O Demônio Amaldiçoado - Capítulo 737
- Home
- O Demônio Amaldiçoado
- Capítulo 737 - 737 Um Confronto Inevitável 737 Um Confronto Inevitável Ceti
737: Um Confronto Inevitável 737: Um Confronto Inevitável Ceti piscou, seus olhos arregalados com a incredulidade enquanto processava a revelação de Igrid.
A reação de Rowena contrastava de maneira marcante—seu choque era palpável, ainda assim, ela conseguia suprimir o tremor em sua voz ao falar.
Seus olhos carmesins cintilavam com confusão e descrença, como se o próprio conceito de gravidez em tão curto espaço de tempo parecesse impossível.
“Isso… isso não pode ser possível,” Rowena disse devagar, seu olhar descendo até o próprio estômago como se pudesse negar fisicamente a realidade da situação, “Não se passou tempo suficiente…”
Sua voz desvaneceu, e o peso das palavras permaneceu no ar. Nem dois anos haviam se passado desde sua união com Asher.
E para aqueles de sua linhagem, tipicamente levava pelo menos uma década ou mais para conceber uma criança. Contudo, aqui estava ela, descobrindo que já estava grávida.
Igrid fez uma pequena careta diante das palavras de Rowena, um breve sorriso aflorando no canto de seus lábios, “A Senhora não está errada em pensar assim, Sua Majestade,” ele disse com cuidado. “Mas todos nós sabemos que Sua Majestade é especial de muitas maneiras. Sua linhagem está além da compreensão, e talvez isso se traduza no fato de que ele poderia tornar essa situação presente possível.”
As bochechas de Ceti coraram com espanto ao processar as palavras de Igrid.
Sua mente girava com a realização—A essência de Asher era potente o suficiente para provocar algo assim tão rapidamente.
A ideia de que o vampiro mais forte pudesse conceber uma criança em tão curto tempo, dada a natureza de sua poderosa linhagem, fez com que ela se maravilhasse com o poder de Asher lá embaixo de maneiras que nunca havia considerado possível.
Não é à toa que ele era um pervertido!
Rowena lentamente colocou uma mão sobre o estômago, seus dedos acariciando suavemente, como se tentasse sentir a criança que agora crescia dentro dela.
Um calor se espalhou pelo seu peito enquanto sua mente começava a se fixar na realidade do que estava acontecendo.
Seus olhos carmesins, antes preenchidos de choque, agora suavizavam-se com uma nova luz quase radiante—uma luz que ela não podia ignorar.
Estou carregando o filho de Asher… O pensamento a preencheu com um profundo senso de felicidade e calor, um sentimento que ela não havia antecipado. Seu rosto suavizou-se em um leve sorriso, a expressão rara e serena.
“Esta é uma notícia para celebração, Sua Majestade,” Ceti disse, sua voz suave e repleta de calor enquanto observava Rowena, um sorriso gentil e entusiasmado tocando seus lábios, “Tenho certeza de que nosso povo e Sua Majestade ficarão emocionados em saber que a Senhora está esperando.”
O sorriso de Rowena vacilou, sua expressão endurecendo com uma súbita determinação. Ela balançou a cabeça firmemente, seu tom sério, “Não… não podemos deixar ninguém saber disso, nem mesmo ele. Ainda não.”
Os olhos de Ceti arregalaram-se em confusão, e ela não conseguiu esconder seu espanto, “Mas por quê, Sua Majestade?” Sua voz estava cheia de preocupação. “Por que esconder uma notícia tão alegre? Eu entendo os perigos de nossa situação atual, mas—”
O olhar de Rowena tornou-se sério, seus olhos endurecendo-se com o aço familiar de uma rainha determinada a proteger seu reino, “Porque sabemos que Asher já está sob uma tremenda tensão e pressão para proteger nosso reino,” ela disse, sua voz baixa e resoluta, “Se eu contar a ele sobre isso, só adicionará ao seu fardo. Ele começará a se preocupar com esta criança ainda não nascida, e isso é um fardo que eu não posso permitir que ele carregue ainda. Como sua esposa e rainha, eu carregarei esse fardo sozinha por enquanto. Deixarei que ele se concentre no que está em mãos, e uma vez que tudo isso acabar… então eu contarei a ele.”
O rosto de Ceti suavizou-se com compreensão, embora uma profunda tristeza permanecesse em seus olhos. Ela pressionou os lábios juntos em silêncio, percebendo que Rowena era inabalável em sua decisão.
Ela não estava apenas pensando na criança crescendo dentro dela; ela estava pensando no reino, em Asher e no bem maior.
O rosto de Igrid suavizou-se enquanto ele disse, “Sua Majestade, se me permite, deixar Sua Majestade saber talvez apenas o faça lutar mais do que já luta, porque o poder de uma nova alma pode afetar um homem de maneiras que a Senhora não pode imaginar. Quando sua mãe estava grávida da Senhora, seu pai estava prestes a se engajar em uma missão perigosa. Mas ela lhe contou a notícia mesmo assim para que ele tivesse uma razão muito importante para retornar. Então, gentilmente sugiro não pensar que isso o sobrecarregaria.”
Ceti assentiu prontamente como se não pudesse concordar mais com o que Igrid disse.
Os olhos de Rowena tremeluziram com incerteza antes de se acalmarem, “Suas palavras são sensatas, Igrid. Eu estava preocupada demais para pensar nisso direito. Então, vou contar a ele mesmo após o seu retorno. Mas antes de contar a ele, ninguém mais deve saber. Decidiremos juntos como lidar com esta situação.”
Igrid, como sempre, respeitou seus desejos. Ele fez uma leve inclinação com a cabeça, sua voz estável, “Claro. Como a Senhora deseja, Sua Majestade.”
Ceti assentiu lentamente com um sorriso caloroso, “Faremos como a Senhora diz, Sua Majestade.”
A mão de Rowena tensionou-se gentilmente ao redor de seu estômago enquanto ela sentia o peso de outra alma sobre si.
Ela não estava apenas carregando seu próprio filho—ela estava carregando o futuro de sua família e de seu reino.
O caminho à frente era incerto, e o próprio reino estava à beira da guerra.
Ela não podia se dar ao luxo de deixar questões pessoais comprometerem a segurança do povo ou o foco de Asher.
Mas, ao mesmo tempo, ela e Asher fariam o que fosse necessário para proteger seu filho até então.
—
Não muito tempo atrás, no Reino Cortado,
Uma tensão silenciosa estava crescendo em Marte. Em um dos edifícios mais grandiosos e opulentos da Cidade Eterna, Cecília estava junto à grande janela, olhando para a cidade expansiva.
O céu marciano estava escuro e opressivo acima da metrópole brilhante, sua atmosfera tingida de vermelho lançando uma matiz fantasmagórica sobre tudo.
Já havia Caçadores e seus familiares que eram mana-natos caminhando com tecnologia M.A.M instalada em seus corpos. Ela desejava poder avisá-los, mas lá estava ela… com as mãos atadas.
Sua expressão era sombria, seus pensamentos distantes, contemplando o futuro incerto que aguardava tanto Marte quanto o dela próprio, especialmente a posição de sua filha dentro dele.
Justamente quando ela estava perdida em seus próprios devaneios, as portas de seus aposentos se abriram com uma força repentina.
*Bang!*
Rachel entrou de repente, seu rosto corado de ansiedade, batendo a porta atrás de si e correndo em direção à mãe.
“Mãe! Estamos em perigo! Temos que sair daqui. Rápido!” A voz de Rachel era frenética, seu habitual equilíbrio despedaçado pela urgência em suas palavras.
Os olhos de Cecília se arregalaram de surpresa, seu coração batendo forte enquanto ela imediatamente avançava, agarrando Rachel pelos ombros com uma pegada firme. “Calma, Rachel! O que está acontecendo? O que aconteceu?”
Rachel balançou a cabeça rapidamente, seus olhos selvagens de pânico. “Não há tempo suficiente para explicar, mas o Papai agora sabe quem Asher realmente é! Se ele não sabia antes, ele definitivamente sabe agora!”
A expressão de Cecília se tornou grave, seu sangue gelando ao pensar na reação de Derek.
A mera menção do nome dele enviou um calafrio pelo corpo dela, e ela imediatamente percebeu a força do perigo que estava se aproximando delas.
Sua mente acelerou enquanto Rachel a arrastava em direção à porta, seu fôlego congelando no peito diante da perspectiva do que estava por vir.
Mas, justo quando Rachel abria a porta, seus olhos se arregalaram em choque.
O corpo de Rachel tensionou-se mas agarrou firmemente a mão da mãe ao recuar inconscientemente.
De pé na entrada, bloqueando a saída, estava Derek. Sua expressão estava mais fria que o normal—seu olho brilhava com uma intensidade sombria, sem traço do calor que normalmente mostrava à família.
“Vocês duas estavam indo para algum lugar?” A voz de Derek era baixa, arrepiante, enquanto ele dava passos lentos para dentro do quarto, seus movimentos deliberados. Com um clique suave, ele trancou a porta atrás dele, seu olho direito brilhando com uma luz sombria.
A tensão no ar estava espessa e sufocante. O coração de Cecília martelava em seu peito, mas seu rosto não traía nada, enquanto ela rapidamente se recompunha.
Ela instintivamente puxou Rachel para o lado, seus movimentos graciosos mas deliberados, posicionando-se entre sua filha e Derek enquanto tentava mascarar o medo que crescia em seu peito.
“Oh, querido,” Cecília disse, sua voz suave e casual apesar da tempestade de emoções que fervilhava dentro dela. “Eu pensei que você tinha voltado para a Terra para uma reunião.” Ela lhe deu um pequeno sorriso descompromissado, esperando desarmar o momento com sua facilidade ensaiada.
Derek, no entanto, permaneceu inalterado. Seu olho fixou-se nela com uma intensidade glacial, sua voz fria como gelo. “Você não respondeu à minha pergunta,” ele disse secamente, seu olhar nunca deixando ela, um brilho quase predatório em seu olho direito. As palavras permaneceram no ar, pesadas com o peso de algo não dito.
O sorriso de Cecília vacilou por um momento, a ponta em sua voz atravessando sua calma. Ela podia sentir a pressão sufocante de sua aura ao redor delas.
Havia algo diferente no ar—uma intensidade profunda e inconfundível, como uma tempestade antes de desencadear sua fúria. Era algo que nunca haviam sentido antes, e isso fazia os pelos na nuca de ambas se arrepiarem.
Sua mão, que segurava a de Rachel, ficou fria. O calor do laço entre elas parecia distante agora, engolido pela imensa tensão.
Ela tentou manter a compostura, seus dedos apertando instintivamente ao redor de Rachel enquanto ela soltava uma risada seca, “Ah, nós íamos apenas dar uma volta pela cidade e respirar um pouco de ar fresco. Uma pequena pausa, sabe? Rachel e eu precisamos de algum descanso,” ela disse, sua voz não traindo nenhum do nervosismo que roía por dentro e acrescentou, “Você estava-”
“Vocês mentiram o suficiente!” Ele repentinamente estalou, seu tom mordaz e agudo, o rompante cortando o silêncio como uma lâmina. Suas palavras atingiram como um golpe físico, fazendo tanto Cecília quanto Rachel recuarem com a repentina explosão de raiva enquanto sentiam seu olhar gélido.
Cecília prendeu a respiração, seu disfarce de calma vacilando por um breve momento enquanto ela recuava, seus olhos arregalando-se em choque.
Ela instintivamente continuava segurando Rachel atrás das costas, como se quisesse protegê-la da fúria que irradiava de Derek. “D-Derek…” ela gaguejou, sua voz tremendo apesar de sua tentativa de manter o controle.
Rachel, dominada pelo medo, ainda tentava se libertar do agarro da mãe para protegê-la caso fosse necessário, mas o aperto da mãe era muito forte, e ela só podia ficar olhando impotente.
O quarto parecia fechar-se sobre elas conforme Derek dava mais um passo deliberado para a frente. Cada movimento dele parecia enviar um arrepio pela espinha delas, e nenhuma das duas conseguia desviar o olhar dele.
A expressão de Derek escureceu, sua face uma máscara indecifrável de fria fúria, seus braços vibrando com poder e raiva contidos, “Vocês duas estavam planejando me mentir até o fim e fugir?” ele perguntou, sua voz perigosamente baixa.
O veneno em seu tom deixava claro que não havia questão alguma que ele estava pedindo tranquilização—era uma exigência, uma condenação, “É assim que vocês me tratam depois de tudo o que fiz para proporcionar o melhor futuro para ambas?”
O coração de Cecília afundou com suas palavras, a nitidez delas como uma adaga cravada em seu peito.
Ela sabia que esse confronto era inevitável, mas nada poderia tê-la preparado para a brutal honestidade de sua raiva.
Ela nunca o havia visto expressar tanta raiva em sua vida.
Sua voz vacilou enquanto ela tentava responder, mas parecia que suas palavras estavam sendo sufocadas pela pressão no quarto, “Derek, eu—”
Ele a interrompeu, sua voz aumentando a cada palavra, a fúria em seu olho quase palpável, “Me diga…” Seu olho brilhou com um esplendor sombrio e sobrenatural, brilhando levemente com malícia, “Do que vocês duas precisavam tanto que ambas deixaram um demônio imundo tocar e corromper vocês?” Suas palavras eram uma acusação gutural, como se o mero pensamento o enojasse, “Como vocês puderam me trair assim?”