O Demônio Amaldiçoado - Capítulo 740
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740: Ainda Resta Uma Opção 740: Ainda Resta Uma Opção “Não…” A voz de Amélia rachou ao falar, suas mãos cerradas em punhos ao lado do corpo. “Não posso partir e deixar que levem vocês dois.” Suas palavras foram sussurradas, quase como se ela temesse que falar alto tornasse a situação mais real, “Não posso ficar parada enquanto eles destroem tudo pelo que lutamos.”
O rosto de Logan, normalmente forte e firme, estava tensionado pelo peso da situação. Seus olhos se suavizaram enquanto ele avançava, colocando uma mão no ombro dela, tentando oferecer conforto apesar da ameaça iminente.
“Amélia,” ele disse gentilmente, sua voz baixa e firme, “você precisa ir. É a única maneira de mantê-la segura. Se permitirmos que eles a levem também, nossa família pode nem ter um futuro. Estaríamos desapontando nossos ancestrais que deram suas vidas e sangue para criar um mundo melhor e garantir que continuemos a fazer o mesmo. O dever agora recai sobre você.”
Isla, parada em silêncio ao lado deles, assentiu em concordância, embora sua voz fosse mais hesitante. “Nós lutamos. Mas sua batalha não é mais aqui, minha doce pequena. Você precisa partir. Não só nossa família, mas Asher precisa de você.”
A respiração de Amélia engasgou, seu peito apertado com o peso esmagador da impotência. Seus punhos tremiam ao lado do corpo, sua determinação vacilando enquanto ela permanecia em meio ao caos, sentindo-se dividida.
Mas a voz de Logan cortou sua turbulência interna, um apoio estável em meio à tempestade. “Não se preocupe,” ele disse com um sorriso tranquilizador, embora a tensão em sua voz ainda fosse evidente, “Esses bastardos da WHA não podem nos tocar porque nós também sabemos coisas que podem machucá-los. Então o máximo que podem fazer é nos manter sob observação e congelar o poder de nossa família, mas não vão destruí-lo. Somos os Von Haughton, afinal. Não caímos facilmente.”
Isla zombou, seus olhos agudos com determinação, “Claro. Vamos ensinar-lhes uma boa lição por mexerem com nossa família,” ela adicionou, sua voz cheia de fúria não dita.
Amélia enxugou as lágrimas que haviam começado a cair, mas suas emoções eram cruas demais para conter. O amor por seus pais, a tristeza de deixá-los, tudo fluía através dela em uma onda dolorosa.
Sem pensar, ela avançou, envolvendo os dois em um abraço apertado, seu coração doendo a cada respiração, “Eu voltarei por vocês dois. Eu prometo,” ela sussurrou, sua voz trêmula mas cheia de convicção.
Logan e Isla se abrandaram, abraçando-a de volta com uma força que falava volumes sobre o quanto temiam perdê-la. Logan gentilmente se afastou, seus olhos preenchidos com orgulho e tristeza, “Por favor vá, Amélia,” ele disse, sua voz suave mas urgente. “Eles já estão se aproximando de nossas portas e podem usar uma barreira para fechar o lugar inteiro se não respondermos a tempo. Cuide do seu homem. Não podemos decepcioná-lo duas vezes.”
Amélia assentiu, enxugando os olhos pela última vez, sua respiração ainda irregular. Ela sabia o que tinha que ser feito, mas cada parte dela gritava contra a partida.
Com um olhar final e lancinante para seus pais, ela virou-se em direção à câmara de teletransporte. Cada passo parecia que a rasgaria, sabendo da dor que deixaria para trás.
A câmara crepitava com energia, o ar zumbindo com poder enquanto a câmara girava para a vida. Em momentos, sua figura desapareceu, deixando apenas um espaço vazio no quarto.
No segundo em que Amélia sumiu, a fachada composta de Isla desmoronou. Ela desabou, seus soluços ecoando pela câmara silenciosa. Logan avançou, envolvendo os braços em torno de seus ombros, sua voz um murmúrio reconfortante e tranquilo, “Estou feliz que você foi forte por ela, Isla,” ele disse suavemente.
Isla fungou, enxugando os olhos. Seu rosto rapidamente endureceu, a tristeza se transformando em algo mais frio, mais perigoso, “Vamos receber esses porcos sujos que invadiram nossas terras,” ela murmurou, sua voz gotejando veneno enquanto ela se levantava ereta, pronta para enfrentar os invasores com toda a fúria da linhagem Von Haughton.
—
Do lado de fora, nos terrenos da mansão, Gregory Hart estava a alguns metros de distância, sua expressão torcida em aborrecimento enquanto olhava para a imensa propriedade à sua frente. Seus lábios se curvaram em um esgar. “Eles nem sequer saíram para me receber,” ele zombou, a frustração evidente em sua voz. “Eles já estão assustados?”
Um dos guardas, parado perto, hesitou antes de falar. “Devemos forçar nossa entrada, senhor?”
Gregory balançou a cabeça com desdém. “Não. Eles são orgulhosos demais para se esconderem para sempre,” ele disse, seus olhos se estreitando enquanto estudava a mansão. “Vamos dar um momento a eles. Eles virão até nós.”
De repente, outro guarda correu até Gregory, um tablet na mão, seu rosto tenso. “Senhor! Acabamos de detectar uma assinatura de energia de teletransporte vinda deste lugar!”
A testa de Gregory se aprofundou, sua paciência se esgotando. “Eles não podem estar falando sério em planejar uma fuga?” ele murmurou, sua voz carregada de frustração. “Carreguem i-!”
Mas antes que ele pudesse terminar sua ordem, as maciças portas da mansão rangeram ao se abrir. Logan e Isla saíram, suas expressões calmas e coletadas, mas preenchidas com uma confiança inegável.
Os olhos de Gregory se estreitaram enquanto os observava se aproximar. “O que traz você até aqui, Greg? Você agora é um cão de recados para o grandão?” Logan perguntou, seu tom pingando de sarcasmo. “Você não está cansado de lamber bundas?”
Isla lançou um olhar condescendente para Gregory, seus lábios se curvando em um esgar. Sua postura era firme, sua postura irradiando autoridade.
A expressão de Gregory escureceu por um breve momento, a raiva cintilando em seu rosto antes de ser rapidamente suprimida.
Ele avançou, suas palavras impregnadas de desdém. “Isso é rico vindo de você quando você e sua família têm servido ao Rei Demônio esse tempo todo, Logan,” ele disse, sua voz fria com desdém, “Não posso acreditar. A grande família Von Haughton, que tem servido de guarda por séculos, reduzida a nada além de membros de um culto. Exceto sem os benefícios.”
Logan ergueu uma sobrancelha, seu divertimento evidente. Ele soltou uma risada, zombando das palavras de Gregory. “Um culto?” ele repetiu, quase como se estivesse realmente confuso.
Ele estourou em risadas, balançando a cabeça, “Tenho medo que você não seja muito bom em entender situações, Greg. Não é à toa que seu pai ainda está no comando e te tratando como um herdeiro incapaz.”
O rosto de Gregory se contorceu, suas narinas se alargando em raiva, “Oh, sabemos do fato de que você pessoalmente defendeu o homem chamado ‘Ash,’ que se juntou à nossa associação sob falsas premissas e agora acabou sendo o próprio Rei Demônio! Eu entendi isso certo?”
O sorriso de Logan apenas crescia, seus olhos faiscando de divertimento, “Onde está sua prova de que sabíamos que ele era um demônio? Tudo o que eu sabia era que ele era um jovem promissor que me procurou pedindo ajuda, mas tinha um passado problemático. O máximo que você pode me acusar é de forjar seu passado, Greg.” Ele inclinou a cabeça para o lado, o sorriso frio nunca deixando seu rosto, “É melhor você ter mais para respaldar suas alegações ridículas, ou nós também podemos inventar nossas próprias versões sobre o que está acontecendo em Marte. Tenho certeza que você não gostaria disso.”
A mandíbula de Gregory se apertou, seu rosto ficando vermelho de frustração, “Deixaremos o Juiz decidir a verdade,” ele cuspiu, tentando manter sua compostura, “Por enquanto, vocês dois é melhor que venham conosco junto com sua filha. Onde ela está?”
A expressão de Logan escureceu, sua postura mudando enquanto ele dava um passo à frente, seu tom inabalável, “Receio que você não a encontrará por aqui, Greg.” Seus olhos brilharam com um desafio, e Isla sorriu fria e arrogantemente.
Os olhos de Gregory se arregalaram em realização, sua respiração presa na garganta enquanto sua mente lutava para processar as implicações das palavras de Logan. Ela se foi.
“Merda!” ele cuspiu, as palavras uma exalação áspera e ordenou a um guarda, “Rápido, rastreie essa assinatura de energia de teletransporte! Encontrem-na!”
Os guardas imediatamente entraram em ação, seus dedos voando sobre seus tablets e dispositivos de comunicação, se esforçando para localizar a assinatura. Mas o olhar de Gregory permaneceu fixo em Logan, sua fúria aumentando enquanto ele se virava novamente para ele, os dentes cerrados.
“Você acabou de transformar sua filha em uma fugitiva, Logan,” Gregory disse, sua voz baixa e perigosa, o peso das palavras se estabelecendo entre eles. “Você está preparado para enfrentar as consequências?”
O sorriso de Logan nunca vacilou enquanto ele olhava para Gregory com uma facilidade casual, seus braços cruzados sobre o peito, “Ela é uma moça grande, Greg. Como posso controlar o que ela faz pelas minhas costas?” Ele inclinou a cabeça levemente, como se a resposta fosse óbvia demais para considerar, “Ela é adulta, e tenho certeza de que está pronta para lidar com o que vier pela frente.”
A resposta só pareceu alimentar a crescente frustração de Gregory, “Vamos.”
—
Enquanto isso, o coração de Amélia estava acelerado enquanto ela se encontrava em uma estação de metrô antiga e abandonada.
As paredes estavam rachadas, cobertas de camadas de sujeira, e os ecos distantes de seus passos só aumentavam o silêncio opressivo. Ela olhou em volta, o frio do lugar a fazendo se sentir mais perdida do que nunca, o peso de sua decisão se estabelecendo no fundo de seu estômago.
Conforme ela caminhava mais para dentro das sombras, sua mente estava acelerada. Eles realmente estarão seguros? ela pensou. A ideia de deixá-los para trás—de não saber se eles ficariam bem—era insuportável. O que eu fiz?
De repente, ela sentiu um par de braços fortes e quentes envolverem-na por trás, puxando-a para a segurança de seu abraço.
“Amélia! Eu estava tão preocupado,” uma voz disse, suave mas cheia de preocupação.
Amélia congelou, seu corpo rígido de surpresa, antes de reconhecer a voz familiar e o calor do abraço.
Ela inclinou a cabeça levemente, olhando para cima em direção ao rosto de Asher. Seus olhos dourados sutilmente radiantes estavam cheios de preocupação genuína enquanto ele a segurava perto.
“E seus pais?” Ele perguntou com um olhar preocupado.
A respiração dela engasgou enquanto ela desabava em soluços silenciosos, suas emoções transbordando, “E-Eles ficaram para trás, Asher,” ela engasgou. “Como podemos salvá-los? Eu não quero que nada ruim aconteça a eles. Eu-I não posso—”
“Shhh,” Asher murmurou, apertando os braços ao redor dela em um abraço protetor. Ele a puxou para perto, pressionando sua bochecha gentilmente contra o cabelo dela.
“Vamos salvá-los, Amélia. Eu prometo.” Sua voz era firme, porém entrelaçada com uma ternura que só parecia aumentar a incerteza no coração de Amélia. “Mas primeiro, preciso ficar mais forte, rápido.”
Amélia recuou levemente, enxugando os olhos enquanto olhava para ele com uma mistura de confusão e preocupação. “C-Como você vai ficar mais forte rapidamente? Você é um Devorador de Almas. Demora muito até subir um nível. Não temos esse tempo agora.” Sua voz tremia enquanto ela expressava seus medos, a realidade da situação se estabelecendo.
Os olhos de Asher se estreitaram com uma intensidade que ela raramente tinha visto antes. Havia um fogo nele, um que queimava forte o suficiente para cortar a incerteza. “Eu sei,” ele disse, sua voz baixa, cheia de determinação, “Mas ainda resta uma opção. A Torre do Inferno.”