Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 120
- Home
- Reclamada pelo Rei Alfa
- Capítulo 120 - 120 Capítulo 120 120 Capítulo 120 O médico idoso estava em
120: Capítulo 120 120: Capítulo 120 O médico idoso estava em seu quarto, suas mãos enrugadas delicadamente arrumando ervas de um lado da mesa e monitorando dados em um dispositivo moderno e elegante do outro.
A justaposição de práticas antigas e tecnologia de ponta era um testemunho do seu papel único na alcateia.
Ele acabara de alinhar alguns frascos quando uma batida na porta quebrou o silêncio sereno.
Ele parou momentaneamente, seu coração saltando uma batida. Visitas eram raras naquela hora, e ele não estava esperando ninguém.
Lentamente, caminhou até a porta, sua mente inundada de possibilidades. Quando ele a abriu, seus olhos se arregalaram de surpresa.
Em pé diante dele, irradiando uma aura de autoridade gelada, estava Mona.
“Senhora,” ele gaguejou, rapidamente se afastando para deixá-la entrar, inclinando a cabeça como um sinal de respeito.
Mona entrou com a confiança de alguém que possuía o espaço.
Seu olhar penetrante varreu o quarto antes de pousar no homem velho.
“O que você tem feito, homem velho?” ela começou, sua voz cortando o ar como uma lâmina.
“E que jogos você está jogando com a missão que lhe dei sobre Kimberly?”
A cabeça do médico ergueu-se ligeiramente, sua expressão calma, mas cautelosa.
“Eu realizei tudo que você instruiu, senhora.
O plano está em andamento, e em breve, você terá os resultados que deseja,” ele disse, seu tom firme, quase tranquilizador.
Mona estreitou os olhos, não impressionada com sua compostura. “Resultados desejados, você diz?” ela falou, sua voz impregnada de veneno.
“Eu quero que ela desapareça, homem velho. O que está demorando tanto?”
O velho médico entrelaçou as mãos atrás das costas, baixando o olhar novamente. “Senhora, devemos proceder com cuidado.
Se agirmos com muita pressa, corremos o risco de atrair atenção indesejada. A alcateia já está em alerta, e suspeitas poderiam colocar tudo em risco.”
Por um momento, Mona não disse nada. Ela caminhou lentamente, seus saltos clicando contra o chão enquanto sua mente processava as palavras dele.
A tensão na sala era palpável, mas o médico permaneceu firme, inabalável sob seu escrutínio intenso.
Finalmente, ela parou e se virou para ele. “Posso lhe perguntar algo, senhora?” ele arriscou, sua voz suave, quase hesitante.
“Fale. Estou ouvindo,” Mona disse, seu tom tingido de impaciência.
“Isso não é para questionar sua decisão, senhora,” ele começou cuidadosamente, inclinando a cabeça ainda mais baixo.
“Eu nunca ousaria. Mas… por que você quer Kimberly morta? O que exatamente você busca nela? Talvez eu possa lhe assistir mais eficazmente se eu entender seu objetivo.”
Os lábios de Mona curvaram-se em um sorriso astuto, seus olhos brilhando com algo sombrio.
Ela se aproximou dele, sua presença sufocante em sua intensidade. “Você está curioso, homem velho?”
“Apenas para servir melhor seus desejos, senhora,” ele respondeu rapidamente, mantendo seu tom humilde.
Mona riu, um som que enviou um arrepio pela espinha do velho médico.
“Certo. Já que você foi leal, vou lhe contar um pouco.” Ela se inclinou, sua voz baixando para um sussurro conspiratório.
“Eu preciso do sangue de Kimberly. É especial. Mais especial do que você jamais poderia imaginar.”
Os olhos do velho médico arregalaram-se ligeiramente, mas ele rapidamente se compôs. “O sangue dela, senhora?” ele ecoou.
“Sim,” Mona disse, erguendo-se, sua voz assumindo um tom desesperado. “Ele detém a chave para o poder… para a imortalidade.”
A mente do médico acelerou. Ele havia suspeitado que Kimberly era única, mas não havia antecipado essa revelação.
“Se é o sangue dela que você precisa, senhora,” ele disse cautelosamente, “talvez eu possa extrair sem prejudicá-la.
Existem maneiras de obter o que você deseja sem…” Ele hesitou, escolhendo suas palavras cuidadosamente. “…sem tirar a vida dela.”
A expressão de Mona escureceu, seu sorriso desaparecendo em um esgar. “Não,” ela disse firmemente, sua voz pingando com desprezo. “Ela tem que morrer.”
O velho médico franziu a testa, incapaz de esconder sua confusão.
“Mas senhora, se é o sangue dela que você busca, não seria mais sábio mantê-la viva? Uma fonte viva poderia fornecer mais—”
Mona interrompeu-o com um aceno brusco de sua mão. “Chega! Você não entende, homem velho.
Isso não é só sobre o sangue dela. Kimberly é um obstáculo, uma ameaça a tudo pelo qual eu trabalhei. Ela deve ser eliminada, completamente e totalmente.”
O médico engoliu em seco, suas mãos tremendo levemente atrás de suas costas. “Entendo,” ele murmurou.
Mona aproximou-se ainda mais, seus olhos cravando nos dele. “Você entende?” ela disse, sua voz baixa e perigosa. “Porque isso não é só sobre poder.
Isso é sobre transformação—minha transformação. A nova eu não pode surgir enquanto ela ainda respira.”
O cenho do velho médico franzido, as palavras dela ecoando de forma ameaçadora em sua mente. “Transformação?” ele repetiu, mal acima de um sussurro.
Os lábios de Mona curvaram-se num sorriso malévolo, e ela jogou a cabeça para trás numa explosão de risada triunfante.
“Sim, homem velho,” ela disse, sua voz pingando com malícia. “Para a nova eu surgir, Kimberly deve cair!”
As palavras pairaram no ar como uma sentença de morte, deixando o velho médico silencioso, sua mente girando com inquietação e perguntas que ele não ousava vocalizar.
★★★
Alfa Theo andava de um lado para o outro em seu quarto, sua mente girando com frustração e perguntas sem resposta.
Os eventos dos últimos dias o haviam abalado, e ele não podia se dar ao luxo de cometer um único erro.
Seu telefone vibrou em sua mão, tirando-o de seus pensamentos. Ele rapidamente atendeu, seu tom agudo.
“Você conseguiu rastrear de onde veio a chamada e também o estojo da bala?” ele perguntou, sua voz carregando uma mistura de curiosidade e nervosismo.
“Não, Alfa,” a pessoa do outro lado respondeu calmamente. “A localização do chamador estava mascarada, completamente fora de alcance.
Quanto à bala, parece ter sido comprada no mercado negro. Nada foi registrado.”
Theo suspirou profundamente, esfregando a têmpora. “Certo,” ele murmurou, a frustração evidente em seu tom.
“Isso é tudo por enquanto.” Ele encerrou a chamada sem esperar por uma resposta, jogando seu telefone na cama.
Colapsando em seu luxuoso colchão, Theo encarava o teto, tentando juntar as peças do quebra-cabeça.
*Quem está por trás disso? Por que ir tão longe para me ameaçar? E Kimberly… como ela se encaixa em tudo isso?*
Antes que pudesse refletir mais, seu telefone vibrou novamente. Ele o pegou, esperando outra atualização, mas em vez disso, era uma mensagem de texto:
*”Venha para o templo imediatamente.”*
A mensagem críptica fez seu coração acelerar. “O sábio velho…” ele murmurou em voz baixa.
Sem hesitar, ele pegou seu casaco e deixou seu quarto, movendo-se rapidamente pelos corredores.
Enquanto dirigia, sua mente acelerava. *Por que agora? Por que o sábio velho me convocaria do nada?
Ele poderia saber algo que eu não sei?* Seu aperto no volante se intensificou.
“Preciso de respostas,” ele sussurrou para si mesmo, a tensão em sua voz palpável.
O templo apareceu à frente, sua estrutura antiga brilhando fracamente sob a luz do luar.
Theo estacionou seu carro e saiu, o ar fresco da noite fazendo pouco para acalmar seus nervos.
Ele empurrou as pesadas portas de madeira e entrou, seus passos ecoando no vasto espaço silencioso.
O sábio velho estava sentado de pernas cruzadas em um tapete, com os olhos fechados como se em profunda meditação.
O ar ao seu redor parecia pesado com um poder não dito. Theo se aproximou cautelosamente.
“Sábio,” ele disse, sua voz baixa, mas urgente.
O homem velho não abriu os olhos. Em vez disso, ele gesticulou para Theo sentar ao seu lado.
Theo obedeceu, dobrando as pernas e sentando no tapete, embora sua impaciência fosse evidente em cada movimento.
“O que você realmente sabe sobre si mesmo, além de ser um alfa?” A voz do sábio velho era calma, quase hipnótica, mas a pergunta atingiu Theo como um trovão.
Theo encarou o homem, sua garganta subitamente seca. “Eu…” Ele hesitou, incerto sobre como responder.
“Eu sei que sou um líder. Eu sei que devo proteger minha matilha. Mas além disso…” Ele deixou a frase no ar, seu olhar caindo para o chão.
O sábio velho permaneceu em silêncio por um momento antes de falar novamente. “O que você sabe sobre Kimberly?”
A cabeça de Theo se ergueu. “Kimberly?” ele ecoou, surpreso.
“Sim. O que você realmente sabe sobre ela e seu papel em sua jornada?”
Theo cerrou os punhos, sua mente voltando ao caos ao redor de Kimberly. “Eu sei que ela é especial,” ele admitiu.
“Há algo nela… algo único. E eu sei que ela está em perigo. Eu quero ajudá-la, mantê-la segura, mas não sei como.
Cada movimento que faço parece que pode levar a mais caos.”
O sábio velho finalmente abriu os olhos, seu olhar penetrante e intenso. “Para cumprir seu destino, Alfa Theo, você deve proteger Kimberly a todo custo.”
Theo se inclinou para frente, suas sobrancelhas franzidas. “Destino?”
O homem velho assentiu. “Você não é apenas um alfa. Você é ‘o único sozinho,’ o unificador de todos. Seu caminho não é apenas liderar sua matilha; é trazer harmonia onde há divisão.”
O coração de Theo batia forte. “O que Kimberly tem a ver com isso?”
“Ela é a chave,” disse o sábio simplesmente.
“A chave?” Theo repetiu, sua voz mal acima de um sussurro.
O sábio velho se levantou graciosamente, seus movimentos lentos, mas deliberados.
“A existência de Kimberly está ligada ao seu destino, e a dela ao seu. Juntos, vocês têm o poder de remodelar o futuro — para melhor ou pior.
Mas você deve agir rapidamente, Alfa Theo. Forças já estão se movendo contra ela, e por extensão, contra você.”
Theo se levantou também, seus punhos cerrados ao seu lado. “Quem são essas forças? Quem está por trás disso?”
O sábio se virou para encará-lo, sua expressão ilegível. “Alguns você conhece. Alguns você não conhece. A confiança será seu maior desafio, Alfa Theo.”
A frustração de Theo transbordou. “Eu preciso de mais do que enigmas, sábio! Eu preciso de respostas! Quem está visando Kimberly, e por quê?”
Os olhos do homem velho se suavizaram, embora seu tom permanecesse firme. “Você já tem as respostas, Alfa Theo. Você deve olhar dentro de si mesmo para encontrá-las.”
Theo deu um passo mais perto, sua voz aumentando. “E se eu falhar? E se eu não puder protegê-la?”
O sábio velho colocou uma mão no ombro de Theo, seu aperto surpreendentemente forte.
“Falhar não é uma opção, jovem alfa. Você tem mais força dentro de você do que percebe. Use-a.”
O sábio se virou e começou a caminhar em direção a uma pequena sala no fundo do templo.
Ao alcançar a porta, ele pausou e olhou para trás para Theo.
“Você está ficando sem tempo,” ele disse, sua voz ecoando de forma ominosa pelo templo.
Então, sem mais uma palavra, ele desapareceu nas sombras, deixando Theo sozinho, sua mente um turbilhão de pensamentos e emoções…