Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 114
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114: Capítulo 114 114: Capítulo 114 Alfa Theo sentou-se no centro de sua espaçosa sala de estar, suas feições marcantes gravadas com uma mistura de preocupação e impaciência.
Seus dedos batiam ritmicamente no braço da cadeira enquanto esperava que seus homens entregassem o relatório.
O ambiente estava fracamente iluminado, projetando sombras longas que pareciam espelhar seus pensamentos sombrios.
As pesadas portas de carvalho rangeram ao abrir, e dois de seus homens mais confiáveis entraram. Eles inclinaram suas cabeças respeitosamente, aguardando seu sinal para falar.
Os olhos de Theo, frios e penetrantes, ergueram-se do chão para encontrar os deles. Seu silêncio era uma ordem.
O primeiro homem, mais alto e com uma cicatriz atravessando sua bochecha esquerda, deu um passo à frente.
“Alfa, conforme suas instruções, infiltramo-nos no território do Alfa Derrick e mantivemos uma vigilância próxima sobre Kimberly.”
O olhar de Theo não vacilou, mas seus dedos pararam de bater. “Continue,” ele disse, sua voz baixa e comandante.
O homem prosseguiu, suas palavras cuidadosas. “Posicionamo-nos na floresta perto da câmara do médico onde Kimberly havia entrado. Mas…” Ele hesitou, olhando nervosamente para seu parceiro.
“Mas o quê?” A voz de Theo carregava um aviso.
O segundo homem, mais baixo e robusto, limpou a garganta e falou. “Alfa, não éramos os únicos observando ela. Outra presença estava na área, observando seus movimentos.”
A expressão de Theo escureceu. Ele se inclinou levemente para a frente. “Outra presença? Quem?”
“Não conseguimos identificá-los,” admitiu o primeiro homem. “Mas a intenção deles ficou clara.
Alguém tentou se aproximar da amiga de Kimberly, a que estava esperando do lado de fora. Não foi coincidência.”
A mandíbula de Theo se apertou. “E o que vocês fizeram?”
O homem mais baixo falou desta vez, seu tom medido. “Tomamos uma atitude. O intruso estava se aproximando, provavelmente planejando atacar a garota. Então, nós o atiramos de longe.”
“E?” Theo pressionou, sua paciência diminuindo.
“Acertamos ele, Alfa,” disse o homem, embora sua voz hesitasse um pouco.
“Mas não temos certeza se ele está morto. Após o tiro, não ficamos para confirmar. Tivemos que recuar rapidamente para evitar detecção.”
O cômodo caiu em um silêncio tenso. Os olhos de Theo queimavam nos dois homens enquanto ele processava o relatório.
Seus punhos se cerraram, e sua voz, embora controlada, carregava o peso de sua fúria.
“Estão me dizendo,” Theo começou, seu tom gelado, “que vocês agiram sem garantir completamente que a ameaça foi neutralizada? Você entende as consequências dessa falha?”
Ambos os homens enrijeceram, baixando ainda mais suas cabeças.
Theo levantou-se abruptamente, sua presença dominando o cômodo. “Esta missão é delicada. Cada movimento precisa ser preciso.
Por causa de sua imprudência, a segurança em torno de Kimberly se intensificará. Alfa Derrick não é tolo — ele saberá que algo está errado.
E agora, extrair Kimberly será muito mais complicado, talvez até impossível!”
O homem mais alto tentou falar, sua voz tremendo levemente. “Alfa, nós—”
“Chega!” A voz de Theo retumbou, silenciando-o instantaneamente. Ele respirou fundo, tentando recuperar a compostura.
Após uma longa pausa, ele falou novamente, seu tom mais suave, mas ainda firme. “Vocês fizeram o que puderam. Eu vou assumir daqui.”
Os dois homens trocaram olhares inquietos antes de se curvarem profundamente. “Obrigado, Alfa. Aguardaremos suas próximas instruções.”
Theo concordou com um aceno brusco. “Deixem-me.”
Os homens se viraram e saíram do cômodo, seus passos ecoando pelo corredor.
Agora sozinho, Theo afundou-se em sua cadeira, suas mãos unidas à frente do rosto. Sua mente acelerada, montando as implicações dos eventos da noite.
**Quem mais está observando Kimberly?**
O pensamento o roía. Ele havia antecipado obstáculos, mas isso era diferente.
Havia outro jogador no jogo, alguém tão investido no destino de Kimberly quanto ele.
Seu olhar voltou-se para a lareira rugindo. “O que eles querem?” ele murmurou para si mesmo.
Por um momento, ele considerou chamar seus aliados, buscar conselho. Mas não. Esse era um fardo que ele tinha de carregar. A segurança de Kimberly — e talvez muito mais — dependia dele.
Enquanto ele estava sentado, as sombras no cômodo pareciam crescer mais escuras, mais ameaçadoras. A incerteza da situação pairava sobre ele como uma nuvem de tempestade.
Em algum lugar, nos recônditos de sua mente, um pensamento surgiu — uma realização arrepiante que ele não conseguia afastar.
**E se a profecia não for só sobre Kimberly? E se eu também fizer parte dela?**
Theo sacudiu a cabeça, como se tentando dissipar o pensamento.
Mas ele persistia, teimoso e implacável, enquanto ele encarava as chamas crepitantes, sozinho com suas dúvidas e o peso de suas decisões.
★★★
Enquanto isso, Kimberly e Mohandria sentavam-se na beira de sua cama, o peso dos eventos da noite pressionando intensamente sobre seus ombros.
O quarto estava silencioso com pouca luz, apenas a luz da lua se infiltrando pelas cortinas fornecendo iluminação.
Mohandria parecia ansiosa, suas mãos torcendo a barra de sua túnica como se para estabilizar seus nervos.
“Mohandria, o que aconteceu lá atrás? O que você viu?” Kimberly perguntou novamente, sua voz urgente, mas permeada de preocupação.
Mohandria hesitou, seus olhos correndo pelo quarto como se temesse que alguém pudesse ouvi-las, mesmo que a porta estivesse trancada.
“Kimberly,” ela começou, sua voz tremendo levemente, “quando você entrou para ver o médico, eu estava de guarda, como você pediu.
Eu não pensei muito nisso no início. Mas então…” Ela fez uma pausa, respirando trêmula.
“Então, o que?” Kimberly pressionou, se inclinando mais para perto.
“Eu notei alguém nas sombras, vigiando a câmara do médico,” Mohandria sussurrou, sua voz mal audível.
“No início, pensei que fosse um dos guardas da alcateia fazendo suas rondas.
Mas essa pessoa… não estava vestida como um guarda. E seus movimentos… eram muito deliberados, muito predatórios.”
O coração de Kimberly acelerou. “O que eles estavam fazendo?”
“Eles estavam se aproximando da câmara,” continuou Mohandria. “E então, eles me viram.
Eles começaram a vir em minha direção, Kimberly. Eu pude ver o brilho de uma faca em sua mão.”
Kimberly soltou um grito, as mãos voando para a boca. “O que? Uma faca? Mohandria, por que você não pediu ajuda?”
“Eu não tive tempo,” disse Mohandria, balançando a cabeça. “Eu me escondi atrás dos arbustos, mas eles continuaram vindo. E então, do nada, houve um tiro.”
“Um tiro?” Kimberly ecoou, sua voz subindo em alarme.
“Sim,” Mohandria confirmou. “A pessoa cambaleou e caiu no chão.
Eu pensei que estivessem mortos, mas quando olhei de meu esconderijo, eles haviam sumido. Havia sangue no chão, mas nenhum corpo. Era como se tivessem desaparecido no ar.”
A mente de Kimberly girava. “Você viu quem disparou o tiro?”
Mohandria balançou a cabeça. “Não. Veio da floresta. Acho que havia outros nos observando, Kimberly. E não acho que eram amigáveis.”
Kimberly se levantou e começou a andar pela sala, os braços cruzados firmemente sobre o peito.
“Isso não faz sentido,” ela murmurou para si mesma. “Por que alguém iria querer te machucar? Ou a mim, por falar nisso?
O que está acontecendo, Mohandria? O que eles não estão nos contando?”
Mohandria olhou para cima, o medo evidente em seus olhos. “Kimberly, acho que isso tem algo a ver com aquela profecia que o velho médico mencionou.
Se o que ele disse é verdade… se você realmente é a criança da profecia, então você está em perigo. Há pessoas lá fora que não vão querer que você cumpra seu destino.”
“Eu ouvi tudo, enquanto estava do lado de fora,” Mohandria explicou calmamente.
Kimberly parou de andar e se virou para enfrentar sua amiga. “Mas por quê? Eu nem mesmo sei qual é meu destino! Eu não pedi por nada disso!”
Mohandria se levantou e colocou uma mão confortante no ombro de Kimberly.
“Eu sei que não. Mas isso não muda o fato de estar acontecendo. Precisamos descobrir quem está atrás de você e por quê.”
Kimberly soltou um suspiro frustrado, passando a mão pelo cabelo.
“Isso é demais, Mohandria. Primeiro, o médico me diz que sou alguma espécie de escolhida, e agora há pessoas tentando nos matar? Eu nem sei mais em quem confiar.”
“Você pode confiar em mim,” Mohandria disse firmemente. “Eu vou fazer o que for preciso para te manter segura, Kimberly. Você não está sozinha nisso.”
Kimberly lhe deu um sorriso fraco. “Obrigada, Mohandria. Eu não sei o que faria sem você.”
Elas se sentaram novamente na cama, ambas perdidas em pensamentos. Após alguns momentos, Kimberly falou novamente.
“Eu acho que precisamos sair,” ela disse baixinho.
Os olhos de Mohandria se arregalaram. “Sair? Sair para onde?”
“Aqui,” Kimberly disse, gesturando ao redor da sala. “Território do Alfa Derrick. Não é mais seguro. Se o que o médico disse é verdade, então ficar aqui está apenas nos colocando — e a todos os outros — em perigo.”
Mohandria franziu a testa. “Mas para onde iríamos? E como sairíamos daqui sem que os guardas do Derrick nos percebam?”
Kimberly mordeu o lábio, sua mente acelerada. “Eu ainda não sei. Mas temos que descobrir.
Se ficarmos aqui, quem estiver atrás de mim continuará vindo. E da próxima vez, eles podem não errar.”
Mohandria assentiu lentamente, sua expressão resoluta. “Você está certa. Vamos descobrir isso juntas. Mas temos que ser cuidadosas, Kimberly. Não podemos confiar em ninguém.”
O estômago de Kimberly se contorceu com a ideia. Em quem ela poderia pedir ajuda? O velho médico? Alfa Theo? Ela poderia confiar até em si mesma?
Justamente quando ela estava prestes a falar, houve uma forte batida na porta. Ambas as garotas congelaram, seus olhos se encontrando em pânico silencioso.
“Quem é?” Kimberly chamou, sua voz tremendo um pouco.
“Sou eu,” veio uma voz familiar do outro lado da porta. “O médico.”
Kimberly e Mohandria trocaram olhares cautelosos antes de Kimberly caminhar cautelosamente até a porta e destrancá-la. O velho médico entrou, sua expressão grave.
“Desculpe incomodá-las tão tarde,” ele disse, sua voz baixa. “Mas há algo que vocês precisam saber.”
“O que é?” Kimberly perguntou, seu coração acelerado.
O médico fechou a porta atrás dele e se virou para encará-las. “O homem que tentou atacar vocês esta noite não estava agindo sozinho.
Há um grupo — uma facção organizada — trabalhando contra vocês. Eles sabem quem você é, Kimberly. E não vão parar até que você seja eliminada.”
Kimberly sentiu o sangue drenar de seu rosto. “Por quê? O que eles querem?”
“Eles temem o que você representa,” disse o médico. “Seu poder. Seu potencial. Se você ascender, eles perdem tudo.”
Kimberly afundou na cama, a cabeça nas mãos. “Eu nem mesmo sei qual é meu poder,” ela disse, sua voz mal acima de um sussurro.
“Você logo descobrirá!” O velho médico disse calmamente…