Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 116
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116: Capítulo 116 116: Capítulo 116 Alfa Derrick entrou no grande salão da casa do pacote, seus passos pesados e carregados de propósito.
Os mais velhos já estavam sentados ao redor da longa mesa de madeira, suas faces um misto de preocupação e curiosidade.
Ele tomou seu lugar à cabeça da mesa, seus olhos aguçados varrendo a sala.
“Alguém conseguiu alguma informação sobre os tiros da noite passada?” ele perguntou, sua voz calma, mas com um tom de autoridade.
Por alguns instantes, a sala permaneceu em silêncio, a tensão palpável. Então, o médico da matilha se levantou lentamente, inclinando a cabeça respeitosamente antes de falar.
“Permita-me, Alfa, abordar esse assunto.”
Derrick deu um leve aceno, sinalizando para que prosseguisse.
“Ninguém sabe com certeza quem estava por trás dos tiros ou suas razões para ter realizado um ato tão ultrajante aqui.
Contudo, encontramos vestígios de sangue perto da cena.
Nenhum de nossos guardas foi ferido, nem estavam envolvidos na altercação,” o médico explicou cuidadosamente, sua voz estável, mas pensativa.
As sobrancelhas de Derrick se enrugaram. “Então, o que você está insinuando, ancião?”
O médico hesitou brevemente antes de prosseguir. “Quero dizer, Alfa, que isso pode não ser um incidente isolado.
Há a possibilidade de que uma força externa—uma organização marginal ou uma matilha rival—esteja testando nossas defesas. Devemos agir rapidamente para garantir que isso não escale.”
Um murmúrio de inquietação varreu os mais velhos. Um deles, um homem robusto com voz profunda, bateu o punho na mesa.
“Quem ousa nos atacar? Eles não sabem com quem estão lidando? Quem for, assinou sua sentença de morte!”
A sala irrompeu em acordo irritado, as vozes se sobrepondo enquanto os mais velhos expressavam sua indignação.
“Silêncio!” a voz do Alfa Derrick ressoou, silenciando imediatamente a sala.
Ele se levantou de sua cadeira, seu olhar duro e autoritário. “A raiva não resolverá isso, nem a atitude de mais velhos agindo como crianças o fará.
Precisamos de clareza. Quem quer que tenha ousado pisar em nossas terras e causar tal caos deve ter um plano.
E planos nascem a partir de estratégia. Isso não é algum marginal sem mente, é certamente algo além do movimento tenro de planos.”
“Isto é algo maior do que esperaríamos de alguém ou qualquer matilha por perto.”
Outro mais velho, um homem magro com olhos calculistas, se inclinou para frente.
“Alfa, se me permite, esse incidente poderia estar conectado a alguém da matilha, como um infiltrado ou mirando algumas empregadas, especialmente Kimberly?
Cerca de duas das empregadas estavam no centro desse evento. Podem elas ter sido o alvo?”
“Ou devemos trazê-las para interrogação?”
Os olhos de Derrick tremeluziram com reconhecimento, mas ele rapidamente escondeu. “Empregadas, Kimberly, questionamento?” ele perguntou, fingindo neutralidade.
“Sim,” o mais velho respondeu. “Sempre houve… Algo sobre ela, e eu realmente não consigo descobrir. Se alguém está atrás dela, poderia explicar até onde estão dispostos a ir.”
O médico assentiu em concordância, enquanto também pensava consigo mesmo.
*A conexão de Kimberly com antigas profecias não é segredo para aqueles que buscam poder.
Se ela é o alvo, isso significaria que ela é mais valiosa do que consideramos.
Luna Mona é uma suspeita principal, mas não me atrevo a falar disso aqui.*
Derrick manteve-se em silêncio por um momento, sua mente acelerada.
Kimberly. Será que tudo gira em torno dela?
A profecia, seus poderes, sua conexão com ele—tudo isso a tornava um alvo em potencial. Mas quem ousaria?
Um dos mais velhos mais jovens falou cautelosamente. “Alfa, devemos aumentar a segurança ao redor das empregadas? Talvez estacionar guardas perto delas o tempo todo?
Assim para manter um olho sobre elas para prevenir futuros acontecimentos como este.”
“Não,” Derrick disse firmemente. “Chamar muita atenção para elas ou para ela só confirmará sua importância para quem estiver observando.
Vamos proteger todos, mas discretamente. Não deixar que nenhum mal venha a qualquer um ou à matilha como um todo, mas não tornar isso óbvio.”
A sala caiu em silêncio enquanto os mais velhos processavam suas palavras.
“Alfa,” o médico falou novamente, “o sangue que encontramos—temos algum modo de identificar a quem pertence?”
Derrick o olhou aguçadamente. “Temos amostras?”
“Sim, Alfa. Armazenei um pequeno frasco para teste.”
“Bom,” Derrick disse. “Execute todos os testes possíveis. Quero saber se pertence a alguém da nossa matilha ou a um estranho.”
“E se for um estranho?” outro mais velho perguntou cautelosamente, sem encontrar o olhar do alfa.
O olhar de Derrick endureceu. “Então os caçaremos.”
A tensão na sala ficou mais densa. Um mais velho, conhecido por sua sabedoria, finalmente falou após um longo silêncio.
“Alfa Derrick, isso não é uma ameaça comum. Se Kimberly realmente está no centro disso, talvez precisemos consultar o Vidente para orientação. Suas palavras se provaram valiosas no passado.”
Derrick considerou a sugestão, mas a ideia de envolver o Vidente o deixou desconfortável.
A última vez que buscou seu conselho, seus alertas crípticos só haviam adicionado à sua frustração. Ainda assim, não podia descartar o ponto do mais velho.
“Vou considerar,” ele disse secamente, sem querer revelar seus pensamentos.
Ele endireitou sua postura e olhou cada mais velho nos olhos. “Por agora, preciso que todos vocês reúnam seus recursos.
Falem com seus aliados, colem informações e reportem de volta para mim imediatamente se encontrarem qualquer coisa. Não podemos deixar essa ameaça perdurar.”
“Sim, Alfa,” os mais velhos entoaram em uníssono.
Derrick lançou um último olhar varrendo a sala, sua expressão indecifrável.
“Esta reunião está encerrada,” ele anunciou. Então, sem esperar por mais discussões, virou e saiu do salão, sua capa esvoaçante atrás dele.
Ao sair, seus pensamentos eram um turbilhão. *Se Kimberly é realmente a chave, até onde irei para protegê-la? E o que estou disposto a arriscar para descobrir a verdade?*
Por enquanto, ele não tinha as respostas. Mas ele jurou encontrá-las—não importando o custo.
★★★
Mais tarde no mesmo dia, Mona andou confiante pelos corredores da casa da matilha, seus saltos clicando agudamente contra o chão polido.
Seu destino era a câmara do médico, mas quando ela virou uma esquina, encontrou-se cara a cara com Elena, a irmã do alfa, conhecida por sua intuição penetrante.
“Mona,” Elena disse, sua voz calma ainda carregada de significados ocultos. “Eu acho que você realmente sabe no que está se metendo, não é?”
Mona ergueu uma sobrancelha, fingindo confusão. “Do que você está falando, Elena? E onde está seu respeito por mim como uma das mulheres líderes desta matilha?”
Elena soltou uma risada baixa, se aproximando. “Respeito? Mona, respeito é conquistado, não exigido.
E você pode enganar os outros, mas não a mim. Eu estou observando você há anos. Eu conheço cada movimento seu, como as linhas na palma da minha mão.”
Mona endureceu, embora tenha mantido sua expressão neutra. “Você está falando em enigmas, Elena. Se tem algo a dizer, diga logo.”
Elena se inclinou, seus olhos se estreitando. “Tudo bem. Eu direi. Eu não confio em você, Mona. E consigo ver a teia que você está tecendo.
Mas eu lhe aviso agora: no momento em que você tentar prejudicar esta matilha ou alguém nela, você encontrará mais do que procurou.”
Os lábios de Mona formaram um sorriso vago, sua máscara de inocência inabalável.
“Você está enganada, Elena. Não fiz nada além de servir fielmente esta matilha. Sua paranoia está começando a aparecer.”
Elena não recuou. “Paranoia ou sabedoria, chame como quiser. Mas lembre-se disso, Mona: as paredes têm ouvidos, e os segredos têm um jeito de vir à tona.
Tenha muito cuidado onde pisa, ou você pode encontrar-se em um lugar do qual não poderá escapar.”
O tom de Mona endureceu, embora seu sorriso permanecesse. “Não gosto de ameaças, Elena. Talvez você devesse cuidar da sua própria vida em vez de intrometer-se na minha.”
“Oh, isso não é uma ameaça,” Elena disse friamente, se afastando. “É uma promessa. Continue nesse caminho, e você se arrependerá. Eu garantirei isso.”
Com isso, Elena virou e se afastou, suas costas eretas e seus passos deliberados.
Mona permaneceu immóvel, seu sorriso desaparecendo enquanto cerrava os punhos. *Essa mulher vai ser um problema. Ela é esperta demais para o próprio bem.*
Sua mente começou a correr. *Preciso lidar com Elena antes que ela escave muito fundo.
Mas como? Se eu agir cedo demais, confirmarei suas suspeitas. Se eu esperar, ela reunirá mais provas contra mim.*
Ela soltou uma risada suave, balançando a cabeça como se para limpá-la.
*Não, Mona, você é mais inteligente do que isso. Você encontrará um jeito de lidar com ela, como sempre faz. Um passo de cada vez.*
Seus lábios curvaram-se em um sorriso determinado e discreto enquanto ela retomava sua caminhada para a câmara do médico, já planejando seu próximo passo.
Mas enquanto caminhava, um pensamento incômodo puxava no fundo de sua mente. *E se Elena estiver certa?
E se meus planos estiverem desmoronando? Não, eu não vou deixar isso acontecer. Nunca.*
Ela endireitou os ombros e acelerou o passo, determinada a manter-se à frente de qualquer tempestade que Elena pudesse tentar desencadear…