Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 148
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148: Capítulo 148 148: Capítulo 148 Mona saiu de seu elegante carro preto, ajustando o casaco enquanto olhava ao redor da propriedade bem protegida.
Os imponentes portões da residência do Alfa Darwin se erguiam atrás dela enquanto ela passava pelos guardas que se curvavam respeitosamente antes de levá-la ao jardim.
O sol da manhã brilhava suavemente, lançando um tom dourado sobre o verde exuberante, mas Mona não tinha interesse em admirar a beleza ao seu redor.
Ela tinha a sensação de que a reunião não terminaria como ela queria.
Ao pisar na trilha de pedra, ela avistou Alfa Darwin sentado confortavelmente em um banco de madeira esculpido, saboreando seu chá.
Seus cabelos prateados brilhavam sob a luz do sol, e embora sua expressão fosse calma, Mona sabia que seu pai nunca falava sem motivo.
“Bom dia, Pai,” Mona cumprimentou com um sorriso caloroso, disfarçando a impaciência que borbulhava dentro dela.
Alfa Darwin levantou os olhos e retribuiu a saudação com um aceno, fazendo um gesto para que ela se sentasse ao seu lado.
“Você está bem,” ele observou.
“Sempre estou,” Mona respondeu com um sorriso irônico.
Darwin riu levemente antes de sua expressão se tornar séria. “Mona, eu te chamei aqui para falar sobre algo muito importante.”
Mona arqueou uma sobrancelha, a curiosidade aguçada. “Estou ouvindo, Pai.”
Alfa Darwin colocou sua xícara no chão, entrelaçando as mãos.
“Eu te conheço, Mona. Eu sei do que você é capaz, tanto o bom quanto o ruim.
E eu sei – sem dúvida – que você não gosta de Kimberly.” Seu tom era calmo, mas firme.
O sorriso de Mona vacilou levemente antes de ela rapidamente se recompor. “Pai, eu não sei do que você está falando,” ela disse, fingindo inocência.
“Não a vejo como concorrência. Ela nem está no meu nível.”
Alfa Darwin soltou o ar, balançando a cabeça levemente. “Nega quanto quiser, mas vejo através de você, Mona.
Você sempre a viu como uma ameaça. Mas estou te dizendo agora, minha filha – deixe de lado essa rivalidade.”
O maxilar de Mona se apertou. Ela detestava o rumo que essa conversa estava tomando.
“Tente se entender com Kimberly,” Darwin continuou. “O destino dela é maior do que você compreende, e será mais benéfico para você do que imagina.”
O aperto de Mona no banco se intensificou, suas unhas cavando na madeira.
“Você está falando como se ela fosse alguma espécie de escolhida,” ela zombou. “Que destino? Que tolices você está aceitando, Pai?”
Darwin recostou-se levemente, seu olhar firme. “Ela é a Deusa da Lua reencarnada.”
Mona soltou uma risada fria. “Ah, por favor,” ela ridicularizou. “E o que isso tem a ver comigo?” Mona disse, tentando agir como se não soubesse.
“Tudo,” Darwin disse simplesmente. “Porque se você continuar por este caminho de inveja e destruição, ficará para trás.
Kimberly não é sua inimiga, Mona. Se você aceitar o que está por vir, terá um lugar nessa nova era.
Se você lutar contra, se tornará nada mais do que uma sombra do seu próprio ódio.”
Todo o corpo de Mona se rigidificou. As palavras do pai soaram como um tapa no rosto. *Ficar para trás? Eu?* A ideia era revoltante.
Ela forçou um sorriso doce. “Pai, ouvi o que você disse,” ela falou, embora sua voz carregasse uma sutileza cortante.
“Eu vou… pensar sobre o que você disse.”
Alfa Darwin a estudou por um momento, como se procurasse por sinceridade. Então, ele suspirou. “Seja sábia, minha filha.”
Mona apenas acenou com a cabeça, sem confiar em si mesma para falar sem que sua raiva transparecesse.
Um breve silêncio se instalou entre eles antes de ela decidir mudar de assunto.
“No entanto, temos um pequeno problema,” ela disse, inclinando a cabeça. “Kimberly está desaparecida há dias. Você tem alguma ideia de onde ela possa estar?”
Darwin permaneceu calmo de forma perturbadora. “Desaparecida?” ele repetiu, como se testasse a palavra. “Eu não estava ciente.”
Mona estreitou os olhos levemente. *Mentiroso.*
“Sim,” ela continuou, observando sua expressão com atenção. “Ela desapareceu sem deixar rastros, e ninguém conseguiu encontrá-la.”
Alfa Darwin tomou outro gole de seu chá antes de responder.
“Embora eu não saiba onde ela esteja, sei uma coisa com certeza,” ele disse.
“Kimberly nunca estará em uma posição de desvantagem. Ela é mais forte do que você pensa, Mona. Ela ficará bem.”
Mona sentiu o sangue em suas veias esquentar. *Ele está escondendo algo.* Sua confiança inabalável na segurança de Kimberly significava que ele sabia mais do que demonstrava.
*Então, o Pai sabe onde ela está.*
Ela manteve sua expressão neutra, embora por dentro, estivesse fervendo.
“Certo, Pai,” ela disse suavemente. “Se você acredita assim… Mas continuaremos procurando por ela até encontrá-la.”
Ela se levantou do banco, seus movimentos graciosos, mas deliberados.
Darwin apenas acenou com a cabeça, seus olhos ainda a observando como se tentassem ver o que realmente havia em seu coração.
Mona se virou e se afastou com passos medidos, sua mente um turbilhão de frustração e ira.
*Eu não acredito que foi sobre isso que ele me chamou aqui para falar.*
Ela passou pelos guardas, seu sorriso desaparecendo assim que saiu da vista do pai.
*Kimberly não significa nada para mim. Ela nunca estará acima de mim. Eu vou garantir isso.*
Suas mãos se fecharam em punhos.
*E agora, eu sei que o Pai está protegendo ela. O que significa que preciso continuar observando-o de perto.*
Ao chegar ao seu carro, ela respirou fundo e forçou um sorriso malicioso em seus lábios antes de entrar.
O motorista deu a partida, e enquanto o veículo se afastava da propriedade, a expressão de Mona escureceu.
As palavras de seu pai ecoavam em sua mente.
*”Seja sábia, minha filha.”*
Ela soltou uma risada amarga.
*”Inacreditável.”*
Seu próprio pai havia escolhido Kimberly – a garota que não era nada para ela – ao invés de *seu próprio sangue*.
A ideia a enojou.
Suas unhas cavavam em sua palma enquanto ela olhava pela janela, a raiva fervendo por baixo da superfície.
*”Isso está me irritando tanto agora.”*
Enquanto o carro acelerava pela estrada, ela já estava planejando.
Se o pai havia escolhido ficar ao lado de Kimberly…
Então ele estava *contra* ela.
E isso significava uma coisa.
Ela teria que fazê-lo se arrepender…