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O Demônio Amaldiçoado - Capítulo 694

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  3. Capítulo 694 - 694 Vingança de um Traidor 694 Vingança de um Traidor Oberon
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694: Vingança de um Traidor? 694: Vingança de um Traidor? Oberon sentiu um frio gelado percorrer sua espinha, seus instintos o alertando de que ele não estava mais sozinho—como uma presa presa na mira de um caçador.

Ele prendeu a respiração, e seu olhar varreu a paisagem estéril. Ela está aqui, ele percebeu. Kira deve estar se escondendo em algum lugar por aqui.

O calor opressivo do sol carmesim acima dele só piorava sua condição. Seu corpo tremia de exaustão, e suas reservas de mana haviam se esgotado há muito tempo.

Sem a mana para proteger-se do esgotamento, sua pele parecia que estava cozinhando lentamente sob o sol implacável. Ele não conseguia caminhar mais, nem precisava. Ele havia chamado a atenção dela.

Ele caiu de joelhos, ofegante por ar enquanto sua visão tremia. Seu corpo gritava por alívio, mas ele não podia dar. Como um traidor que mal escapou de seu reino, despojado de tudo antes de sua suposta execução, carregar suprimentos extras teria sido muito suspeito.

Antes que pudesse reunir seus pensamentos, sombras dançavam ao seu redor. Num instante, múltiplas figuras encapuzadas saltaram do terreno rochoso, cercando-o com armas em punho, cada lâmina brilhando com uma intenção mortal.

“E-Espera!” Oberon gaguejou, sua voz tremendo enquanto ele levantava as mãos trêmulas em rendição. “Eu não sou um inimigo! Não mais…”

As figuras encapuzadas trocavam olhares, seus olhos ilegíveis por baixo dos capuzes. O ar ao redor deles zumbia com tensão, como se estivessem decidindo se o matariam ali onde ele se ajoelhava.

“Vocês todos abaixem as armas. Eu cuidarei disso,” uma voz firme e graciosa comandou, cortando o silêncio como uma lâmina. As figuras baixaram suas armas imediatamente, recuando para revelar uma única mulher encapuzada caminhando à frente com elegância deliberada.

O coração de Oberon pulsava em seu peito enquanto ele lentamente levantava o olhar para encontrar o dela.

A mulher retirou seu capuz, revelando um rosto intoxicantemente bonito emoldurado por ondas de cabelo dourado. Seus olhos verdes esmeralda, de forma amendoada e profundos, cintilavam sob o sol, quase brilhando enquanto mudavam com a luz. Suas orelhas de raposa estavam altas em sua cabeça, adornadas com pequenas tufos de pelo dourado, apenas adicionando ao encanto que a envolvia.

Seu olhar, entretanto, estava longe de ser confortante. Era penetrante, como se estivesse despirando a alma de Oberon a cada segundo que ela olhava para ele.

“Ara, ara… Príncipe Oberon,” Kira disse com um sorriso derretedor de almas, embora sua voz carregasse uma nitidez que enviava calafrios por todo o seu ser, “Ou devo dizer Oberon, agora que você não é mais um príncipe, mas um traidor do seu reino?”

A respiração de Oberon ficou presa em sua garganta. A Kira diante dele, a mesma mulher que ele conheceu durante suas visitas secretas às Pérolas Adocicadas, parecia diferente—aterrorizante até. O olhar gentil, calmante e sedutor que ela já teve agora mascarava algo muito mais perigoso.

“Eu… Eu…” Sua voz vacilou, e ele se viu incapaz de reunir seus pensamentos sob o escrutínio intenso dela. Ela sempre foi tão aterrorizante?

Kira inclinou levemente sua cabeça, o sorriso perigoso jamais deixando seus lábios, “Ara, você parece bastante estressado,” ela murmurou, seu tom doce de forma zombeteira, “Mas eu me pergunto… o que fez você vagar até minha terra natal? Você tropeçou nela por acaso, ou veio aqui de propósito?”

Seus olhos se estreitaram levemente, e Oberon sentiu como se o âmago de seu ser estivesse sendo exposto. Sua garganta apertou sob a pressão.

Kira suspirou, fingindo tédio enquanto girava sobre os calcanhares, “Hm, isso está ficando chato. Arranquem seus membros um por um, e voltemos,” ela disse casualmente, sua voz desprovida de emoção.

“Não! Espere!” Oberon gritou, sua voz rouca, o desespero o forçando a falar antes que fosse tarde demais.

Os lábios de Kira se curvaram em um sorriso sutil enquanto ela lentamente se virava para enfrentá-lo novamente, seus olhos esmeralda brilhando com interesse, “Oh? Você tem algo valioso a dizer, então?” Ela ergueu uma sobrancelha, aguardando.

Oberon respirou fundo, reunindo o último resquício de sua coragem, “Foi… ambos,” ele admitiu, sua voz tremendo mas firme, “Eu estava fugindo, e não sabia para onde mais ir. Se eu corresse para o leste, os lobisomens me despedaçariam antes que eu sequer pisasse em suas terras. Se eu fosse para o norte, seria pior nas mãos daqueles draconianos. Já fui torturado por eles uma vez, e desta vez… eles me dariam um destino pior que a morte. Então, eu não pude pensar senão correr para um lugar que seria comparativamente seguro e encontrar alguém que pudesse me oferecer refúgio.”

Kira inclinou sua cabeça, seu olhar se aguçando, “Então você veio aqui buscando minha ajuda? Que interessante. Mas me diga, por que eu deveria ajudá-lo?” Sua voz se tornou fria, seu sorriso desaparecendo, “Depois de tudo que seu reino fez ao meu povo, por que eu lhe concederia misericórdia? Você carrega o sangue daqueles que nos prejudicaram, Oberon. Só porque você nasceu depois não significa que está isento. Sua linhagem está contaminada com os pecados daqueles antes de você, e isso me tenta a exterminar cada última raiz com minhas próprias mãos.”

Seu sorriso voltou, mas não era mais doce—havia perigo na curva de seus lábios, e Oberon podia sentir seu coração apertar sob suas palavras, sua respiração ficando superficial.

“E-Eu sei…” Oberon gaguejou, sua voz rachando sob o peso de seu medo, “É por isso que posso ajudá-lo. Ajudá-lo a destruir esse reino maldito… e seu rei bastardo! Ele tentou me executar! Ele fez da minha vida um inferno!” Sua voz cresceu mais alta, sua raiva emergindo enquanto ele cerrava os dentes. “Ele tirou tudo de mim—minha mãe, minha mulher, meu prestígio, meu futuro. Eu quero ele morto e tudo pelo que ele se preocupa destruído tanto quanto você!”

Sua raiva ecoou pela paisagem árida, mas Kira simplesmente ficou lá, observando-o, seus olhos cintilando com diversão como se ela estivesse brincando com um brinquedo quebrado.

Finalmente, ela falou, seu tom baixo e suave, “Então, você busca vingança contra seu rei, não é?” Ela se aproximou, sua presença sufocante enquanto se inclinava, “Eu posso sentir a verdade em suas palavras, Oberon… mas isso não significa que eu confie em você.” Ela colocou um dedo embaixo do queixo dele, inclinando seu rosto para encontrar o dela, “Você é um traidor de sua própria linhagem. Como eu poderia confiar em um homem que trairia seu próprio reino tão facilmente?”

Oberon engoliu em seco, sua garganta seca, sabendo que se ele dissesse algo errado, ele morreria ali mesmo.

Sua mente acelerava enquanto ele lutava para reunir seus pensamentos. Seu coração batia em seu peito, mas ele sabia que essa era sua única chance.

Ele não podia se dar ao luxo de tropeçar agora, “Eu também não confiaria em mim na sua posição,” ele começou, sua voz tremendo mas resoluta, “Mas eu sei coisas sobre Asher—coisas que ninguém mais sabe, nem mesmo suas esposas. Suas verdadeiras fraquezas. Tenho 100% de certeza que nem mesmo os espiões e informantes que você tem em meu reino sabem o que eu sei. Então, mesmo que você já tenha planos para destruir seu reino, não gostaria de garantir seu sucesso com meu conhecimento?”

Os olhos esmeralda de Kira brilharam com intrigada, embora seu sorriso permanecesse frio, “Oh? Eu não esperava que você descobrisse tais segredos,” ela murmurou, sua voz gotejando curiosidade. Ela se inclinou ligeiramente, seu olhar se estreitando, “E quais seriam esses segredos?”

O queixo de Oberon tremia enquanto ele lutava contra o terror que ameaçava o oprimir, “E-Eu vou te contar… Once you provide me refuge and promise me safety. Não leve a mal… mas sem meu conhecimento, sou inútil para você, e você não teria motivo para me manter vivo.”

Por um momento, Kira riu, levando uma mão aos lábios, seus olhos brilhando com diversão, “Ara~ Que fofo de sua parte tentar barganhar pela sua vida assim.” Mas então, num instante, sua expressão escureceu, a diversão em seus olhos desapareceu. Sua voz tornou-se fria e letal, “Você realmente acha que isso vai me impedir de pegar o que eu quero da sua cabeça?”

Antes que Oberon pudesse reagir, as mãos de Kira dispararam para frente, agarrando sua cabeça com ambas as mãos. Seus dedos cravaram em seu couro cabeludo enquanto seu sorriso frenético retornava, seus olhos ardendo com um fogo cruel. Ela começou a canalizar sua mana, tentando arrancar os segredos de sua mente.

“AAAAARGHHH!!” Oberon gritou em agonia, pois parecia que seu crânio estava sendo partido ao meio. Seu corpo tremia violentamente, a dor diferente de tudo que já havia experimentado.

Mas ele cerrava os dentes, forçando-se a suportá-la. Isso não é nada, ele se dizia, nada comparado ao que ele havia passado nos últimos anos.

O sorriso triunfante de Kira começou a desaparecer, lentamente se transformando numa carranca profunda. Seus olhos se estreitaram em frustração enquanto ela lutava para penetrar as barreiras em sua mente. Com um rosnado de desprazer, ela soltou violentamente sua pegada em sua cabeça, seu olhar penetrante fixando-se nele, “Seu pequeno bastardo,” ela cuspiu, veneno gotejando de suas palavras, “Você tomou medidas para proteger sua mente? Eu nunca pensei que você seria tão astuto. Mas se você chegou tão longe… você deve realmente estar escondendo algo delicioso lá dentro.”

Oberon desabou no chão, gemendo de dor enquanto segurava sua cabeça, seu corpo tremendo, “Eu… eu te disse,” ele ofegou, mal conseguindo falar, “Elas são suas… se você me prometer refúgio. Por favor… tenha piedade.”

Os olhos de Kira queimavam com um desdém frio enquanto ela se erguia sobre ele, “Piedade?” ela zombou, “Meus ancestrais se revolveriam nos Sete Infernos se eles me vissem concedendo refúgio a um queimador de sangue como você, traidor ou não. Não, Oberon. Eu vou matar você e cada um de sua linhagem. Eu vou apagar seu reino maldito da face deste mundo.” Sua voz estava carregada de veneno, “Eu não preciso de sua permissão para tomar o que eu quero da sua cabeça. Eu vou quebrar essas barreiras, eventualmente. Você vai se arrepender de ter implorado por piedade quando eu poderia ter te dado uma morte rápida.”

Os punhos de Oberon se apertaram firmemente, seu corpo tremendo tanto de alívio quanto de terror. O plano funcionou, ele pensou amargamente, mas ele também sabia dos horrores que o aguardavam. As palavras de Kira confirmaram que seu destino estava selado, mas seu conhecimento poderia apenas comprar um pouco mais de tempo.

Kira se virou para seus subordinados, seu olhar penetrante ainda pairando sobre Oberon, “Levem-no de volta para nossa casa. Vai levar tempo para romper suas defesas, e eu não posso mantê-lo aqui.”

Enquanto seus seguidores avançavam para recolher Oberon, uma figura encapuzada se adiantou, sua voz rouca de idade, “Sua Graça… Precisamos realmente fazer isso? Não precisamos dele para fazer o necessário. Nosso povo pode não se sentir à vontade na presença dele.”

Kira balançou a cabeça, sua voz firme e resoluta, “Estamos muito perto de nosso objetivo para correr riscos. Nosso povo vive sem paz há tempo demais, e eu não vou falhar com eles agora. Usarei todas as ferramentas ao meu alcance para garantir nosso sucesso.” Seu olhar escureceu enquanto ela se lembrava do que o Guardião da Lua tinha lhe dito.

Mesmo que ele lhe dissesse que ela teria sucesso, ela não sabia se teria sucesso com ou sem os segredos que Oberon conhecia. E sabendo quão poderoso é Asher e seu potencial futuro, ela não queria arriscar.

O ancião fez uma reverência profunda, reconhecendo sua decisão, “Como você comandar, Sua Graça.” Com isso, ele recuou, e as outras figuras avançaram para levantar a forma inerte de Oberon, carregando-o em direção ao horizonte desolado.

Kira lançou um último olhar para os arredores, seu olhar afiado examinando a terra árida em busca de sinais de atenção indesejada. Satisfeita, ela puxou o capuz sobre a cabeça, seu cabelo dourado desaparecendo sob o manto. Sem mais uma palavra, sua figura desvaneceu nas sombras, sua presença desaparecendo como se ela nunca estivesse ali.

Oberon, meio atordoado, era arrastado pelos seguidores de Kira, sua mente girando com dor e medo. Porém, em algum lugar dentro dele, um fraco lampejo de esperança permanecia. Se ele jogasse suas cartas corretamente, talvez—apenas talvez—ele pudesse sobreviver tempo suficiente para salvar sua mãe.

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