Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 109
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109: Capítulo 109 109: Capítulo 109 Derrick endireitou-se, sua autoridade de alfa entrando em ação. “Quem é você? E por que estou aqui?”
O outro homem avançou. “As perguntas serão respondidas lá dentro. Mas primeiro, você precisa usar isso.”
Ele segurou uma venda preta.
Os olhos de Derrick se estreitaram. “Não acho que sim. Não vim aqui para brincar de jogos.”
A voz do primeiro homem endureceu. “Se você quer respostas, seguirá nossas regras. Ou pode ir embora, mas nunca saberá a verdade.”
O maxilar de Derrick se apertou. Cada instinto gritava para ele sair, lutar, fazer qualquer coisa, menos confiar em estranhos mascarados.
Ainda assim, a promessa tentadora de respostas o manteve parado.
*”Que verdade? O que poderia valer tanto a pena este risco?”*
Relutantemente, ele acenou com a cabeça. “Tudo bem. Mas se isso for uma armadilha, você vai se arrepender.”
O segundo homem riu sombriamente. “Registrado. Coloque-a.”
Derrick pegou a venda e amarrou-a firmemente ao redor dos olhos. No momento em que a escuridão o envolveu, seus outros sentidos se aguçaram.
Ele podia ouvir o leve farfalhar das folhas, o suave crunch de botas em cascalho enquanto os homens começavam a guiá-lo para frente.
Eles caminharam por uma eternidade, a tensão de Derrick crescendo a cada passo. O ar ao seu redor estava fresco, preenchido com o suave cheiro de terra úmida e pinho.
Finalmente, eles pararam.
“Você pode tirá-la agora”, disse um dos homens.
Derrick hesitou antes de tirar a venda. Ele piscou enquanto seus olhos se ajustavam à luz fraca.
Eles estavam em uma pequena câmara subterrânea, fracamente iluminada por tochas tremeluzentes nas paredes. O ar estava espesso com uma tensão indizível.
Ao centro da sala havia uma mesa de madeira, e sentada nela estava uma figura envolvida em sombras.
A pessoa se inclinou levemente para frente, revelando olhos cinzentos penetrantes que pareciam vê-lo por inteiro.
“Alfa Derrick”, disse a figura, sua voz um barítono profundo, quase melódico. “Bem-vindo.”
Derrick avançou, seus punhos cerrados. “Chega de teatralidade. Diga-me quem você é e por que me trouxe aqui.”
A figura fez um gesto para uma cadeira à sua frente. “Sente-se. Temos muito a discutir e pouco tempo.”
A paciência de Derrick estava se esgotando, mas ele obedeceu, sentando-se em frente ao estranho. “Fale”, ele exigiu.
A figura juntou as mãos, seu olhar firme. “O que você sabe sobre Kimberly?”
Derrick franziu a testa. “O suficiente para saber que ela é um problema. Ela é uma ameaça à minha matilha e à minha autoridade.”
A figura inclinou a cabeça levemente, um pequeno sorriso brincando em seus lábios. “É isso que você realmente acredita? Ou é isso que Mona te convenceu a acreditar?”
A menção de Mona fez o coração de Derrick pular. “O que você está insinuando?”
“Estou insinuando”, disse a figura lentamente, “que a presença de Kimberly ameaça mais do que apenas seu reinado. Ameaça os segredos que Mona tem cuidadosamente escondido.”
O respirar de Derrick falhou. “Segredos? Que segredos?”
A figura se inclinou mais perto. “Kimberly não é uma garota comum. Ela está ligada a algo muito maior que você, Mona ou até esta matilha.
Mas você foi cegado por mentiras, manipulado a vê-la como um perigo, em vez do que ela realmente é—uma chave.”
“Uma chave para quê?” Derrick pressionou, sua voz aumentando.
A figura não respondeu imediatamente. Em vez disso, deslizou um pequeno livro desgastado sobre a mesa em direção a ele.
A capa estava em branco, mas as bordas das páginas estavam desfiadas e manchadas.
“O que é isso?” Derrick perguntou, olhando-o com cautela.
“Respostas”, respondeu a figura. “Mas só se você estiver disposto a ver a verdade.”
Derrick hesitou antes de alcançar o livro. Enquanto seus dedos tocavam a capa, a figura falou novamente, seu tom mais sombrio.
“Tenha cuidado, Alfa. Uma vez que você abrir esse livro, não há volta. As verdades dentro dele mudarão tudo o que você pensa saber.”
A mão de Derrick pairou sobre o livro, sua mente uma tempestade de emoções conflitantes. Finalmente, ele cerrou o maxilar e puxou a mão de volta.
“Decidirei o que fazer mais tarde”, ele disse firmemente. “Mas você ainda não me disse quem você é.”
A figura sorriu fracamente. “Você saberá em breve. Por ora, pegue o livro e saia.
Mas lembre-se—o tempo não está do seu lado. A tempestade está mais perto do que você pensa.”
Derrick levantou-se, segurando o livro com força. Ele se virou para sair, mas algo nas palavras da figura permaneceu em sua mente.
Enquanto caminhava de volta pelo caminho, a venda guardada no bolso, ele não conseguia sacudir a sensação de que estava à beira de um precipício.
A tempestade de fato estava chegando. E pela primeira vez, Derrick não tinha certeza se estava pronto para enfrentá-la.
★★★
Mohandria, Lisa e Kaitlyn sentaram-se encolhidas no pequeno quarto que costumavam usar para conversar em privado.
O ar estava tenso, preenchido com uma preocupação não dita que nenhuma delas podia ignorar. Kimberly estava distante ultimamente, e sua dor era palpável.
Mohandria falou primeiro, sua voz carregada de frustração.
“Seremos as piores amigas do mundo se apenas ficarmos aqui sem fazer nada enquanto a Kimberly sofre em silêncio.” Ela se inclinou para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos.
Kaitlyn concordou, sua expressão uma mistura de culpa e preocupação. “Eu sei, Mohandria, mas… Eu me sinto tão impotente. Ela não fala conosco sobre o que está errado, e nem sabemos como abordá-la.”
Lisa, que estava inusitadamente silenciosa, finalmente falou. Seu tom era calmo, mas deliberado. “Eu não acho que tentar entender sua dor seja a solução.”
Mohandria e Kaitlyn se viraram para ela, surpresas.
“O que você quer dizer com isso?” Mohandria perguntou, com a testa franzida em confusão.
“Estamos focadas em tentar descobrir o que está errado com Kimberly,” explicou Lisa, com os olhos firmes.
“Mas talvez não seja isso que ela precisa. Talvez o que ela precise é que mostremos que estamos aqui por ela, não importa o que aconteça. Para provar que ela não está sozinha nisso.”
Kaitlyn inclinou a cabeça, sua curiosidade despertada. “Mas como mostramos isso? Ela mal fala conosco sobre qualquer coisa séria. É como se ela estivesse carregando o peso do mundo sozinha.”
Os lábios de Lisa se curvaram em um sorriso determinado. “Não precisamos invadir seus pensamentos ou sentimentos. Ela é como uma família para nós, certo? Então ficamos ao lado dela, lutamos com ela, mesmo que não entendamos completamente a batalha.”
Mohandria assentiu lentamente, seus olhos brilhando com uma nova resolução.
“Você está certa. Kimberly é família para nós. Ela não precisa que resolvamos seus problemas; ela só precisa saber que não está sozinha. Que não importa o que aconteça, vamos apoiá-la.”
“Mas e se ela nos afastar novamente?” Kaitlyn perguntou, sua voz tremendo um pouco.
“Então nós empurramos de volta,” disse Mohandria firmemente. “Kimberly pode ser tão teimosa quanto quiser, mas não vamos desistir dela.”
Enquanto conversavam, nenhuma delas notou uma figura sombria espreitando logo fora da janela parcialmente aberta.
A criada de Mona, uma mulher esguia com traços agudos e habilidade para furtividade, ouvia atentamente a conversa.
Seus olhos se estreitaram enquanto ela captava cada palavra, e quando pareceu que as garotas haviam terminado de falar, ela se retirou silenciosamente para as sombras.
Sem saber que foram ouvidas, as três amigas continuaram a planejar seus próximos passos.
“Eu sugiro que comecemos passando mais tempo com ela,” Lisa sugeriu. “Sem pressão, sem perguntas — apenas mostrar que estamos aqui.”
Mohandria acrescentou, “E se virmos alguém tentando mexer com ela, nós intervimos. Juntas.”
Kaitlyn sorriu nervosamente. “Espero que isso funcione. Kimberly significa muito para mim — para todas nós. Não suporto vê-la assim.”
“Nós vamos fazer dar certo,” Mohandria disse, colocando uma mão reconfortante no ombro de Kaitlyn.
Enquanto isso, a criada de Mona corria pelos terrenos da matilha, seu coração acelerado enquanto ela se dirigia à casa da matilha.
Ela sabia que Mona iria querer ouvir isso imediatamente.
Mona estava sentada em uma cadeira luxuosa na grande sala de estar, bebendo vinho e olhando para o fogo que crepitava na lareira.
A criada entrou cautelosamente, inclinando a cabeça enquanto se aproximava.
Mona não olhou para cima, mas falou com rispidez. “Espero que você esteja aqui com algo útil.”
A criada engoliu nervosamente. “Eu trago notícias, senhora. Ou talvez… um aviso.”
Mona finalmente voltou seu olhar para a criada, seus olhos frios e calculistas. “Um aviso? Fale logo, a menos que queira se arrepender de estar perdendo meu tempo.”
A criada assentiu rapidamente, sua voz tremendo. “As amigas de Kimberly… Mohandria, Lisa e Kaitlyn… elas estão planejando apoiá-la.
Elas disseram que vão lutar com ela e por ela, não importa o que.”
Por um momento, houve silêncio. Então Mona explodiu em risadas, um som frio e zombeteiro que ecoou pela sala.
A criada estremeceu, insegura de como interpretar sua reação.
“Essas garotinhas pensam que podem enfrentar a mim?” Mona disse, colocando seu copo de vinho na mesa com um estalo agudo.
Ela se levantou, seus movimentos graciosos, mas ameaçadores. “Elas não são nada além de pragas, zumbindo ao redor de um fogo que não compreendem.
Elas acham que sua lealdade vai salvar Kimberly do que está por vir?”
A criada hesitou antes de responder. “Elas parecem muito determinadas, senhora. Talvez…”
Mona a cortou com um aceno de mão. “Determinação é inútil sem poder. E essas três não têm nenhum.”
“Mas senhora,” a criada arriscou cautelosamente, “devemos… fazer algo sobre elas? Elas podem se tornar um incômodo.”
Mona sorriu com desdém, seus lábios se curvando num sorriso venenoso. “Ah, não se preocupe. Eu tenho tudo sob controle.
Os dias delas estão contados, assim como os de Kimberly. Deixe que elas brinquem de seus joguinhos. Isso só tornará a queda delas mais satisfatória.”
A criada inclinou a cabeça, murmurando, “Sim, senhora,” antes de se retirar da sala.
Enquanto a porta se fechava atrás dela, Mona ficou sozinha. Ela olhava para o fogo, sua expressão pensativa.
Apesar de seu bravado, um pequeno lampejo de dúvida se infiltrou em sua mente.
*E se elas conseguirem atrapalhar meus planos? E se Kimberly se mostrar mais resiliente do que eu esperava?*
Ela afastou os pensamentos, balançando a cabeça. “Não,” murmurou para si mesma.
“Tudo está se encaixando. Ninguém — nem as amigas dela, nem Kimberly, nem mesmo Derrick — pode me parar agora.”
No entanto, enquanto as chamas dançavam na lareira, projetando sombras tremeluzentes pela sala, Mona não conseguia afastar a sensação inquietante de que algo estava escapando de seu controle…