Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 112
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112: Capítulo 112 112: Capítulo 112 Mona caminhava pelo seu quarto luxuoso, seus saltos ressoando contra o chão de mármore enquanto o brilho do lustre a envolvia em uma luz quase etérea.
Seu telefone estava pressionado firmemente contra sua orelha enquanto ela falava com um tom frio e calculista.
“Até onde você foi com os planos?” Mona exigiu, sua voz transbordando autoridade.
Do outro lado, a voz do homem era constante, porém cautelosa.
“Estamos progredindo rapidamente, senhora. Enquanto falo, meus homens estão posicionados perto da casa do médico, observando cada movimento dela.
Assim que ela sair, daremos continuidade à próxima fase da operação.”
Os lábios de Mona se curvaram em um sorriso astuto. “Bom. Certifique-se de que não haja margem para erros. Não quero vestígios, nem pontas soltas.
Isso tem que ser limpo.” Sua voz se intensificou, não deixando espaço para discussão.
“Sim, senhora. Vou supervisionar pessoalmente a operação e garantir que tudo ocorra conforme o planejado.
Asseguro-lhe, o sucesso é garantido,” respondeu o homem confiantemente.
“Veja que seja,” Mona rosnou antes de terminar a ligação. Ela colocou seu telefone na mesa, seus dedos demorando sobre ele por um momento como se para solidificar seu controle sobre a situação.
Mona virou em direção ao espelho de corpo inteiro que ficava no canto do quarto.
Ele era adornado com entalhes dourados ornamentados, um testemunho de sua obsessão pelo poder e status.
Ela encarou seu reflexo, um sorriso de auto-satisfação se espalhando pelo seu rosto.
“É isso,” ela murmurou, deslizando suas mãos pelo tecido de seu robe de seda. “Finalmente está chegando ao fim.
Seja lá qual loucura de profecia eles acham que ela encarna, será destruída por mim.”
Seus olhos brilharam com malícia enquanto ela se aproximava do espelho, quase como se estivesse falando com seu reflexo.
“Ninguém vai tomar o meu lugar como Luna. Eu sou a única rainha desta alcateia, e não deixarei que alguma garota fraca interfira com o que eu construí.”
Ela se afastou do espelho e riu, um som arrepiante que ecoou pelo quarto.
A ideia de Kimberly ser retirada da equação a preenchia com um sentido torcido de alegria.
Mas enquanto se voltava para se servir uma taça de vinho, uma batida forte interrompeu seus pensamentos.
“Entre,” Mona chamou, sua voz cortante.
Um de seus espiões de confiança entrou, com a cabeça inclinada para baixo. “Senhora, há algo que a senhora deveria saber.
Avistamos alguém rondando a cabana do médico — um dos amigos de Kimberly.”
Os olhos de Mona se estreitaram. “Qual deles?”
“A chamada Mohandria,” respondeu o espião.
Mona cerrava os dentes, andando pelo quarto. “Aquela garota novamente.
Sempre interferindo, sempre enfiando o nariz onde não é chamada.” Ela pausou, batucando o queixo pensativamente. “Isso pode complicar as coisas, mas não vai me deter.”
O espião hesitou antes de falar. “Devemos proceder como planejado, ou a senhora gostaria que fizéssemos ajustes?”
O sorriso de Mona retornou. “Sem ajustes. Se Mohandria se meter no caminho, lide com ela. Não me importa como. Apenas certifique-se de que Kimberly seja o foco.”
“Sim, senhora.” O espião fez uma reverência profunda antes de se retirar do quarto.
Enquanto a porta se fechava, Mona soltou um suspiro, suas emoções uma mistura de satisfação e frustração que persistia.
Ela voltou para o espelho, seus dedos traçando a moldura dourada.
“Você acha que tem amigos que podem protegê-la, Kimberly,” Mona zombou. “Mas eles cairão como folhas ao vento uma vez que eu terminar com eles. Ninguém pode parar o que está por vir.”
Ela girou o vinho em seu copo, dando um longo gole antes de colocá-lo na mesa de cabeceira.
Seus pensamentos se voltaram para Derrick, e um lampejo de irritação cruzou seu rosto.
“Nem mesmo você, Derrick, verá isso chegar. Você pode agir como o alfa honrado, mas eu sei o que você realmente deseja — controle.
E eu serei a única a te dar isso, nos meus termos.”
Mona se dirigiu ao seu imenso guarda-roupa, tirando de lá uma caixa de veludo. Dentro havia um delicado colar de prata adornado com uma única pedra preciosa vermelha-sangue.
Ela o segurou contra a luz, admirando sua beleza.
“Este será meu joia da coroa, o símbolo da minha vitória,” ela sussurrou, prendendo-o em torno de seu pescoço.
“Quando tudo isso acabar, eu serei mais do que apenas Luna. Serei imparável.”
O quarto pareceu ficar mais frio, o ar pesado com o peso de suas ambições.
Mona apagou as luzes, deixando apenas o suave brilho da lua filtrando pelas cortinas.
Ela subiu em sua imensa cama, se aconchegando nos travesseiros macios com um suspiro satisfeito.
Enquanto puxava as cobertas sobre si mesma, um sorriso maligno se espalhou por seu rosto.
“Durma bem, Kimberly,” ela murmurou na escuridão. “Seus dias como uma ameaça estão contados.”
Com isso, Mona fechou os olhos, sua mente preenchida com visões de vitória e poder.
Mas no fundo de sua mente, um pequeno lampejo de inquietação permanecia, uma sombra que ela não conseguia dissipar completamente.
Mesmo assim, ela ignorou, focando em vez disso no prazer de seu triunfo iminente.
★★★
A câmara do médico idoso estava mal iluminada, o brilho quente da lanterna projetando sombras tremeluzentes nas paredes.
Kimberly estava sentada rigidamente em um pequeno banco, com as mãos firmemente entrelaçadas no colo enquanto se concentrava no homem velho.
As palavras dele eram pesadas e pesavam no ambiente.
“Vou lhe contar uma história breve,” o velho médico começou, seus olhos fixos nos dela com uma intensidade que lhe enviou um arrepio pela espinha.
“E eu quero que você ouça muito atentamente tudo que estou prestes a dizer.”
Kimberly assentiu, engolindo nervosamente. Seu coração batia forte em seu peito, mas ela se forçava a permanecer calma.
O médico se inclinou levemente para trás, cruzando as mãos no colo. “Há muito tempo, foi prevista uma profecia sobre uma criança — uma criança extraordinária.
Ela seria como dois lados de uma moeda: um lado representando luz e unidade, o outro representando escuridão e destruição.”
As sobrancelhas de Kimberly se contraíram. Ela se inclinou para a frente, sua curiosidade aguçada apesar do crescente desconforto.
“A criança,” continuou o médico, “estava destinada a unir todas as matilhas em harmonia ou destruí-las inteiramente, mergulhando o mundo em caos.
Sua escolha, seu coração, determinaria qual caminho ela tomaria. Ela poderia trazer tanto a salvação quanto a ruína.”
Kimberly piscou, lutando para processar o que estava ouvindo. “Mas… como uma pessoa pode ter tanto poder?” ela perguntou, sua voz mal superando um sussurro.
O homem velho sorriu fracamente, embora não chegasse aos seus olhos.
“As forças antigas não são limitadas pela lógica, criança. A profecia não é sobre a força do corpo, mas a força do espírito.
Essa criança carrega algo dentro dela — algo que pode moldar o mundo.”
“Quem era essa criança?” Kimberly perguntou, sua voz tremendo um pouco.
A expressão do homem velho escureceu. Ele a olhou com uma mistura de pena e resolução. “É você, Kimberly.”
As palavras a atingiram como um golpe no peito. Por um momento, ela mal conseguia respirar, sua mente acelerando como se tentasse rejeitar o que acabara de ouvir.
“Eu?” ela finalmente conseguiu dizer, a voz embargada.
O médico assentiu solenemente. “Você é a criança da profecia. E as escolhas que você fizer determinarão o destino de todos os lobos.”
Kimberly se recostou na cadeira, com as mãos tremendo. “Por que… por que está me contando isso agora?”
“Eu precisava que você estivesse pronta,” o homem velho explicou.
“Você viveu sua vida sem o peso deste conhecimento, e isso permitiu que você crescesse para ser quem você é hoje.
Mas chegou o momento de você conhecer a verdade.”
“Mas eu não estou pronta!” Kimberly exclamou, o pânico em suas palavras. “Eu nem sei quem sou. Como posso carregar algo tão grande, algo tão… perigoso?”
O médico se inclinou para a frente, seu olhar amolecendo. “Você pode não se sentir pronta, mas é mais forte do que sabe.
Confie em seus instintos, Kimberly. E seja cautelosa. Há aqueles que sabem o que você é, e eles não desejam ver você cumprir seu destino.”
Kimberly o encarou, sua mente um turbilhão de medo e confusão. “Quem são eles? Por que querem me parar?”
O homem velho balançou a cabeça. “Alguns temem a mudança. Outros almejam poder.
E há aqueles que prefeririam ver o mundo arder a deixar você trazê-lo paz.”
Kimberly soltou uma risada amarga, embora lágrimas brotassem em seus olhos. “Isso é insano. Eu sou apenas… eu. Eu não me sinto poderosa. Eu não me sinto especial. Eu me sinto perdida.”
O médico colocou uma mão reconfortante em seu ombro. “Paciência é uma virtude dos fortes, Kimberly.
Dê tempo a si mesma para entender quem você é. Você é mais do que pensa.”
Antes que Kimberly pudesse responder, ela ouviu um barulho do lado de fora da câmara — um som de farfalhar, fraco, mas distinto. Seu corpo ficou tenso enquanto ela olhava para a porta.
“Você ouviu isso?” ela sussurrou.
Os olhos do homem velho se estreitaram, seus sentidos em alerta. “Não é nada. Continue.”
Kimberly hesitou, seu coração batendo forte. “Você disse que as pessoas sabem sobre mim. Como me protejo? E se eu fizer a escolha errada?”
“Você deve confiar em si mesma,” o homem velho disse firmemente. “Seu coração conhece o caminho, mesmo quando sua mente está incerta. Mas lembre-se, Kimberly — seja cuidadosa com quem confiar. Nem todos que sorriem para você são amigos.”
Kimberly engoliu em seco, assentindo lentamente. “Eu vou tentar.”
O médico assentiu, sua expressão sombria. “Isso é tudo que qualquer um pode fazer. Mas Kimberly, entenda isto — sua jornada não será fácil. Você enfrentará provações, traições e perdas. Mas através de tudo, você deve permanecer fiel a si mesma. Somente assim você encontrará seu caminho.”
Kimberly o encarou, sua mente cheia de perguntas. “E se eu não quiser isso? E se eu só quiser viver uma vida normal?”
O homem velho suspirou, um traço de tristeza em seus olhos. “O destino não pede permissão, criança. Ele simplesmente é. Quer você goste ou não, este é o seu destino.”
Antes que Kimberly pudesse responder, um barulho alto reverberou pelo ar — um tiro.
Tanto Kimberly quanto o médico congelaram, seus olhos arregalados para a porta.
“O que foi isso?” Kimberly sussurrou, sua voz tremendo.
O rosto do homem velho estava grave enquanto ele se levantava. “Fique aqui, Kimberly,” ele ordenou.
Mas o coração de Kimberly já estava acelerado, sua mente preenchida com temor. Ela segurou a borda de sua cadeira, seus pensamentos girando.
Quem disparou aquele tiro? E eles estavam vindo atrás dela?