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O Demônio Amaldiçoado - Capítulo 734

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734: Não Faça Promessas Que Você Não Pode Cumprir 734: Não Faça Promessas Que Você Não Pode Cumprir “Se você… não sair… nunca escapará… a tempo…”

Sangue escorria dos lábios inchados de Arthur, e seu corpo tremia com o esforço de manter a barreira no lugar.

Os olhos de Grace se estreitaram, e sua fúria atingiu o ponto de ebulição. Ela fechou os punhos, suas juntas estalando enquanto encarava esse jovem tolo, a visão de sua determinação inabalável despertando algo dentro dela.

Sua visão se turvou momentaneamente, e sua mente voltou a Emiko — o jeito que o corpo de Emiko se sentiu em seus braços, frio e sem vida, e as sepulturas de seus entes queridos.

A memória desses momentos, da injustiça que fora cometida, acendeu um fogo em seu peito. Ela acendeu uma raiva que não podia suprimir.

“Você não é um Caçador!” Grace gritou, sua voz fervendo de fúria. Em um movimento rápido, ela levantou o pé e o fincou no estômago de Arthur, um ruído agonizante soando enquanto a força do golpe enviava uma onda de dor pelo corpo dele.

*Krashk!*
“URGH!”

Arthur tossiu violentamente, sangue espirrando de sua boca, mas a energia radiante de seu dedo não parou — ela piscou, enfraquecendo brevemente, mas manteve-se firme, a barreira ao redor de Anna ainda brilhando com a luz protetora.

O rosto de Grace se contorceu de raiva, “Pare de protegê-la, ou você vai ser o próximo a morrer.” Sua voz baixou para um sussurro ameaçador, “Toda a minha vida, fui negada justiça pelos que amava… e não vou deixar você me negar isso também, não importa quais sejam suas intenções.”

Com isso, ela levantou o pé novamente, chutando Arthur nas costelas com força brutal. Cada golpe fazia seu corpo se contorcer violentamente, seus ossos estalando sob o impacto, mas ainda assim, ele segurava o cajado, seu dedo pressionando o suficiente para manter a energia radiante fluindo.

“Você realmente acha que pode me parar?” Grace sibilou, sua voz preenchida com fúria enquanto continuava a chutá-lo, cada golpe mais devastador que o último. A dor era excruciante — Arthur podia sentir seus ossos quebrando, seu peito afundando, mas ainda assim, ele se agarrava àquele único propósito, aquele único objetivo: proteger Anna.

Anna, com o coração partido ao ver o sofrimento de Arthur, assistia impotente de dentro da barreira, sua visão embaçada pelas lágrimas. Ela podia ver o quanto ele estava aguentando, o quanto ele estava se esforçando apenas para mantê-la segura. Seu corpo estava espancado, ensanguentado e quebrado, mas sua vontade de protegê-la permanecia inquebrável.

Seu coração se apertou enquanto ela tentava fracamente se mover, se levantar, fazer algo — qualquer coisa — para ajudá-lo, mesmo que custasse sua própria vida.

Ela sabia que Grace pararia se tivesse a chance de matá-la. Mas infelizmente suas pernas estavam sem vida, a dor era demais para suportar. Ela mal conseguia sentir seu corpo, mas sua mente corria, sua alma doendo com o conhecimento de que ela estava impotente.

“Tia Grace, por favor, pare!” Uma voz cortou a névoa da tristeza de Anna, perfurando a tensão como uma adaga.

Era a voz de Yui, preenchida com pânico e desespero. Os olhos de Anna se arregalaram ao ver a garota correndo em direção a Grace, seu rosto retorcido de preocupação.

Yui, em seu pânico, avançou, atirando-se aos pés de Grace, seus braços envolvendo a cintura dela, “Por favor… pare. Isso não é quem você é, Tia Grace,” Yui implorou, sua voz tremendo enquanto olhava para cima, suas lágrimas descendo por seu rosto, “Você nos ensinou… você me ensinou… a ser melhor que isso. Lutar pelo que é certo, não destruir tudo em nosso caminho por vingança… por favor, Tia Grace… não perca a si mesma.”

Pela primeira vez, os movimentos de Grace pararam. Seu pé, ainda levantado para golpear, vacilou no ar. A raiva em seus olhos se suavizou, apenas por um momento, enquanto as palavras de Yui cortavam a névoa de sua fúria.

A tensão na sala era sufocante enquanto Grace se posicionava sobre Arthur, seus pés ensanguentados firmemente plantados no chão. Ela tinha chegado tão perto — tão perto de acabar com a vida dele. Mas agora, enquanto ela olhava para Yui, que se agarrava desesperadamente à sua cintura, suas lágrimas escorrendo por suas bochechas pálidas, algo dentro de Grace se agitou.

Yui, a que também tinha perdido Emiko, a que mais sofria, era a que a impedia de terminar tudo isso.

As pequenas mãos de Yui estavam envoltas com força na cintura de Grace, como se tentasse se agarrar aos últimos remanescentes de sua humanidade, tentando impedi-la de tomar uma decisão da qual nunca poderia se desfazer.

O peso de tudo isso pressionou sobre Grace, e pela primeira vez, ela realmente viu o desespero e a dor nos olhos de Yui. Seu próprio coração se apertou com a visão.

O olhar de Grace se desviou para baixo, passando por Yui, até Arthur — ensanguentado e espancado, a poucos centímetros da morte. Seu corpo jazia semi-consciente no chão, quase desistindo da vida.

Ela percebeu que, em sua fúria, em seu desejo de vingança, ela tinha ignorado completamente ele — ignorado o próprio homem que ela quase matou.

Ele não era um monstro. Ele não era o inimigo. Ele estava apenas tentando impedí-la, fazer o que ele acreditava ser certo, e ela deixou sua raiva cegá-la para esse fato.

Seus olhos estavam inchados, sangue escorrendo de sua boca, mas ainda havia luz neles — uma luz que não morreria, mesmo diante de sua fúria.

“Eu… eu prometo…” a voz de Arthur era apenas um sussurro, seu corpo tremendo a cada palavra, mas sua sinceridade era inegável, “Ela não machucará mais ninguém… nunca mais… Eu… eu garantirei isso… Juro por minha… vida.”

Ele podia adivinhar por que ela estava tão desesperada para matar Anna. Ele podia ver que Emiko significava muito para essa mulher, embora ele não conseguisse entender como bons Caçadores como Emiko ou Yui estavam conectados a um culto.

Mas ele tinha uma sensação de que eles não eram realmente pessoas ruins. Se não, ele já estaria morto agora se fossem verdadeiramente demoníacos em natureza.

A Caçadora, cujo nome real parecia ser Grace, poderia ter terminado com ele antes se ela quisesse.

Os olhos de Anna começaram a embaçar enquanto as palavras de Arthur ecoavam ao lado de seu ouvido, pensando dolorosamente que ela poderia ao menos ajudá-lo a manter essa promessa, e no próximo momento, ela perdeu a consciência devido às lesões e à dor.

Grace congelou enquanto as palavras a atingiam como um martelo. Como esse jovem homem ainda podia ser tão determinado, tentando tranquilizá-la, mesmo depois de tudo que ela havia feito a ele? As palavras soaram em seus ouvidos, mas não eram suficientes para acalmar a tempestade que rugia dentro dela.

Ela percebeu, naquele momento, que nunca havia sequer parado para considerar o que Arthur estava sentindo — a traição, a dor de ser espancado por alguém que ele estava apenas tentando parar. Se fosse qualquer outro Caçador, eles poderiam ter tentado matar Anna também.

“Tia Grace, temos que ir. Os outros Caçadores estarão aqui em breve,” Yui ansiosamente disse enquanto tentava puxar Grace.

Grace assentiu rigidamente, seu coração doendo. Ela lançou um último olhar demorado para a forma inconsciente de Anna antes de se virar para Arthur, que jazia quebrado no chão, “Não faça promessas que não possa cumprir, garoto,” ela disse, sua voz fria, mas tingida com algo mais profundo — algo como arrependimento, “Você não tem ideia de por quem está lutando. Você ao menos sabe que o homem que você chama de ‘Presidente’ é o que criou o Ceifador Trovejante?”

Arthur sentiu sua visão embaçar, mas ainda ouviu o que ela disse, fazendo seus olhos avermelhados piscar em confusão e descrença, incapaz de acreditar no que ela acabara de dizer.

“Se você realmente se importa com a busca por justiça, então deveria começar a olhar cuidadosamente para as pessoas ao seu redor que fingem ser mais retas e justas,”
Sem mais uma palavra, Grace pegou Yui e lançou-se ao ar, as duas desaparecendo no céu tão rapidamente quanto haviam chegado.

Por um longo momento, tudo ficou imóvel.

Arthur, machucado e quebrado, continuava repetindo o que ela disse em sua mente. Mas ele nem sequer tinha energia restante para processar outro pensamento e finalmente permitiu que sua mão caísse flácida no chão.

A barreira radiante que havia protegido Anna piscou e então se desvaneceu, deixando-a vulnerável mais uma vez, embora ele não precisasse mais se preocupar.

E então, assim que ele expirou um suspiro de alívio, sua consciência se dissipou na escuridão.

Naquele momento, o som inconfundível de soldados com armaduras ressoou pelo prédio. Vários guardas desceram à cena, tomando posições ao redor do perímetro do orfanato, garantindo que ninguém mais intervenha.

Um homem de meia-idade com cabelos loiros arrumados e uma barba combinando, vestindo um elegante terno cinza, deu um passo à frente.

Ele clicou a língua em desprazer, seu olhar se estreitando enquanto avaliava a destruição. “Que bagunça,” Greg murmurou, balançando a cabeça. “Levem esses dois de volta para a estação. Rápido! A última coisa que queremos é gente farejando e bisbilhotando por essa área.”

Os guardas assentiram, movendo-se rapidamente para coletar as formas inconscientes de Anna e Arthur. Enquanto eles os levavam embora, o olhar perspicaz de Greg permaneceu sobre as ruínas da batalha, seus lábios lentamente formando um sorriso.

—
Enquanto isso, Grace e Yui chegaram de volta ao seu Culthold, seu voo rápido e tenso. Dentro, Asher e Rebecca os esperavam, suas expressões uma mistura de impaciência e curiosidade.

“Eu não acredito! Eu pensei que você com certeza a mataria,” Rebecca disse, seus braços cruzados, com decepção e descrença em seu tom.

“Chega, escrava,” Asher firmemente disse, fazendo Rebecca morder o lábio em frustração enquanto se sentava.

Grace lentamente balançou a cabeça, sua expressão cansada enquanto colapsava em uma cadeira, “Eu ainda quero ela morta,” ela disse, sua voz suave, mas resoluta. “Mas então percebi que mesmo que eu a mate, isso não mudará nada. Nós não teremos Emiko de volta. Não estaremos punindo o verdadeiro culpado por sua morte. Derek. Ele a forçou a isso, nos manipulou a lutar um contra o outro enquanto ele colhia as recompensas. Ao matar Anna, eu apenas estaria jogando conforme seu plano, facilitando para ele se livrar de uma ponta solta e causar mais infâmia para cair sobre nós.”

Ela olhou para Yui, gentilmente acariciando a cabeça da menina, “Tenho que agradecer a Yui por me ajudar a ver a razão,” Grace acrescentou suavemente.

Os olhos de Yui estavam cheios de lágrimas enquanto ela sorria fracamente, assentindo.

Rebecca revirou os olhos, mas não pôde argumentar com a razão de Grace. Ela sabia que era verdade, mesmo que ainda se sentisse conflitante.

“Você está certa, Grace,” Asher disse pensativamente, sua expressão se suavizando. “Nós não podemos perdoar Anna pelo que ela fez, mas ela pode ser uma arma contra Derek. A menos, claro, que ele a mate depois disso. Nós estamos em uma situação onde não podemos nos dar ao luxo de descartar nenhuma opção.”

Grace assentiu lentamente, seus olhos cheios de tristeza silenciosa, “Eu sei. É por isso que eu saí assim. Mas por agora, vamos primeiro lamentar Emiko do jeito que ela merece.”

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