O Demônio Amaldiçoado - Capítulo 703
- Home
- O Demônio Amaldiçoado
- Capítulo 703 - 703 Mantenha-se Firme no Que Você Acredita 703 Mantenha-se
703: Mantenha-se Firme no Que Você Acredita 703: Mantenha-se Firme no Que Você Acredita O Trazedor do Inferno inclinou levemente a cabeça e falou com uma calma arrepiante, “Eu não seria tão rápido em levantar sua arma… Não se você quiser ver sua avó novamente.”
O aperto de Remy vacilou, e seus olhos se arregalaram em choque e horror, “O-Quê? Do que você está falando?” Sua voz tremia, preenchida de medo enquanto as palavras do rei demônio o atingiam.
O Trazedor do Inferno deu um passo lento para a frente, sua capa escura esvoaçando levemente na brisa gelada, “Você ouviu, garoto.”
A respiração de Remy vinha em rajadas curtas e afiadas enquanto ele balançava a cabeça, tentando estabilizar seus pensamentos. “Não… Você poderia ter inventado uma mentira melhor,” ele murmurou, sua voz tremendo, mas sua expressão se endurecendo, “Faz alguns anos desde que minha avó morreu.”
O Trazedor do Inferno, parado alto e imóvel, inclinou levemente a cabeça, “Você viu o corpo dela?” ele perguntou, sua voz profunda e arrepiante desestabilizando Remy. “Não. Então como você tem tanta certeza de que ela está morta?”
Os olhos de Remy oscilaram com incerteza, sua confiança vacilando. Sua garganta apertou enquanto ele murmurava, “Você… Você não pode estar falando sério—”
“Sim,” O Trazedor do Inferno interrompeu, sua voz fria e objetiva. “Grace, sua avó, está viva. Ela faz parte do meu culto agora, Remy. Ela vendeu sua alma para mim para ganhar o poder de se vingar daqueles que a prejudicaram—daqueles que tiraram tudo de você e sua família.” Suas palavras foram suaves, deliberadas. “E ela teve sucesso, como você já viu.”
O coração de Remy bateu em seu peito, sua pulsação acelerando enquanto uma onda de choque o atingia.
Ele se lembrou do que aconteceu com Gary e seu filho. Toda a sua guilda foi destruída e arrasada, enquanto suas mortes foram horríveis demais para se falar.
Seu corpo tremia, e sua arma abaixava enquanto sua mente girava. “Não… Isso não pode ser verdade,” ele sussurrou, sua voz trincando. Ele sentiu um peso sufocante descer sobre ele, o pensamento de que sua amada avó se sacrificou a um demônio por sua causa.
“Se você quer vê-la novamente,” O Trazedor do Inferno continuou, seu tom inflexível, mas calmo, “você precisa vir comigo. A WHA enviará seus capangas aqui em minutos. Você pode ficar e continuar sendo um peão em seu jogo, ou pode se juntar a mim e aprender algumas verdades das quais você sempre foi ignorante. A escolha é sua.” Ele estendeu a mão, seu gesto tanto autoritário quanto estranhamente gentil.
Remy se sentiu preso, sua mente girando com confusão e incredulidade. Ele sabia que não deveria confiar em um demônio, mas algo nas palavras de Trazedor do Inferno o corroía—algo que parecia estranhamente verdadeiro.
E lá, no fundo, estava a esperança de ver sua avó novamente, a mulher que o criara, sacrificado tanto por ele. Ela realmente poderia estar viva?
Ele sabia que não tinha tempo para questionar profundamente os motivos do Trazedor do Inferno, não agora. Se o Trazedor do Inferno quisesse machucá-lo, ele não estaria ali, oferecendo uma escolha. O coração de Remy batia forte no peito enquanto ele tomava uma decisão—uma que ele nunca poderia voltar atrás.
Engolindo seu medo, Remy guardou seu cajado e caminhou para frente, cada passo pesado com incerteza. “Ok…” ele disse, sua voz tremendo, “Se você estiver falando a verdade… Eu quero ver minha avó. Por favor… leve-me até ela.”
Os lábios de Asher se curvaram em um sorriso malicioso enquanto sua mão pousava no ombro de Remy, “Sua avó ficará muito feliz que você escolheu sabiamente.”
—
Ontem…
“Você tem que ter muito cuidado com isso,” Cecília alertou, sua voz mal acima de um sussurro. “Meu marido… ele planeja tudo. Ele saberá se algo der errado. Ele é meticuloso demais.”
Cecília não sabia se as coisas poderiam dar errado depois que Ash de repente pediu sua ajuda assim. Mas ela queria finalmente fazer a coisa certa… pelo menos por ele e por ela mesma.
Asher sorriu calorosamente, avançando e segurando seu rosto em suas mãos. Seu toque enviou um arrepio familiar por sua espinha, confortável e inquietante. “Estou tocado que você esteja preocupada comigo,” ele murmurou, sua voz como seda. “Mas se você realmente quer garantir minha segurança, você pode me ajudar com uma última coisa.”
Os olhos de Cecília cintilaram com inquietação. “Como? Eu não sei mais o que posso fazer.”
O olhar de Asher se tornou sério, seus dedos tocando gentilmente sua bochecha. “Você tem acesso à câmara principal de teletransporte na Estação Ponte, certo? Eu preciso que você me ajude a inserir um dispositivo no sistema central. Isso garantirá que eles não possam enviar Remy para Marte. Em vez disso, vamos redirecioná-lo para um lugar seguro, onde eu possa levá-lo.”
Cecília ofegou, recuando um pouco. “Você quer que eu comprometa a câmara de teletransporte?” ela perguntou, sua voz subindo em choque. “Isso… Isso é muito perigoso, Ash. Há muitos olhos lá. Eu não posso—”
“Eu sei que é perigoso,” Asher interrompeu, seu tom suave, mas firme. “Mas você é a esposa do presidente. Ninguém suspeitará de você. Você pode visitar a estação para uma inspeção de rotina. Não é incomum. Tudo o que você precisa fazer é agir como se tudo estivesse normal. Quando chegar a hora certa, você coloca o dispositivo. Ninguém vai saber.”
O coração de Cecília acelerou, sua mente girando com dúvida e medo. Ela conhecia os riscos—entendia a traição que estaria cometendo contra seu marido. Mas enquanto o olhar de Ash segurava o dela, suas palavras começaram a penetrar em seus pensamentos.
“Eu não posso…” ela sussurrou, sua voz trincando.
Asher inclinou-se, seus lábios roçando o ouvido dela enquanto sussurrava, “Você já fez uma escolha para me ajudar. Isto… Isto é apenas mais um passo para garantir que você não se arrependa do caminho que escolheu.” Ele se afastou um pouco, seus olhos se fixando nos dela. “Faça isso, e você poderá verdadeiramente defender o que acredita — justiça e moralidade. Faça, e você não terá que viver com o arrependimento de ficar parada, assistindo o mundo caminhar para a ruína.”
Cecília engoliu em seco, sentindo o peito apertar enquanto sua determinação enfraquecia. Ela odiava como ele podia fazê-la se sentir tão conflituosa, tão dividida entre o dever e o desejo. Mas no fundo, ela não conseguia afastar a sensação de que ele estava certo — que havia algo que valia a pena salvar naquela teia emaranhada de decepções.
“Certo…” ela sussurrou, seus olhos brilhando de incerteza. “Eu farei isso. Por você. Por nós dois.”
O sorriso de Asher se alargou enquanto ele depositava um beijo em seus macios lábios cor-de-rosa, “Você não vai se arrepender disso.”
—
O corpo de Grace parecia estar sendo rasgado por dentro, cada nervo gritando enquanto ela despertava.
Um grunhido baixo e dolorido escapou de seus lábios enquanto tentava se sentar. Mas antes que pudesse fazer qualquer esforço real, uma voz irritada retumbou por trás, “Fique deitada se não quiser dificultar ainda mais para mim consertar esse seu lamentável estado.”
Ela abriu os olhos, e através da névoa de dor, viu Rebecca ao lado de sua cama, segurando uma tigela fumegante de líquido cintilante que cheirava fortemente a remédio.
O quarto estava escuro, e o ambiente familiar do Culthold dizia a Grace que ela havia sido trazida de volta, embora ela não tivesse memória de como.
“Agora, beba isso antes que você desmaie,” Rebecca adicionou, sentando-se ao lado dela com um olhar impaciente enquanto empurrava a tigela em direção a Grace.
A mente de Grace acelerava, lembrando-se da luta desesperada, da escuridão, dos guardas… e de Remy. Seu coração apertou, “Não… Remy… Onde ele está? Eu tenho que voltar,” ela murmurou, tentando forçar seu corpo a se mover, mas era como se tivesse sido paralisada pelo esgotamento.
Rebecca resmungou, seus olhos brilhando de exasperação, “Sente-se. Você não está em condições de ir a lugar algum depois daquela sua façanha. Matar aqueles guardas e manter aquelas duas garotas bobas vivas te esgotou. Se não fosse pelos últimos esforços de cura delas, você estaria morta, e eu teria que explicar por que deixei você morrer dessa forma.” Ela deu um sorriso pretensioso. “Então, sim, você deveria me agradecer por ter te arrastado de volta aqui antes de você ficar completamente acabada.”
Grace tentou novamente se sentar, rangendo os dentes, o corpo tremendo com o esforço, “Eu não posso ficar aqui… não enquanto Remy ainda está lá fora…”
A expressão de Rebecca escureceu enquanto ela segurava os braços de Grace e a apoiava, mas não soltou, “Ele vai ficar bem. Você realmente acha que nosso Mestre te deixaria na mão assim? Eu odeio admitir, mas você é sua primeira Serva da Alma e a que ele mais confia, mesmo sendo humana. Então, até termos notícias dele, você deve ficar aqui,” Ela cruzou os braços, seus olhos aguçados. “Ou você realmente vai desafiá-lo?”
Grace respirou fundo, forçando-se a se acalmar, sabendo que Rebecca estava certa. Asher ainda não tinha voltado e isso significava que ele ainda estava lá fora tentando salvar Remy.
Mas a ansiedade a roía. Ela queria — precisava — estar lá fora, ajudando. Esse era seu papel, seu dever.
Mas ela estava muito fraca agora, demasiadamente exausta. Relutantemente, ela assentiu, recostando-se na cama enquanto seu corpo cedia sob o esgotamento.
“Obrigada,” Grace disse baixinho, olhando para Rebecca com um sorriso suave. “Estou feliz que você estava lá para me ajudar.”
Rebecca pigarreou, sua postura rígida enquanto levantava o queixo. “Hmph, não me agradeça,” ela resfolegou. “Eu só fiz isso porque foi uma ordem do nosso Mestre,” Mas mesmo enquanto falava, havia um lampejo de algo mais em seu olhar — algo mais suave.
Ela empurrou a tigela em direção a Grace. “Mas primeiro, apenas termine este remédio que eu preparei cuidadosamente mesmo com o cheiro dos ingredientes radiantes me deixando enjoada.””
Grace soltou uma risada leve e assentiu enquanto estava prestes a pegar a tigela com suas mãos trêmulas. “Tch, esqueça. Eu vou alimentar você. Mas se você derrubar isso, juro que nunca mais te alimento,” dizendo isso, Rebecca ofereceu uma colher do caldo medicinal para Grace, que assentiu com um olhar agradecido antes de engolir.
Rebecca não podia acreditar que estava alimentando um humano e ainda por cima como uma serva, mas ela se dizia que isso era por causa das ordens de seu Mestre, mesmo que ele nunca tivesse especificado isso.
À medida que Grace engolia o líquido amargo, ela fechou os olhos, deixando o calor se espalhar por seu corpo dolorido. Por esses momentos efêmeros, ela permitiu-se relaxar e pensar no que deveria fazer a seguir. Ela também começava a se sentir muito melhor e bastante normal, fazendo-a perceber que Asher devia ter entregado a Rebecca alguns ingredientes de cura realmente poderosos para usar naquele caldo.
Mas então, a porta se abriu com um clique.
Ambas as mulheres viraram-se para a entrada, seus olhos se arregalando conforme uma figura entrava — um jovem de olhos castanhos familiares. Os olhos de Grace tremiam ao ver seu rosto.
Sua expressão era uma mistura de incredulidade e choque, sua voz falhando enquanto ele chamava, “V-Vovó?”