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O Demônio Amaldiçoado - Capítulo 786

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786: Verdades Melhor Não Ditas 786: Verdades Melhor Não Ditas A velha caverna de Lori estava estranhamente silenciosa, exceto pelos respirações lentas e irregulares que escapavam dos lábios de Lysandra enquanto ela estava recostada na parede pedregosa, seu corpo encharcado de suor e tremendo de exaustão.

A densa névoa lá fora tinha sido sua única graça salvadora, escondendo-a dos homens de Drakar, que a caçaram incessantemente.

Ela mal conseguira fugir deles, empurrando suas reservas de mana ao limite várias vezes enquanto evitava lutas desnecessárias. Se ela tivesse chamado muita atenção confrontando-os, eles teriam chamado reforços, e ela não teria chegado tão longe.

Ela teve que se certificar de perdê-los antes de ir para esse lugar, tornando isso bastante difícil para ela.

Ela soltou um suspiro trêmulo, a cabeça apoiada na rocha úmida atrás dela. Ela tinha consumido poções de mana demais, cada uma dando apenas energia suficiente para continuar se movendo, mas agora… agora seu corpo estava no limite.

Os membros estavam pesados, a visão embaçada, e por um breve momento, ela sentiu como se pudesse desaparecer na escuridão.

Mas então—
Uma presença familiar. Uma que ela não sentia há muito tempo.

Uma lufada de vento suave soprou na entrada da caverna, seguida pelo barulho gentil das botas aterrissando com graça. Mesmo antes de ela levantar a cabeça, ela já sabia quem era.

“Lysandra…”

Aquela voz profunda e familiar cortou sua névoa, ancorando-a de volta à realidade. Seus olhos piscaram abertos, avistando uma figura alta na entrada, seu cabelo branco-lunar longo caindo sobre seus ombros largos, sua pele cor de pomba-cinzenta levemente iluminada pelo brilho fraco da caverna.

Seus olhos amarelos escuros, que sempre tinham um ar de mistério e resolução, agora suavizados com alívio e preocupação ao pousarem sobre sua forma enfraquecida.

“Asher…” Sua voz estava pouco acima de um sussurro, mas sua expressão amoleceu com alívio e calor.

Asher não perdeu tempo. Ele correu em direção a ela, suas botas levantando a terra úmida sob ele, e se agachou diante dela, suas mãos instintivamente segurando seus ombros enquanto seus olhos a examinavam de cabeça aos pés.

“Você está bem? Você não parece bem,” ele disse, sua voz tingida de preocupação.

Lysandra acenou fracamente, exalando um suspiro profundo, “Eu vou ficar bem. Estou apenas… cansada. Não tive tempo para descansar.” Seus dedos apertaram firme seu vestido, como se para suprimir a vergonha que sentia por parecer tão fraca diante dele e por falhar naquilo que ela havia se proposto a fazer.

“Desculpe se eu te preocupei.”

Asher balançou a cabeça imediatamente, seu aperto em seus ombros se intensificando, “Não, está tudo bem. Eu cheguei aqui mais cedo, mas você não estava. Também não consegui te contatar. Drakar pegou sua Pedra Sussurrante, não foi?”

A expressão de Lysandra vacilou por um breve momento antes dela assentir lentamente. “Sim… ele pegou.”

Sua voz estava baixa, preenchida com frustração não dita. Após Drakar tomar sua Pedra Sussurrante, ela ficou completamente cortada de Asher, forçada a navegar sua fuga sozinha enquanto as forças Draconianas invadiam as terras.

Mas o que mais a perturbava não era perder a Pedra Sussurrante.

Era o fracasso que pesava em seu peito.

Ela engoliu em seco antes de falar, “Eu falhei…” Sua voz tremia levemente. “Eu falhei novamente em destruí-lo, e eu te decepcionei.”

As sobrancelhas de Asher se franziram ao ver o arrependimento brilhando em seus olhos, “Lysandra… você não—”
“Não,” ela interrompeu, balançando a cabeça, “Eu pensei que pelo menos poderia atrasá-lo, mas no final, eu nem mesmo consegui isso. E enquanto eu estava fugindo… seu reino… Eu não pude oferecer minha ajuda para protegê-lo. Eu falhei em manter minha promessa.”

Ela baixou a cabeça, a culpa roendo suas entranhas, “Eu pensei que você não voltaria por um tempo. Você deveria ir e defender seu reino. Drakar e seus exércitos chegarão lá em breve.”

Um silêncio pesado se seguiu.

Mas o que Lysandra não esperava era o profundo suspiro que Asher soltou enquanto abaixava o olhar.

E então— suas próximas palavras enviaram um arrepio por sua espinha, “Não… Sou eu quem falhou com meu reino e meu povo.”

As sobrancelhas de Lysandra se juntaram. Algo estava errado.

“Por que você está dizendo isso?” ela perguntou cautelosamente, sua voz pouco acima de um sussurro, “O que aconteceu?”

Asher soltou um longo e pesado suspiro, seus dedos se cerrando em punhos apertados. Ele não falou imediatamente, como se temesse as palavras que estava prestes a dizer.

E então— ele contou tudo a ela.

A destruição do seu reino e como ele chegou muito tarde.

As inúmeras mortes.

Os sacrifícios feitos por seu povo para salvar o que restava do seu reino.

Lysandra ficou lá, seu corpo inteiro congelado, incapaz de processar a devastação que havia se desenrolado enquanto ela fugia por sua vida. Seu coração apertou dolorosamente enquanto ela imaginava as ruas do reino outrora orgulhoso queimando, seu povo gritando por salvação que nunca chegou.

“Não…” Seus olhos escuros e ardentes brilharam de tristeza enquanto ela estendia a mão, seus dedos roçando a dele. Ela não sabia o que dizer, como confortá-lo.

Ela se sentia impotente.

“Se eu tivesse reunido a coragem para matá-lo décadas atrás… talvez… talvez as coisas não teriam acontecido dessa maneira,” ela disse, sua voz tingida de auto-aversão, “Eu estava tão assustada de perder meu filho que eu não pude agir. Mas no final… foi tudo em vão. Eu acabei perdendo mais ainda.”

Sua voz quebrou, e Asher sentiu uma pontada aguda em seu peito ao mencionar Agonon.

Sua mão se soltou na dela.

O peso do seu segredo pressionava fortemente sobre ele.

A face de Rowena surgiu em sua mente—o modo como seu amor se transformou em desilusão, a dor em seus olhos quando ela aprendeu a verdade.

E agora… Lysandra ainda estava no escuro.

Se ele continuasse a esconder isso dela, se ela descobrisse por conta própria—
Não.

Ele não repetiria o mesmo erro.

Ele não deixaria ela sentir a mesma traição que Rowena havia sentido, mesmo que fosse tarde demais.

Seu corpo se tensionou enquanto ele dava um passo para trás, sua expressão grave.

E então— com o coração pesado, ele pronunciou as palavras que destruiriam o mundo dela.

“Lysandra…” ele começou, sua voz baixa. “Eu deveria ter te contado isso há muito tempo, mas… não consigo mais esconder isso de você.”

Seus olhos piscaram com confusão e um toque de inquietação.

Mas então sua expressão se tornou pesada enquanto seus dedos começavam a se enrolar lentamente.

Asher respirou fundo, seu maxilar se tensionando.

E então—
“Eu menti. Agonon está morto. E eu… eu fui quem o matou.”

No momento em que as palavras de Asher saíram de seus lábios, o mundo pareceu congelar ao redor deles.

O ar dentro da caverna tornou-se mortalmente parado, espesso com luto não falado.

Os olhos de Lysandra tremeram, um tremor quase imperceptível, mas Asher o percebeu—aquele breve momento de dor crua antes de sua forma inteira ficar anormalmente imóvel.

Era como se ela tivesse parado de respirar completamente.

O peito de Asher ficou mais pesado ao ver a expressão dela—uma máscara oca e congelada. Ele podia sentir o peso de suas próprias palavras esmagando-o, mas ele tinha que dizer. Ele tinha que contar tudo, não importa quanto doesse.

“Isso foi durante a Busca dos Dignos…” ele continuou, sua voz tensa. “Todos nós estávamos no lugar onde a recompensa final estava. Ele tentou me matar, então eu…” Ele engoliu o nódulo em sua garganta. “Eu tive que matá-lo para me proteger e ao meu povo. Naquele momento, eu estava com raiva, então eu… eu o transformei em uma criatura não morta para me servir, mesmo que sua alma não estivesse mais lá.”

Lysandra permaneceu silenciosa, imóvel.

Asher apertou os punhos, forçando-se a continuar, “E então eu o usei para fazer você me ajudar a lutar contra Drakar. Eu apenas… nunca esperava me apaixonar por você, o que tornou mais difícil para mim contar a verdade.” Ele exalou bruscamente, sua culpa sufocando-o, “Mas eu não quero mais esconder isso de você. Não quero mais errar com você.”

O silêncio entre eles era ensurdecedor.

Então—Lysandra se moveu.

Devagar. Deliberadamente.

Ela se levantou—não tremendo, não lutando—mas com uma precisão calma e perturbadora.

Asher piscou, avançando instintivamente. “Lysandra… você está—”
Mas as palavras morreram em sua garganta no momento em que ele viu seu rosto.

Não havia nada em sua expressão.

Nenhuma raiva. Nenhuma tristeza.

Apenas… vazio.

Então, sem uma palavra, ela se virou para longe dele e caminhou em direção à entrada da caverna, suas asas prateadas-escuras se desdobrando.

“Lysandra, espere! O que você está fazendo? Não é seguro lá fora para você!”

Ele deu um passo à frente, estendendo a mão, mas parou poucos metros atrás dela.

Lysandra ficou imóvel, de costas para ele.

E então, em uma voz baixa e frágil, ela finalmente falou, “Por que você se deu ao trabalho de me contar agora, depois de esconder por tanto tempo?”

O coração de Asher torceu dolorosamente.

Ela continuou, sua voz mal acima de um sussurro, “Você deveria ter escondido de mim até o fim.”

Asher piscou. Confusão se instalou em seus traços, “Você… você sabia?”

Lysandra exalou trêmula, mas seu tom permaneceu frio e distante, “Como eu não poderia reconhecer a ausência da alma do meu próprio filho?”

Asher cambaleou para trás como se ela o tivesse atingido.

“Toda vez que você o trazia,” ela continuou, sua voz quebradiça, “Eu não via nada que se parecesse com meu filho ali.”

A respiração de Asher ficou presa, a percepção o atingindo como uma adaga no estômago.

Foi por isso que ela nunca perguntou sobre Agonon depois das primeiras vezes.

Por que ela nunca implorou para vê-lo novamente.

Não era porque a doía vê-lo naquele estado.

Era porque ela já sabia.

“Então por que…” A voz de Asher estava rouca, “Por que você não disse nada? Por que você não fez nada?” Asher esperava que alguém como ela tentasse matá-lo por isso ou pelo menos expressasse raiva.

Os ombros de Lysandra tensionaram levemente, mas ela não se virou.

Ela hesitou, seus dedos se enroscando firmemente antes de sussurrar, “Porque eu não queria aceitar a verdade.”

Sua voz estava pesada, espessa com algo que ele não conseguia identificar.

Ela deu um suspiro trêmulo, então continuou, “E eu precisava de você para matar Drakar.”

Uma pontada aguda de dor atravessou o peito de Asher, mas foi abafada por algo mais profundo—algo muito mais doloroso.

Porque ele sabia o que ela estava prestes a dizer a seguir.

“Mas em algum momento…” A voz de Lysandra começou a rachar, seu tom frágil—tão diferente de si mesma, “Você me fez sentir por você mesmo quando tentei não deixar que isso acontecesse.”

Os dedos de Asher cravaram em seu peito, sua própria respiração ficando superficial.

Lysandra finalmente virou a cabeça levemente, apenas o suficiente para que ele visse o perfil de seu rosto.

Ele viu então—lágrimas ameaçando cair, a angústia mal contida.

“E isso me fez querer acreditar em suas mentiras.”

Seus olhos escureceram, como se ela estivesse vendo memórias que desejava esquecer, “Eu desejei desesperadamente nunca ter que ouvir uma verdade tão dolorosa de você.”

Sua voz estava quase inaudível, mas cada palavra cortava-o como uma lâmina, “Você deveria ter continuado me enganando até o fim pois eu teria continuado acreditando.”

Os joelhos de Asher quase cederam.

“Mas não.”

Sua voz cresceu amarga, ainda tão dolorosamente quieta, “Você só queria se absolver da culpa, e eu me tornei uma mãe desprezível que errou com meu filho morto.”

“Lysandra… eu…” As mãos de Asher tremiam, sua garganta se apertando dolorosamente, “Isso não é totalmente verdade. Eu não queria mais te machucar.”

Lysandra exalou bruscamente, seu corpo visivelmente tremendo.

Ela fechou os olhos, como que forçando-se a empurrar suas emoções para o fundo, trancando-as.

Então, em uma voz desprovida de calor, ela sussurrou, “Você já fez isso.”

Asher sentiu como se o mundo tivesse desabado ao seu redor.

E então—ela se moveu.

Suas asas se desdobraram completamente, a poderosa rajada de vento chicoteando ao seu redor.

Asher lançou-se para a frente, sua mão estendida.

“Lysandra, espere!”

Mas ela não se virou.

Em vez disso, ela disse uma última coisa, “Não me siga, se você realmente se arrepende.”

Então, com uma poderosa batida de suas asas, ela subiu aos céus—desaparecendo nas nuvens.

A mão de Asher baixou lentamente enquanto ele a via sumir na noite fria e sem fim.

Sua respiração ficou ofegante, seu coração batendo dolorosamente.

A caverna estava silenciosa mais uma vez.

Então, como um homem cuja alma havia sido rasgada, Asher cambaleou para trás, suas pernas cedendo.

Ele desabou de joelhos, seus dedos cavando em seu couro cabeludo, enquanto seu peito arfava.

“Lysandra…”

O nome dela escapou de seus lábios, mas já era tarde demais.

Ela havia ido embora.

E ele estava sozinho.

Com nada além do peso de sua culpa o esmagando por dentro.

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