Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 122
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122: Capítulo 122 122: Capítulo 122 Mona entrou no quarto do hospital, o som dos seus saltos agudos ecoando contra o piso de cerâmica.
Seus olhos imediatamente miraram a cama onde seu pai, Alfa Darwin, deveria estar descansando em seu estado comatoso. Mas a cama estava vazia.
Por um segundo, ela congelou, sua mente se recusando a processar o que estava vendo.
Ela inalou profundamente, tentando suprimir o pânico que borbulhava dentro dela. Virando-se abruptamente para seus guardas, ela fez um gesto em direção a um deles.
“Vá buscar o médico. Agora!” A voz de Mona era como gelo, seu tom cortante atravessando a sala.
Um de seus guardas saiu do quarto sem hesitar. Mona cerrava os punhos, fitando a cama vazia.
*Isso é impossível. Ele não pode simplesmente sumir! Alguém tem que responder por isso.*
A porta se abriu instantes depois, e o médico, visivelmente transtornado, entrou na sala com passos apressados.
Seu rosto empalideceu quando seus olhos se fixaram na cama vazia.
“Onde está o meu pai?” Mona exigiu, sua voz perigosamente calma, mas transbordando de raiva.
O médico gaguejou, com as mãos tremendo nervosamente. “S-Senhora, eu… eu não sei. Eu — eu pessoalmente o verifiquei esta manhã. Ele estava aqui, descansando como sempre. Não entendo —”
Mona se aproximou dele, seu olhar penetrante o fazendo recuar.
“Você *não entende?* Essa é sua desculpa? Meu pai não é um paciente desaparecido; ele é o Alfa desta alcatéia prestigiosa. E você está me dizendo que não sabe onde ele está?”
“Senhora, por favor, acredite em mim. Eu — eu não autorizei nenhuma transferência, nem deixei a enfermaria desassistida. É contra o protocolo —”
“Não quero ouvir sobre seus protocolos!” Mona estalou, sua voz aumentando.
“Quero encontrar meu pai. Agora! Se algo acontecer com ele, eu o responsabilizarei pessoalmente. Você me entende?”
O médico assentiu freneticamente, seu rosto encharcado de suor. “Vou investigar isso imediatamente, Senhora. Por favor… dê-me algum tempo.”
“Tempo?” Mona soltou uma risada afiada e amarga. “Tempo é algo que você não tem, doutor. Sugiro que use cada segundo com sabedoria.”
O médico não esperou outra palavra. Girou sobre os calcanhares e saiu correndo da sala, dando ordens aos enfermeiros enquanto ia.
Mona exalou profundamente, suas mãos tremendo levemente. Ela se virou para seus guardas, que permaneciam em silêncio junto à porta. “Deixem-me. Eu preciso pensar.”
“Sim, Senhora.” Eles baixaram a cabeça e saíram da sala, deixando-a sozinha no silêncio ensurdecedor.
Mona pegou seu telefone, seus dedos tremendo levemente enquanto discava para Alfa Derrick. Ele atendeu quase imediatamente.
“Mona, o que houve?” A voz de Derrick era aguçada, sentindo a tensão mesmo através do telefone.
“É o Pai,” disse Mona, lutando para manter a compostura. “Ele não está em seu quarto no hospital. Ele sumiu.”
Houve um breve silêncio do outro lado antes da voz de Derrick voltar, salpicada de confusão. “Sumiu? O que você quer dizer, sumiu? Você autorizou uma transferência?”
“Não, Derrick!” Mona sibilou. “Por que eu autorizaria uma transferência sem te informar? Pensei que talvez *você* o tivesse movido por algum motivo.”
O tom de Derrick se tornou mais sério. “Eu não fiz isso. E não faria sem consultar você primeiro.
Você tem certeza de que a equipe não está escondendo algo? Alguém deve ter visto alguma coisa.”
Mona caminhava pelo quarto, seus saltos clicando ritmicamente no piso. “Eu já ameacei o médico até a morte.
Ele afirma que não tem ideia do que aconteceu, e não acho que ele esteja mentindo. Quem levou o Pai foi cuidadoso—sem rastros, sem testemunhas.”
Derrick suspirou profundamente do outro lado da linha. “Isso não faz sentido. Seu pai está em coma. Quem o levaria? E por quê?”
“É isso que estou tentando descobrir,” disse Mona, sua voz quebrando levemente. “Mas não consigo deixar de sentir que isso é parte de algo maior, algo planejado.”
Derrick ficou em silêncio por um momento, depois disse firmemente, “Fique onde está. Estou indo para o hospital. Vamos resolver isso juntos.”
“Apressa-se, Derrick,” Mona disse, sua voz mal audível.
“Estou a caminho,” Derrick respondeu antes de encerrar a ligação.
Mona baixou lentamente o telefone, encarando a cama vazia mais uma vez.
A ausência de seu pai parecia um buraco enorme, não apenas no quarto, mas em seu próprio senso de controle. Ela cerrava os punhos, seus pensamentos acelerados.
*Quem fez isso… Vai se arrepender. Ninguém mexe com minha família e sai impune.*
★★★
Kimberly estava sentada no chão frio e duro, suas mãos amarradas e uma venda apertando seus olhos.
Sua respiração era superficial, sua mente acelerada. Ela tentava se concentrar, mas o medo a dominava como nunca antes.
Subitamente, ela ouviu o som de botas pesadas se aproximando.
A porta rangeu ao abrir, e passos preencheram a sala. Kimberly se tensionou, seu coração batendo forte.
“Desamarrem-na e removam a venda,” uma voz profunda e comandante ordenou.
Dois pares de mãos ásperas a agarraram. Ela estremeceu, mas não resistiu enquanto desamarravam seus pulsos e removiam a venda.
Uma luz brilhante atingiu seus olhos, e ela piscou rapidamente, sua visão se ajustando ao brilho súbito.
Diante dela estava um homem alto, com uma figura imponente. Seus olhos eram aguçados, frios e calculistas.
Ele cruzou os braços e a estudou por um momento antes de falar.
“Se você cooperar comigo, não vou matá-la,” ele disse secamente, sua voz calma, mas ameaçadora.
“Só preciso do seu sangue. Dê-o voluntariamente, e eu a deixarei ir.”
O coração de Kimberly afundou. Ela sentiu sua garganta apertar, mas se forçou a falar.
“Por que você precisa do meu sangue?”
O homem sorriu, como se divertido por sua coragem. “Você não precisa saber. Tudo que você precisa fazer é concordar. Não precisa ser difícil.”
A mente de Kimberly acelerou. *Se eles pudessem ter tomado à força, já o teriam feito. Eles precisam que eu esteja viva. Isso significa que ainda tenho alavanca.*
Ela endireitou as costas, tentando parecer mais corajosa do que se sentia.
“Eu não vou dar meu sangue. Não sei quem você é ou o que quer, mas não sou algum animal que você pode usar.”
O homem levantou uma sobrancelha, aparentemente intrigado por sua desafiante. Ele soltou uma risada baixa e sem humor.
“Você tem espírito. Eu dou isso a você. Mas o espírito não vai te salvar.”
O olhar de Kimberly não vacilou. “Eu não pertenço a você. Se você pensa que pode me assustar para conseguir o que quer, está errado.”
O sorriso do homem desapareceu, substituído por um olhar frio e duro. “Então prepare-se para morrer,” ele disse gelidamente.
“Porque eu vou pegar o que preciso, quer você coopere ou não.”
Ele fez um sinal para seus homens. “Peguem ela.”
Dois dos homens avançaram, suas expressões vazias e mecânicas.
A respiração de Kimberly acelerou, e sua mente gritava por uma saída.
Mas algo dentro dela mudou. Uma onda de energia borbulhou, desconhecida e avassaladora.
Não era medo. Era algo completamente diferente—algo poderoso.
Antes que os homens pudessem colocar as mãos nela, Kimberly soltou um grito. Não era um grito de medo, mas um som cru e primal que parecia vir do fundo de si.
A sala foi subitamente banhada em luz ofuscante.
Seus olhos brilhavam com uma estranha mistura de azul e branco, mais brilhantes do que qualquer coisa que ela ou qualquer outra pessoa já tinha visto.
A luz irrompeu dela, preenchendo cada canto do espaço e forçando todos a cobrir os olhos.
“O que é isso?!” o homem gritou, sua voz em pânico pela primeira vez.
Os homens ao redor dela cambalearam para trás, cobrindo os rostos enquanto a luz ficava mais brilhante e mais quente.
Kimberly não conseguia controlá-la, nem mesmo a entendia, mas sentia como se uma represa tivesse se rompido dentro dela, liberando uma energia que ela nunca soube que tinha.
Um a um, os homens fugiram da sala, gritando de medo e confusão.
Até o homem comandante cambaleou para trás, seu rosto contorcido de raiva e incredulidade.
“Isso não acabou, Kimberly!” ele gritou, sua voz ecoando enquanto desaparecia pela porta.
E então houve silêncio.
Kimberly estava lá, seu peito arfante, suas mãos tremendo.
A luz começou a desaparecer, deixando a sala escura e silenciosa. Pela primeira vez desde sua abdução, ela estava sozinha.
Ela olhou para suas mãos, seus dedos brilharam fracamente por um momento antes de voltarem ao normal. Sua mente corria, mas nenhuma resposta vinha.
*O que acabou de acontecer comigo?* ela pensou, seu medo agora misturado com um estranho senso de admiração.
O silêncio ao redor dela era ensurdecedor, mas em seu coração, algo novo havia despertado.
Algo que ela ainda não entendia, mas sabia que mudaria tudo.
“Preciso encontrar uma saída deste lugar, mas nem sei onde estou” Kimberly disse a si mesma.
Ela perambulava pelo local, antes de finalmente encontrar a saída do prédio.
*Mesmo que eu encontre o caminho de volta para casa, não posso contar a ninguém o que aconteceu entre eu e aqueles homens…
Terei que fingir como na última vez pela minha própria segurança e ainda preciso de respostas sobre mim mesma* Kimberly estava em profunda reflexão.
“Por quanto tempo vou manter essa mentira, antes de me encontrar?” Ela se perguntou, enquanto continuava a vagar…