O Demônio Amaldiçoado - Capítulo 695
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695: Ser Verdadeiro Consigo Mesmo 695: Ser Verdadeiro Consigo Mesmo Asher caminhava pelo corredor silencioso de um prédio da WHA, seus passos eram determinados enquanto ele se aproximava do escritório dela. A luz suave que filtrava pelas janelas iluminava as paredes, mas nada podia amenizar a tensão que crepitava no ar. Ele conhecia o efeito que tinha sobre ela. Ele se deliciava com isso.
Quando ele chegou à porta, bateu levemente, com um sorriso malicioso no canto dos lábios. Dentro, Cecília estava sentada em sua mesa, sua mente dispersa enquanto revisava documentos, tentando — sem sucesso — ignorar o peso constante de sua visita mais cedo. A memória de suas palavras, seu toque, ainda se agarrava a ela, fazendo seu coração bater forte.
Ao som da batida, ela congelou, segurando a respiração. Ela já sabia quem era, “Entre,” ela chamou, embora sua voz tremesse levemente.
A porta rangeu ao abrir, e Asher entrou, sua alta estatura preenchendo a entrada. Sua presença parecia comandar a sala, seu olhar fixo nela com uma intensidade reveladora.
“Cecília,” ele disse suavemente, sua voz quente, mas com um toque brincalhão. “Você parece tensa.”
Ela engoliu em seco, se levantando rapidamente da mesa, perturbada com sua súbita aparição. “Ash,” ela começou, suas palavras saindo apressadas e ofegantes, “Eu—eu não esperava você tão cedo.” Ela corrigiu a postura, mas seu corpo a traía, a ansiedade apertando seu peito. “Tem algo que você precisa?”
O sorriso de Asher se aprofundou enquanto ele se aproximava mais, seus olhos nunca deixando os dela. “Oh, eu acho que você sabe o que eu estou procurando.”
O coração de Cecília acelerou. Ela sabia exatamente o que ele queria, e já podia sentir o calor subindo em suas bochechas. “Ash,” ela murmurou, sua voz quase implorando, “Nós realmente temos que—”
“Claro que sim,” ele a interrompeu, sua voz suave e provocante, “Você me prometeu um desejo, lembra?” Ele se moveu ainda mais perto, seus dedos roçando em seu braço enquanto ele se inclinava, seu hálito quente contra a pele dela. “E meu desejo era que eu pudesse te beijar sempre que eu quisesse.”
O coração de Cecília gaguejou no peito, sua pulsação acelerando com sua proximidade. Ela mal conseguia respirar, o peso de sua promessa pairando sobre ela. Ela sabia que tinha que deixá-lo beijá-la.
Mas antes que ela pudesse responder, a mão de Asher gentilmente segurou seu queixo, inclinando seu rosto para cima, em direção a ele. Seus lábios roçaram os dela em um beijo suave e demorado, lento e deliberado, como se ele saboreasse cada momento de sua resistência se desfazendo.
Ela fechou os olhos, sentindo o calor familiar fluir através dela. Mas assim que o beijo terminou, Cecília recuou ligeiramente, seu fôlego saindo em suspiros rasos, “Ash…” ela sussurrou, sua voz trêmula. “Eu quero mais uma chance.”
Ele levantou uma sobrancelha, sua expressão presunçosa, “Outra chance?”
Ela assentiu, tentando firmar sua voz, “Eu vou conseguir desta vez.”
Asher riu baixinho, claramente divertido por sua persistência, “Você já está pronta para passar por isso novamente?” ele provocou. Mas o brilho em seus olhos dizia que ele estava mais do que disposto a permitir, “Tudo bem. Estou feliz em deixar você tentar quantas vezes quiser.”
Cecília respirou fundo, determinada a manter sua compostura desta vez. Apenas fique calma, ela disse a si mesma. ‘Você consegue.’
Mas no momento em que Asher se inclinou novamente, sua mão descansando levemente em sua cintura, ela sentiu a tensão em seu corpo aumentar. Seus lábios encontraram os dela, e desta vez, o beijo foi mais profundo, mais intenso.
Ele não tinha pressa—ele nunca tinha—mas havia uma fome inconfundível na maneira como sua boca se movia contra a dela. Sua mão deslizou pelas suas costas, puxando-a para mais perto, e apesar de seus melhores esforços, seu coração a traía. Ele começou a correr descontroladamente, sua pulsação retumbando em seus ouvidos enquanto seu calor a consumia.
O momento dez segundos passaram, os joelhos de Cecília enfraqueceram. Sua respiração falhou enquanto ela recuava, seu rosto corado tanto de embaraço quanto de frustração. Ela falhou novamente.
O sorriso de Asher era inegável enquanto ele olhava para ela, seus olhos cheios de uma mistura de triunfo e diversão, “Parece que você falhou, novamente.” Sua voz era suave, provocante.
As mãos de Cecília tremiam enquanto ela as pressionava contra seu peito, seu coração ainda acelerado. Ela se sentia totalmente exposta, envergonhada por sua própria incapacidade de se controlar ao redor dele, “Eu… eu não entendo porque isso continua acontecendo,” ela murmurou, sua voz mal audível.
Asher deu um passo mais perto, seu dedo inclinando o queixo dela para encontrar o olhar dele mais uma vez, “Talvez seja porque seu coração já sabe o que você não quer admitir,” ele disse, sua voz suave e carregada com aquela confiança irritante. “Mas não se preocupe… nós continuaremos tentando até você acertar.”
Continuar tentando? E se ela nunca vencer? Ter que continuar…O pensamento disso fez seu rosto esquentar ainda mais.
Ela engoliu em seco, suas bochechas ardendo tanto de embaraço quanto do peso de seu fracasso, “Qual… qual é o próximo desejo?” ela perguntou, sua voz tremendo enquanto se preparava para o que ele fosse pedir.
O sorriso de Asher permaneceu enquanto ele se aproximava mais, seus olhos brilhando com aquela confiança inconfundível. “Você está ansiosa para saber, não está?” ele disse, sua voz suave mas com uma nitidez que fazia seu coração bater forte. Ele se inclinou, sua voz abaixando para um sussurro, “Desta vez, meu desejo vai ser… algo diferente.”
Cecília engoliu, seu peito se apertando tanto com antecipação quanto com medo. “O que é?” ela perguntou, tentando manter sua compostura.
O olhar de Asher demorou-se em seu rosto por um momento antes de ele recuar, sua expressão tornando-se mais séria, mais calculada. “Você está ciente da próxima missão para Marte, não está? Aquela que envolve os maiores gênios da academia?”
Cecília se recompôs. “Claro que sei sobre isso, mas… por que você está trazendo isso à tona?” Ela franziu a testa, de repente cautelosa. A missão para Marte era uma operação altamente confidencial, com apenas alguns indivíduos confiáveis tendo acesso aos detalhes completos. Isso não era algo que ela poderia simplesmente compartilhar abertamente.
O sorriso de Asher suavizou, seu tom tornou-se mais gentil. “Cecília, não estou pedindo detalhes confidenciais para ganho pessoal. Você sabe que me importo com os inocentes, em proteger vidas jovens. Você viu o que está realmente acontecendo com o projeto M.A.M, como se tornou perigoso. Eu apenas quero garantir que pelo menos um desses gênios não acabe se tornando vítima disso.”
Os olhos dela se arregalaram enquanto ela ofegava, “Você… O que você está planejando fazer?”
“Talvez nada por agora. Mas há alguém naquela academia que me importo. Tenho que salvá-lo disso. Eu não tinha ideia de que ele havia sido escolhido para isso. Mas agora que eu sei… preciso da sua ajuda,” Asher disse com um olhar intenso, mas sincero.
Cecília uniu os lábios, a incerteza turvando sua mente e surpreendida por seu pedido. Ela nunca pensou que ele conhecesse alguém na academia.
“De quem você está falando?” Cecília perguntou cautelosamente.
“Posso confiar em você se eu te contar? Você promete guardar isso entre nós e não contar a ninguém, incluindo seu marido porque você é tudo que tenho para ajudar alguém a quem me importo,” Asher disse com um olhar cativante.
Cecília sentiu seu coração vacilar ao sentir seu olhar e pôde ver que ele realmente se importava com aquele estudante. Ela queria acreditar nele, mas algo parecia errado. “Isso não é algo que posso simplesmente te contar, Ash. Isso… isso poderia me colocar em uma situação difícil, especialmente com o Derek.”
Ele suspirou, sua voz impregnada de decepção, enquanto se aproximava ainda mais, seus olhos fixos nos dela com uma intensidade que a fez prender a respiração. “Cecília, você não entende? Não estou pedindo para você agir às escondidas. Estou pedindo para você fazer a coisa certa. Essas mentes jovens, elas estão prestes a embarcar em algo incrivelmente perigoso. Podemos começar salvando aquele garoto.”
As mãos de Cecília tremiam levemente enquanto ela as apertava ao seu lado, “Mas… se Derek descobrir—”
“Esqueça o Derek por um momento,” Asher interrompeu gentilmente, sua voz suave, mas firme. “Isso não é sobre ele. Isso é sobre aquele garoto, sobre justiça, sobre salvar vidas. Você sempre defendeu o que é certo, Cecília. Eu sei que você se preocupa profundamente com o futuro, em fazer o que é moralmente correto. É por isso que você tem que me falar. Você não faria o mesmo pela sua filha?”
O coração dela batia forte enquanto o olhava, conflituosa. Todas as partes dela queriam manter sua lealdade ao marido, à missão que ela jurou proteger.
Mas as palavras de Ash se infiltraram em sua mente, fazendo-a questionar tudo. Ele não estava certo? Se ela tivesse a chance de salvar vidas, não deveria aproveitá-la? Ela poderia deixar esses jovens gênios comprometerem suas vidas?
Mas o que ela sabia era que teria impedido Rachel de ir, se estivesse naquela situação.
Asher pegou sua mão gentilmente, seu polegar deslizando sobre os nós de seus dedos enquanto se inclinava, sua voz um sussurro, “Meu desejo, Cecília, é que você permaneça fiel a si mesma. Você sempre se importou com justiça, em proteger aqueles que não podem se proteger. Não deixe seu marido ou o medo impedi-la de fazer o que é certo. Eu não quero te ver arrependida mais tarde… seguindo um caminho do qual você não pode voltar.”
O coração dela saltou com suas palavras. Elas tocaram fundo nela, alcançando os valores que ela sempre manteve próximos. Ela mordeu o lábio, sua mente girando. O ambiente parecia fechar ao redor dela, e por um momento, tudo que ela podia ouvir era o pulsar de seu próprio coração em seus ouvidos.
“O que você quer saber? Eu prometo que vou manter isso entre nós,” ela perguntou suavemente, sua voz tremendo com o peso de sua decisão.
O sorriso de Asher se alargou, mas dessa vez era mais doce, mais sincero, “Você pode conhecê-lo. Um estudante chamado Remy Eleanor. Preciso saber quando ele estará totalmente preparado para sua jornada para Marte… e quando exatamente ele partirá.”
Cecília hesitou, sua garganta apertando. Essa era exatamente o tipo de informação que poderia colocá-la em perigo se vazasse.
Mas ela já havia tomado sua decisão. Ela tinha que acreditar que as intenções de Ash eram puras, que ele realmente queria salvar aquele garoto.
Se fosse Rachel, ela não teria ficado parada, mesmo que isso significasse ir contra Derek. Então por que ela não poderia fazer isso pelo filho de outra pessoa?
E assim ela respirou fundo e concordou, “Eu vou descobrir para você. Mas… como você vai ajudá-lo? Você não pode fazer nada perigoso que possa te colocar em apuros.”
Asher sorriu enquanto se aproximava e segurava seu rosto com um olhar carinhoso, “Você acha que eu vou invadir e levá-lo embora? Claro que não. Mas conheço algumas pessoas boas que estariam dispostas a correr o risco e me ajudar. Se elas terão sucesso ou não… só os anjos podem saber, mas tenho que tentar por amor a ele.”
Cecília uniu os lábios enquanto assentia, perguntando-se se tudo ficaria bem agora que ela havia dado um salto de fé. Mas quem eram essas pessoas boas que ele conhecia que estavam dispostas a assumir uma tarefa tão perigosa?