um dos guardas.
“Sim, Alfa,” o homem respondeu. “Ela não se moveu desde que foi trazida para cá.”
Theo exalou, massageando a têmpora.
*Eu preciso descobrir isso. Rápido.*
Mas antes que ele pudesse pensar mais, um pulso súbito de energia preencheu o quarto.
Uma luz azul brilhante irrompeu dos olhos de Kimberly enquanto ela sentava-se abruptamente.
Os guardas recuaram em choque.
Theo congelou, seu coração batendo forte.
Os lábios de Kimberly se abriram, e em uma voz que não era completamente dela, ela falou.
“O tempo chegou. E eles estão vindo.”
Um calafrio percorreu a espinha de Theo.
Os guardas trocaram olhares nervosos, esperando pelo comando do seu Alfa.
Mas Theo não disse nada.
Porque pela primeira vez em muito tempo, ele sentiu algo desconhecido.
Medo…