Primeiro Dragão Demônico - Capítulo 469
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469: Orixá! 469: Orixá! Após trinta segundos, um grande portal giratório apareceu no campo de treinamento e uma grande criatura saiu de dentro.
Quando Bagheera percebeu as dezenas de dragões, tanto em suas verdadeiras aparências quanto nas ocultas, curvando-se à sua frente, ele adotou um ar um tanto arrogante ao levantar a cabeça um pouco mais alto.
Este é o tratamento que ele merecia!
Respeito!
Admiração!
Diligência!
Todos deveriam se curvar aos seus pés e lhe oferecer presentes de carne e vinho-
“SAUDAMOS NOSSO CRIADOR E A PRIMEIRA IMPERATRIZ! QUE O REINADO DA FAMÍLIA TATHAMET SEJA LONGO E PRÓSPERO!”
Bagheera fez um barulho pouco amigável e Lailah discretamente apontou para a fera na qual ela e o marido estavam montados.
“…E SUA MONTARIA, SENHOR BAGHEERA!”
O gafanhoto balançou orgulhosamente o rabo de escorpião, fazendo Lailah rir enquanto descia de suas costas.
Abaddon desceu um pouco depois, e acenou cumprimentando os poucos dragões reunidos antes que algo mais exigi-se a atenção dele.
Um cometa de cabelos vermelhos fez um voo rasante direto para ele e se colou em seu peito.
Sorrindo, ela o abraçou carinhosamente e inalou seu perfume como uma viciada em abstinência.
“Só se passaram algumas poucas horas, amor. Está com saudades minhas tão cedo assim?”
Erica estremeceu só de ouvir a voz dele e Abaddon soube que ele tinha sua resposta.
‘Bem… não é como se eu não entendesse.’
Vamos apenas dizer que o sentimento de ter os seios de Erica pressionados contra o seu corpo fez maravilhas para colocar o seu próprio soldado particular em posição de sentido.
Se ela se movesse de frente para ele muito rápido, todos os presentes iriam conseguir ver o grande volume descendo pela sua coxa.
Erica finalmente parou de cheirar Abaddon como um cachorro selvagem e agarrou o rosto dele para puxá-lo para um beijo provocativo.
Como sinal de respeito, os membros da Legião Escarlate desviaram o olhar por instinto e começaram a assobiar para si mesmos de modo inconspícuo.
‘O general é realmente…’
‘Isso é diferente.’
‘Nunca sonhei que veria o dia em que ela agiria como uma donzela apaixonada… Deveria me apressar e casar.’
Quando os lábios de Abaddon finalmente se desvencilharam dos de Erica, ele pressionou suas testas uma contra a outra enquanto os dois continuavam a respirar pesadamente.
“Sim… Eu senti muito a sua falta.” ela disse com uma voz rouca.
“…Quão resistente é a mesa em seu escritório?” ele sussurrou.
“Definitivamente não é resistente o suficiente para você… Acho que você terá que me segurar em vez disso~”
Abaddon levantou Erica no colo em um estilo ‘princesa’ e se preparou para levá-los direto para o escritório dela quando uma cabeça mais fria decidiu chamar de volta a atenção deles.
“Vocês dois podem conter o desejo de vocês só um pouquinho? Caso contrário, não acredito que este aqui vá aguentar. Eu o curaria, mas o jeito do marido apagaria todas as cicatrizes.”
“”Hm?””
Olhando para trás, os dois encontraram Lailah agachada ao lado do corpo carbonizado de Ogun; cutucando-o com um pau.
Abaddon olhou para Erica com uma sobrancelha levantada.
“…Você não estava só tentando me fazer tirar a roupa? Você realmente queimou algo e queria ajuda?”
“… Tecnicamente, eu não fiz isso. O Soldado Nahmir fez… e eu estou sempre tentando te fazer tirar a roupa.”
“Oh?” Abaddon virou a cabeça para o pequeno dragão verde parado enfileirado a alguns metros de distância.
“Venha aqui na frente.”
Em um instante, o dragão verde apareceu diretamente à frente de Abaddon com a cabeça tocando a areia.
“Imperador.”
“Você está crescendo muito bem, não é? As noites em claro aprimorando o controle do seu fogo não parecem ter sido em vão. Muito bem.”
“Você me honra com suas palavras, imperador. Vou guardá-las no coração até o dia da minha morte.”
O dragão verde teve que conter tudo dentro de si para não pular de alegria em sua forma imensa.
O fato de seus esforços terem sido reconhecidos pelo homem que ele idolatrava era recompensa mais que suficiente pelo seu árduo trabalho.
Ele poderia morrer feliz neste exato momento!
Brevemente, Abaddon se separou de Erica e foi ajoelhar-se ao lado de Lailah e a massa de carne que ela estava cutucando.
Ele finalmente notou as duas deusas Iorubá paradas ao fundo cautelosamente, com os olhos praticamente colados em cada movimento seu.
Ele conhecia a identidade de ambas com apenas um olhar, sentindo-se honrado em conhecer uma e relativamente indiferente em relação à outra.
Ignorando os olhares delas, ele respirou fundo e exalou um vento dourado de seus lábios sobre o corpo de Ogun.
Imediatamente, as duas deidades Iorubá se tensionaram.
Elas olhavam para Abaddon como se ele fosse algum tipo de criatura anômala que não deveria existir.
Exalar um éter tão puro e acolhedor do próprio corpo era praticamente impensável.
Nenhum corpo deveria ser capaz de conter a verdadeira essência da vida em plenitude; fosse mortal ou divina.
O fato de Abaddon poder fazer isso já era um testemunho do poder que estava escondido sob a superfície.
O corpo carbonizado de Ogun começou a se curar a uma taxa surpreendentemente alarmante.
A pele voltou a um estado impecável e recuperou sua rica cor marrom enquanto seus cabelos negros cresciam novamente em sua cabeça.
Seus olhos brancos piscaram abertos momentaneamente antes de fecharem novamente por pura exaustão; já que o preço de ter seu corpo queimado, para depois ser regenerado inteiramente, teria sido demais para qualquer um.
“Qual é este?” Abaddon perguntou em um tom entediado.
“Ele disse que seu nome era Ogun.” Erica respondeu.
“Ah, entendo. Como ele acabou assim?”
“Ele veio aqui exigindo sentir a força de um dragão com o próprio corpo.”
Abaddon soltou um rosnado baixo enquanto passava as mãos pelos cabelos. “Então… ele fez isso consigo mesmo.”
“Basicamente.” Erica deu de ombros.
Revirando os olhos, Abaddon finalmente voltou sua atenção para as duas deusas que estavam olhando para ele o tempo todo.
“Orisha Yemoja e Orisha Oshun. Quando ele acordar, eu recomendaria a ambas vocês que enfatizem ao seu aliado aqui a importância de se manter no seu melhor comportamento em terra estrangeira.”
Ambas as mulheres pareciam relativamente surpresas que Abaddon as reconhecesse sem uma introdução.
“…Este é nosso primeiro encontro, não é?” A deusa da água questionou.
“De fato é.”
“Então… como você sabe de nós?”
Abaddon deu de ombros, indefeso, e não ofereceu palavras que aludissem como ele tinha aprendido suas identidades.
“Ah, então você é a deusa da água sobre quem ouvi tanto falar.” Lailah de repente se tornou uma pessoa muito mais calorosa e amigável ao pegar as mãos de Yemoja nas suas.
“V-Você ouviu falar de mim?”
“Eu espero que sim, nossos gêmeos são nomeados em sua homenagem.” Erica adicionou com um sorriso.
“É mesmo… Estou honrada.” A deusa abaixou a cabeça em uma reverência graciosa e educada enquanto tentava esconder suas bochechas que escureciam.
Lailah voltou sua atenção da deusa do rio para a que ela conhecia menos, ao seu lado.
“Desculpe, meu marido diz que seu nome é Oshun? É muito bom conhecê-la também.”
A deusa normalmente teria respondido imediatamente, mas ela estava mais concentrada na aura distinta que podia sentir emanando de Abaddon e suas esposas.
Que amor transcendente!
“Oshun? Você está bem?” Lailah perguntou com preocupação.
A deusa não tinha percebido, mas o que ela estava testemunhando era tão poderoso que inadvertidamente trouxe uma lágrima aos seus olhos acidentalmente.
“Por favor, perdoe-me, Imperatriz. Em todo o meu tempo como uma deusa do amor, acredito que nunca presenciei uma união tão pura e fascinante. Isso me deixou um pouco emocional.”
Quase imediatamente, Lailah e Erica sentiram suas orelhas mexerem como se um raio de trovão tivesse disparado através de seus cérebros.
“Você disse…”
“Você é uma deusa do…”
“”Amor?””
Não entendendo o motivo da importância, Oshun inclinou a cabeça em confusão. “Si-”
A Orisha nem conseguiu passar a confirmação completa por seus lábios antes de Erica e Lailah agarrarem cada uma de suas mãos e olharem para cima com olhos brilhantes.
“”Podemos te emprestar um momento?!””
“O qu-”
Num instante, Lailah e Erica desapareceram com uma Oshun perplexa a reboque.
O silêncio persistiu entre Abaddon e Yemoja por mais alguns momentos antes dela finalmente não aguentar mais.
“Eu… não entendo. Para onde a levaram?”
“Para a minha casa.”
“Com que propósito?”
“Elas querem que ela planeje nosso casamento.”
“Oh… O quê?”
Abaddon queria explicar melhor, mas ele estava com problemas mais urgentes no momento.
Agora que Erica e Lailah tinham ido embora, com quem ele deveria fazer sexo?!
Inadvertidamente, o dragão olhou para suas mãos e os dez anéis adornando cada um dos seus dedos.
Ele chamou uma ao acaso, e não demorou muito para receber uma resposta.
‘Lisa, meu amor, você está ocupada?’
‘De forma alguma. Audrina estava me ajudando a treinar e agora estamos prestes a pular no banho juntas.’
Nesse momento, palavras mais doces nunca tinham soado nos ouvidos de Abaddon.
‘Estarei aí agora… não entrem na água ainda.’
‘Oh? Certo então~’
Com um visível ânimo em seu passo, Abaddon despediu-se brevemente de Yemoja e foi para casa num instante.
Uma parte divertida do casamento sobre a qual ninguém fala são as rapidinhas apressadas e animalescas que os casais têm nos momentos entre seus compromissos.
…Esta é uma das coisas favoritas do Abaddon também.