Primeiro Dragão Demônico - Capítulo 629
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629: Afinal, Sem Paz? 629: Afinal, Sem Paz? Indrani estava ficando ansiosa.
A cada segundo que levava para a árvore conceder seu desejo era outro doloroso bater de seu coração no peito.
Quanto tempo demora para entregar um dragão eldritch negro, sedutor, fervendo de desejo, despido e pronto para servir bem na sua porta?!
Podia ter encomendado uma pizza da Terra que teria chegado mais rápido!
— Minha esposa…?
— Maldições…!
O sangue de Indrani gelou enquanto ela se virava lentamente para encarar um homem que conhecia muito bem.
Seu marido havia chegado com mais de um milhar de guardas armados. Eles empunhavam cimitarras douradas e arcos que já estavam armados e prontos para atacar qualquer possível invasor.
Indra parecia confuso ao ver sua esposa parada ao lado da árvore com suas vestes suspeitas.
As implicações eram certamente perturbadoras.
— Você… O que você fez, Xáqui?
Com seu verdadeiro nome chamado pela primeira vez em centenas de anos, a deusa sabia muito bem que estava com grandes problemas.
— Eu…
De repente, um alto barulho de rasgo interrompeu o silêncio tranquilo do jardim.
Todos olharam em uníssono para a fonte da perturbação e olharam para o céu, horrorizados.
Lá, cortes simétricos profundos estavam sendo lavrados na árvore bem diante dos seus olhos.
Para Indra e Indrani, pareciam quase como garras de dragão, mas… esse tamanho era imensamente grande.
Não havia registros de dragões tão malditamente grandes assim…
— Xáqui! O que você fez?! — Indra rugiu novamente.
Por causa da pressão crescente sobre seus ombros, Indrani não conseguia mais ficar calada e simplesmente soltou a primeira coisa que veio à sua mente.
— Eu… eu usei essa árvore que concede desejos para pedir a morte do dragão malvado…!
— Você o quê…?
Indrani não era tola.
Ela sabia que o grande novo sinal na árvore sagrada significava que seu pequeno desejo por um brinquedo sexual do tamanho de Abaddon não havia sido atendido.
Embora ela não soubesse como isso era possível…
O problema imediato com o seu desejo não realizado era que ela certamente tinha colocado um alvo nas costas.
Se as coisas tivessem falhado, Abaddon logo descobriria o que ela havia tentado fazer.
E era improvável que ele ficasse feliz com sua tentativa de subjugá-lo.
A melhor coisa que ela poderia fazer agora era cobrir a verdade o melhor que pudesse, para que pudessem esperançosamente reforçar algumas defesas antes que Abaddon inevitavelmente viesse arrasá-los até o chão.
— Eu não conseguia suportar a forma como ele te ameaçou em sua última visita… Eu sei que eu mesma não tenho poder, então para preservar sua dignidade e minha vida… usei o poder da árvore. Embora meus esforços pareçam ter nos trazido a ruína…
Indrani enxugou uma pequena lágrima do rosto.
Sua atuação compreensivelmente suavizou o rei Hindu dos deuses.
— Indrani, minha flor… Você sabe que não devemos usar o poder da árvore para atos malignos.
— Sim… — Indrani baixou a cabeça. — Estou disposta a me submeter a qualquer castigo que você considere apropriado…
Por enquanto, pelo menos, Indra não podia dedicar muitos pensamentos à razão pela qual sua esposa tinha feito isso.
Agora, ele tinha que se concentrar na preservação.
Era sua esperança que, como Abaddon estava se reunindo com Shiva, ele seria convencido a uma resolução pacífica por uma força igual.
Tinha que ser assim que as coisas aconteceriam.
Tinha que ser.
Porque Indra não tinha ideia do que aconteceria com todo o Svarga se não fosse.
— 2 Minutos Antes do Cometa dos Desejos Cair…
Antes de tudo acontecer, Tehom estava vivenciando mais um dia agradável e ensolarado.
As ruas estavam zumbindo de pessoas que falavam sobre a aura desconhecida que todos tinham sentido vindo da atmosfera naquela manhã.
Era o único assunto que todos queriam discutir, exceto por uma pessoa.
Em uma pequena cafeteria nos arredores da cidade, o prédio estava quase completamente vazio.
As únicas pessoas dentro eram o casal idoso que possuía a loja e a dupla mais improvável que se poderia imaginar.
Uma era uma mulher madura que parecia estar no final dos trinta.
Ela tinha cabelos verdes escuros que caíam longos passando da cintura num estilo meio desarrumado e inesperadamente fofo que era único dela.
Ela era uma mulher de corpo cheio, com uma silhueta volumosa, mas visivelmente curvilínea que você poderia ver num doujin picante tarde da noite.
Embora fosse apenas um simples espírito da natureza, havia algo nela simples e discreto que diferia de suas irmãs externamente sedutoras.
Atrás de seus óculos, seus olhos roxos brilhavam com visível excitação enquanto ela os movia rapidamente pelas páginas à sua frente.
De vez em quando seu rosto ficaria vermelho brilhante e ela se mexeria na cadeira, e em outros momentos uma lágrima solitária escorreria pelo seu rosto.
Ela não havia dito uma palavra em mais de 45 minutos, e ainda não parecia que iria abrir a boca tão cedo.
— Oh, meu Deus…
Esqueça.
Sentada à sua frente estava uma jovem mulher que parecia estar na virada dos seus vinte anos.
Quanto mais velha ela se fazia parecer, mais se assemelhava à sua mãe Seras, embora sem a musculatura.
À sua frente estavam um café gelado e as embalagens do exército de muffins que ela havia devastado enquanto esperava que Daphne terminasse de ler.
“Gostaria de mais um, princesa?” A velha senhora do balcão se aproximou e sorriu calorosamente para Gabbrielle como sempre fazia.
Gabbrielle olhou para o próprio estômago e viu que ele continuava tão plano quanto sempre.
“Acredito que devo parar por aqui. Para que meus pais não comecem a me chamar novamente de barriguinha de boto.”
“Fufufu, tudo bem então.”
“Me desculpe por pedir para atrasar a abertura da loja para mim novamente, dona Edna.”
“Não pense nisso, querida. Fico apenas feliz que você não veio aqui e ficou sozinha no canto por horas a fio novamente. Você finalmente trouxe uma amiguinha com você.” ela piscou.
O sangue drenou das bochechas de Gabbrielle. “Não é esse tipo de interação. Estou simplesmente cumprindo um favor em nome do meu pai. Além disso, eu-”
“Sim, eu sei que você não tem interesse nesse tipo de coisa, princesa. Mas todo mundo precisa de algum tipo de amigo na vida. Até mesmo você.”
Gabbrielle se perguntou se talvez essa fosse a maneira indireta de seu pai tentar tirá-la da sua concha.
Dentre todas as suas irmãs, ela ainda era a mais introvertida.
Thea era uma borboleta social que encantava corações e roupas íntimas por onde passava.
Thrudd também era efervescente, uma vez que finalmente se familiarizava com novas pessoas.
Mira tinha muitos amigos entre os outros Eufrates.
Núbia era uma verdadeira socialite – e até mesmo mantinha dois relacionamentos diferentes em segredo.
E as gêmeas estavam praticamente grudadas uma à outra sempre que saíam de casa escondidas para ir a clubes à noite.
Isso deixou apenas ela e Courtney como as únicas solitárias do grupo.
E sua irmã mais nova era desculpável porque ainda tinha cinco anos.
Gabbrielle olhou novamente para Daphne com um olhar mais crítico.
Quase como se a estivesse avaliando numa espécie de entrevista de emprego.
Enquanto pensava na amizade potencial, os pelos da nuca começaram a se arrepiar de repente.
A dona da loja pareceu sentir que algo estava errado também, pois rapidamente olhou para a porta.
Mesmo estando distantes, ainda podiam ver um aglomerado de energia caindo do céu em direção ao castelo flutuante.
Já faziam séculos que ela não via esse tipo de coisa, mas era absolutamente inconfundível.
‘Aquela árvore maldita..!’
Gabbrielle levantou-se de seu assento e começou a correr em direção a porta da frente.
“Dona Edna, por favor, diga a Daphne que eu volto em só um momento!”
“O-Ok, princesa. Não tenha pressa!”
Uma vez que estava fora, suas asas brancas e cristalinas brotaram de suas costas e ela disparou em direção ao céu.
Dentro da loja, dona Edna finalmente olhou de volta para Daphne para ver a reação dela.
O nariz continuava enterrado no manuscrito sobre a mesa, e ela nem sequer pareceu notar algo fora do lugar desde que começou a ler.
‘A princesa certamente escolheu uma pessoa estranha, não é…?’
–
Gabbrielle chegou ao jardim da avó justo quando suas mães arrancaram a estrela dos desejos mágica do céu.
Assim que o pé tocou na grama, ela imediatamente desejou ter ficado dentro da cafeteria.
“Mães, Pai, vocês…” *Suspiro*
A primeira coisa que Gabbrielle notou, assim como o que todos no jardim pareciam estar olhando, era a ereção extremamente perceptível ameaçando rasgar as calças de Abaddon.
O próprio Abaddon nem fazia ideia que alguém estava olhando para ele, enquanto seus olhos em forma de coração estavam firmemente focados em suas esposas.
“…Deixe-me emprestar isso.” Gabbrielle arrancou um copo da mão de uma deusa salivando.
Ela atirou-o na direção da cabeça do pai e ele finalmente interrompeu o devaneio o suficiente para pegá-lo entre os dedos.
“Hm? Pêssego, o que você está fazendo aq-”
“Pai, por favor, se arrume…” Gabbrielle respondeu enquanto olhava para o chão.
Abaddon finalmente notou a miniatura da Torre Eiffel que carregava e uma breve vergonha se instalou.
As meninas finalmente voltaram ao normal quando o brilho que as envolvia se dissipou.
Todas elas pareciam estar funcionando como se estivessem quase em piloto automático antes, por isso, compreensivelmente, precisaram de um segundo para se reencontrarem.
“O que foi aquilo…?”
“Eu não sei por que ver isso me deixou tão… irritada.”
“Eu ainda me sinto chateada..!”
Lailah era a única entre elas que não parecia tão confusa.
As engrenagens em seu cérebro começaram a girar continuamente – puxando de uma série de fontes externas.
Embora ela nunca tivesse testemunhado esse fenômeno em particular, ser uma deusa do conhecimento a ajudou a identificar sua origem rapidamente.
E ela estava bem longe de ficar satisfeita com o que descobriu.
Ela se virou para Xáqui quase imediatamente – seus lábios cheios e perfeitos já começando a se separar enquanto enormes presas afiadas como agulhas surgiam de suas gengivas.
Uma língua bifurcada saiu por entre os lábios enquanto a grama sob seus pés murchava e morria.
“Diga-me, Xáqui. Não estamos aqui para facilitar a paz..? Então por que a árvore do mundo do seu panteão está sendo usada para mirar no meu marido?”