Ler Romance
  • Todos os romances
  • Em curso
  • Concluídas
Avançado
Entrar Cadastrar-se
  • Todos os romances
  • Em curso
  • Concluídas
  • Romântico
  • Fantaisie
  • Urbano
  • MAIS
    • MISTÉRIO
    • Geral
    • Ação
    • Comédia
    • Magia
    • Histórico
Entrar Cadastrar-se
Anterior
Próximo

O Demônio Amaldiçoado - Capítulo 782

  1. Home
  2. O Demônio Amaldiçoado
  3. Capítulo 782 - 782 Criado Para Proteger Você 782 Criado Para Proteger Você A
Anterior
Próximo

782: Criado Para Proteger Você 782: Criado Para Proteger Você A noite estava fresca e pesada com o aroma persistente de sangue, suor e fumaça. Num dos campos improvisados perto do Castelo Nightshade, Merina estava sentada num banco de madeira baixo, com os ombros caídos por exaustão, seus olhos olhando fixamente para as brasas cintilantes de uma fogueira moribunda.

O suave murmúrio dos outros sobreviventes preenchia o ar, alguns sussurrando em luto, outros cuidando dos feridos.

Ela havia passado as últimas horas cuidando de ferimentos, assegurando comida e água, confortando refugiados aterrorizados que haviam perdido tudo.

Mas agora, no silêncio de seus próprios pensamentos, o peso de tudo estava se assentando sobre ela como uma tempestade implacável.

Ela se inclinou para a frente, apoiando os cotovelos nos joelhos, enterrando o rosto nas mãos.

Ceti, Mestre… onde vocês estão? Por que ainda não os vi?

Seu coração apertou com medo, mas ela empurrou o temor para baixo, recusando-se a entreter as piores possibilidades.

Antes que ela pudesse se afogar no espiral de seus pensamentos, um raio de cor vermelho-sangue relampejou repentinamente pelo acampamento.

Um alto estalo! de ar se partindo enviou o acampamento para um breve pânico, mas antes que Merina pudesse reagir—
Ela desapareceu.

Um segundo, estava sentada no banco, no próximo—
Merina cambaleou para a frente, suas botas pressionando a terra úmida. Sua cabeça girou violentamente como se tivesse sido lançada por uma tempestade. Sua visão embaçada, seus sentidos embaralhados, e seu corpo se sentiu sem peso por um momento antes da realidade voltar ao lugar.

Ela ofegou e rapidamente recuperou seus sentidos, seus olhos aguçados percorrendo em volta.

Onde estava ela?

A luz fraca da lua ensanguentada mal podia penetrar o dossel de árvores torcidas e negras, seus galhos contorcidos se estendendo como dedos esqueléticos. Uma névoa espessa e sinistra pairava baixa no chão, girando em torno de suas botas como se tivesse vida própria.

Sua respiração era ofegante, mas uma presença atrás dela enviou um calafrio pela sua espinha.

Lentamente, ela se virou.

Uma mulher alta e imponente estava diante dela, envolta no brilho suave da lua, seus cabelos brancos sedosos caindo pelas costas como um rio de luz prateada.

Ela era construída como uma guerreira—tonificada, forte, mas graciosa. Seus olhos vermelho-sangue, que deveriam ter sido frios e aterrorizantes, ao invés disso, mostravam calor, uma estranha gentileza melancólica.

O fôlego de Merina falhou.

“Luna…” ela sussurrou, sua voz tremendo com a realização.

Seus lábios se entreabriram ligeiramente, a emoção surgiu através dela, “É realmente você, não é?”

Seu corpo se moveu instintivamente, seu coração inchado de gratidão, “Eu nunca tive a chance de agradecer por salvar nossas vidas… incluindo nossa rainha.”

Ela baixou o olhar em respeito e começou a se curvar profundamente—
Mas antes que pudesse, Luna avançou rapidamente, sua mão gentilmente pressionando os ombros de Merina, impedindo-a.

Merina piscou surpresa.

“Você nunca tem que se curvar para mim”, disse Luna, sua voz baixa e repleta de tristeza não dita, “Nem mereço sua gratidão.”

Um lampejo de dor passou pelos olhos de Luna.

Merina inclinou a cabeça levemente, “Você não deveria dizer isso. É o mínimo que eu deveria fazer. Mesmo Ceti, que agora está dormindo dentro de você, concordaria.”

Sua expressão amaciou, e ela hesitou antes de perguntar, “Posso… vê-la?”

O corpo de Luna se tensionou levemente, seu fôlego preso enquanto seus dedos se curvavam em seus lados.

“Eu…” Luna uniu os lábios, seus olhos tremendo.

Merina notou como o rosto de Luna se contorceu sutilmente com uma dor profunda e silenciosa.

Algo estava errado.

“Sinto muito…” murmurou Luna, sua voz mal acima de um sussurro.

Merina sentiu o coração apertar.

“Por que… por que você está se desculpando?” ela perguntou, sua voz começando a tremer.

“Por favor… não faça isso…”

Luna inalou trêmula e finalmente falou a verdade.

Quando Luna terminou, Merina estava congelada.

Seus olhos arregalados, seus lábios ligeiramente entreabertos, o fôlego roubado de seu peito.

Luna havia contado tudo.

Que ela era sua filha. Que Ceti era sua irmã gêmea. Que seu pai, num ato de desespero, havia mesclado as duas em um corpo para salvar ambas.

E agora—
Ceti havia partido.

Merina soltou um ofegante, as pernas dobrando-se sob ela, seu corpo colapsando na terra fria.

“Não…” Sua voz era frágil, despedaçada. As lágrimas escorriam pelo seu rosto descontroladamente.

“Minha filha…”

O mundo ao seu redor ficou embaçado enquanto uma dor profunda e esmagadora se abria caminho em sua alma.

Ela havia perdido sua criança.

Ela havia falhado em proteger ela.

Luna observou em agonia silenciosa, a culpa queimando em seu peito conforme ela via a dor que havia infligido à sua mãe.

“Sinto muito,” sussurrou Luna, sua voz espessa de emoção, “Eu nunca previ isso.”

Ela se ajoelhou lentamente diante de Merina, baixando sua cabeça em desgosto.

“Você tem todo o direito de me odiar e ressentir,” disse Luna, sua voz mal estável.

“Mas eu prometo… eu garantirei que você e Kookus nunca conhecerão dificuldade pelo resto de suas vidas. Eu cumprirei os desejos da minha irmã, mesmo que eu não possa trazê-la de volta… ou substituí-la.”

O olhar lacrimejante de Merina se levantou lentamente.

E o que ela viu—
Não era uma guerreira.

Não o futuro Guardião da Lua.

Não uma estranha.

Mas sua filha.

Uma criança que havia sacrificado tudo pelas pessoas que amava.

Uma criança tão perdida quanto ela.

Seu coração doía, mas em meio à dor insuportável, uma ternura silenciosa despertou dentro dela.

Com mãos trêmulas, Merina se arrastou para frente e puxou Luna para um abraço caloroso.

O corpo de Luna se enrijeceu em surpresa—
Mas então ela se derreteu nos braços de sua mãe.

“Como uma mãe pode ressentir sua filha?” sussurrou Merina, sua voz se quebrando.

Os olhos de Luna se arregalaram.

“Eu que deveria estar pedindo desculpas”, murmurou Merina contra seu cabelo, acariciando delicadamente suas costas.

“Por nunca saber sobre sua existência. Por não estar lá quando você precisava de mim. Você manteve todos nós seguros — incluindo Ceti — por todos esses anos. Se não fosse por você, não estaríamos vivos agora.”

Ela recuou levemente, segurando o rosto de Luna em suas mãos, seus olhos azuis escuros cheios de amor e tristeza.

“Então nunca pense que eu te odiaria, minha filha…” Ela soltou um riso choroso e trêmulo, seus lábios tremendo, “Mesmo que nunca tenhamos nos encontrado antes de hoje, eu… eu te amarei com todo meu coração.”

Ela encostou sua testa na de Luna, suas lágrimas se misturando com as dela.

“Não é sua culpa… e Ceti diria o mesmo. Eu sei que ela não gostaria que você continuasse sofrendo.”

A voz de Merina vacilou, seu coração apertando, “Eu… sou a responsável… por não ser forte o suficiente para proteger vocês duas…”

Os olhos de Luna brilhavam com lágrimas não derramadas, sua garganta apertada, seu fôlego ofegante.

“Não é verdade…” sussurrou Luna, balançando a cabeça.

Seus braços apertaram em volta de sua mãe, como se ela tivesse medo de deixá-la ir.

E pela primeira vez em muito tempo—
Luna se sentiu segura.

Foi a segunda vez que ela se sentiu amada. A primeira foi quando Ceti tomou a decisão de sacrificar sua vida após aprender a verdade. Apesar de nunca terem conversado uma com a outra, ela sentiu o amor avassalador de Ceti por ela naquele momento.

Mas o vazio em seu coração deixado por Ceti estava consumindo ela. Todo esse tempo, ela e Ceti eram uma. E agora… parecia como se uma parte dela tivesse morrido e Merina sentia o mesmo.

A mãe e a filha se seguravam—duas almas reunidas pela dor e pelo amor.

—
Algumas horas atrás,
“Erradicadora?” A voz de Asher estalou com incredulidade enquanto ela parava diante dele, sua imponente silhueta projetando uma longa sombra, “Como…?”

“Está tudo bem, Sua Majestade?” perguntou Erradicadora, sua voz calma mas firme, carregando um tom estoico que espelhava sua natureza enquanto observava cuidadosamente ele.

“Eu… estou bem,” ele murmurou, sua voz rouca. Ele exalou bruscamente antes de olhar para ela com um semblante perplexo. “Mas espere… como você está aqui?”

Erradicadora permaneceu estoica, sua voz calma e inabalável enquanto falava, “A rainha me disse para encontrá-lo e garantir que você não voltasse.”

O fôlego de Asher falhou por um momento, “Ela disse para você fazer isso?”

Uma estranha mistura de emoções turbilhonava dentro dele.

Rowena realmente havia ordenado Erradicadora a garantir sua ausência do campo de batalha? Ela realmente o odiava tanto que não o queria de volta? Ou ela estava tentando protegê-lo?

Ele não conseguia dizer.

Mas se ela não se importasse… por que ela deixaria Erradicadora ir? Alguém como ela era valiosa demais para deixar ir.

Ele engoliu seus pensamentos e estreitou os olhos ligeiramente.

“Ela disse mais alguma coisa?” Sua voz era mais baixa desta vez, cautelosa, hesitante. “Alguma coisa sobre por que eu fui embora?”

Erradicadora balançou a cabeça, sua viseira com fendas cor de carmesim impassível.

“Não.”

Ela parou, acrescentando então no mesmo tom imperturbável, “Mas eu teria seguido você mesmo se ela não tivesse dado tal ordem. Meu dever jurado é proteger você e mantê-lo seguro. É para o que eu fui criada, Sua Majestade.”

Os lábios de Asher se entreabriram ligeiramente, sua expressão amolecendo diante de sua convicção inabalável.

Um pequeno sorriso fraco puxou seus lábios — mas apenas por um momento.

Algo não estava batendo.

Ele franziu a testa, lembrando-se das circunstâncias completamente impossíveis sob as quais ela o tinha encontrado.

“Espere…” ele murmurou, seus olhos estreitando em suspeita. “Como você até nos encontrou? Como você nos tirou de lá?”

Sua mente voltou às ruínas subterrâneas — a profundidade da escuridão, o abismo inescapável, o ar amaldiçoado e opressor que quase matou Lori.

Até ele, com todo seu poder, não conseguiu sair de lá. Ele tinha tentado e falhado. Mais de uma vez.

E no entanto, Erradicadora havia aparecido lá como se fosse nada e até os tirou.

Seu peito se apertou enquanto ele fixava o olhar nela.

“Estávamos presos no subsolo,” continuou, sua voz marcada pela confusão e desconforto. “Era uma ruína antiga… um lugar que nem eu reconhecia. E mesmo assim, te vi lá embaixo — como você nos encontrou?”

Erradicadora permaneceu em silêncio por um momento, sua viseira carmesim trancada nele.

Então, ela falou.

“Porque eu posso rastrear você não importa onde você esteja.”

O fôlego de Asher falhou, mas antes que ele pudesse interromper, ela continuou.

“E porque…” ela hesitou pela primeira vez, antes que sua voz baixasse ligeiramente, “Eu conheço aquele lugar desde que nasci.”

O corpo inteiro de Asher se enrijeceu. Seu coração pulou uma batida.

“O quê?”

O tom de Erradicadora permaneceu calmo, mas havia algo a mais agora, algo não dito, “Antes de eu fazer o juramento de proteger o Reino Sangueardente,” ela disse, sua voz inabalável, “meu primeiro juramento foi de mantê-lo seguro.”

A mandíbula de Asher se tensionou, a confusão piscando em sua mente como uma tempestade violenta.

“O quê está dizendo?” ele murmurou, sua voz caindo em um sussurro instável. “Você só se tornou minha protetora depois que Rowena ordenou, certo?”

O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor.

E então—ela balançou a cabeça.

“Não.”

Asher sentiu seu pulso acelerar.

“Eu esperei e treinei por mais de 100 anos,” ela disse, sua voz como aço frio, “para estar preparada para o momento que você acordasse. Para garantir que eu fosse forte o suficiente para guardar sua vida.”

O peso de suas palavras o atingiu como uma pedra.

Mais de 100 anos?

O fôlego de Asher prendeu na garganta enquanto a realização recaía sobre ele.

“Não…” ele sussurrou, seus olhos arregalados.

Não havia maneira.

Erradicadora, a mulher que sempre esteve atrás dele, que sempre o protegeu do mal, que sempre estava silenciosamente observando…

Ela havia esperado por ele? Antes mesmo de ele acordar nesta vida?

Sua mente girava, buscando uma resposta, uma explicação.

“Talvez seja a hora de eu lhe contar tudo,” Erradicadora alcançou sua cabeça sem hesitação—
E retirou o capacete.

No momento em que o pesado metal escuro foi erguido, o fôlego de Asher o abandonou.

Anterior
Próximo
  • Início
  • 📖 Sobre Nós
  • Contacto
  • Privacidade e Termos de Uso

2025 LER ROMANCE. Todos os direitos reservados

Entrar

Esqueceu sua senha?

← Voltar paraLer Romance

Cadastrar-se

Cadastre-se neste site.

Entrar | Esqueceu sua senha?

← Voltar paraLer Romance

Esqueceu sua senha?

Por favor, insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail. Você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.

← Voltar paraLer Romance

Report Chapter