Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 119
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119: Capítulo 119 119: Capítulo 119 Alfa Derrick estava ajustando seus abotoaduras enquanto se preparava para sair para o dia.
Seus guardas estavam ao lado de seu SUV preto elegante, esperando por ele. Justo quando ele estendeu a mão para a porta do carro, seu telefone vibrou no bolso.
O número exibido era desconhecido, mas ele decidiu atender mesmo assim.
“Derrick,” veio uma voz do outro lado, urgente e incisiva. “Aqui é Alphonso. Precisamos nos encontrar. É sobre algo muito importante.”
Alfa Derrick franziu a testa, apertando o telefone com mais força. “Importante? O que poderia ser tão urgente que você espera que eu largue tudo e mude meus planos para o dia?”
Houve uma pausa antes de Alphonso falar novamente, seu tom firme, mas persuasivo. “A bola está no seu campo.
Estou oferecendo algo que você quer—respostas. Mas você terá que me encontrar. Eu enviarei a localização. E Derrick… venha sozinho.”
Antes que Alfa Derrick pudesse responder, a linha foi cortada.
Ele baixou o telefone, olhando para a tela vazia enquanto sua mente começava a girar.
Alphonso era um aliado de longa data, mas essa ligação súbita e enigmática levantou suas suspeitas.
*O que ele sabe que vale meu tempo?* Derrick se perguntava. Seus pensamentos se voltaram para o caos recente envolvendo Kimberly e o mistério que envolvia sua matilha.
O beep familiar de uma mensagem chegando o tirou de seus pensamentos. A mensagem era de Alphonso.
Ela continha as coordenadas para um prédio inacabado nos arredores da cidade.
Derrick guardou o telefone no bolso e virou-se para o líder de sua equipe de guarda.
“Estarei me movendo sozinho hoje. Algo importante surgiu, e eu preciso de privacidade. Mantenham-se alertas, e eu ligarei se precisar de vocês.”
“Sim, Alfa,” disse o guarda com uma reverência, mas sua preocupação era evidente.
Deslizando para dentro de seu carro, Derrick deu a partida no motor. Enquanto dirigia pelas ruas silenciosas, sua mente estava repleta de perguntas.
*Alphonso sempre foi confiável, mas isso poderia ser uma armadilha? E se não, que tipo de informação ele tem que ele acha que eu largaria tudo por ela?*
Quando ele chegou ao local, o sol estava alto, lançando sombras agudas sobre a estrutura abandonada.
O edifício era um esqueleto de concreto e aço, erguendo-se alto e desolado.
Derrick estacionou seu carro e saiu, seus sentidos em alerta máximo.
Antes que ele pudesse dar outro passo, ele ouviu uma voz familiar ecoar de dentro da estrutura. “Venha aqui, Derrick. Estou aqui.”
Alphonso estava no segundo andar, apoiado em uma pilastra, sua mão erguida num aceno casual.
Os olhos de Derrick se estreitaram enquanto ele se aproximava, cada passo calculado e deliberado.
Os dois homens se encontraram perto de um conjunto de escadas de concreto, seus olhares se fixando.
“É melhor você ter algo valioso para justificar me arrastar até aqui, Alphonso,” Derrick disse, seu tom calmo mas com um aviso.
Alphonso sorriu levemente, seus olhos agudos não traíam emoção. “Eu não teria chamado se não tivesse, velho amigo.”
Derrick cruzou os braços, esperando.
“Diga-me,” Alphonso começou, “você descobriu algo sobre Kimberly desde a última vez que conversamos?” Sua pergunta pairava no ar, sua voz impregnada de curiosidade.
Derrick manteve seu olhar, considerando suas palavras cuidadosamente. Após uma longa pausa, ele disse, “Não. Nada concreto ainda. Por que você pergunta?”
Alphonso deu um passo mais perto, sua postura mudando. Seu rosto escureceu, e sua voz baixou para um sussurro quase inaudível.
“Porque, Derrick, você está cavando em lugares onde respostas estão enterradas profundamente, e algumas verdades são mais perigosas do que você pode imaginar.”
A paciência de Derrick estava se esgotando. “Chega de enigmas, Alphonso. Se você sabe alguma coisa, fale claramente.”
Alphonso inclinou a cabeça, estudando Derrick como se pesasse quanto revelar. Finalmente, ele falou, suas palavras precisas e deliberadas.
“Kimberly não é uma garota comum, Derrick. Ela é uma híbrida—a primeira de qualquer tipo.”
As palavras atingiram Derrick como um trovão. Por um momento, ele ficou congelado, sua mente correndo para processar o que acabara de ouvir.
“Uma híbrida, como em sangue de lobisomem e vampiro no mesmo corpo?” ele repetiu, sua voz mal audível.
O olhar de Alphonso permaneceu fixo em Derrick, sua expressão ilegível. “Sim. E não apenas qualquer híbrida. Sua existência por si só é uma ameaça a todo equilíbrio que já conhecemos.”
Derrick recuou, seus pensamentos girando. *Uma híbrida? É por isso que houve tanto tumulto? Ela poderia realmente ser a chave para tudo que está acontecendo na matilha?*
Ele olhou de volta para Alphonso, sua voz firme, mas tensa. “Como você sabe disso? E por que me contar agora?”
Os lábios de Alphonso se curvaram em um sorriso sombrio. “Porque, Derrick, você está ficando sem tempo.
E quer você goste ou não, o destino de Kimberly está atado ao seu… e a sobrevivência da matilha depende do que você faz a seguir.”
Derrick sentiu um arrepio descer pela espinha. O peso das palavras de Alphonso pressionava fortemente sobre ele…
★★★
A lua estava alta, sua luz pálida derramando-se sobre os corredores silenciosos enquanto Kimberly saía de seu quarto.
Ela estava determinada a encontrar Elena e descobrir qualquer verdade que estivesse à frente.
Mas quando ela abriu sua porta, seu coração deu um salto. Mohandria, Lisa e Kaitlyn estavam lá, de braços cruzados e rostos cheios de preocupação.
“Para onde você está indo escondida, Kim?” A voz de Kaitlyn era gentil, mas inquisitiva enquanto ela olhava diretamente nos olhos de Kimberly.
Kimberly hesitou por um momento antes de soltar uma risada nervosa. “Eu não estou indo escondida.
“Estou apenas… indo para algum lugar que preciso ir sozinha. Há algo que preciso descobrir sobre mim mesma.”
Lisa se aproximou, colocando a mão no braço de Kimberly. “Por que sozinha? Se é tão importante, deveríamos ir com você.”
Kimberly suspirou, apreciando a preocupação deles, mas firme em sua resolução.
“Isso é algo que devo fazer por conta própria. Não sei o que me espera, mas sinto que está ligado ao meu passado—algo que só eu posso enfrentar.”
Mohandria, que havia permanecido em silêncio até agora, finalmente falou, sua voz firme, mas com um tom de aviso.
“Kimberly, confiamos em você, mas não acho seguro você ir sozinha. Você tem tido sonhos estranhos, sentimentos inexplicados… e se isso for uma armadilha?”
Kimberly sorriu calorosamente, tocada por sua preocupação. “Prometo, serei cuidadosa. Não farei nada imprudente.
Mas vocês têm que me deixar ir. Por favor, confiem em mim para lidar com isso.”
Mohandria estudou seu rosto por um momento antes de acenar com a cabeça. “Está bem. Mas promete uma coisa para nós—você voltará para nós. Não importa o que você descubra.”
“Eu prometo”, Kimberly disse suavemente, suas palavras carregando gratidão e determinação.
Os quatro amigos se abraçaram apertadamente, uma ligação tácita de confiança passando entre eles.
Enquanto Kimberly se afastava, Lisa gritou, “Fique segura, Kim! E se precisar de nós, é só chamar—nós a encontraremos!”
Kimberly virou-se brevemente, acenando com um sorriso tranquilizador antes de desaparecer nas sombras.
—
Elena estava esperando perto dos portões do quintal, com os braços cruzados e sua expressão indecifrável.
Ela olhou para cima enquanto Kimberly se aproximava, um sorriso leve rompendo sua postura estoica.
“Bom, você está aqui”, disse Elena.
Kimberly olhou ao redor. “Onde está o médico? Pensei que ele estaria vindo conosco.”
Elena balançou a cabeça. “Ele não pôde sair da câmara. Precisamos ser discretos.
Muitos olhos estão observando, e não podemos levantar suspeitas. Seremos apenas nós duas.”
Kimberly hesitou, mas então acenou com a cabeça. “Está bem, seguirei sua liderança, Dona Elena.”
Elas caminharam em silêncio a princípio, o som de seus passos se misturando com os sussurros ambientes da noite.
A mente de Kimberly estava acelerada, perguntas girando enquanto ela tentava juntar tudo. Finalmente, ela quebrou o silêncio.
“Dona Elena, por que agora? Por que decidir me mostrar isso hoje?”
Elena não olhou para trás enquanto respondia, sua voz calma. “Porque você está pronta. Estive observando você todo esse tempo, Kimberly.
Vi sua coragem, sua força. Mas você tem vivido na escuridão por tempo demais. É hora de você entender quem você realmente é.”
Kimberly franziu a testa. “Quem eu realmente sou? Você continua dizendo isso, mas eu não sei nem o que isso significa.
Toda vez que tento perguntar, recebo respostas incompletas ou enigmas criptografados.”
Elena parou de caminhar e virou-se para encará-la, seus olhos macios, mas sérios.
“Sei que é frustrante, Kimberly. Mas algumas verdades não podem ser ditas—tem que ser vivenciadas.
O que você está prestes a ver mudará tudo. Você está pronta para isso?”
O fôlego de Kimberly falhou, mas ela acenou com a cabeça. “Estou pronta. Preciso estar.”
Elena deu-lhe um sorriso leve e continuou caminhando.
Depois de um tempo, elas chegaram à beira da floresta, onde as sombras se adensavam, e o ar parecia mais pesado.
“Pegue isso”, disse Elena, tirando um pequeno véu preto de sua bolsa. “Cubra sua cabeça. Estamos quase lá, e é melhor que não a reconheçam.”
Kimberly pegou o véu, suas mãos tremendo ligeiramente enquanto o colocava sobre a cabeça. “Por que o sigilo? O que há nesse lugar para onde estamos indo?”
Elena não respondeu imediatamente. Em vez disso, olhou ao redor, seus olhos vasculhando as árvores como se procurasse por olhos invisíveis.
Finalmente, ela disse, “Porque nem todos querem que você conheça a verdade. Há forças em jogo, Kimberly, maiores que você ou eu. Temos que ser cautelosos.”
Kimberly sentiu um calafrio percorrer sua espinha, mas afastou o medo. Ela havia ido longe demais para voltar atrás agora.
Enquanto elas adentravam mais fundo na floresta, o ar ficava mais frio, e os sons da noite pareciam desaparecer.
Kimberly estava prestes a fazer outra pergunta quando, do nada, figuras surgiram das sombras.
Eram cinco, seus rostos cobertos por máscaras escuras, suas armas reluzindo ao fraco luar.
“Parem bem aí”, disse o líder do grupo, sua voz aguda e comandante.
Kimberly congelou, seu coração batendo forte no peito. Elena se posicionou à sua frente, protegendo-a instintivamente.
“Quem são vocês? O que querem?” Elena exigiu, sua voz firme apesar da tensão no ar.
O líder deu um passo à frente, sua lâmina refletindo a luz fraca.
“Não faça um som ou mova um músculo, senão estará morta antes que perceba!”
O fôlego de Kimberly ficou preso na garganta, e naquele momento, ela se sentiu verdadeiramente impotente. As palavras pairaram no ar, arrepiantes e definitivas…