Primeiro Dragão Demônico - Capítulo 189
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189: Declaração! 189: Declaração! Depois de Audrina declarar sua intenção de passar o trono para Abaddon, Isabelle sentiu como se sua cabeça fosse explodir.
Ser a irmã mais nova da rainha vampira era ridiculamente difícil.
Alguns meses atrás, Audrina tinha despejado todo o seu trabalho em cima da irmã sem ao menos se despedir e fugiu para sei lá onde Asherah conhece.
Não apenas Isabelle teve que cuidar dos assuntos de uma raça inteira sozinha, sua irmã retornaria vários meses depois alegando ter se casado!
Para piorar ainda mais as coisas, foi ela mesma quem se ofereceu ao invés do contrário!
Ou seja, Audrina se entregou e tudo o que possuía para esse homem desconhecido sem pensar duas vezes!
E agora ela estava falando sobre passar o trono para ele também?!
Ele nem sequer era um vampiro!
“Você… você está louca. Não há outra maneira de explicar.” Isabelle finalmente disse. “Eu sabia que passar tanto tempo de cabeça para baixo quando crianças acabaria ferrando com o seu cérebro eventualmente.”
“Meu cérebro está ótimo sua diabinha!” Audrina rosnou.
“Aparentemente não está se você nem consegue diferenciar entre um vampiro e um maldito dragão! Não, espera… ele é um demônio também?!”
Justo quando Audrina estava prestes a responder, Abaddon falou pela primeira vez.
“É um pouco rude da sua parte fazer perguntas sobre mim como se eu não estivesse aqui. Se quer saber algo sobre alguém, não deveria perguntar diretamente a essa pessoa?”
Isabelle estremeceu quando a voz dele atingiu seus ouvidos pela primeira vez e ela imediatamente desejou que esse homem nunca parasse de falar com ela.
Contudo, isso não significava que ela poderia ignorar o que ele disse.
“Hoh? Um pouquinho atrevido você, não é. Q-Quase consigo ver por que minha irmã gosta de você.”
Abaddon passou pelas garotas e veio a se impor na frente de sua cunhada.
“Você tem perguntas? Deve me perguntar. Quer reclamar? Fique à vontade, no entanto, não mudará nada.”
“O quê…?!”
“No fim do dia, minha esposa confiou em mim e me pediu para liderar o seu povo à prosperidade e eu assim o farei.”
A respiração de Isabelle tornou-se um pouco ofegante e ela estava tendo ainda mais dificuldade em não se jogar em cima de Abaddon com ele bem em frente a ela.
“Minha irmã não te avisou que isso com certeza causará desordem?!”
“Ela avisou, mas o que isso importa?”
Isabelle conseguiu perceber algumas coisas ao conversar com Abaddon.
A primeira era que foi uma boa decisão vestir calças hoje, caso contrário, o riacho evidente que descia por suas pernas seria visível.
Em segundo lugar, ela percebeu que apesar do comportamento maduro e corpo de Abaddon, ele era na verdade bastante jovem.
Não apenas ele não era um semideus como Audrina, ele era apenas uma mera primeira etapa evoluída.
Ela tinha certeza de que os senhores vampiros masculinos o fariam em pedaços se as vampiras femininas não o matassem fazendo sexo com ele primeiro.
“O-Olha, não sei se você está só sendo excessivamente confiante ou o que, mas mesmo que você tenha minha irmã ao seu lado, ela não pode te proteger de-”
“Proteger?”
Boom!
A aura de Abaddon explodiu, fazendo Isabelle dar vários passos para trás.
‘O que… o que ele é?’
O poder do homem à sua frente era unicamente sufocante.
Mesmo que faltasse alguma opressividade, o sentimento que transmitia era verdadeiramente assustador.
Tanto que Isabelle temporariamente esqueceu que estava inteiras três etapas acima dele.
“Se eu digo que vou fazer algo, eu o farei sem me esconder nas sombras de outros.”
Ele achou a insinuação do contrário incrivelmente insultante e não levou a coisa levianamente.
“Ok, entendi, então você pode se acalmar agora?”
Abaddon reprimiu sua aura e a mulher finalmente relaxou.
Audrina de repente veio ao seu lado e pegou seu braço enquanto olhava para baixo para a irmã.
“Isso vai acontecer, Isabelle. Qualquer consequência que surja será tratada de maneira apropriada.”
Vendo a seriedade de sua irmã mais velha, Isabelle sabia que havia muito pouco que poderia fazer para dissuadi-la de fazer essa escolha.
“Que seja…” Ela finalmente disse. “Contanto que eu não tenha que lidar com aquele monte de papelada sozinha mais.”
Ela passou pelo grupo para sair da sala do trono e ir descansar depois do que havia se tornado facilmente o dia mais estressante de sua memória recente. “Vou começar os preparativos… esteja pronto para lidar com eles quando chegarem.”
Depois de sair sem dizer mais nada, a mente de Isabelle estava sobrecarregada com vários pensamentos.
Por alguma razão, mesmo apontando o absurdo de Abaddon querer ser rei, ela não conseguia se ver recusando a ele.
Sua aparência, sua convicção, seu comportamento, tudo isso serviu para seduzi-la completamente, fazendo com que qualquer outro homem parecesse inadequado em comparação.
Mas havia algo mais.
Assim que seus olhos caíram sobre ele, ela se viu disposta a atender cada um dos seus pedidos, não importando quão irracionais eles pudessem ser.
Isabelle valorizava sua mente e intelecto acima de tudo e como resultado, ela podia perceber quando estava sendo manipulada.
‘O que foi isso? Será que ele poderia ter colocado minha irmã e eu sob algum tipo de feitiço?’
A teoria de Isabelle se tornou mais e mais plausível quanto mais ela pensava sobre isso.
Para piorar a situação, tudo dentro do seu corpo estava dizendo para não fazer nada e simplesmente obedecer.
‘Sua presença é tão serena, ele é completamente confiável.’
‘Faça o que ele pedir, e você pode ser recompensada.’
‘Você não precisa se preocupar com nada.’
Segurando a cabeça, a irmã da rainha tropeçou em um corredor vazio e começou a bater o crânio contra uma parede próxima.
‘Foque Isabelle, foque!’
Ela precisava fazer algo enquanto ainda tinha a presença de espírito para isso.
Tanto o reino quanto sua irmã precisavam ser salvos das garras do dragão ambicioso que havia invadido suas mentes.
–
Depois de deixar Mira correr e brincar no salão do trono à vontade, Audrina mostrou os quartos às meninas e começou a arrastar Abaddon e suas outras esposas em direção ao quarto.
Depois de ser ignorada mais cedo, poder-se-ia dizer que ela estava se sentindo mais do que um pouco promíscua e garantiria que todas as suas necessidades fossem satisfeitas à vontade de seu coração.
‘Você precisa nos puxar assim, meu amor?’ Abaddon perguntou, embora o sorriso em seu rosto indicasse que ele não desgostava de sua ansiedade.
‘Eu-Eu não me importo mas não há coisas mais produtivas que deveríamos estar fazendo com nosso tempo aqui…?’ Eris estava se tornando cada vez mais aberta com seus desejos, mas ainda era mais tímida que as outras.
Seras não estava reclamando de forma alguma e, se o balançar de seu rabo era alguma indicação, ela estava tão reprimida quanto Audrina.
‘Eu não aguento! É toda a sua culpa por me deixar…’ As palavras de Audrina de repente pararam quando ela sentiu movimento dentro de seu quarto.
As engrenagens em sua mente lentamente começaram a girar e ela logo teve uma realização assustadora.
‘B-Bom, pensando bem, Eris está certa, podemos fazer isso outra hora!’
Ela rapidamente tentou fugir, no entanto, ela não foi a única a sentir algo vindo de dentro de seu quarto.
E com a habilidade de Abaddon de ver auras até mesmo através de paredes, ele sabia exatamente o que estava do outro lado daquelas portas.
Livrando-se de Audrina, ele abriu a porta de seu quarto luxuoso apenas para encontrar cerca de vinte homens vestidos com pouca roupa.
Cada um deles era extremamente bonito e estavam se curvando com as cabeças voltadas para o chão.
‘Bem-vinda em casa, senhora!’ Eles disseram em uníssono.
‘…’
‘…’
‘…’
‘…Pfft.’
Enquanto Seras lutava para conter a vontade de rir alto, Audrina fervia internamente.
Antes de ter ido embora de casa meses atrás, ela tinha tanta pressa que esqueceu de se desfazer propriamente de todos os ‘brinquedos’ que tinha em sua coleção.
Na época, tudo em que pensava era Abaddon e nada mais importava!
Todas as mulheres logo voltaram seus olhares para Abaddon e retrocederam quando perceberam que ele estava tremendo.
Abaddon se considerava um homem muito racional.
A maioria de suas esposas era mais velha do que ele por centenas, se não milhares de anos.
Realisticamente, não havia como ele ser o primeiro homem para todas elas.
Ele sabia disso, claro.
E com o tempo, ele foi capaz de aceitar.
Mas hoje, sua racionalidade estava completamente quebrada.
Diante de todos esses homens que tinham visto o corpo de uma de suas preciosas esposas, sua reação foi admitidamente muito fraca.
Com cada respiração trêmula, faíscas de chamas roxas escuras podiam ser vistas caindo de sua boca.
Neste ponto, os homens perceberam que algo estava errado e entenderam que sua senhora não estava sozinha.
Assim que levantaram suas cabeças, a última coisa que viram foi um monstro enfurecido na forma de um homem.
Neste momento, Abaddon não se importava com feitiços e tampouco tinha interesse em armas.
Se ele não sentisse a vida desses homens ser extinta com suas próprias mãos, ele nunca mais conseguiria descansar pacificamente.
Não importava quão alto se tornassem seus gritos ou quão desesperadamente tentassem fugir, isso não fazia nada para apaziguar ou dissuadi-lo.
Quando o sangue finalmente parou de voar e tinha manchado suficientemente as paredes, as esposas esperavam silenciosamente que Abaddon dissesse algo para revelar seu atual estado mental.
Com as costas voltadas para elas, ele estava olhando silenciosamente para o corpo inerte de um homem que tinha sido empalado por seu rabo.
‘Audrina.’
‘S-Sim?’
Quando Abaddon virou-se, elas puderam ver o quão irritado realmente ele estava.
Mesmo que seu corpo estivesse manchado de sangue, elas podiam ver que traços de suas linhagens haviam surgido inconscientemente.
Seus chifres haviam alongado, escamas negras formaram-se em seus braços e maxilar, e curiosamente, um terceiro olho havia se aberto no meio de sua testa.
‘Você queria brincar, certo? Tudo bem.’ Enquanto Abaddon começava a caminhar em direção à vampira trêmula, ela estava dividida entre um conflitante sentido de medo e excitação.
‘Eu não vou deixar você se quebrar, então aceite tudo o que tenho para você, okay?’
–
Enquanto Audrina estava vivenciando a morte pelo coito, Thea e Mira estavam aconchegadas juntas na cama.
Mesmo que Thea tivesse envelhecido, as meninas ainda gostavam de dividir um quarto e conversar até tarde da noite quando deveriam estar dormindo.
Com as duas na cama, Thea aparentemente rolou durante o sono e agarrou sua irmã mais nova com força, uma cena que aqueceria o coração até do homem mais insensível.
Em seu quarto escuro iluminado apenas pela luz da lua, parecia que as irmãs iriam dormir confortavelmente mais uma vez.
Infelizmente, as cinco figuras escuras que caíram do teto contavam exatamente com isso.