O Demônio Amaldiçoado - Capítulo 731
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731: O Que Eu Me Tornei? 731: O Que Eu Me Tornei? “Eu… Eu sinto que posso…” Ela levantou o olhar, seus olhos brilhando com intenção assassina, “…finalmente matar o Ceifador Trovejante sozinha.”
Yui ficou chocada, seus olhos se arregalaram enquanto ela olhava entre Grace e Asher. Rebecca, entretanto, apenas soltou um sorriso frio, seu olhar cheio de diversão e uma certa quantidade de aprovação.
Asher levantou uma sobrancelha, sua expressão revelando alguma surpresa. “Grace?” ele perguntou, sua voz preenchida com uma mistura de preocupação e curiosidade. “Foi por isso que você pegou Eternum?”
Grace não vacilou. Ela assentiu uma vez, a confiança em sua postura inabalável. “Não posso simplesmente deixá-la ir embora assim depois do que ela fez com Emiko. Vou acabar com ela e garantir que ela não possa matar mais ninguém. Quanto mais devemos perder enquanto tentamos salvar os outros mas não os nossos?”
A pergunta pairou no ar, carregada com o peso de tudo que eles haviam perdido. Yui baixou a cabeça em tristeza, sentindo o peso das palavras de Grace atingir seu coração como um golpe físico.
“Você está absolutamente certa,” Rebecca murmurou, um escárnio frio escapando de seus lábios enquanto ela cruzava os braços. Seus olhos se estreitaram com a nitidez de alguém que entendia o custo de deixar alguém como Anna viva.
A expressão de Asher suavizou, mas uma pesadez permaneceu em seu olhar, “Ok, mas… você tem certeza que está se sentindo forte o suficiente? Não sei quanto Eternum realmente vai ajudar.”
Os lábios de Grace se curvaram em um sorriso malicioso. Ela não respondeu com palavras, mas sim, com uma ação. Ela lentamente levantou a mão, e o ar pareceu crepitar com energia. Uma luz vermelho escuro explodiu de sua palma, o brilho tão intenso que parecia que poderia queimar o próprio ar.
O chão sob eles tremeu. No início, foi uma leve vibração, mas logo, não apenas o quarto, mas todo o prédio subterrâneo começou a sacudir.
O chão rachou como se a própria terra estivesse reagindo ao poder dela. Asher, Rebecca e Yui arregalaram os olhos ao sentirem a enorme força do comando de Grace.
Yui recuou, seu coração acelerando em admiração e medo do poder que Grace acabara de expressar.
Os olhos de Asher se aguçaram, o peso da situação completamente absorvido. Ela não estava apenas movendo o chão, mas a própria terra num raio de alguns quilômetros. Ela estava usando sua Força de Vontade para literalmente causar um mini terremoto!
Os olhos de Rebecca também se arregalaram. Ela já tinha visto o poder de Grace antes, mas nada como isso. Ela não tinha ideia de que Grace tinha tanto potencial aterrorizante todo esse tempo.
Grace lentamente abaixou a mão, o estrondo da terra diminuindo enquanto ela respirava fundo. Sua expressão era feroz, determinada e fria, “Vou fazer ela perceber que diante da Força de Vontade, a Força da Mente dela não vai fazer porra nenhuma em uma batalha frente a frente.”
Asher, ainda processando a total extensão da força de Grace, sentiu suas dúvidas desaparecerem. Ele tinha visto vislumbres de seu potencial antes, mas agora não havia dúvida.
Esta era a Grace que ele estava esperando—a Grace que tinha sido contida por suas lesões por muito tempo, a Grace que agora estava pronta para lutar, pronta para tomar o que ela acreditava ser dela.
Ele agora entendia porque Grace estava tão amargurada por ter sua carreira como Caçador prejudicada devido à sua lesão todos aqueles anos atrás. Ela tinha tanto potencial, mas nunca teve a chance de alcançá-lo.
“Mas ainda não tive notícias de Arthur. Isso pode significar apenas que ele ainda está engajado com ela, ou talvez ela o tenha nocauteado. De qualquer forma, como você vai encontrá-la?” Asher perguntou, franzindo a testa.
Um sorriso frio se espalhou pelo rosto de Grace enquanto ela começava a caminhar por Asher, seus passos confiantes, “Deixe isso comigo,” disse ela, sua voz gelada. “Agora que sabemos quem ela realmente é, é moleza.”
Yui a observou ir, um nó nervoso se formando em seu estômago, “A Tia Grace vai ficar realmente bem?” ela perguntou, sua voz tremendo de preocupação.
Rebecca lançou-lhe um olhar, seus braços ainda cruzados, “Tch, pirralha. Você deveria ter mais fé em sua mentora. Com o poder que ela detém agora, ela está facilmente entre as cinco mais fortes dos dois mundos combinados,” Rebecca disse de forma despreocupada, embora houvesse uma ponta de admiração em sua voz.
Yui mordeu o lábio, ainda incerta, mas se sentindo um pouco mais tranquilizada pelas palavras de Rebecca.
Asher, por outro lado, parecia mais sério do que nunca.
Seu olhar permaneceu na figura de partida de Grace. “Rebecca e eu não podemos seguir Grace porque nossos cascos humanos estão sem mana. Então você deve ir e ficar de olho nela. Ela pode não estar pensando claramente neste momento. Então, você é a única que pode ajudá-la se ela precisar. Então vá agora.”
Yui assentiu rapidamente, seu rosto determinado. “Mn.” Ela saiu correndo do quarto, seus passos ecoando no silêncio que ficou para trás.
Asher a observou sair, seu cenho franzido. Rebecca, vendo sua expressão, ergueu uma sobrancelha. “Sobre o que você está tão profundamente pensativo? Não pode ser apenas porque aquela garota morreu.”
Asher balançou lentamente a cabeça, seus olhos escurecendo, “Derek agora sabe quem eu sou, e ele começará a mirar nossos aliados aqui.”
Asher lembrou de Amelia e seus pais, Rachel e Cecília. Eles estavam em grave perigo agora. Ele já havia enviado mensagens de alerta para eles, mas isso não o impedia de se preocupar com eles.
Ele não sabia como levá-los todos para a segurança, já que eles estavam presos neste mundo ou em Marte.
Não era como se ele pudesse trazê-los para o seu mundo, e Culthold não seria mais um refúgio seguro se ele os trouxesse para cá. No máximo, ele só seria capaz de trazer Amelia aqui.
A expressão de Rebecca suavizou ao ver o quanto ele parecia preocupado, “Tenho certeza de que eles podem lidar com isso. Mas mesmo que você pense que eles não podem, vamos primeiro carregar nosso casco humano antes de você continuar a se preocupar.”
Os olhos de Asher se estreitaram, sua resolução se solidificando, “Certo. Vamos voltar rapidamente para o nosso mundo.”
—
O sol da tarde pendia baixo no céu sobre um orfanato animado e modesto aninhado no coração da Alemanha. As crianças estavam cheias de alegria, suas risadas ecoando pelos corredores enquanto seguiam seus professores para os quartos após um longo dia de aulas.
O brilho quente do sol da tarde filtrava pelas janelas, lançando uma luz suave sobre seus rostos.
Mas a atmosfera alegre vacilou quando o ar pareceu mudar, a temperatura caindo repentinamente, enviando um arrepio pelo prédio. As risadas e conversas se tornaram abafadas enquanto as crianças paravam no lugar, olhando em direção à entrada.
De pé na extremidade do corredor principal estava uma figura. Alta, imponente e vestida com um traje metálico completo, faíscas amarelas escuras dançavam pelo corpo da mulher, crepitando de forma sinistra na luz fraca.
Sua presença por si só fazia o ar parecer pesado, sufocante, como se as próprias paredes do orfanato estivessem se fechando sobre eles.
Uma das professoras, uma mulher que estava guiando as crianças, empalideceu enquanto recuava. “E-E-É o Ceifador Trovejante!” ela ofegou, sua voz um sussurro aterrorizado que enviou una onda de pânico pelos outros.
As crianças, sentindo o perigo, começaram a chorar, suas vozes elevando-se em um coro coletivo de medo e confusão. Seus pequenos corpos tremiam, incertos do que estava acontecendo ou por que o próprio ar ao redor deles parecia crepitar com ameaça.
Mas não eram apenas as crianças que estavam paralisadas pelo medo. Os professores permaneceram congelados, enraizados no lugar, muito aterrorizados para se moverem, muito atônitos para reagir. O nome do lendário Ceifador Trovejante—uma das figuras mais temidas de todo o seu mundo—havia atingido seus corações com um medo como nada mais poderia.
Anna avançou lentamente, seus passos ecoando de forma sinistra pelo chão enquanto ela se aproximava deles. Cada passo que ela dava enviava um calafrio pela sala, a pura força de sua presença deixando um frio inabalável em seu rastro.
Os relâmpagos que crepitavam ao redor de seu corpo pareciam pulsar com cada movimento, o ar espesso com uma energia demoníaca que sufocava a própria vida do espaço.
A respiração de Anna era superficial, seus punhos cerrados ao lado enquanto seus pensamentos lutavam entre si, um campo de batalha de seu passado e seu presente. Os rostos das crianças, aqueles rostos inocentes que ela havia ensinado e aprendido a amar, olhavam para ela com uma mistura de confusão e terror.
Eu falhei com eles, pensou Anna, seu coração doendo a cada segundo que passava. Eu falhei com eles assim como falhei com todos que já me importei.
Suas mãos tremiam incontrolavelmente, os estalos agudos de seu relâmpago ampliando a dissonância em sua alma. Ela já foi a protetora deles, a professora deles. Eles a haviam olhado com afeto, até com admiração. Agora, esses mesmos olhos estavam cheios de medo e desconfiança.
No entanto, o comando—a ordem fria e implacável do monstro de olhos azuis, ecoava implacavelmente em sua mente. Mate todos eles. Era um comando que ela havia ouvido muitas vezes demais.
Cada vez, ficava mais difícil resistir. Mas não importava mais, não é? Ela não tinha escolha. Ela era a arma agora, o monstro que eles haviam feito dela. Ela nunca foi destinada a ter uma vida própria. Ela só foi feita para executar a destruição que os outros ordenavam.
Lentamente, ela avançou, seus passos desajeitados como se cada movimento tirasse cada grama de vontade que ela tinha restante. As crianças recuaram, os professores também aterrorizados para se moverem, seus olhos arregalados com o horror, incapazes de processar o que estava acontecendo. Seus corações trovejavam em seus peitos, o som ensurdecedor nos ouvidos de Anna enquanto a distância entre eles diminuía.
Eu não posso fazer isso. Eu não posso fazer isso com eles.
Ao chegar ao meio da sala, Anna parou. Sua respiração prendeu em sua garganta enquanto ela olhava nos olhos das crianças—aqueles olhos inocentes e assustados que uma vez a olharam com confiança, com amor. Os rostos pelos quais ela havia crescido para cuidar, proteger, agora a enchiam com um peso esmagador de desespero. O que eu me tornei?
Sua mente era uma cacofonia de memórias e emoções. Arthur… Seu rosto piscou em sua mente—seus olhos, uma vez cheios de calor, agora estilhaçados com descrença, como se ele tivesse acabado de aprender a verdade sobre quem ela realmente era.
Aquele foi o olhar que perfurou sua alma mais profundamente do que qualquer arma poderia. Ela não podia suportar. Cila e os outros olhariam para mim da mesma forma quando eu retornar? Eles veriam o mesmo monstro que ela havia se tornado? A realização esmagou seu peito como um torno.
A voz do Trazedor do Inferno ecoou em sua mente. Tudo isso é realmente inútil?
Anna fechou os olhos, seu corpo tremendo violentamente. A dor era insuportável. Seus pensamentos espiralaram em um ciclo interminável de autoaversão e arrependimento.
Ela não queria ser isso—essa coisa. Ela não queria mais viver assim. Ela não queria mais machucar ninguém. Mas seu destino já havia sido selado há muito tempo.
No entanto, nesse momento, ela queria ser aliviada de seu destino amaldiçoado.
“Eu… Eu não quero isso,” Anna sussurrou, sua voz apenas um murmúrio, irrompendo através da tempestade de seus pensamentos, “Afastem-se de mim…” Ela mal conseguia ouvir suas próprias palavras, mas elas eram altas o suficiente para fazer o ar sentir-se mais pesado, como se o próprio mundo estivesse segurando a respiração.
O relâmpago amarelo escuro que a cercava começou a piscar e a se apagar, a energia outrora violenta desaparecendo lentamente enquanto ela dava um passo para trás, seu corpo tremendo. Os professores e as crianças, congelados no lugar, olharam para ela com expressões confusas, incertos do que acab…