Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 108
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108: Capítulo 108 108: Capítulo 108 Kimberly franziu os olhos contra o brilho esmagador que a cercava. A luz estava em todo lugar—acima, abaixo, ao redor—e, no entanto, não queimava.
Parecia que estava a puxando para algo. À medida que avançava cautelosamente, seus pés moviam-se silenciosamente contra a superfície invisível abaixo dela.
Vozes ecoavam fracamente à distância, um zumbido melódico, porém perturbador, que ressoava fundo em seu peito.
Ela se esforçava para ouvir, sua curiosidade superando sua confusão.
*Que lugar é este? Por que parece com… casa e ainda assim completamente estrangeiro?*
Ela continuou caminhando, seus movimentos hesitantes, mas determinados. Aos poucos, o som tornava-se mais claro.
Não era apenas barulho aleatório—era um canto rítmico. Palavras que ela não conseguia entender pareciam subir e descer em harmonia.
Ela seguiu o som até chegar ao que parecia ser a borda da luz, onde ela se partia, revelando uma reunião circular.
No centro da reunião estava uma outra versão dela mesma, radiante e inabalável.
Kimberly parou em choque, prendendo a respiração. A figura parecia exatamente com ela, mas exalava uma confiança e tranquilidade que ela sentia faltar.
Ao lado dessa outra versão de si mesma estava uma mulher idosa vestida de branco puro, seus cabelos prateados e fluidos como um rio de luz.
“Venha mais perto”, a velha mulher chamou sem olhar para Kimberly. Sua voz era calma, mas comandante, como o vento sussurrando através das árvores antigas.
Kimberly hesitou, mas seus pés moveram-se por conta própria.
A mulher idosa virou-se para a outra Kimberly e estendeu três velas brilhantes, cada uma cintilando com uma chama vibrante.
“Essas três velas”, ela começou, sua voz se elevando acima do zumbido dos cantos, “representam aqueles que vão ficar e lutar com você e por você na tempestade que se aproxima.”
Kimberly observou em admiração enquanto a outra versão de si mesma assentia solenemente, aceitando as velas com ambas as mãos.
“Quem são eles? Quem vai lutar comigo?” Kimberly finalmente encontrou sua voz, embora tremesse.
A mulher idosa virou seu olhar penetrante em direção a Kimberly, seu sorriso enigmático.
“Eles são os pilares da sua força, ligados a você pelo destino e escolha. Mas cuidado, criança. A confiança não é concedida levianamente.”
Kimberly teve sua atenção atraída para outra vela brilhante, mais iluminada que as outras, de pé sozinha em um pedestal atrás da mulher idosa.
Sua chama era quase cegante, sua luz pulsando como um batimento cardíaco.
“E aquela vela?” Kimberly perguntou, apontando para ela.
O sorriso da mulher idosa se ampliou, embora estivesse tingido de cautela. “Ah, aquela vela. Ela queima sozinha, não é?”
Kimberly assentiu, seu coração acelerado.
“Aquela vela representa algo que nem mesmo você pode entender completamente ainda”, continuou a mulher idosa. “É seu guia, seu aliado, e talvez… seu maior desafio.”
“Mas o que significa? Quem—”
“Cautela, criança”, a mulher idosa interrompeu, seu tom agudo, mas gentil. “Você deve descobrir essas verdades por si própria.
Aquilo que está dentro de você é poderoso o suficiente para guiá-la. Confie na sua luz.”
Antes que Kimberly pudesse perguntar mais alguma coisa, a cena mudou. As velas cintilaram violentamente, e os cantos se transformaram em caos.
A luz começou a diminuir, substituída por uma escuridão espessa e impenetrável.
“O que está acontecendo?” Kimberly gritou, olhando ao redor.
O rosto da mulher idosa estava sério agora. “A tempestade está mais perto do que você pensa. Esteja vigilante. Nem todos os que estão ao seu lado são o que parecem.”
De repente, a escuridão irrompeu com sombras monstruosas, torcendo e se debatendo enquanto avançavam em direção ao círculo.
Kimberly gritou enquanto as sombras a cercavam, suas mãos frias e garras estendendo-se em direção à sua garganta—
Ela despertou com sobressalto, seu corpo encharcado de suor. Sua respiração estava errática, seu coração batendo tão forte que ecoava em seus ouvidos.
“É só um sonho”, ela sussurrou, agarrando seu peito. “Apenas um sonho…”
Mas enquanto olhava ao redor de seu quarto, o leve cheiro de cera de vela pairava no ar, e o eco da voz da velha mulher sussurrava em sua mente: *Confie na sua luz.*
Kimberly balançou as pernas para fora da cama e esfregou as têmporas, tentando juntar tudo.
“Por que parece tão real? Quem são essas pessoas? E que tempestade está chegando?”
Ela balançou a cabeça, tentando se firmar. Mas ao se levantar, ela notou algo estranho.
Suas mãos estavam brilhando fracamente, a mesma luz que ela tinha visto em seu sonho emanando de suas palmas.
Ela ofegou, recuando. O brilho desapareceu tão rápido quanto havia aparecido.
“O que… o que está acontecendo comigo?” ela sussurrou.
Um toque na porta a assustou. Ela rapidamente enxugou o rosto, tentando se recompor.
“Kimberly, você está acordada?” Era a voz de Lisa.
“Sim, estou indo!” ela chamou, sua voz tremendo ligeiramente. Ela abriu a porta para encontrar Lisa, Mohandria e Elena de pé ali, seus rostos iluminados de preocupação.
“Você parece que viu um fantasma”, Mohandria disse, franzindo a testa.
“Eu—eu estou bem”, Kimberly mentiu, forçando um sorriso fraco. “Apenas um pesadelo.”
“Sonho ruim ou não, algo está errado”, disse Lisa, cruzando os braços. “Nós não vamos sair até você nos dizer.”
Antes que Kimberly pudesse responder, um súbito estrondo alto ecoou lá de baixo, seguido por gritos.
As meninas trocaram olhares preocupados antes de correr em direção à confusão.
Elas chegaram ao salão principal para encontrar dois guardas lutando com um intruso, uma figura encapuzada que lutava com surpreendente força e agilidade.
“Quem é esse?” Mohandria sussurrou.
Os olhos de Kimberly se arregalaram. Ela não reconhecia a figura, mas algo neles parecia… familiar.
“Afasta-se”, Elena alertou, puxando as meninas para trás enquanto mais guardas corriam para subjugar o intruso.
A figura de repente parou de lutar, seu capuz caindo para trás revelando um rosto parcialmente obscurecido pelas sombras.
Mas Kimberly pegou um vislumbre de algo assustador—uma marca em sua testa, brilhando fracamente como a luz de seu sonho.
Os olhos da figura se travaram nos de Kimberly, e eles falaram apenas uma palavra antes de serem arrastados:
“Confie”.
O sangue de Kimberly gelou. A palavra ecoou em sua mente, entrelaçando-se com o aviso da mulher idosa.
“O que está acontecendo?” a voz de Mona cortou a tensão enquanto ela entrava no salão, sua expressão furiosa. “Quem deixou isso acontecer?”
Os guardas congelaram, abaixando suas cabeças. “Um intruso, minha senhora. Estamos lidando com isso.”
Os olhos de Mona foram em direção a Kimberly, estreitando ligeiramente. “Veja que sim”, ela estalou antes de se virar para as meninas.
“Vocês todas deveriam estar em seus quartos. Este não é um lugar para fofocas ociosas.”
Kimberly assentiu muda, deixando Lisa e Mohandria arrastá-la de volta para cima. Mas sua mente estava acelerada.
Quem era aquele intruso? Por que eles olharam para ela daquele jeito? E por que suas palavras pareciam que eram destinadas só para ela?
Enquanto Kimberly voltava para o seu quarto, ela não podia se livrar da sensação de que o sonho, a luz e o aviso estavam todos conectados. Mas com que fim, ela não fazia ideia.
Ela afundou em sua cama, seus pensamentos girando.
*A tempestade está chegando. Mas como vou resistir a ela quando nem mesmo sei quem sou?*
★★★
Alfa Derrick estava prestes a entrar em seu carro, quando seu telefone tocou e quando ele olhou para o identificador de chamadas, era um chamador desconhecido, ele hesitou um pouco antes de atender a ligação.
Ele eventualmente atendeu a chamada e se deparou com palavras que lhe arrepiaram a espinha.
Os dedos do Alfa Derrick pairavam sobre o telefone enquanto a ligação terminava abruptamente.
A voz rouca ecoava em sua mente, cada palavra infundida com urgência e mistério. Ele apertou o maxilar, sua mente acelerada.
*”Me ajudar? Kimberly? Que jogo é este?”*
A mera sugestão de que Kimberly poderia de alguma forma ser benéfica, em vez do espinho no pé que Mona constantemente insistia que ela era, enviava ondas de confusão e frustração através dele.
Ele precisava de respostas, mas a mensagem críptica do chamador apenas aprofundava o mistério.
Ele virou-se para o motorista e os guardas que estavam esperando pelo carro. “Voltem para casa”, ele disse abruptamente.
Um dos guardas franziu a testa. “Senhor, está tudo bem? Para onde está indo?”
“Eu disse para irem para casa”, Derrick estalou, sua voz firme. “Preciso lidar com isso sozinho.”
O motorista hesitou mas assentiu, dando um passo atrás. Derrick deslizou para o assento do motorista, segurando o volante firmemente enquanto dava a partida no motor.
Seu coração acelerou enquanto ele assistia uma mensagem aparecer em seu telefone—um ponto de localização.
*”Trinta minutos… Quem diabos é este?”*
Ele acelerou pela estrada, os postes de luz lançando sombras fugazes em seu rosto. Seus pensamentos eram um turbilhão de emoções.
*Que verdade essa pessoa possivelmente sabe? E se for uma armadilha? Mona sempre diz que Kimberly é perigosa… mas e se estivermos errados?*
Ele balançou a cabeça, tentando silenciar as dúvidas. A estrada se estendia à sua frente, vazia e silenciosa exceto pelo zumbido de seu motor.
À medida que se aproximava do local, a paisagem mudava. As ruas movimentadas da cidade principal do clã davam lugar a uma área silenciosa e desolada na periferia.
Árvores altas e prenunciadoras de cada lado da estrada, seus galhos estendendo-se como dedos esqueléticos em direção ao céu.
Derrick reduziu a velocidade do carro quando chegou ao ponto final do pino—uma clareira cercada por uma floresta densa.
Duas figuras emergiram das sombras enquanto seu carro parava. Ambas vestiam preto, seus rostos obscurecidos por máscaras.
Ele saiu cautelosamente, sua mão instintivamente tocando a pequena lâmina presa ao seu lado.
“Alfa Derrick”, disse um dos homens, sua voz fria e impessoal…