O Demônio Amaldiçoado - Capítulo 730
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730: Sem Consequências Para Os Moribundos 730: Sem Consequências Para Os Moribundos A tensão no ar estava densa enquanto Rebecca avançava. Ela estalava a língua com um ar de impaciência, “Vamos só derrubar essa porta,” ela sugeriu, claramente pronta para forçar a entrada.
Mas antes que pudesse se mover, Asher silenciosamente passou por ela, seus passos firmes e calculados. Ele alcançou a porta, sua mão agarrando a maçaneta com facilidade. Com um giro sutil e um forte puxão, a porta rangeu ao abrir sem esforço, revelando a sala além.
O trio entrou na sala, seus olhos imediatamente se arregalando diante da visão que os esperava.
Lá, sentada no lado distante, estava Grace — sua figura envelhecida iluminada pelas luzes brancas acima, aparentando mais velha que o normal com um ar de desespero ao seu redor.
Em sua mão, ela segurava uma seringa preenchida com um líquido verde radiante, cujo brilho suave refletia em seu rosto cansado. Seus dedos tremiam levemente, sua expressão uma mistura de determinação e arrependimento.
“Grace, pare. O que você está fazendo com isso?” a voz de Asher era baixa, mas firme, seu olhar nunca deixando a seringa.
As sobrancelhas de Yui e Rebecca se uniram em simultâneo conforme reconheciam a seringa. A voz de Yui tremia com choque, “I-Isso é Eternum?”
Os olhos de Rebecca se estreitaram, a incredulidade se infiltrando em seu tom, “Você… Eu não acredito que estava planejando fazer algo estúpido assim!” Ela deu um passo à frente, apontando para a seringa como se pudesse arrancá-la das mãos de Grace pela força de vontade sozinha.
Grace suspirou profundamente, seu aperto na seringa se intensificando.
Ela virou-se para enfrentá-los, seu rosto taciturno, como se já tivesse decidido, mas ainda buscasse algum tipo de validação, “Eu pedi para Rachel me entregar um pouco disso para estudar e ver se eu poderia replicar — criar uma versão que não tivesse um custo tão alto. Algo em que meu filho provavelmente estava trabalhando antes de roubarem a pesquisa dele. Algo que pudesse ser feito sem deixar meninas como Yui e Emiko morrerem no processo. Mas… Eu falhei. E eu guardei um monte deles, nunca pensando que usaria.”
Sua voz se tornou mais baixa, pesada com o peso de sua confissão, “Eu sei que seria errado, especialmente porque é feito do sangue dos inocentes. Eu nunca queria sequer considerar essa opção. Mas…” Sua voz falhou, “Nós perdemos Emiko. E todos nós sabemos que se meu corpo tivesse sido um pouco mais forte para aguentar meus poderes, ela ainda poderia estar aqui.” Ela engoliu em seco, sua expressão vacilando com a tristeza que pesava em seu coração, “Eu sei que nem deveria estar viva agora, mas isso não torna as coisas mais fáceis. De qualquer maneira, estou morrendo. Mas pelo menos não quero que minha morte não signifique nada depois que Emiko sacrificou a vida por mim.”
O quarto ficou silencioso por um momento, enquanto todos absorviam as palavras de Grace. Os olhos de Yui estavam arregalados, preenchidos com preocupação, enquanto o rosto de Rebecca permanecia duro, embora sua testa estivesse franzida de preocupação.
Asher, no entanto, observava Grace cuidadosamente, seus olhos se suavizando à medida que entendia a profundidade de sua dor.
“Então você… você está planejando usar essa seringa para fazer o quê?” Asher perguntou, sua voz cheia de preocupação, “Você deve conhecer as consequências de usá-la. Rachel não te disse o que está acontecendo com o Lenny por causa disso?”
Os ombros de Grace caíram levemente enquanto ela assentia lentamente, “Eu sei. Mas como eu disse, não há realmente consequências para uma mulher moribunda, não é? Talvez isso seja a única coisa que possa não só me ajudar a viver um pouco mais, mas também me dar a força que preciso para lutar por vocês e pelo que Emiko acreditava.” Ela o olhou, seu olhar inabalável, “Mas eu não vou usá-lo a menos que você me permita. Eu devo isso a você. É sua decisão, mestre.”
A expressão de Asher permaneceu complicada enquanto ele permanecia ali, sua mente pesando as consequências.
Ele podia ver a quebrantamento em Grace, a culpa e a autodúvida que a assombravam.
Ele entendeu sua dor, a necessidade desesperada de compensar a perda de Emiko, encontrar alguma maneira de dar significado ao sacrifício. Ele também sabia que Eternum poderia lhe dar uma chance — uma chance fugaz de recuperar sua força, mesmo que viesse com um custo alto.
Ele assentiu lentamente, sua voz firme. “Ok… Você pode fazer isso.”
Yui soltou um gás, sua voz tremendo enquanto ela se voltava para ele. “M-Mas será seguro? Aquela coisa parece estar cheia de energia radiante pura. Pode machucar a Tia Grace!”
Grace sorriu suavemente para Yui, seus olhos calorosos apesar do peso pesado da decisão que estava prestes a tomar. “Não se preocupe, criança,” ela a tranquilizou, “Embora mana demoníaca corra pelas minhas veias, meu circuito de mana ainda é feito para canalizar mana radiante. O que este soro fará é restaurar meu circuito de mana para uma condição mais saudável, pelo menos temporariamente. Mas se você está preocupada, você pode usar seus poderes para ajudar a estabilizar meu corpo enquanto ele faz seu trabalho.”
Yui assentiu, ainda ansiosa mas confiando nas palavras de Grace. Sua voz era frágil, mal acima de um sussurro, “Mn… Então eu vou ajudar você, Tia Grace.”
Rebecca balançou a cabeça, murmurando para si mesma, “Não consigo acreditar nisso. Como ninguém está preocupado que ela vai acabar se matando?”
Grace respirou fundo e levantou a seringa em direção ao seu braço, seus dedos tremendo enquanto ela se preparava para injetá-la. A luz verde do soro cintilava na luz fraca, refletindo em seu rosto marcado pelo tempo enquanto ela se firmava.
Yui ficou ao lado dela, observando ansiosamente enquanto Grace cuidadosamente pressionava a agulha em sua veia, suas mãos tremendo.
Grace fechou os olhos enquanto lentamente empurrava o êmbolo para baixo.
A sala estava densa com tensão enquanto o soro verde fluía pelas veias de Grace, a energia radiante dentro dele percorrendo seu corpo, começando seu trabalho.
Yui ficou perto, suas mãos tremendo enquanto ela colocava as mãos nos ombros de Grace, canalizando sua energia de cura com tudo que tinha. Seus olhos estavam arregalados com preocupação, a testa franzida enquanto tentava estabilizar o corpo frágil de Grace enquanto a transformação começava.
“Ungh…”Grace gemeu, seu rosto contorcendo de dor. O soro estava agindo, mas seus efeitos estavam longe de ser suaves.
Veias vermelho-escuro começaram a se espalhar sobre sua pele, serpenteando por seus braços e rosto em um padrão retorcido que parecia pulsar com o poder do soro.
Seu fôlego vinha em arfadas irregulares enquanto a dor a rasgava, seu corpo tremendo como se não pudesse lidar com o súbito aumento de energia.
“Tia Grace!” Yui chamou, sua voz cheia de desespero enquanto ela focava mais intensamente, empurrando mais de sua energia de cura para o corpo de Grace, “Aguente firme! Por favor, apenas aguente!”
As mãos de Grace agarraram as laterais de sua cadeira, suas unhas cravando na madeira enquanto ela arqueava as costas em agonia. Seu rosto torcido de dor, seus lábios se curvando enquanto lutava para se manter estável. “É… é demais,” ela ofegou, sua voz tremendo enquanto lutava para manter o controle, “Eu… eu não pensei que doeria tanto assim…”
Asher franziu a testa ao ver o que estava acontecendo com Grace. Ele tinha ouvido de Rachel que a primeira vez que alguém toma o soro… não seria fácil de jeito nenhum.
Mas ele confiava em Yui e Grace para superar isso.
Rebecca, parada do outro lado do quarto, observava com preocupação, seus braços cruzados firmemente sobre o peito.
Sua voz era uma mistura de ceticismo e preocupação, “Isso é loucura. Ninguém deveria brincar com algo assim… Especialmente alguém em sua condição.”
Os olhos de Asher oscilavam entre Grace e Yui, seu olhar intenso, “Ela não tem escolha,” ele murmurou em voz baixa, mas as palavras eram mais para si do que para qualquer outro. Sua voz era baixa, assombrada com o mesmo peso de incerteza que pairava sobre todos eles.
“Algo está acontecendo…” Rebecca murmurou com as sobrancelhas franzidas.
O corpo de Grace tremia violentamente enquanto a transformação atingia seu ápice, sua pele outrora pálida agora reluzente de suor.
Seu cabelo, antes uma tonalidade opaca de vermelho desbotado, começou a brilhar e escurecer, um tom vermelho-ardente que se espalhava por suas costas como uma torrente de chamas.
Seu corpo, antes frágil e quebrado, parecia esticar e se mexer, suas curvas tornando-se mais cheias, mais pronunciadas. Sua pele alisou, suas bochechas enchendo com vigor juvenil, e as veias escuras que tinham manchado sua pele começaram a desaparecer, deixando-a com uma tez saudável e brilhante. Seus lábios, antes gretados e pálidos, agora estavam carnudos e aveludados, um tom profundo de vermelho.
O quarto parecia zumbir com energia à medida que a transformação de Grace finalmente começava a desacelerar, as caretas de dor em seu rosto dando lugar a uma calma quieta e quase atônita.
Yui, exausta pelo esforço, balançou levemente enquanto retirava seus poderes de cura, insegura se ainda poderia ajudar sem se esforçar demais. Ela ficou ali, com os olhos arregalados, enquanto a mulher diante deles se levantava lentamente, a mudança completa.
Enquanto Grace se endireitava, seu longo cabelo vermelho-ardente fluindo ao redor dela como uma auréola, ela exalava uma aura de poder que era impossível de ignorar. A força em sua postura, o fogo em seus olhos, a beleza inegável que agora irradiava dela — ficou claro que a mulher que estava diante deles não era a mesma que havia lutado com o soro momentos antes.
Sua figura era deslumbrante — seu corpo agora cheio, curvilíneo, e cada parte a bela ardente que ela já fora. Seus olhos castanhos, agora mais afiados, mais intensos, fixaram-se em Asher, Yui e Rebecca, e todos eles sentiram o peso de seu olhar. Ela era uma força a ser reconhecida, sua aura ilimitada, seu poder palpável no ar ao redor deles.
Yui ficou boquiaberta, seus olhos cheios de choque e admiração, “Tia Grace… você… você está…” Suas palavras falharam enquanto ela tentava processar a visão diante dela. Ela nunca a tinha visto assim — tão vibrante, tão viva.
Mesmo quando ela tinha absorvido cristais de vida para se rejuvenescer, ela nunca havia parecido tão boa.
Rebecca avançou, seus olhos estreitando, uma mistura de admiração e incredulidade em seu rosto. “Que diabos…?” Seu tom era incrédulo enquanto ela olhava entre Grace e Asher. “Esse soro pode funcionar tão bem assim?” Ela podia imaginar as velhas decrépitas de seu mundo salivando diante desse soro se soubessem de seus efeitos.
Os olhos de Asher brilhavam com espanto enquanto ele olhava para Grace, que parecia ter não mais do que vinte e poucos anos, “Esse soro parece ter restaurado seu corpo à melhor condição. Como você está se sentindo agora?” Ela estava ainda mais deslumbrante do que ele jamais imaginara.
Grace se ergueu diante deles, seu peito generoso subindo e descendo a cada respiração, sua expressão feroz, porém determinada.
Ela olhou para si mesma, levantando as palmas das mãos, como se ainda estivesse tentando entender o poder que fluía através dela, “Eu… Eu sinto como se pudesse…” Ela levantou o olhar, seus olhos brilhando com intenção assassina, “…finalmente matar o Ceifador Trovejante sozinha.”