Reclamada pelo Rei Alfa - Capítulo 106
- Home
- Reclamada pelo Rei Alfa
- Capítulo 106 - 106 Capítulo 106 106 Capítulo 106 Alfa Theo estava nas
106: Capítulo 106 106: Capítulo 106 Alfa Theo estava nas sombras do quarto de hospital do Alfa Darwin, seus olhos penetrantes vasculhando cada canto para garantir que ninguém o tivesse seguido.
O quarto estava mal iluminado, o zumbido fraco dos equipamentos médicos quebrando o pesado silêncio.
Darwin jazia imóvel na cama, sua presença outrora poderosa reduzida à inércia.
Theo aproximou-se da cama, sua expressão preenchida de preocupação e determinação.
*Prometi proteger você, Darwin, e manterei essa promessa. Mas agora, Kimberly também precisa de mim.*
Ele suspirou profundamente, passando a mão pelos cabelos. Sua voz baixou para um sussurro, quase como se estivesse falando consigo mesmo.
“Kimberly está em perigo, e eu não sei como ajudá-la sem causar caos. Entrar no território do Derrick… é suicídio. Mas se eu não fizer isso, ela está praticamente perdida.”
Theo olhou para o rosto de Darwin, esperando algum tipo de resposta, mesmo sabendo que era impossível.
Ainda assim, continuou falando, como se o próprio ato trouxesse clareza aos seus pensamentos caóticos.
“Não sei o que fazer, Darwin. Preciso da sua orientação. Kimberly… ela é mais do que apenas uma parte de sua matilha agora ou apenas sua filha.
Ela é especial — escolhida. Mas ela ainda nem sequer percebe todo o seu poder. E Derrick… ele é um inimigo perigoso.”
Enquanto Theo olhava para Darwin, ele notou algo. Sua respiração travou. Os dedos de Darwin se mexeram, muito sutilmente. Theo congelou, seus olhos se estreitando em descrença.
“Darwin?” ele chamou suavemente, aproximando-se.
Para seu choque, os olhos de Alfa Darwin se abriram, fracos e desfocados, mas inegavelmente vivos.
Theo inclinou-se, seu coração acelerado. “Darwin? Você consegue me ouvir?”
Os lábios de Darwin se moveram, sua voz fraca, mas clara o suficiente para enviar um calafrio pela espinha de Theo.
“Eu sei… que Kimberly é forte,” sussurrou Darwin. “Mas… por favor… faça tudo ao seu alcance… para mantê-la segura por mim.”
O peito de Theo se apertou. Ele segurou a beirada da cama, sua mente acelerada.
“Darwin, eu juro que vou,” ele disse, sua voz mal acima de um sussurro. “Mas você precisa descansar. Economize suas forças.”
Darwin deu o menor aceno antes de seus olhos se fecharem novamente, e sua respiração se estabilizar.
Era como se o esforço de falar tivesse drenado o último de sua energia, puxando-o de volta ao seu coma.
Theo ficou ali, atônito. *Isso foi real? Ou apenas um fragmento de sua consciência se esvaindo?*
O momento de clareza foi breve enquanto Theo ouvia passos abafados ecoando pelo corredor do hospital.
Seus instintos agiram. Sem pensar duas vezes, ele deslizou para trás da porta, escondendo-se nas sombras.
A porta rangeu, e Alfa Derrick entrou, seu andar confiante, sua expressão fria e arrogante.
Theo assistiu em silêncio, seus punhos cerrando-se ao ver o homem que causara tanta dor.
Derrick se aproximou da cama de Darwin e sentou-se ao lado dela, seus lábios torcendo-se em um sorriso zombeteiro.
Por um momento, ele simplesmente encarou o Alfa inconsciente, seus pensamentos indecifráveis. Então ele falou, sua voz baixa e cheia de desdém.
“Você é tão fraco, Darwin. Sempre foi.” Derrick inclinou-se mais perto, suas palavras venenosas.
“Mesmo quando você estava de pé, você era inútil para mim. Uma ferramenta quebrada, boa apenas para manter essa matilha intacta.”
O maxilar de Theo se apertou enquanto ouvia, sua raiva fervilhando por baixo da superfície. *Esse homem é um covarde, cuspindo veneno em alguém que não pode nem se defender.*
Derrick riu sombriamente, balançando a cabeça. “Você sabe, eu fui paciente com você. Demais até.
Mas não se preocupe—sua hora está chegando. Assim que eu conseguir o que quero, você não será nada além de uma memória.”
O fôlego de Theo falhou. *O que ele quer? Kimberly? Ou alguma outra coisa inteiramente?*
Derrick se levantou da cadeira, ajustando seu casaco como se não tivesse acabado de proferir uma sentença de morte. Com um último olhar para Darwin, ele sorriu maliciosamente.
“Descanse bem, Darwin. É a única coisa que você faz bem agora.”
Sem mais uma palavra, ele virou-se e saiu do quarto, seus passos diminuindo pelo corredor.
Theo permaneceu escondido, seu coração batendo forte. Sua mente repleta de perguntas. *O que Derrick pretende fazer? Qual é o seu objetivo final?*
Assim que o caminho estava livre, Theo saiu detrás da porta, sua resolução se fortalecendo.
*Eu não posso ficar parado. Kimberly está em perigo, e Derrick está planejando algo muito pior do que eu imaginava.*
Mas quando ele se virou para sair, uma realização arrepiante o atingiu. *Se Derrick descobrir que eu estive aqui, tanto Darwin quanto Kimberly vão sofrer. Preciso me mover com cuidado. Agora não há espaço para erro.*
O caos em sua mente era implacável, e Theo sabia uma coisa com certeza — isso era apenas o começo de uma tempestade muito maior.
★★★
Kimberly entrou na câmara escura do médico, seu coração acelerado.
O ar cheirava a ervas e antissépticos, e ela podia ouvir o borbulhar suave de algo fervendo no canto.
Ela não tinha certeza se estava mais nervosa com a consulta ou com a suspeita roendo seu estômago.
“Boa noite, senhor,” ela cumprimentou cautelosamente, sua voz firme apesar da agitação interior.
O médico, um velho frágil com olhos que pareciam conter séculos de sabedoria, ergueu o olhar de sua bancada de trabalho.
Ele fez um sinal para que ela se aproximasse, sua expressão incomumente séria.
“Venha mais perto, Kimberly,” disse ele em voz baixa, seus olhos se desviando em direção à porta como se certificasse que ninguém estava ouvindo.
Kimberly hesitou por um momento, depois deu um passo à frente, seus instintos lhe dizendo que algo não estava certo.
Assim que ela estava perto o suficiente, o médico começou a falar em tom abafado.
“Kimberly,” ele começou, sua voz carregada de emoção, “Eu sou um homem velho. Tenho servido fielmente a esta alcateia por décadas, mas chega um tempo em que um homem deve decidir entre a lealdade e sua consciência.”
As sobrancelhas de Kimberly se franziram. “O que o senhor está dizendo?”
Ele suspirou profundamente, seus olhos encontrando os dela. “Não sei o que você fez para irritar Alfa Derrick e sua esposa, Mona, mas eles me pediram para fazer algo terrível. Algo que eu não posso me obrigar a fazer.”
O coração de Kimberly afundou. “O que o senhor quer dizer?” ela sussurrou, medo invadindo sua voz.
O médico se inclinou mais para perto, seu tom grave. “Eles querem que eu te envenene. Um veneno lento, indetectável, que te enfraqueceria com o tempo até você perecer. Eles disfarçaram isso como um tratamento, mas a intenção deles é clara.”
Kimberly deu um passo para trás, a respiração presa. “Veneno? Por quê? O que eles poderiam ganhar me matando?”
O médico balançou a cabeça. “Não é hora de perguntar por quê, Kimberly. Você precisa focar em sobreviver. Decidi desobedecer as ordens deles.
Em vez de veneno, vou te dar medicamento inofensivo—algo para ansiedade e estresse. Você vai tomar regularmente, e eu informarei à Mona que o veneno está funcionando.”
Kimberly olhou para ele, sua mente girando. “O senhor está arriscando sua vida por mim?”
“Estou arriscando tudo,” ele admitiu, “mas não posso permitir que uma inocente morra sob minha supervisão. Não terá o seu sangue em minhas mãos.”
Kimberly sentiu lágrimas se formando em seus olhos. Ela não sabia o que dizer. A bondade deste homem, um estranho, era avassaladora.
“Obrigada,” ela conseguiu sussurrar, sua voz tremendo.
O médico colocou uma mão tranquilizadora em seu ombro. “Vamos jogar este jogo com cuidado, Kimberly.
Você deve agir como se confiasse neles. Não mostre sinais de suspeita. E o mais importante, não conte isso a ninguém—nem aos seus amigos, nem à Dona Elena, a ninguém.”
Kimberly assentiu, embora o peso de seu aviso pressionasse pesadamente em seu peito.
“E a fuga?” ela perguntou depois de um momento. “Existe alguma maneira de sair deste lugar?”
O médico suspirou. “Isso é algo que teremos que descobrir. Por agora, a sobrevivência é a prioridade. Precisamos de tempo para planejar.”
A mente de Kimberly estava acelerada. *Como as coisas ficaram tão ruins? Derrick e Mona… estão dispostos a ir tão longe para se livrar de mim. Por quê?*
Quando ela se virou para sair, o médico a chamou de volta. “Só mais uma coisa, Kimberly.”
Ela parou, com a mão na maçaneta. “Sim?”
Ele se aproximou dela, sua voz diminuindo para um sussurro quase inaudível. “Você talvez ainda não esteja ciente, mas há algo extraordinário em você.
Não sei o que é, mas eles temem isso. É por isso que querem você fora. Mantenha isso em mente enquanto você navega por essa situação.”
Os olhos de Kimberly se arregalaram. “O que o senhor quer dizer? O que tem de extraordinário em mim?”
O médico balançou a cabeça. “Não sei os detalhes. Tudo o que sei é que sua presença os deixa intranquilos de uma maneira que eu nunca vi antes. Tome cuidado.”
Kimberly assentiu lentamente, sua mente cheia de perguntas. Ela queria pressioná-lo mais, mas algo em sua expressão lhe dizia que não era a hora.
Quando ela abriu a porta, foi surpreendida por uma visão inesperada—uma sombra se esgueirando pelo corredor. O coração de Kimberly disparou. *Alguém estava ouvindo?*
Ela se voltou para o médico, pânico em seus olhos. “O senhor viu aquilo?”
Ele balançou a cabeça. “Apenas vá, Kimberly. Rápido, mas calmamente. Não podemos nos dar ao luxo de levantar suspeitas.”
Respirando fundo, Kimberly saiu para o corredor. Ela se forçou a andar em um ritmo normal, mesmo com sua mente gritando para ela correr.
O corredor estava assustadoramente silencioso, mas ela não conseguia afastar a sensação de que alguém a observava.
*Quem era aquela sombra? Eles ouviram tudo?*
Quando ela contornou uma esquina, quase colidiu com uma das empregadas de Mona. A mulher a olhou curiosamente. “Você está bem, Kimberly? Você parece pálida.”
Kimberly forçou um sorriso. “Estou bem. Apenas cansada.”
A empregada assentiu, embora seu olhar demorasse por um momento a mais. Kimberly rapidamente se desculpou e seguiu para o seu quarto, o coração batendo a cada passo.
Ao chegar em sua porta, ela hesitou. *Em quem posso confiar agora? O médico disse para não contar a ninguém, mas e se os meus amigos também estiverem em perigo?*
Sacudindo a cabeça, ela deixou o pensamento de lado. *Não. Não posso arriscar. Por agora, farei o que ele diz.*
Kimberly entrou em seu quarto, fechando a porta atrás de si com um clique silencioso. Ela se encostou nela, o peito arfante enquanto tentava acalmar o coração acelerado.
A conversa com o médico se repetia em sua mente, seu aviso ecoando em seus ouvidos. *Eles querem me matar. Mas por quê? Do que têm tanto medo?*
Enquanto as lágrimas ameaçavam escorrer, Kimberly cerrava os punhos. *Eu não vou deixar que me quebrem. Se eles querem uma luta, eles terão uma. Mas primeiro, preciso sobreviver.*
Com essa resolução, ela secou as lágrimas e sentou-se na cama, tentando juntar os fragmentos de sua realidade caótica.
A batalha estava longe de terminar, mas uma coisa Kimberly sabia com certeza—ela não cairia sem lutar…