Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 113
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113: Capítulo 113 113: Capítulo 113 Alfa Theo saiu do seu carro, a luz da lua refletindo em seus traços marcantes.
A noite estava fresca, mas uma tempestade se formava dentro dele. Ao se aproximar do antigo templo, suas altas colunas desgastadas projetavam sombras inquietantes, adicionando ao peso em seu peito.
Ele hesitou por um momento na entrada, seus instintos o puxando para trás, mas ele os silenciou. Não era momento para dúvidas.
O cheiro de incenso flutuava pelo ar enquanto ele tirava os sapatos e inclinava a cabeça em respeito antes de entrar.
O templo mal iluminado estava silencioso, exceto pelo zumbido rítmico de um homem velho meditando em um simples tapete.
Suas costas estavam para Theo, mas sua presença era imponente.
“Alfa Theo,” o homem velho falou, sua voz calma ainda que firme, “o que o traz ao meu templo esta noite, sem avisar?”
Theo congelou no lugar. Ele não havia feito um som, mas o homem velho sabia. “Como você soube que era eu?” Theo perguntou, espantado.
O homem velho deu uma risada suave. “Você pode esconder seu lobo de outros, mas não pode esconder de mim. Eu o criei, Theo.
Sua presença é tão familiar quanto o sol nascer no leste.”
Um sorriso tênue passou pelos lábios de Theo, mas foi rapidamente substituído por uma expressão de urgência.
“Eu preciso de respostas, ancião,” ele começou, se aproximando. “Respostas sobre Kimberly… e como nossos destinos estão ligados.”
O homem velho permaneceu imóvel, sua postura inabalável. “A vida não entrega respostas sob demanda, Theo,” ele disse.
“Você entenderá quando for a hora, quando o caminho se desenrolar diante de você.”
O maxilar de Theo se apertou. “Mas ela está em perigo,” ele insistiu, sua voz subindo ligeiramente.
“Eu posso sentir, e eu não posso simplesmente sentar e esperar. Diga-me o que preciso fazer para protegê-la.”
O homem velho soltou um longo suspiro e finalmente virou a cabeça ligeiramente, embora seus olhos ainda não encontrassem os de Theo. “Protegê-la?” ele ecoou.
“Você entende errado, Theo. Ela não é quem precisa de sua proteção. Você é quem vai precisar dela.”
As sobrancelhas de Theo se franzeram em confusão. “O que você quer dizer? Ela é vulnerável. Pessoas estão atrás dela e eu não posso simplesmente ficar parado e deixá-los—”
“Silêncio.” A voz do homem velho cortou o protesto de Theo como uma faca. “O que jaz dentro de Kimberly é maior que qualquer força que você já conheceu.
Maior que você, maior que eu, maior que as guerras da alcateia e rivalidades a que você se agarra.
Ela é a chave, Theo. E quando chegar a hora, você verá por si mesmo.”
O peso das palavras do homem velho pairava pesadamente no ar.
Theo sentiu um arrepio descer pela espinha, mas não podia se permitir vacilar. “Então o que sou suposto fazer?” ele perguntou, sua voz mais baixa agora, quase suplicante.
“Você segue o caminho postado diante de você,” disse o homem velho simplesmente. “Pare de tentar controlar o fluxo do universo. Confie nele. Confie nela.”
Theo apertou os punhos, a frustração borbulhando abaixo de sua calma exterior. “Isso não é suficiente,” ele murmurou.
“Eu preciso agir agora. Esperar não é uma opção. Ela pode ser morta.”
O homem velho finalmente virou-se para enfrentar Theo, seus olhos perscrutadores e sábios. “A morte não é o fim, Theo.
E a vida nem sempre é o que parece. A jornada de Kimberly já começou, e a sua também. Mas se você forçar a mão do destino, você destruirá tudo, incluindo ela.”
Por um momento, o templo ficou em silêncio, exceto pelo crepitar suave de uma lanterna próxima.
A mente de Theo estava cheia de perguntas, dúvidas e medos. Ele queria exigir mais respostas, sacudir o homem velho até obter o que precisava.
Mas algo no olhar do ancião o parou.
“Eu sou suposto confiar em uma profecia?” Theo perguntou amargamente. “Uma que poderia custar a vida dela?”
“Você é suposto confiar nela,” o homem velho respondeu, seu tom agora mais suave. “E confiar em você mesmo.
Você sempre buscou controle, Theo. Mas algumas batalhas são vencidas não pela força, mas pela fé.”
Os ombros de Theo caíram ligeiramente. Ele odiava sentir-se impotente, mas no fundo, ele sabia que o homem velho estava certo.
“Então me diga isso,” Theo disse, sua voz baixa. “Como eu sei que não estou fazendo a escolha errada em esperar?”
O homem velho deu um pequeno sorriso enigmático. “Você saberá quando chegar a hora. E quando chegar, você entenderá por que este momento foi necessário.”
Theo abriu a boca para discutir, para se opor, mas antes que pudesse falar, o homem velho se levantou.
Seus movimentos eram lentos mas deliberados, cada passo imbuido com um senso de finalidade.
“Sem mais perguntas esta noite, Alfa Theo,” o homem velho disse, voltando-se. “Deixe o universo guiá-lo. Boa noite.”
Theo observou enquanto o homem velho desaparecia nas sombras do templo, deixando-o sozinho com seus pensamentos.
O peso da conversa os pressionava, enquanto se sente impotente naquele momento presente.
★★★
O silêncio após o disparo era ensurdecedor. O coração de Kimberly acelerava enquanto ela se agachava atrás do armário de madeira com o médico idoso.
Sua respiração estava ofegante, sua mente correndo com pânico e medo.
De repente, um pensamento horrível a atingiu. **Mohandria estava lá fora.**
Sem pensar, Kimberly se levantou, ignorando a tentativa frenética do médico de puxá-la de volta.
“Preciso encontrá-la!” ela gritou, correndo em direção à porta.
“Kimberly, pare!” o médico idoso chamou, mas seu aviso foi ignorado.
Antes que Kimberly pudesse alcançar a porta, três guardas da alcateia irromperam na câmara, suas pesadas botas batendo contra o chão.
“O que está acontecendo lá fora?” o médico idoso exigiu, sua voz firme apesar da tensão no ar.
Um dos guardas, seu uniforme levemente desalinhado, respondeu rapidamente. “Nós ouvimos o disparo, mas não sabemos quem atirou. Veio da floresta.”
“Há manchas de sangue no chão,” adicionou outro guarda, seus olhos agudos vasculhando o quarto. “Você sabe se alguém estava lá fora?”
Com a menção de sangue, o estômago de Kimberly se contorceu. Sua voz rachou enquanto ela gritava,
“Mohandria! O que aconteceu com ela?” Sem esperar por uma resposta, ela empurrou os guardas e saiu correndo pela porta.
O ar frio da noite bateu em seu rosto, mas Kimberly mal percebeu. Seus olhos vasculhavam o escuro da clareira, procurando desesperadamente.
Então, atrás de uma grande árvore, Mohandria surgiu.
Os joelhos de Kimberly quase cederam. Ela correu em direção à amiga e a abraçou apertado.
“Eu pensei… eu pensei que você—” Kimberly gaguejou, lágrimas brotando em seus olhos.
“Estou bem,” Mohandria interrompeu suavemente, sua voz calma ainda que urgente. Ela se inclinou mais perto, sussurrando no ouvido de Kimberly,
“Mas eu vi tudo. Vou te contar quando estivermos sozinhas.”
Kimberly se afastou, olhando nos olhos de Mohandria. Havia algo em seu olhar—algo grave e perturbador.
O médico idoso e os guardas saíram da câmara, seus olhos se estreitando enquanto avistavam as duas garotas.
“Você está segura,” o guarda líder disse, dirigindo-se a Mohandria. “Mas onde você estava quando chegamos?”
Mohandria apontou em direção aos arbustos grossos onde ela havia se escondido. “Eu estava ali,” ela respondeu, sua voz firme, mas com tensão.
“Você viu alguma coisa? Alguém?” O tom do guarda era inquisitivo, seu olhar agudo.
“Não,” Mohandria disse, balançando a cabeça. “Não vi nada. Estava esperando Kimberly quando ouvi o disparo.”
Os guardas trocaram olhares suspeitos. Um deles apontou para um leve rastro de sangue levando até a floresta.
“Esse sangue não veio do nada. Tem certeza que não viu nada?”
Kimberly deu um passo à frente, colocando-se entre Mohandria e os guardas.
Seu rosto era uma mistura de raiva e desafio. “Chega de perguntas! Não vê que ela está aterrorizada? Se ela soubesse de alguma coisa, já teria dito. Deixem-na em paz!”
Os guardas hesitaram, claramente incertos se deveriam pressionar mais.
Kimberly virou-se para o médico idoso, sua expressão suavizando um pouco.
“Boa noite, senhor. Nos vemos amanhã.” Sem esperar por uma resposta, ela pegou a mão de Mohandria e começou a se afastar.
Enquanto se distanciavam do grupo, o aperto de Kimberly na mão de Mohandria se intensificava. Sua mente girava com perguntas, mas ela não se atreveu a perguntar até que estivessem completamente sozinhas.
Quando estavam longe o suficiente para não serem ouvidas, Kimberly olhou para a amiga. “Mohandria, o que está acontecendo? O que você viu?”
Mohandria olhou em volta nervosamente, sua voz mal mais que um sussurro. “Kimberly, há problemas.”
As palavras enviaram um arrepio pela espinha de Kimberly. Ela parou, seus olhos arregalados de medo. “Que tipo de problema?”
Mohandria hesitou, lançando um olhar para trás, em direção à câmara do médico.
Seus lábios tremiam enquanto ela abria a boca para falar, mas antes que pudesse dizer mais uma palavra, um uivo distante cortou a noite.
Ambas as garotas congelaram, seus corações batendo. O som não era qualquer uivo—era um sinal.
Mohandria apertou o braço de Kimberly. “Precisamos voltar para os outros. Agora.”
Kimberly assentiu, sua mente acelerada enquanto apressavam o passo.
Apesar do caos ao redor, um pensamento permanecia claro em sua mente: **O que quer que seja esse problema, estava vindo atrás dela.**…