Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 131
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131: Capítulo 131 131: Capítulo 131 A brisa fresca da noite varreu o grande jardim da matilha enquanto o Alfa Derrick caminhava sozinho, com as mãos cruzadas atrás das costas.
Havia muito tempo desde que ele fizera tal caminhada, e a rara visão de seu alfa passeando desacompanhado pegou os guardas de surpresa.
Eles baixaram suas cabeças profundamente em respeito enquanto ele passava, murmurando suas saudações.
Derrick apenas acenou brevemente em reconhecimento, seus pensamentos muito pesados para se envolver mais.
*Kimberly… Ela é um enigma, uma teimosa. Ela está agindo de maneira rígida, sim, mas isso é esperado depois de tudo.
Como faço para que ela baixe a guarda? Como faço para ela confiar em mim o suficiente?
Eu preciso dela. Não como ela está agora — mas pelo que ela é capaz de me trazer.* O rosto de Derrick se contorceu com frustração enquanto ele ponderava.
Seus passos, embora não apressados, eram propositalmente, e logo ele se encontrou na porta da câmara do médico idoso.
Os guardas estacionados ali endureceram à vista dele e rapidamente se curvaram profundamente.
“Alfa,” um deles saudou.
Derrick deu-lhes um aceno curto e entrou.
O quarto cheirava a ervas e sálvia queimando, e o médico idoso estava curvado sobre uma mesa de madeira, moendo folhas secas em pó.
O homem não se virou imediatamente, muito concentrado em seu trabalho.
“Não estou atendendo a ninguém esta noite. Volte de manhã,” disse o homem velho bruscamente, ainda focado em sua tarefa.
As botas de Derrick ressoaram suavemente no chão de pedra enquanto ele caminhava mais para dentro do quarto.
“Você tem o hábito de mandar embora seu alfa?” A voz de Derrick era calma, mas carregava uma borda inconfundível.
O médico idoso parou no meio do movimento e girou, seus olhos arregalados em choque.
“Alfa Derrick… perdoe minha ignorância. Não percebi que era você.” Ele rapidamente baixou a cabeça, sua voz agora mais suave. “Você está indisposto, meu alfa?”
Derrick não respondeu imediatamente. Ele deixou seu olhar penetrante vagar pelo quarto bagunçado
— frascos de ervas, pergaminhos de papel e textos antigos empilhados de forma desordenada.
Finalmente, ele se moveu para sentar em um banquinho de madeira gasto perto da mesa.
“Estou aqui por respostas,” disse Derrick, seu tom comandante. “Preciso de seu conhecimento.”
A testa do homem mais velho se enrugou levemente, mas ele rapidamente mascarou sua inquietação.
“Sou apenas um simples curandeiro, meu alfa. Meu conhecimento é limitado, mas farei o meu melhor para ajudá-lo.”
Derrick inclinou-se para a frente, seus olhos penetrantes fixos no homem mais velho. “Diga-me o que você sabe sobre Kimberly. Não perca meu tempo com mentiras ou meias-verdades.”
O coração do médico pulou uma batida, embora ele mantivesse seu rosto neutro.
*Então ele sabe de algo… mas quanto?*
“Kimberly,” o homem mais velho começou com cuidado, “é uma jovem notável.
Sempre senti que ela é diferente — especial, até.
As ameaças que ela suportou, a força que ela carrega apesar de suas circunstâncias — é incomum.
Mas além disso…” Ele pausou, abaixando o olhar. “Não sei o que a torna tão importante.”
Os olhos de Derrick se estreitaram enquanto ele estudava o homem.
*Ele está escondendo algo. Mas o quê?*
“Então, você afirma não saber mais nada sobre ela?” Derrick pressionou, seu tom frio.
O médico se endireitou levemente, encontrando o olhar de Derrick.
“Não consegui descobrir ela completamente. Mas eu acredito — não, eu sei — que há algo extraordinário nela. Só não sei o que é ainda.”
O silêncio na sala cresceu denso. Derrick recostou-se, sua expressão ilegível, mas sua mente trabalhava furiosamente.
*Ele está escondendo algo. A questão é: quanto ele sabe?*
Após um momento, Derrick mudou sua abordagem.
“Certo. Se você não pode me contar sobre Kimberly, então me conte sobre a profecia da deusa lua. Sei que você a estudou.”
O rosto do homem mais velho vacilou por um segundo dividido, mas ele rapidamente se recuperou, forçando um sorriso.
“A profecia da deusa lua é um conto de esperança, Alfa. Ela fala de equilíbrio, de uma escolhida que trará luz às matilhas.
Mas é antiga — com dois séculos. Duvido que alguém vivo hoje verá seu cumprimento.”
Derrick inclinou a cabeça, seu olhar aguçado. “Você realmente acredita nisso?”
O homem mais velho hesitou, escolhendo suas palavras com cuidado.
“Não é que eu não acredite, Alfa, mas faz tanto tempo… sem sinais, sem provas. Talvez a história tenha se tornado apenas isso — uma história.”
*Mentiras. Ele está desviando das minhas perguntas.* A mandíbula de Derrick se apertou enquanto ele se levantava, sua figura imponente lançando uma longa sombra pelo quarto.
Ele deu um passo lento em direção ao homem mais velho, que instintivamente tensionou.
“A deusa lua está viva,” Derrick disse, sua voz baixa, mas carregada de certeza.
Os olhos do médico idoso se arregalaram um pouco, mas ele rapidamente baixou a cabeça, suas mãos tremendo levemente. “Se você diz, Alfa.”
Derrick sorriu levemente, embora não tenha chegado aos seus olhos. Ele virou e começou a caminhar em direção à porta, pausando antes de sair.
“E mais uma coisa,” Derrick disse sem olhar para trás.
“Se eu descobrir que você tem escondido algo de mim, haverá consequências. Você entende?”
“Sim, Alfa,” o homem mais velho respondeu rapidamente, sua voz firme, mas seu coração batendo.
Com isso, Derrick saiu, sua mente acelerada.
*A deusa lua está viva, e Kimberly é a chave. O homem mais velho sabe mais, mas está com muito medo de falar.
Não importa. Logo descobrirei tudo.*
Enquanto ele desaparecia na noite, o médico idoso desabou contra a mesa, suas mãos agarrando suas bordas firmemente.
*Derrick sabe demais. Se ele insistir mais… se descobrir a verdade… toda a matilha e a vida de Kimberly poderiam ser jogadas no caos.*
★★★
O sol da manhã entrava pelas janelas da casa do pacote, projetando longas sombras pelos pisos polidos.
Mona estava sentada na espaçosa sala de estar, saboreando seu chá. Sua mente, no entanto, estava longe de estar calma.
No momento em que seu informante de confiança entrou, inclinando-se profundamente, ela pousou sua xícara com um leve clique.
“Saudações a você, Luna,” disse o homem, com a cabeça baixa, sem ousar encontrar seu olhar.
“Fale,” disse Mona, sua voz aguda, mas controlada.
“É sobre Kimberly,” ele começou, suas palavras deliberadas.
“Está confirmado — ela é a deusa da lua. No entanto, a boa notícia para nós é que ela ainda não entende a si mesma ou os poderes que possui.”
A cor drenou levemente do rosto de Mona, embora ela tenha mascarado seu choque com uma expressão calma.
Mesmo assim, seus dedos batiam ansiosamente no braço da cadeira.
“O que você acha que podemos fazer agora?” ela perguntou, seu tom mais baixo, mas não menos intenso.
O homem hesitou brevemente antes de falar.
“Matar ela aqui na casa da matilha, ou mesmo nesta área, seria quase impossível.
Alfa Derrick começou a se interessar por ela. Ele colocou guardas extras para vigiá-la.”
A compostura de Mona começou a deslizar. Com a menção do interesse de Derrick por Kimberly, sua mandíbula se apertou e seus olhos se estreitaram.
*Derrick? Interessado naquela garota? Isso não pode acontecer.
Ela não é apenas uma ameaça para mim, mas agora para o meu casamento também.
Kimberly deve morrer. Não me importa como.* Os pensamentos de Mona ardiam com ressentimento.
“Tenho uma sugestão, senhora,” o informante continuou, sentido sua crescente raiva, mas mantendo sua postura inclinada.
“Fale,” Mona ordenou secamente.
“Se isso lhe agrada, podemos orquestrar a morte dela usando alguns de nossos homens como sacrifícios. O resultado final valeria a pena,” disse o homem cautelosamente.
Mona franziu a testa, descontente. “Sacrificar homens por ela? Não acho essa ideia atraente.
Eu mesma cuidarei disso. Aguarde futuras instruções,” ela disse de forma incisiva, dispensando-o com um gesto de mão.
O homem fez uma reverência profunda e saiu rapidamente.
Mona se levantou imediatamente, sua mente acelerada. Ela não podia se dar ao luxo de perder tempo.
Pegando seu xale, saiu da sala com os guardas a sua volta.
A caminho dos aposentos das empregadas, ela parou abruptamente ao ver Kimberly, acompanhada por Mohandria, Kaitlyn e Lisa.
Elas estavam retornando do lugar de Elena, conversando baixinho entre si.
No momento em que viram Mona se aproximar, pararam, instintivamente inclinando suas cabeças em respeito.
“Bom dia, Luna,” elas disseram em uníssono, suas vozes submissas.
O olhar frio de Mona pousou diretamente em Kimberly, e ela se aproximou dela, ignorando as outras.
Seus guardas se moveram rapidamente, orientando as amigas de Kimberly a se afastarem.
Embora estivessem fora do alcance auditivo, ainda podiam ver a interação, preocupação gravada em seus rostos.
“Quero falar com você, Kimberly,” disse Mona, seu tom agudo, porém estranhamente calmo.
“Ou deixe-me dizer desta forma — tenho uma oferta para você.”
A testa de Kimberly se franziu levemente em confusão, embora ela mantivesse sua compostura.
“Uma oferta?” ela perguntou, sua voz firme, mas cautelosa.
Mona assentiu, levando um momento para estudar o rosto de Kimberly, como se procurasse por fissuras em sua confiança.
“Serei direta,” Mona começou, sua voz baixa, mas deliberada.
“Estou lhe oferecendo uma chance de deixar esta matilha. Você pode ir para longe e viver como uma pessoa livre, sem ninguém para incomodá-la.
Mas…” Ela pausou, seus lábios se curvando em um sorriso fraco e sem humor.
“Você nunca deve retornar aqui. Essa é minha única condição.”
Kimberly piscou, surpresa. As palavras pairavam no ar como um peso pesado.
*O que Mona está planejando?* Kimberly pensou, sua mente acelerada.
“Por que você me concederia tal oferta?” Kimberly perguntou, seu tom calmo, mas seu coração batendo forte no peito.
Mona ergueu uma sobrancelha, um leve sorriso zombeteiro em seus lábios.
“Vamos dizer que vi suas lutas e pensei que era hora de ajudar. Considere isso… compaixão.”
O olhar de Kimberly se estreitou levemente, vasculhando o rosto de Mona em busca de algum sinal de sinceridade.
“Compaixão? De você?”
Mona riu levemente, embora não houvesse calor no som.
“Acredite ou não, posso ser gentil quando quero. Você tem dois dias para decidir. Depois disso, a oferta está fora de mesa.”
Kimberly abriu a boca para responder, mas antes que ela pudesse dizer uma palavra, Mona virou-se abruptamente.
“Pense bem, Kimberly,” Mona disse por cima do ombro, sua voz carregando um leve tom de escárnio.
Seus guardas caíram em passo atrás dela enquanto ela se afastava, deixando Kimberly parada, congelada no lugar, sua mente um turbilhão de pensamentos.
À distância, Mohandria, Kaitlyn e Lisa observavam com expressões ansiosas, incertas do que havia acabado de ocorrer, mas sentindo que estava longe de ser bom.
*O que ela está planejando? Por que me oferecer liberdade agora? Isso parece errado. Errado demais.*
As mãos de Kimberly se cerraram ao seu lado enquanto ela observava Mona desaparecer à distância sem sequer um olhar para trás…