Primeiro Dragão Demônico - Capítulo 724
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724: Um Favor de Um Amigo. 724: Um Favor de Um Amigo. Lailah arrastou-se pela cama em direção a Abaddon.
Antes mesmo de entreabrir os lábios para falar, ele já não estava aberto a isso.
“Não vai funcionar. Não vou mudar de ideia.” Ele negou.
Lailah sorriu inocentemente. “Eu ainda não fiz nem disse nada, querido.”
“Você está fazendo aquilo em que se aproxima de mim de forma sedutora e tenta erodir minha estabilidade mental.”
“Está funcionando..?”
“Nunca deixou de funcionar, esse é o problema.”
Lailah finalmente alcançou seu marido e praticamente rastejou para o colo dele.
Levando as mãos ao rosto dele, ela afastou o cabelo que escondia os olhos dele e olhou dentro deles com amor.
“O que está acontecendo com você? Por que você decidiu que as meninas não poderiam ir à Terra?”
“Você sabe tão bem quanto eu que não é seguro agora. Lúcifer sem dúvida já deve estar na Terra neste momento, e não dá para saber o que ele está planejando.”
A expressão de Abaddon se suavizou e ele pôs a mão sobre a barriga de Lillian, que jazia ao seu lado.
“Ele já tentou tirar algo de nós uma vez, e não fazemos ideia de onde ele esteja na Terra. Não é seguro enviar as meninas para lá neste momento. Isso é, mesmo se pudéssemos.”
Abaddon de repente se viu cercado por três pares de olhos brilhantes vindo de todos os lados.
“…Hm..?” Sif abriu os olhos sonolenta. “Estamos cercando o amorzinho de novo..? Precisam de ajuda?”
“Não, desta vez a gente dá conta, querida, volta a dormir.”
“Certo…”
A testa de Abaddon tremia incontrolavelmente.
Unânimes, Bekka, Lailah e Lillian cutucaram o queixo dele.
Elas não disseram nada, mas continuaram pressionando seus dedos no rosto dele.
“…O que vocês meninas estão fazendo?”
“Sendo persuasivas.”
“Você parece tenso.”
“Estamos tentando quebrar essa casca dura sua.”
Abaddon não tinha bem as palavras ou a expressão para vocalizar seu estado de espírito atual.
“…Isso não vai fazer eu mudar de ideia, tá sabendo?”
– 4 Minutos Depois…
As meninas estavam barricadas no colo de Abaddon e seus dedos estavam na orelha, narina e boca dele.
“…Tudo bem. Se vocês meninas têm algo a dizer, então estou pelo menos disposto a ouvir.”
As meninas fizeram um toque de comemoração entre si e tiraram os dedos de seu marido.
E quem disse que a maior arma de uma mulher era sua beleza? Às vezes, a persistência obstinada também funcionava.
–
Abaddon saiu do quarto após dez minutos de conversa.
Ele encontrou suas filhas esperando no corredor com as costas contra a parede e o olhando com expectativa.
“…Vocês podem ir, mas-”
“”EEEPPP!!!”” As gêmeas se abraçaram e pularam de alegria.
Abaddon agarrou ambas as meninas pelos crânios e as manteve no lugar.
“Preciso que vocês levem isso muito a sério. A Terra é um lugar muito perigoso agora e vocês precisam estar atentas a cada momento lá em cima.”
As gêmeas enxugaram os sorrisos enquanto tentavam parecer o mais sérias possível.
Elas estavam entre as poucas crianças que ainda não tinham muita experiência no campo de batalha.
Por causa de suas responsabilidades, elas passavam mais tempo segurando canetas e papéis do que seus tridentes.
Esta era a chance delas de realmente se excederem e mostrarem ao pai que eram suas filhas mais capazes, seja na política ou empalando inimigos!
Mas Abaddon tinha uma chave inglesa para os planos delas que não estavam esperando.
“Vocês meninas não vão sozinhas. Eu arrangei para que ambas tenham uma acompanhante.”
“”Uma acompanhante?!?”” As gêmeas exclamaram em uníssono.
“Não somos bebês que precisam de supervisão!” Yemaja fez beicinho.
“De fato vocês não são. São minhas preciosas filhas que precisam de toda a proteção possível se forem para o mesmo lugar que Lúcifer. Então, ou vocês vão com supervisão, ou não vão de jeito nenhum.”
Yemaja se calou um pouco e abaixou sua voz consideravelmente. “…Ele está na Terra..?”
Abaddon assentiu sombriamente. “Acreditamos que sim. Ele está se escondendo, tramando alguma coisa… É o motivo pelo qual estou menos do que entusiasmado por vocês meninas irem.”
Yemaya segurou a mão da irmã e deu um aperto firme.
“Entendemos, pai. Não correremos riscos.” Ela disse seriamente. “Só por favor, deixe-nos fazer isso.”
“… Venham comigo.”
Abaddon começou a caminhar pelo corredor e tirou o telefone do bolso da calça de moleton.
Ele começou a discar um número de telefone pouco usado em seus contatos e levou o dispositivo mágico ao seu ouvido.
“…Oi. Você não está ocupado, está? … Ah, o que isso significa…? …. Isso parece incrivelmente chato. Sim, sim, vou tentar algum dia, mas hoje eu preciso de um favor. Você se importa de me dar uma mão? … Não, isso não é um trocadilho.”
–
Abaddon, Iemanjá e Yemaja estavam sentados no sofá na sala de estar de uso comum.
Eles esperaram por cerca de cinco minutos antes de Abaddon estalar os dedos e um portal se abrir na sala.
Shiva, de pele azulada, cabelos negros e quatro braços, pisou na casa da família Tathamet pela primeira vez.
Ele girou em leve admiração enquanto seus olhos se deparavam com muitas coisas fantásticas e novas.
“Oh céus… O que é isso?” Ele apontou.
“…Isso é uma televisão.” Abaddon piscou.
“Interessante… É como um espelho tecnológico?”
“…Quanto tempo faz que você deixou sua montanha, mesmo?”
“Nunca. A humanidade aspira a vir até mim. Eu não desço até eles.” Shiva deu de ombros.
“Então você nunca viu um jogo de futebol?”
“O que é esse ‘jogo de futebol’ que você fala?”
A mandíbula de Abaddon caiu tanto que quase bateu nos seus joelhos.
Ele tirou seu telefone e começou a digitar no aparelho como se fosse uma questão de segurança nacional.
“Você precisa esvaziar sua agenda de sábado e domingo pelos próximos meses. A partir de agora, você vem pra cá.”
“Eu… Eu tenho voz nisso?”
“Não. Eu já falei para os caras que você vai entrar no grupo e eles já estão te esperando.”
Shiva coçou a bochecha enquanto contemplava no que exatamente havia se metido.
“É esse o favor que você desejava pedir de mim..? Eu estava esperando algo significativamente mais perigoso do que isso.”
Abaddon sorriu ironicamente enquanto passava os braços em volta das gêmeas ao seu lado.
“Na verdade… meu favor é para estas duas. Elas são minhas filhas, Iemanjá e Yemaja.”
Iemanjá: “Olá, Senhor Shiva.”
Yemaja: “E aí.”
Shiva cumprimentou as duas meninas com uma reverência breve.
“É um prazer conhecer vocês duas. Qual é o favor que desejam me pedir?”
Iemanjá respirou fundo antes de expressar seu pedido. “Você poderia por favor nos ajudar a entrar escondidas na Terra para que possamos resgatar nossos amigos..?”
Escusado será dizer que Shiva estava decididamente menos do que entusiasmado quando ouviu pelo que estava sendo convocado.
O deus da destruição é o que Nyx chamaria de ‘entediante’, o que basicamente significa que ele obedece às regras estabelecidas na criação.
Pedir a ele, de todas as pessoas, para fazer algo assim era uma verdadeira demonstração do desespero delas.
“Por favor, apenas nos ouça antes de dizer não.” Iemanjá insistiu.
Shiva parecia disposto a fazer pelo menos isso…
Iemanjá apertou a mão firmemente e a segurou contra o seu peito acelerado.
“Eu já fui o Leviatã. Um dos três grandes animais Judeu-Cristãos que governam o mar, a terra e o ar. Na noite passada recebi uma visão dos meus outros dois companheiros morrendo de maneiras brutais. Eu desejo salvá-los e poupá-los desse destino cruel.”
Agora, Shiva olhava a jovem de uma maneira muito mais calculista.
Tão alheio quanto ele era a certas coisas na Terra, ele sabia do evento apocalíptico muito importante que era os três grandes animais se engajando em uma luta até a morte, e depois seus corpos seriam usados para alimentar as almas humanas justas restantes na guerra final.
No entanto, ele não fazia ideia de que os três pareciam já ser conhecidos… e até mesmo amigos, de fato.
Ele se perguntava como algo assim poderia ter ocorrido quando todos eles sabiam que estavam destinados a se matar.
‘A criação é sempre estranha…’
“Por favor… Minha irmã e eu não queremos causar nenhum problema. Só queremos salvar meus amigos, e depois voltar para casa sem nenhum transtorno. Eu imploro a você.” Iemanjá baixou a cabeça, e logo Yemaja fez o mesmo.
Até Abaddon baixou um pouco o olhar enquanto segurava as duas meninas pelos ombros.
“Eu sei que é um grande pedido, mas eu ficarei em dívida com você se fizer isso. Por favor, ajude as três a chegarem na Terra.”
Shiva fez uma contagem rápida com os dedos.
“Meu amigo… parece que você pode estar um pouco confuso.”
“Desculpem o atraso, cavalheiros.”
Yemaja olhou para o arco da entrada junto com o resto do grupo, e sua expressão imediatamente azedou.
Encostado na parede estava um jovem que era, sem dúvidas, um dos mais atraentes de Tehom.
Com pele morena escura, um físico talhado e poderoso e cabelo roxo curto, ele poderia ser visto nos pôsteres da maioria dos adolescentes cidadãos.
Ele sorriu de maneira tão cavalheiresca que quase não se notava as presas alongadas em sua boca.
“Tudo já está resolvido? Estou animado para cair na estrada logo.”
Yemaja virou o pescoço 180 graus e encarou seu pai com um sorriso que definitivamente não era um sorriso.
“De jeito nenhum no inferno.”