Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 145
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145: Capítulo 145 145: Capítulo 145 Elijah saiu do veículo ao chegarem à casa da matilha, suas botas estalando contra o cascalho.
Sua mente era um redemoinho de pensamentos.
E agora? E se eles não encontrarem o Alfa Theo? Elijah forçou sua expressão para a neutralidade, esperando que sua inquietação não transparecesse.
Ao se aproximar do Alfa Derrick e do Sumo Sacerdote, ele abriu a boca para falar.
Mas antes que qualquer palavra escapasse, uma voz soou atrás dele, firme e comandante.
“Elijah,” a voz do Alfa Theo ecoou pelo pátio. “O que está acontecendo aqui? E a que devo esta… visita inesperada?”
Elijah se virou, seu alívio escondido atrás de uma máscara de profissionalismo.
Alfa Theo avançou com uma calma autoritária, seu olhar penetrante se encontrando com o de Alfa Derrick.
O Sumo Sacerdote deu um passo à frente, seu tom neutro, mas firme.
“Viemos esclarecer uma acusação feita contra você pelo Alfa Derrick.”
Theo ergueu uma sobrancelha, sua expressão mudando para uma de surpresa zombeteira.
“Uma acusação? Por Derrick?” Seus olhos se voltaram para Derrick, um leve sorriso se formando em seus lábios. “Sobre o que é essa acusação?”
A mandíbula de Derrick se apertou, a veia em sua têmpora pulsando com raiva mal contida.
“Pare de fingir, Theo. Todos sabemos por que estamos aqui. Sumo Sacerdote, vamos direto ao ponto. Chega dessa farsa inútil.”
O Sumo Sacerdote ignorou a impaciência de Derrick e se dirigiu diretamente a Theo.
“Alfa Derrick alega que você sequestrou Kimberly de sua matilha.
Ele também nos informou que você esteve no território dele no início desta semana para confrontá-lo a respeito dela. Isso é verdade?”
O sorriso de Theo se aprofundou enquanto cruzava os braços.
“Ah, agora entendo. É sobre isso que se trata.” Ele inclinou a cabeça levemente, sua voz calma, mas carregada de sarcasmo.
“Derrick, você está tão paranoico que acredita que cada sombra em sua matilha pertence a mim?”
Os punhos de Derrick se apertaram, mas ele não disse nada.
O olhar de Theo voltou ao Sumo Sacerdote.
“Sim, visitei o território do Derrick para falar com Kimberly.
Não nego isso. Mas dizer que eu ‘desafiei’ ele é um pouco dramático, você não acha?” Ele deu de ombros.
“Quanto ao desaparecimento da Kimberly… Estou ouvindo sobre isso pela primeira vez agora.”
“Como podemos ter certeza de que Derrick não é quem está escondendo ela de todos?” Alfa Theo disse com uma pergunta zombeteira.
“Mentiroso,” Derrick cuspiu, sua voz tremendo de fúria. “Você está mentindo, Theo. Eu consigo ver isso em sua cara de presunçoso.”
Theo riu baixinho, balançando a cabeça. “Oh, Derrick. Você sempre foi péssimo em ler pessoas. Talvez seja por isso que você perdeu o controle sobre sua própria matilha.”
Derrick deu um passo à frente, seus olhos ardendo de raiva, mas o Sumo Sacerdote levantou a mão, silenciando-o.
“Chega,” disse o sacerdote com firmeza. Ele se voltou para Theo.
“Se você realmente não tem nada a esconder, então não se oporá a realizarmos uma busca completa em sua casa do pacote.”
A expressão de Theo não vacilou. “Uma busca? Fiquem à vontade,” ele disse suavemente, gestualizando em direção à imensa casa do pacote.
“Mas…” Ele se aproximou, sua voz baixando para um tom mais sério. “Derrick possui a moeda da busca?
E vocês dois estão preparados para as consequências caso não encontrem nada?”
O Sumo Sacerdote assentiu solenemente.
“O Alfa Derrick está plenamente ciente das implicações. Se não encontrarmos nada, a moeda da busca será confiscada por você, e você receberá um desejo—dentro dos limites de nossas leis.”
Theo sorriu levemente, sua confiança inabalável. “Excelente. Que a busca comece.”
Ele estalou os dedos, e vários de seus homens avançaram, prontos para escoltar o grupo de Derrick pela casa da matilha.
O rosto de Derrick se torceu de frustração, mas ele não disse nada enquanto acenava para seus homens em direção à casa.
Conforme a busca começava, Theo permanecia imóvel, os braços cruzados enquanto observava Derrick e o Sumo Sacerdote. A tensão era palpável, o silêncio pesado.
Derrick finalmente quebrou o silêncio, sua voz pingando veneno. “Não pareça tão presunçoso, Theo. Você é um mestre da enganação, mas sua sorte acabará eventualmente.”
Theo ergueu uma sobrancelha, divertido. “Sorte? É isso que você acha que isso é?” Ele se inclinou um pouco mais perto, baixando a voz para que apenas Derrick pudesse ouvir.
“Talvez você devesse parar de confiar na força bruta e começar a pensar. Poderia te poupar de alguns constrangimentos.”
Os lábios de Derrick se curvaram num rosnado, mas ele se conteve, sabendo que os olhos do Sumo Sacerdote estavam em ambos.
A busca se arrastou, os minutos parecendo horas.
Theo permaneceu calmo, sua confiança aparentemente inabalável, enquanto Derrick se mostrava cada vez mais inquieto.
Ele andava de um lado para o outro, murmurando para si mesmo.
Finalmente, após o que pareceu uma eternidade, os homens de Derrick retornaram. O líder da equipe se aproximou dele, sua expressão sombria.
“Alfa,” o homem disse hesitante. “Não encontramos nada. A Kimberly não está aqui.”
O rosto de Derrick escureceu, seus punhos tremendo com raiva contida. “Tem certeza? Vocês procuraram em todos os lugares?”
“Sim, Alfa,” o homem respondeu. “Procuramos em cada sala, cada corredor. Ela não está aqui.”
Theo se virou para o Sumo Sacerdote, estendendo a mão. “Bem, então. Parece que chegamos ao fim dessa pequena farsa. Entregue a moeda da busca.”
O sacerdote assentiu solenemente e fez um gesto para Derrick. “Alfa Derrick, você deve entregar a moeda. As leis são claras.”
Derrick hesitou, seu orgulho em conflito com a realidade da situação.
Finalmente, com relutância visível, ele alcançou o bolso e colocou a moeda na mão de Theo.
“Qual será seu desejo, Alfa Theo?” perguntou o Sumo Sacerdote.
“Você pode usá-lo agora ou guardá-lo para o futuro. Mas lembre-se, o desejo deve obedecer às leis. Você não pode, por exemplo, reivindicar a matilha de outro alfa.”
Theo examinou a moeda em sua mão, virando-a pensativamente. Então ele sorriu.
“Vou guardá-la por enquanto. Uma linha de vida como essa não deve ser desperdiçada em algo trivial.”
Ele se virou, deslizando a moeda no bolso enquanto começava a se afastar.
A voz de Derrick o deteve em seu caminho.
“Não pense que isso acabou, Theo,” Derrick rosnou, seu tom baixo e ameaçador. “Você pode ter vencido hoje, mas isso não é o fim. Cuidado com as suas costas.”
Theo olhou por cima do ombro, seu sorriso retornando. “Oh, Derrick. Você vai se machucar com toda essa amargura.”
Derrick não disse mais nada, voltando para seu veículo com seus homens seguindo de perto atrás.
O barulho dos motores rugiu enquanto eles se afastavam da casa da matilha, deixando para trás uma nuvem de poeira e uma tensão persistente.
Theo os observou partir, sua expressão ilegível. Que venham. Estarei pronto…