Primeiro Dragão Demônico - Capítulo 548
- Home
- Primeiro Dragão Demônico
- Capítulo 548 - 548 Saindo da Casa do Cachorro 548 Saindo da Casa do Cachorro
548: Saindo da Casa do Cachorro 548: Saindo da Casa do Cachorro Com Straga e Núbia sendo expulsos do quarto e completamente impedidos de voltar para o quarto onde estavam seu pai e suas mães, Straga caiu em outro poço de desespero.
Mas dessa vez, o jovem rapaz nem ao menos chegou ao seu quarto.
Ele simplesmente se encolheu em posição fetal no chão e chamou seus fones de ouvido antes de segurar seu telefone em frente ao rosto.
“Diri… toque Rod Wave.”
“Não!” Núbia gritou.
“‘Dark Conversations’ por favor.”
“O que eu acabei de dizer!?”
*Tocando Dark Conversations, de Rod Wave.*
Núbia correu até seu irmão e arrancou seus fones de ouvido.
“Isso foi por quê!?”
“Você não pode afundar novamente neste estado depressivo! Nem aconteceu nada!”
“Acabou.” Straga disse enquanto rolava para o lado. “Agora que o papai está ainda mais bonitão e tal, as Mamães vão mantê-lo naquele quarto por umas semanas… e neste tempo, a Monica pode acabar fugindo e se apaixonando por outra pessoa.”
Núbia revirou os olhos enquanto andava ao redor do irmão e se sentava ao lado da sua cabeça.
“Você soa ilógico… Por que ela iria-”
Nesse momento, a porta finalmente se abriu e sua mãe e pai saíram.
Ayaana foi embora chateada enquanto o dragão permaneceu para trás, coçando a bochecha.
“P-Pai!? Você saiu!”
“Uh-huh.” Abaddon disse enquanto forçava um sorriso em seu rosto. “Há algum motivo para você estar deitado no chão assim?”
Straga imediatamente se sentou com brilhos claros em seus olhos e encarou seu pai como se ele fosse um deus.
O que, por coincidência, ele era.
“E-Eu preciso da sua ajuda e conselho! Por favor, diga que você tem um tempo!”
“Ah… acontece que eu preciso fazer um pequeno recado e estava precisando de companhia. Vocês dois devem se juntar a mim.”
Abaddon ergueu Núbia em seus ombros e ajudou Straga a se levantar do chão.
“Pai.”
“Sim, pivete?”
“Você está em apuros, não está?” Núbia supôs.
“Um pouquinho…”
–
A Açougue do Jin é uma joia escondida em Tehom.
Entre todas as luzes brilhantes e grandes edifícios que atraem muita atenção e interesse, esta é mais simples, de tijolos e argamassa; exatamente como os donos gostam.
O interior do local revela ser uma loja simples com uma seleção notavelmente boa de vinhos inclusive.
O dono, Jin Hogan, é um homem de pele azul que sempre exibe com orgulho a cabeça de seu dragão como um símbolo de seu orgulho.
Enquanto ele limpava o balcão, o velho dragão subitamente parou quando percebeu presenças se aproximando.
Quando a campainha tocou na porta, três indivíduos entraram.
“Benditos sejam… Temos alguma realeza de verdade aqui hoje!… E um incompetente imbecil.”
Abaddon sorriu torto enquanto uma veia pulsava em sua cabeça. “Velho fedorento… é assim que se fala com seu governante quando ele te agracea magnanimamente com sua presença?”
“Psh! Magnanimamente o meu rabo! Diga-me, o que você fez dessa vez?”
“…Eu não faço ideia do que você está falando-”
“Você aparece aqui toda vez que aborrece aquelas minhas gentis e amáveis Imperatrizes. Então, o que foi dessa vez?”
“Talvez eu só venha pra ver sua cara feia e respirar um pouco de ar.”
“Ha! Não é todo mundo que pode ficar cada vez mais bonito com o passar dos dias.” O velho dragão saiu detrás do balcão com guloseimas já em suas mãos.
Depois de se curvar para as duas crianças, ele lhes entregou dois doces que eles aceitaram agradecidos.
E Abaddon percebeu que ele estava lidando surpreendentemente bem com a vista de sua nova aparência…
“…Nenhuma outra pergunta para mim?”
“Não mesmo.” Jin deu de ombros. “Eu estou acostumado a você ser o motivo pelo qual questiono minha orientação sexual todas as noites. Quase nem me afeta mais.”
Abaddon riu, mas ele sabia que o velho dragão não estava brincando.
Finalmente, Jin cruzou os braços sobre o peito como se estivesse esperando por algo.
Abaddon tossiu secamente enquanto desviava o olhar do velho.
“…Quinze bifes de grifo e três garrafas de Cabernet Sauvignon.”
“…Rapaz, você se meteu em uma bela encrenca dessa vez, não é?” Jin murmurou enquanto revirava os olhos.
Abaddon não deu resposta, mas Núbia concordou enquanto estava empoleirada em seu ombro.
“Certo, certo, entendi. Me dê um minuto.” O dragão azul entrou na parte de trás e começou a preparar as carnes.
Havia uma pequena área com mesas perto da janela dentro da loja, e ela tinha exatamente três cadeiras ao redor de uma mesa redonda.
Abaddon e Straga sentaram-se, enquanto Núbia permaneceu empoleirada no joelho de seu pai.
“Certo, agora qual é esse grande dilema que você está enfrentando que requer meu conselho?” Abaddon disse, tentando esconder sua animação.
Nenhum de seus filhos realmente o havia pedido conselho antes, então ele estava de fato bastante empolgado para desempenhar o papel do pai intelectual.
“É.. sobre a Monica. Preciso do seu conselho sobre como chamar a atenção dela, e como fazer ela me enxergar como um homem!” Straga disse com migalhas ainda no rosto.
A animação de Abaddon esvaziou-se como um balão estourado.
“Ei!? Qual o problema com essa cara?!”
Ele suspirou exausto enquanto limpava as migalhas na boca de suas crianças. “Honestamente… Filho, você é jovem demais para uma conversa como esta.”
“C-Como assim sou jovem demais?! Eu tenho tipo milhares de anos, certo??”
“Sim, mas o que eu quero dizer é que você ainda não está maduro o suficiente para este tipo de conversa. Você tem mais crescimento pela frente.”
Straga pareceu chateado com isso, então Abaddon decidiu humora-lo só dessa vez.
“…Certo então, me conte desde o início o que deu origem a isso.”
Sentindo-se um pouco menos desanimado, Straga enrolou seus dedos e ficou um pouco envergonhado enquanto revelava toda a história.
“Eu acho que vê-la entrando na casa dele realmente me fez entender. Eu não quero que ela esteja perto de outros homens e só foque em mim!”
Abaddon deu um peteleco na testa de seu filho.
“É exatamente disso que estou falando.” Ele revirou os olhos.
“Eh?! O que eu fiz de errado?!”
“Seu primeiro pensamento é sobre posse, como se Monica já fosse uma coisa que você possui. Esse é um jeito infantil de pensar.”
“V-Você e as mães são os dragões mais possessivos da criação!”
“Claro que somos, ratinho, e é uma das coisas que mais gosto em nós.”
“Viu! Então qual é a diferença?!”
“Posse sem amor, cuidado ou consideração é apenas abuso.
Você ainda não fez nada para conquistá-la completamente porque não entende o que significa construir uma conexão.
E isso é algo que eu não posso te ensinar porque uma parte crucial da vida é vivenciá-la por si mesmo, tendo em mente a pessoa com quem você se preocupa.
O que eles gostam? O que eles não gostam? Como eles gostam de se comunicar quando estão com raiva?
Nós compartilhamos os mesmos valores e princípios? Como posso fazer com que eles se sintam seguros e confortáveis para expressar suas vulnerabilidades?
Coisas assim são importantes.”
“…”Straga parecia ter acabado de assistir a um seminário de cálculo de nível universitário.
Ele não entendeu porcaria nenhuma!
“Mas eu posso dizer isso… já que Monica ainda está morando conosco, ela não parece totalmente contrária à ideia de criar laços com você algum dia. E por enquanto, isso terá que ser suficiente.”
Straga parecia querer pedir para seu pai elaborar, mas naquele momento, Jin voltou com uma sacola cheia de produtos para dar ao dragão.
“Aqui está, meu senhor. Tente não precisar me visitar tão cedo, sim?”
“Acredite, eu farei o meu melhor.”
“Eu não duvido disso.”
Jin finalmente se curvou quando Abaddon estava se afastando, e o dragão fez como de costume, fingindo que não notara.
Quando Abaddon e seus filhos saíram da loja, ele e Straga abriram suas asas, decidindo voar de volta para casa.
“”Uau…”” os filhos murmuraram em uníssono.
Por alguma razão, as asas de Abaddon pareciam muito diferentes de antes.
Para começar, elas não se pareciam com as asas de nenhuma criatura conhecida pelo homem.
Eram lâminas prismáticas afiadas de material negro e vítreo, que estavam quebradas, mas mantinham-se suspensas no ar na forma de imponentes asas de dois metros de comprimento.
Abaddon era muitas coisas, e o tempo e as circunstâncias só o tornaram ainda mais complexo.
Mas uma coisa que nunca mudaria era seu apreço geral pelas coisas sobrenaturais da vida.
‘Isso é tão legal…’
Com estrelas nos olhos, Abaddon decolou no céu como um foguete e, sem querer, deixou seu filho para trás na poeira.
Demorou um pouco, mas eventualmente Straga conseguiu alcançá-lo novamente quando ele finalmente desacelerou.
Straga: “Então, pai, vamos ter bifes de grifo hoje à noite?”
“Suas mães e eu vamos.”
Straga: “Eh?! Que favoritismo é esse?!”
“Viu? Isso é parte das coisas que você vai entender quando for mais velho.”
Núbia: “Então o que a gente vai comer??”
“Acho que tem algumas pizzas congeladas na geladeira…”
“…”
“…”
“”…ISSO NÃO É JUSTO!””
Núbia: “Você comprou quinze bifes, os extras são para quem??”
“Sua mãe come seis.” (Bekka)
“…Claro que ela come.” Straga suspirou.
No ar, Abaddon riu enquanto bagunçava o cabelo dos filhos.
“Seus avós disseram que queriam que vocês jantassem na ala deles esta noite, então eu lamento, mas alimentar vocês é responsabilidade deles.”
Imediatamente, os olhos das duas crianças se iluminaram.
Straga: “A Vovó Imani vai cozinhar?! Sim!”
Núbia: “Ela é vastamente superior a você.”
Abaddon mostrou um sorriso que não era um sorriso.
“Na verdade, eu estava me referindo à Kirina e ao Hajun.”
As crianças ficaram menos animadas, mas ainda não desanimadas. “T-Tudo bem! O Vovô Hajun faz o melhor frango frito!”
“Kirina vai cozinhar.”
“…”
“…”
“”POR FAVOR, DEIXA A GENTE COMER COM VOCÊS!!!””
–
Enxugando a testa de um suor imaginário, Abaddon deu um passo para trás e admirou a imagem de sua mesa posta.
Velas acesas, vinho servido, música suave tocando, tudo nos conformes.
Ele estava mais do que um pouco orgulhoso de si mesmo e esperava que seu pedido de desculpas fosse bem-recebido.
Por fim, ele respirou fundo enquanto estendia os braços.
Um portal se abriu acima dele e Ayaana caiu por ele, recém-saída do banho.
Abaddon foi pego completamente despreparado.
Assim como Ayaana, ou pelo menos suas facetas foram.
Erica: ‘E-Espera, eu não tive tempo de me preparar para isso!’
Lailah: ‘Fique forte! Não podemos ceder!’
Audrina: ‘VOCÊ! Fique forte, só olhe para ele! Estou pronta para esquecer e perdoar!’
Valerie: ‘E FODA-SE!’
Tatiana: ‘Isso aí!’
Seras: ‘Não, L-Lailah está certa! Se agirmos como se nada aconteceu de novo, então ele nunca vai aprender!’
Tatiana: ‘Vocês podem se preocupar com isso o quanto quiserem, mas eu estou prestes a transar com esse homem.’
Eris: ‘S-Sim, talvez possamos nos preocupar com tudo isso depois…’
Lisa: ‘Não tem chance de nos lembrarmos do que causou isso depois de duas semanas no nosso quarto.’
Lillian: ‘Um mês!’
Lisa: ‘Ainda menos provável.’
Erica: ‘Oh deuses, tem vinho… e-ele faz aquela coisa com a língua quando bebeu demais, e eu não consigo-‘
Todos: ‘NÃO NOS LEMBRE!!’
Bekka: ‘Como a mais forte, eu acho que-‘
Todos: ‘CALA A BOCA, BEKKA!’
Bekka: ‘Tá bom… cambada de vadias…’
Lailah: ‘Temos que ser firmes, meninas! Eu sei que foi difícil mais cedo, mas se fizemos uma vez podemos fazer de novo!’
Valerie: ‘VOCÊS que façam de novo, eu estou prestes a me jogar em cima dele como se estivesse tentando pagar a faculdade!’
Lailah / Seras: ‘Não vai não!!’
Valerie: ‘Eu falo sério, vadias! O que eu estou prestes a fazer com ele é tão vulgar que nem vou conseguir me olhar no espelho depois!’
Audrina/ Tati / Eris: ‘Ela não é a única!’
Lailah: ‘Cristo, controlem-se, por favor!’
Seras: ‘Vamos ouvir o que ele tem a dizer primeiro, sim? Podemos decidir depois!’
Tatiana: ‘Eu gostaria de deixar claro que minha mente e minha vagina já estão decididas!’
Valerie: ‘Também acho!’
Audrina: ‘Estamos de acordo?’
Erica: ‘Quarta-‘
Lailah / Seras: JÁ ENTENDEMOS!!’
Ayaana se recomps e adotou uma postura distante enquanto saía dos braços de Abaddon.
Eles estalaram os dedos e de repente as garotas estavam secas, com um belo vestido preto cobrindo a figura delas.
Passando ao lado de Abaddon, elas pararam no caminho quando viram o jantar completo de desculpas preparado.
“O quê… é tudo isso?”
Abaddon envolveu seus braços ao redor da cintura delas e encostou a cabeça no lado do pescoço delas.
“Eu queria me desculpar direito… Fui inconsiderado com todas vocês e as promessas que fizemos juntos, e causei a todas vocês muita dor por causa disso. Eu não deveria ter-”
“Bom o suficiente para nós!”
“Eh?!”
Ayaana abriu um portal branco e turbilhonante por conta própria e literalmente puxou Abaddon para dentro.
Ela também fez questão de levar duas garrafas de vinho antes de segui-lo.
Uma vez fechado o portal, o ambiente ficou silencioso por um momento antes das portas se abrirem e as crianças entrarem correndo.
Gabbrielle: “Viu? Eu não sei por que vocês estavam tão preocupados. Eu disse que comeríamos bifes hoje à noite.”