Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 146
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146: Capítulo 146 146: Capítulo 146 Alfa Derrick irrompeu na sua casa do pacote, suas botas ecoando contra o chão de mármore polido.
Fúria queimava em suas veias enquanto ele andava de um lado para o outro na grandiosa sala de estar, a respiração pesada, os punhos cerrados.
Sua mente estava nublada com raiva, frustração e — embora ele jamais admitisse — dúvida.
Seus homens estavam diante dele, tensos e em silêncio, os olhos fixos no chão.
Entre eles, Mark estava ajoelhado, tremendo ligeiramente. Suor escorria pela sua testa enquanto ele evitava o olhar ardente de Derrick.
Derrick parou de andar abruptamente, seus olhos cravando em Mark como punhais.
“Mark,” ele disse, sua voz perigosamente calma. “Acredito que você tenha muito o que explicar… Comece a falar.”
Mark engoliu em seco, a boca entreaberta, mas nenhuma palavra saiu. O medo o paralisou.
A paciência de Derrick estalou. “O que há de errado? De repente ficou surdo e mudo?” ele latiu, aproximando-se. “Eu fiz a você uma pergunta, Mark!”
Mark estremeceu. “E—Eu sinto muito, Alfa,” ele gaguejou. “É que eu tinha tanta certeza… Eu vi Kimberly com o Alfa Theo, juro por minha vida!”
A mandíbula de Derrick se apertou. Seu instinto dizia que Mark não estava mentindo, mas isso só agravava o problema.
Se Kimberly estava com Theo, como ela desapareceu antes de começarem a procurá-la?
Seus olhos percorreram a sala, escaneando seus homens um a um. “Então me diga, Mark,” ele continuou friamente,
“por que não a encontramos? E mais importante, quem avisou o Theo que estávamos vindo?”
Silêncio.
Ninguém se mexeu. Ninguém falou. Todos sabiam melhor do que dizer a coisa errada quando Derrick estava nesse estado.
Derrick exalou bruscamente, as narinas se alargando. Sua paciência estava por um fio. “Todos vocês, saiam,” ele ordenou, sua voz baixa porém firme. “Quero ficar sozinho.”
Os homens se entreolharam antes de sair rapidamente com as cabeças baixas, ansiosos para escapar do peso da raiva dele.
Mas quando Mark virou para sair, a voz de Derrick ecoou novamente.
“Mark, fique.”
Mark congelou no lugar. Um arrepio percorreu sua espinha enquanto ele se virava novamente, engolindo em seco.
Derrick o observou cuidadosamente, sua expressão ilegível.
“Você vai levar seus homens e todos os recursos que precisar.
Não me importa como você vai fazer, mas você trará informações valiosas sobre Kimberly e Theo.” Sua voz diminuiu, entoada com uma ameaça silenciosa.
“Me falhe novamente, e você não viverá para se desculpar.”
Mark fez uma reverência profunda. “Sim, Alfa. Não falharei com você desta vez.” Ele deu meia volta e desapareceu pelo corredor.
Finalmente sozinho, Derrick cerrava os punhos tão fortemente que suas juntas ficaram brancas. Sua mente acelerava.
*Alguém deu o aviso para Theo. Alguém dentro da minha própria casa.*
*Quem poderia ser? Seria Mona?
Não, ela não iria tão longe.*
*Ou seriam as amigas de Kimberly? Acredito que essas três bruxas não ousariam tentar isso comigo.*
Seu estômago se retorceu com o pensamento. Ele se orgulhava de seu controle, sua dominância — mas agora, sentia uma rachadura em sua fortaleza.
*Há um traidor entre meus homens?*
Ele não teve muito tempo para se apegar ao pensamento antes do som de passos se aproximando tirá-lo de seus pensamentos.
Ele se virou bruscamente, apenas para ver Mona entrando na sala de estar.
Ela se movia com um ar de superioridade, seus olhos escuros brilhando com divertimento.
Ela usava um robe de seda, seus cabelos caindo sobre os ombros em ondas soltas. Quando chegou ao sofá em frente a ele, sentou-se graciosamente, cruzando as pernas.
Um sorriso zombeteiro surgiu em seus lábios. “Bem, bem, bem,” ela arrastou, sua voz carregada de escárnio.
“O poderoso Alfa Derrick… reduzido a andar de um lado para o outro e remoendo como um lobo perdido.”
As palavras dela o cortaram como uma lâmina. Sua mandíbula se apertou, mas ele recusou-se a mostrar fraqueza.
Ele exalou lentamente, controlando sua raiva. “Mona, o que você quer?” ele perguntou, sua voz controlada. E então seu olhar endureceu.
“Ou você finalmente está pronta para admitir que queria Kimberly morta?”
Mona inclinou a cabeça, seu sorriso se aprofundando.
“Você nunca deixa de me divertir, Derrick.” Ela se inclinou ligeiramente para a frente, seus olhos fixos nos dele.
“Mas me diga uma coisa… Vamos supor por um momento que eu queria Kimberly desaparecida — por razões que nós dois sabemos — por que isso te incomoda tanto?”
A expressão de Derrick não mudou, mas seu silêncio disse tudo.
Mona riu, balançando a cabeça. “Ah, entendi,” ela disse como se soubesse.
“Você não quer responder, não é? Porque a verdade é… ela é importante para você. Mas por quê? O que a torna tão especial?”
Os dedos de Derrick se retorceram ao lado do corpo, seu ânimo crescendo.
*Mona não pode ser confiável. Ela está tentando me provocar. Ela quer informações… mas não vai conseguir.* Derrick pensou para si mesmo, enquanto mantinha uma expressão impassível.
Em vez de responder, ele se virou, seu corpo tenso com fúria contida.
Mona soltou um murmúrio baixo e divertido. “Você está pensando em Theo, não está?” ela conjecturou, batendo um dedo man
icurado contra seu joelho. “Sobre a moeda da busca.”
Os ombros de Derrick se enrijeceram.
Ela riu baixinho. “Ah, eu sabia. Você está mais preocupado com o que Theo vai fazer com essa moeda do que com a própria Kimberly.” Ela balançou a cabeça em uma falsa decepção.
“Isso é o que te torna tão… previsível.”
Derrick se virou para encará-la, os olhos ardendo de raiva.
Mona encarou seu olhar com confiança tranquila. “Eu me lembro quando você era temido, Derrick,” ela disse, sua voz de repente séria.
“Quando seus inimigos se encolhiam ao mero som do seu nome. Mas agora?” Ela exalou dramaticamente. “Você está muito envolvido com suas emoções. Você está perdendo sua vantagem.”
Suas mãos se cerraram ao lado do corpo, cada músculo de seu corpo tenso com autocontrole.
*Ela está me provocando. Ela quer uma reação.*
Mas ele não lhe daria essa satisfação.
Sem dizer outra palavra, ele girou sobre os calcanhares e saiu tempestuosamente da sala de estar, seus passos carregados de raiva.
O sorriso de Mona jamais vacilou enquanto ela o observava partir.
“Tente pensar como o Alfa Derrick que eu costumava conhecer”, ela o chamou, com uma voz pingando falsa preocupação. “Talvez assim, você pare de ser tão… patético.”
Derrick não parou. Não olhou para trás.
Mas por dentro, a fúria dele ardia mais intensa do que nunca…
★★★
Alfa Theo sentava-se em um dos cômodos da casa do pacote, seus dedos batendo ritmicamente contra a mesa de madeira.
Seu olhar aguçado estava fixo em Elijah, que permanecia diante dele com uma mistura de curiosidade e preocupação.
“Então, Alfa”, Elijah começou, com as sobrancelhas franzidas, “quer dizer que foi a irmã do Alfa Derrick que te avisou que eles estavam vindo para cá?” Sua voz continha um toque de incredulidade.
Theo assentiu, sua expressão ilegível.
Elijah soltou um assobio baixo. “Eu não esperava por essa.” Ele fez uma pausa e perguntou,
“Mas por que seu telefone estava desligado quando tentei ligar? Eu estava preocupado que algo tivesse acontecido com você.”
Theo se recostou na cadeira, um pequeno sorriso maroto brincando no canto dos lábios.
“Eu desliguei de propósito”, ele admitiu.
“Eu sabia que você tentaria me contatar, e se os homens do Derrick estivessem observando, qualquer movimento súbito ou ligações poderiam levantar suspeitas. Eu precisava que tudo acontecesse naturalmente.”
Elijah exalou profundamente, assentindo em compreensão. “Isso foi arriscado, Alfa.”
Os olhos de Theo escureceram levemente. “Arriscado, mas necessário.” Ele se inclinou para frente, juntando as mãos.
“A partir de agora, eu me movimentarei sozinho. Você e os outros devem permanecer vigilantes. Fiquem atentos a tudo — especialmente a olhos curiosos.
Derrick não cometerá outro erro. Ele estará observando, à espera do menor deslize.”
Elijah endireitou a postura. “Sim, Alfa. Eu juro, eu e os rapazes faremos tudo em nosso poder para proteger você e Kimberly.” Sua voz transparecia lealdade inabalável.
Theo o estudou por um momento antes de assentir em aprovação. “Ótimo.” Então, com um pequeno gesto de mão, ele o dispensou.
Elijah fez uma pequena reverência antes de girar sobre os calcanhares e sair do escritório, deixando Theo sozinho com seus pensamentos.
Assim que a porta se fechou atrás dele, Theo alcançou seu bolso, tirando a moeda da busca.
A pequena medalha de aparência antiga brilhava sob a luz fraca. Ele a girou entre os dedos, seu maxilar se tensionando.
*Exatamente para que devo usar isso?*
Seu primeiro instinto era exigir a liberdade oficial de Kimberly. Mas no momento em que pensou nisso, ele balançou a cabeça.
*Não. Isso seria previsível demais. E pior — confirmaria as suspeitas de Derrick de que eu a levei.*
Derrick não era idiota. Ele era implacável, incansável e perigosamente astuto.
Se Theo fizesse o movimento errado, Derrick entenderia seus planos rapidamente.
Theo apertou a mandíbula. *Não posso me dar ao luxo de cometer um erro. A segurança de Kimberly depende disso.*
Antes que pudesse ponderar mais, seu telefone vibrou alto, tirando-o de seus pensamentos.
Sem hesitar, ele atendeu. “Elena, você está com a Kimberly agora?” Sua voz era calma, mas havia uma urgência subjacente em seu tom.
“Sim,” Elena confirmou. Então, após uma breve pausa, perguntou, “Como foi por aí?”
Theo exalou, esfregando a têmpora. “Tudo ocorreu conforme o planejado. Derrick não encontrou nada.”
“Bom,” Elena disse aliviada. “Você quer falar com ela?”
“Sim, passe para ela.”
Alguns segundos depois, uma voz suave e familiar preencheu a linha. “Theo?”
Theo sorriu instintivamente. “Kimberly. Você está bem? Como você está lidando com o templo por enquanto?”
A preocupação em sua voz era evidente, e Kimberly pareceu perceber isso.
“Você deveria estar perguntando sobre si mesmo,” ela respondeu, sua voz impregnada de preocupação.
“Você está bem? Eles não fizeram nada com você, não é?”
Theo deu uma leve risada. “Estou bem, Kimberly. Você se preocupa demais.”
“Você não pode me culpar por isso,” ela murmurou. Então, após um breve silêncio, seu tom se tornou mais determinado.
“Eu preciso aprender rápido. Eu preciso me tornar forte o suficiente para proteger você e todos que amo.”
O sorriso de Theo suavizou. “Eu confio em você, Kimberly. E sei que você se tornará tudo que deve ser.”
Houve uma pequena pausa na linha antes de Kimberly perguntar, quase hesitante, “Eu vou te ver esta noite?”
A expressão de Theo escureceu levemente. “Não,” ele disse firmemente. “É muito perigoso. Tenho certeza que os homens de Derrick estão me observando de perto agora.
Não posso arriscar levá-los até você. Mas não se preocupe — estarei com você amanhã de manhã.”
Kimberly soltou um pequeno suspiro mas não argumentou. “Tudo bem. Só… tenha cuidado, tá?”
“Eu terei,” Theo a tranquilizou. “Se cuida, Kimberly.”
“Você também, Theo.”
Com isso, a chamada terminou.
Theo colocou lentamente seu telefone sobre a mesa, sua mente acelerada.
*Preciso agir rápido. Derrick não vai parar. Ele provavelmente já está planejando seu próximo passo.*
Ele fechou os punhos. *Kimberly precisa estar segura. Não importa o que custe.*
Com uma determinação renovada ardendo em seus olhos, Alfa Theo levantou-se e caminhou para o seu escritório, pronto para planejar seu próximo movimento…