Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 132
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132: Capítulo 132 132: Capítulo 132 Mona andava de um lado para o outro em seu quarto, os olhos correndo até a janela de quando em quando.
Suas mãos estavam entrelaçadas atrás das costas, a respiração desigual.
Ela não conseguia dissipar a inquietação que se assentara profundamente nela.
*O que eu fiz… será que foi suficiente?*
ela pensou, os lábios se apertando enquanto sua mente revivia a conversa anterior com Kimberly.
*Se ela morder a isca, isso acaba aqui e agora. Não há saída para ela desta vez.*
Parando diante de seu espelho, Mona encarou seu reflexo. Seu rosto, normalmente composto e confiante, mostrava fissuras de tensão.
Ela se inclinou para frente, sua voz mal mais alta que um sussurro enquanto murmurava consigo mesma.
“Se Kimberly cair na armadilha, será o fim dela.
Eu vou garantir que eu pessoalmente supervise a eliminação dela. Ninguém jamais vai me desafiar de novo.”
Suas palavras ficaram no ar, frias e calculistas. Ela deu uma respiração profunda, forçando uma calma exterior de volta ao seu rosto.
*Derrick pode pensar que consegue proteger ela, mas já é tarde demais.
Esta é a minha matilha, meu território, e ninguém — nem mesmo Kimberly — vai tirá-lo de mim.*
—
Enquanto isso, a quilômetros de distância na propriedade do Alfa Darwin, Alfa Derrick saiu de seu carro com uma expressão determinada no rosto.
Os guardas na entrada imediatamente se curvaram em respeito, mas Derrick mal os reconheceu.
*Eu preciso de respostas hoje. Preciso saber a verdade sobre Kimberly antes que alguém descubra.
Tenho que agir mais rápido que todos os outros alfas,* ele pensou ao caminhar confiante para dentro da casa.
Lá dentro, Alfa Darwin estava sentado na sala de estar, desabado em uma cadeira de rodas.
Seu rosto estava pálido, sua forma outrora forte agora enfraquecida pelo recente coma.
Mas seus olhos ainda carregavam a nitidez de um homem que tinha visto e sobrevivido mais do que a maioria.
Quando Derrick entrou, seus olhares se encontraram.
“Alfa Darwin,” Derrick disse, inclinando levemente a cabeça.
“Como você está se sentindo hoje?” Sua voz tinha um verniz de preocupação, mas sua verdadeira intenção estava por baixo dela.
Alfa Darwin deu um sorriso fraco. “Estou me sentindo muito melhor, graças a você, meu querido genro,” ele disse, seu tom caloroso mas permeado com uma ironia sutil.
Derrick não deixou o comentário o dissuadir. Ele se sentou na frente de Darwin, sua expressão séria.
“Eu vim perguntar algo importante. Preciso da sua ajuda,” ele disse, seu tom agora mais firme.
Darwin ergueu uma sobrancelha, intrigado. “O que está passando pela sua cabeça, Derrick? Fale à vontade.”
“É sobre Kimberly,” Derrick disse, inclinando-se levemente para frente. “O que você sabe sobre ela? Por que ela é… diferente? Especial?”
O rosto de Darwin escureceu levemente, e ele soltou um suspiro profundo. “Então você finalmente percebeu,” ele disse, sua voz carregada de significado.
Derrick franziu a testa, surpreso mas escondendo bem. “O que você quer dizer com isso?”
Darwin se recostou na cadeira de rodas, seu olhar inabalável enquanto ele olhava para Derrick.
“Você sabe por que eu queria que você se casasse com ela desde o início?”
Derrick balançou a cabeça, sua confusão evidente.
“Eu não sei. Sempre presumi que fosse para alguma aliança ou… conveniência. Honestamente, nunca pensei que ela fosse digna de ser minha Luna.
Ela carecia da força e presença que eu precisava em uma parceira.”
Os lábios de Darwin se apertaram em uma linha fina, e sua voz se tornou mais afiada.
“Kimberly deveria te dar o mundo, Derrick. Ela foi feita para ser sua maior aliada, sua parceira mais valiosa. Ela carrega o poder do universo dentro dela.”
Derrick piscou, atônito. “Do que você está falando? O poder do universo? O que isso significa?”
O olhar de Darwin se suavizou, mas sua voz permaneceu firme.
“Kimberly é um híbrido. Ela carrega a linhagem de um dos alfas mais poderosos que já viveram. O pai dela foi o Alfa Gregson.”
A testa de Derrick se franziu em confusão. “Gregson? Mas… você a criou e ela é sua filha. Como isso é possível?”
Darwin soltou outro suspiro profundo, seus olhos cheios de uma mistura de tristeza e nostalgia.
“Eu não sou o pai biológico dela, Derrick. O verdadeiro pai de Kimberly, Alfa Gregson, era um grande amigo meu.
Ele foi traído e morto por aqueles que temiam seu poder. Mas antes de morrer, ele me confiou Kimberly.”
A expressão de Derrick se endureceu, tentando processar a revelação. “E a mãe dela? Ela era…?”
“Uma vampira,” Darwin disse diretamente, interrompendo-o.
“Sua união foi considerada uma abominação por muitos, mas criou algo extraordinário.
Kimberly nasceu com habilidades que nem alfas puros nem vampiros podem possuir.
Sua mãe morreu durante o parto, e Gregson confiou em mim para protegê-la.
Eu a criei como se fosse minha, mas a verdade de sua herança permaneceu oculta… até agora.”
A mente de Derrick corria. “Então todo esse tempo, Kimberly foi… mais do que o que eu pensava que ela era?”
Darwin assentiu lentamente. “Ela tem o potencial de se tornar uma força como nada que esse mundo já viu.
Mas agora, ela está vulnerável. Ela não entende os próprios poderes, e isso a torna uma ameaça e um alvo ao mesmo tempo.”
Derrick se recostou, suas mãos se fechando em punhos. “Por que você não me disse isso antes? Se eu soubesse—”
“Teria feito diferença?” Darwin interrompeu, seu tom afiado.
“Você escolheu Mona, minha filha, ao invés de Kimberly. Você descartou Kimberly como fraca, indigna. Essa decisão foi sua, Derrick, não minha.”
Derrick ficou em silêncio, o peso das palavras de Darwin se assentando sobre ele.
Após uma longa pausa, ele finalmente falou. “O que eu faço agora?” Sua voz estava mais quieta, quase hesitante.
Os olhos de Darwin se suavizaram levemente, mas seu tom levava um aviso.
“Isso é algo que você vai ter que descobrir. Mas esteja avisado—Mona não vai ficar parada. Ela é minha filha, e eu a conheço bem demais.
Se pretende ir atrás da Kimberly, vai ter que enfrentar a ira dela.”
Derrick olhava fixamente para Darwin, sua mente um turbilhão de emoções e pensamentos conflitantes.
Mas antes que pudesse responder, Darwin inclinou-se ligeiramente para frente, sua voz baixa e firme.
“Tenha cuidado, Derrick. As escolhas que você faz agora vão determinar não só o seu futuro, mas o futuro de todos ao seu redor.”
Com essas palavras pesando no ar, Derrick levantou-se, sua expressão insondável.
“Eu entendo,” ele disse finalmente, seu tom estável.
Darwin observou-o partir, seu olhar insondável mas preenchido com uma intensidade silenciosa.
Enquanto Derrick saía da sala, as palavras de Darwin ecoavam em sua mente, cada uma um aviso e um desafio que ele não podia ignorar.
★★★
Kimberly sentou-se à beira de sua pequena cama no quarto das empregadas, suas mãos apertadas com força em seu colo.
O quarto estava preenchido por um silêncio pesado, exceto pelo suave farfalhar da brisa lá fora.
Mohandria, Lisa e Kaitlyn sentavam-se perto, seus olhos fixos nela. Preocupação gravada profundamente em suas expressões.
“Kimberly,” disse Kaitlyn, sua voz tremendo ligeiramente.
“Você tem agido tão estranha desde seu encontro com Luna Mona. Você não disse uma palavra para nós. O que está acontecendo?”
Mohandria inclinou-se para frente, suas sobrancelhas franzidas.
“Kim, você precisa falar conosco. O que quer que seja, você não deveria guardar só para si. Estamos aqui por você.”
Kimberly hesitou, seus olhos indo de um amigo para o outro.
Ela respirou fundo e exalou lentamente, seus ombros desabando sob um peso invisível.
“Eu nem sei por onde começar,” ela murmurou, sua voz mal acima de um sussurro.
“Comece por qualquer lugar,” incitou Mohandria suavemente. “Só não nos deixe no escuro.”
Kimberly levantou a cabeça, encontrando os olhares expectantes deles. Após outra longa pausa, ela finalmente falou.
“Mona… ela me ofereceu uma chance de deixar a alcateia. De escapar de tudo e começar de novo em algum lugar bem longe.”
O quarto mergulhou em um silêncio atônito. O peso de suas palavras parecia pressionar sobre todos, tornando difícil respirar.
“Começar de novo?” Kaitlyn finalmente quebrou o silêncio, sua voz cheia de incredulidade. “Assim, de repente? Por que agora?”
“Exatamente!” acrescentou Mohandria, seu tom afiado de suspeita.
“Por que Mona te ofereceria algo assim? Do nada? Não faz sentido.”
Kimberly passou a mão pelos cabelos, a frustração evidente em seu rosto.
“É isso que tem me consumido por dentro,” ela admitiu.
“Mona não é alguém que faz algo sem um motivo oculto. Ela é perigosa, manipuladora e calculista. Eu não confio nela.”
Lisa, que tinha ficado quieta até então, inclinou-se para frente, sua voz suave, mas firme.
“Então por que sequer considerar, Kim? Se você sabe que é uma armadilha, por que não rejeitá-la imediatamente?”
Kimberly olhou para baixo, para suas mãos, seus dedos nervosamente inquietos.
“Porque… e se não for uma armadilha? E se essa for minha única chance de fugir de tudo isso?
De Derrick, de Mona, de tudo? Você não acha que eu mereço um novo começo?”
Suas amigas trocaram olhares preocupados, incertas de como responder.
“Mas e se ela estiver tentando te enganar?” disse Kaitlyn, sua voz tremendo de medo.
“E se sair não for sobre liberdade, mas sobre te levar direto ao perigo?
Você conhece Mona. Ela não perdoa e não esquece.”
“Exatamente,” Mohandria concordou.
“Isso parece errado, Kim. Muito conveniente. Muito… fácil. Mona não distribui segundas chances.”
“Eu sei disso,” Kimberly retrucou, sua voz subindo ligeiramente. Ela imediatamente se acalmou, balançando a cabeça.
“Eu sei disso melhor do que ninguém. Mas eu não consigo parar de pensar… e se?”
“Você realmente acredita que ela está fazendo isso por bondade?” perguntou Lisa, seus olhos se estreitando.
“Não,” Kimberly respondeu sem hesitar.
“Mona não é bondosa. Ela é cruel, vingativa e calculista. Definitivamente tem um jogo aqui, mas eu não consigo descobrir qual é. E isso é o que mais me assusta.”
Mohandria inclinou-se para mais perto, baixando sua voz como se alguém pudesse ouvir.
“Kim, pense bem. Você disse que ela te deu dois dias. O que você está planejando fazer?”
Kimberly hesitou novamente, mordendo seu lábio inferior.
“Eu ainda não sei,” ela admitiu. “Estou dividida. Se eu ficar, estou presa sob o controle de Derrick, sempre de olho no próximo passo de Mona.
Mas se eu for… posso estar entrando direto na armadilha dela.”
“Você acha que devemos contar para a dona Elena?” sugeriu Mohandria, sua voz cheia de urgência. “Ela vai saber o que fazer. Ela sempre sabe.”
Kimberly balançou a cabeça firmemente. “Não. Ainda não. Se envolvermos Elena, ela pode tentar me impedir—ou pior, confrontar Mona.
Isso também a colocaria em perigo. Isso é algo que eu tenho que lidar sozinha.”
Os olhos de Kaitlyn se arregalaram em alarme. “Lidar sozinha? Kim, é exatamente isso que Mona quer! Ela quer você isolada, sem ajuda. Você não vê isso?”
Kimberly olhou para suas amigas, seus olhos cheios de determinação. “Eu vejo. Mas eu também vejo algo mais.
Se eu não entrar no jogo da oferta de Mona, nunca vou entender qual é o verdadeiro plano dela. Ela está escondendo algo, e eu preciso saber o que é.”
O rosto de Mohandria era uma mistura de frustração e medo. “Você está seriamente considerando isso, não está?”
Kimberly assentiu devagar.
“Sim,” ela disse, sua voz estável, mas carregada de emoção. “Eu já decidi. Vou aceitar a oferta de Mona.”