O Demônio Amaldiçoado - Capítulo 761
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761: A Terra dos Mortos 761: A Terra dos Mortos Os olhos de Silvan brilharam com tristeza e decepção, seus ombros desabando levemente como se pesados por correntes invisíveis, “Então, no final, você ainda escolhe este reino em vez de sua família,” disse ele suavemente, sua voz carregada de amargura, “Talvez eu não devesse ter mantido minhas esperanças. Se você fosse diferente, talvez minha mãe ainda estivesse viva. Nós dois sabemos que você poderia ter salvado ela se realmente quisesse.”
Os olhos de Seron cintilaram com dor, sua mão apertando o cajado. Sua voz se quebrou enquanto respondia, “Eu amei sua mãe, Silvan. Mas não havia um mundo onde eu poderia mantê-la segura ou deixá-la viver feliz—não sem destruir sua vida no processo. Mas você está certo… é minha culpa ela estar morta. Eu nunca deveria ter entrado na vida dela para começar.”
Sua voz se firmou enquanto continuava, seu olhar suplicante, “Mas eu não estou escolhendo o reino em vez de você agora. Estou tentando te impedir antes que você acabe com mais arrependimentos do que os que eu carrego.”
Silvan deu um fraco sorriso melancólico, “Eu diria que já é um pouco tarde para isso, Pai.”
As pesadas portas de ferro atrás dele rangeram enquanto se abriam, e dezenas de homens mascarados e armadurados entraram no salão, suas armas brilhando ameaçadoramente na luz carmesim. Eles se moviam com precisão silenciosa, formando um círculo apertado em volta de Seron.
“Espero que um dia você me entenda,” disse Silvan em voz baixa antes de se virar e caminhar em direção à porta, seus passos medidos.
“Silvan! Não me abandone!” O grito de Seron ecoou pelo câmara enquanto ele avançava, erguendo seu cajado.
Mas os homens mascarados bloquearam seu caminho, suas armas erguidas em silenciosa desafio. Seron apertou sua mandíbula, seu coração pesado enquanto erguia seu cajado, preparando-se para lutar.
—
Não muito tempo atrás…
Asher atendeu a chamada de sua Pedra Sussurrante sem hesitar, seu coração acelerado. A voz dela veio através, fraca e urgente. “Asher… ajuda…”
“Lysandra!” Sua voz se quebrou levemente, a preocupação infiltrando em seu tom, “Onde você está? Você está segura?”
A voz dela estava baixa e fraca enquanto ela falava, “Eu… eu não tenho certeza. Estou me escondendo perto da Terra dos Mortos. Não consegui pensar em nenhum outro lugar para perder os homens de Drakar. Mas não se preocupe comigo. Eu vou—”
Antes que ela pudesse terminar, a Pedra Sussurrante se apagou, cortando abruptamente.
“Lysandra! Droga!” Asher amaldiçoou, frustração e preocupação roendo-o enquanto tentava reconectar, mas a pedra permaneceu silenciosa. O ar daquele lugar estava interferindo na conexão?
Ao lado dele, Lori lançou sua língua serpentina, seus olhos verdes se estreitando pensativos, “Ela está se escondendo nessa terra amaldiçoada? Não é onde o Reino Eclipsion uma vez se ergueu?” ela refletiu.
Asher se levantou, determinação gravada em suas feições, “Eu tenho que ir para lá.”
“Espere,” Lori interrompeu, seu rabo enrolando na frente dele para bloquear seu caminho. Seus olhos céticos penetraram nos dele. “Isso não parece… estranho para você? Se ela quisesse ficar segura, teria vindo para cá, não para o lugar mais perigoso do mundo. Essa terra é ainda pior que as Terras Devastadas. Nenhuma alma ousou ir lá desde que o reino caiu. E pense nisso—ela te disse onde estava antes de dizer para não se preocupar. Uma mulher orgulhosa como ela não pediria ajuda a menos que algo estivesse errado.”
Asher suspirou, sua testa franzida, “Eu sei. Mas é a única pista que temos. Não posso arriscar deixar algo acontecer com ela. Se eu não encontrar um vestígio dela, voltarei. Não é longe daqui.” Ele se virou para ela, sua voz firme.
“Mas preciso que você volte ao reino e me mantenha informado.”
Lori sibilou e sacudiu a cabeça firmemente, “Não. Vou com você, parceiro. Eu posso farejar qualquer coisa suspeita mais rápido que você. E essa terra vai drenar seu mana mais rápido do que pensa. Se eu não estiver lá, você pode se transformar num esqueleto literal. Nós iremos juntos, daremos uma olhada e voltaremos. Não faria diferença se eu voltasse ao seu reino sem você.”
Asher sentiu que ela tinha um ponto. Ele nunca tinha estado na terra mais mortal deste mundo e poderia usar o conhecimento de alguém velha como Lori e disse, “Certo. Vamos fazer isso rápido então.”
—
A paisagem da Terra dos Mortos era um pesadelo tornado realidade. Uma espessa e escura névoa cobria tudo, torcendo e girando como se viva, seu toque correndo o próprio solo embaixo dela.
Nem mesmo um vestígio de algo vivo estava presente. O silêncio era ensurdecedor, quebrado apenas pelo sussurro leve da névoa corrosiva ainda consumindo a terra morta.
Asher se sentou no topo do corpo serpentina imenso de Lori, os dois protegidos dentro de uma grande bolha roxa escura de mana que cintilava contra a névoa mortal.
Seus olhos afiados vasculhavam a vastidão árida, sua voz baixa, “Eu nunca vi um lugar tão morto… é como se a própria terra estivesse clamando.”
“Ssss,” Lori sibilou suavemente, seus olhos brilhando enquanto olhava adiante, “A queda do Reino Eclipsion não matou apenas seu povo. Amaldiçoou o próprio solo que pisavam. Até agora, este lugar exala decomposição e ira. Um cemitério adequado, alguns diriam. Mas é melhor sermos rápidos. Até eu não posso durar muito aqui, e nossos sentidos estão sendo suprimidos pelo ar daqui.”
Asher assentiu sombriamente, seus sentidos em alta vigilância, “Lysandra já devia ter nos visto chegando agora…” Asher continuou enquanto mantinha a verificação em todas as direções, orando para que ela aparecesse.
O corpo massivo de Lori se enrolou inquieto no ar enquanto seus olhos aguçados examinavam a paisagem desolada.
Seu sibilo ecoou suavemente, permeado de inquietação, “Sssss, não gosto disso. Deveríamos voltar—” De repente, ela congelou, seus olhos se estreitando enquanto seu olhar se fixava no chão abaixo, “É ela!”
Os sentidos de Asher se acenderam enquanto ele focava na figura em pé abaixo, envolto em um manto escuro vermelho. O capuz da figura obscurecia seu rosto, mas a aura emanando dela era inconfundivelmente poderosa.
Ele murmurou sob sua respiração, sua voz carregada de incredulidade, “O que ela está fazendo aqui?”
Não era Lysandra. Ele reconheceu a roupa. Era a Bruxa Vermelha!
“Asher… eu estava esperando por você,” chamou a Bruxa Vermelha, sua voz calma cortando o silêncio opressor.
Ela inclinou levemente a cabeça encapuzada para cima, seus olhos vermelhos escuros brilhando através da sombra de seu capuz, “Você está procurando por Lysandra? Eu sei onde ela pode estar.”
“Ela está blefando,” Lori sibilou, seus olhos estreitando enquanto ela olhava para baixo para a bruxa, “Só tentando te atrair para ela.”
“Talvez,” Asher respondeu, sua voz cautelosa mas firme, “Mas sua aura… é poderosa demais para ser uma de suas marionetes.” Ele espalhou seus sentidos ainda mais, confirmando sua suspeita, “Acho que estamos olhando para seu corpo real.”
A Bruxa Vermelha pareceu adivinhar o que ele estava pensando enquanto ela dizia, “Não precisa sondar tão profundamente. Estou aqui pessoalmente porque queria falar com você diretamente, Asher. Você passou por muita coisa, não é? Exilado por sua própria rainha. Você se arrepende de não contar a verdade a ela?”
Os punhos de Asher se fecharam firmemente ao ouvir suas palavras, sua mandíbula rangendo enquanto juntava as peças da insinuação dela, “Foi você…” ele murmurou, sua voz baixa com raiva fervilhante. Ela tinha sido quem revelou tudo, destruindo o frágil equilíbrio que ele tinha conseguido construir. Mas como? Como ela poderia saber sobre seu passado—sobre Cédric e os segredos que ele pensava estar enterrados?
“Merda,” Asher rosnou, frustração e fúria transbordando, “Eu tenho que lidar com ela agora.” Sem hesitar, ele saltou das costas de Lori, descendo rapidamente em direção ao chão abaixo.
“Não salte assim, garoto!” Lori sibilou irritada, seguindo-o em um movimento fluido. Uma bolha protetora roxa escura se formou ao redor de Asher enquanto ela envolvia seu corpo, protegendo-o do ar mortal.
Os dois pousaram na terra decaída, o solo rachando sob o peso da forma colossal de Lori. Ela se ergueu sobre Asher como uma guardiã montanhosa, seus olhos roxos escuros brilhando ameaçadoramente enquanto ela encarava a Bruxa Vermelha.
Asher deu um passo à frente, sua lâmina anelar materializando-se em sua mão, suas chamas verdes escuras tremulando ameaçadoramente. Sua voz era afiada, exigente, “É melhor você me dizer quem você realmente é e por que está fazendo isso comigo.”
A Bruxa Vermelha permaneceu imperturbável, sua voz calma e inabalável, “Você realmente quer que lutemos em um lugar como este? Esta terra nos matará a todos antes mesmo de nossa batalha concluir.”
Asher franziu a testa, seu aperto na lâmina anelar se apertando enquanto ele a baixava relutantemente. Ele sabia que ela estava certa—o ar corrosivo e a terra amaldiçoada não eram adequados para uma batalha. Ela tinha escolhido esse lugar deliberadamente.
A Bruxa Vermelha continuou, seu tom medido, “Quanto ao motivo de eu estar fazendo isso? Vamos apenas dizer que é o que eu tenho que fazer. Nada pessoal ou…” Ela adicionou em uma voz baixa e distante, “…talvez seja.” Ela então continuou em um tom frio, “Mas se você tivesse me entregado a ‘Chave’ quando eu pedi pela primeira vez, as coisas poderiam ter sido muito mais tranquilas para você.”
A expressão de Asher escureceu, confusão cintilando em seu rosto, “Pare de falar bobagem,” ele rosnou. “De jeito nenhum eu lhe entregaria a Chave. Mas me diga isso—como você sabe sobre mim?”
Lori estreitou os olhos, imaginando o que a Bruxa Vermelha contou a Rowena sobre Asher. O que ele estava escondendo tão desesperadamente?
A Bruxa Vermelha inclinou levemente a cabeça, seus olhos brilhando se fixando nele, “Esta não é hora para perguntas, Asher,” ela disse friamente, “Essa hora virá, mas não agora. Você tem preocupações mais urgentes… como o seu próprio destino.”
“Oh, então você me atraiu aqui para me ameaçar?” Asher retrucou, sua voz pingando desdém. “Já que você tem a Pedra Sussurrante de Lysandra, você deve estar trabalhando com Drakar. Mas sabe de uma coisa…”
Antes que ela pudesse responder, a figura de Asher explodiu numa erupção de chamas verdes escuras. Sua carne e pele se desintegraram em cinzas, deixando apenas seu esqueleto negro pavoroso, envolto em uma aura brilhante de fogo verde escuro.
Seus olhos ocos brilharam com uma luz infernal enquanto ele dava um passo à frente. “…Eu vou te levar comigo de qualquer jeito. Vamos ver qual de nós morre primeiro.”