O Demônio Amaldiçoado - Capítulo 685
- Home
- O Demônio Amaldiçoado
- Capítulo 685 - 685 Uma Batalha Perdida 685 Uma Batalha Perdida Cecília saiu
685: Uma Batalha Perdida 685: Uma Batalha Perdida Cecília saiu do transe, com a respiração presa na garganta à medida que a gravidade do que acabara de fazer se instalava.
Ela se afastou bruscamente, levantando-se da cadeira com um movimento repentino e quase frenético.
Sua mão voou para os lábios, seus dedos tremendo como se o próprio toque os lembrasse do beijo—do calor que sentira, mas não deveria ter sentido. A vergonha corou-lhe o rosto, suas bochechas arderam.
“E-Eu sinto muito,” ela gaguejou, sua voz mal superando um sussurro. “Eu não sabia o que estava fazendo. V-Você deveria ir embora agora.” O olhar dela desviou dele, o peito apertado pela culpa.
Mas Asher, de pé atrás dela com um olhar calmo e quase sabedor, se inclinou mais perto, sua voz um sussurro baixo e sedutor. “Até quando você vai mentir para si mesma, Cecília? Não é cansativo?” Seu braço começou a envolver sua cintura esbelta, os dedos roçando o tecido de seu vestido. “Você me beijou de volta. Eu sei que você me deseja.”
Cecília mordeu forte o lábio, sua mente girando. Ele estava certo—ela tinha correspondido ao beijo. Não era um erro de bêbada ou uma falha de julgamento como da última vez.
Ela tinha desejado, mesmo que por um momento. Mas por quê? Por que ela se permitiu ser levada por ele? Seus pensamentos se embaralharam, mas no instante em que sentiu o braço dele se apertando em volta de sua cintura, seus instintos entraram em ação.
Ela girou, a mão empurrando contra o peito dele, forçando Asher a recuar. Seus olhos estavam arregalados com uma mistura de medo e desafio.
“Você pode me afastar,” Asher disse, recuperando o equilíbrio, “mas você não pode afastar seus próprios sentimentos. ”
“Isso… Isso não é verdade,” a voz de Cecília vacilou, mas ela lutou para manter uma expressão determinada, sua força de vontade mal a mantendo inteira. “Eu estava apenas… fora de mim por um segundo.”
Asher riu baixo, o som escuro e cheio de diversão. “Nem uma criança acreditaria nessa besteira. Mas se você está tão confiante sobre seus sentimentos, deixe-me propor algo.” Ele se aproximou, seu tom desafiador, seu olhar penetrando suas defesas. “Beije-me mais uma vez. Apenas por dez segundos. Se você puder me beijar sem acelerar o batimento cardíaco, eu me afastarei de você. Para sempre. Mas se você falhar… você me deve um desejo.”
Cecília piscou, sua mente girando. “C-Com licença?” ela perguntou, sua voz temperada com perplexidade.
“Eu sei que soa um pouco… ortodoxo,” Asher disse, dando de ombros casualmente, seus lábios formando aquele sorriso sutil que sempre parecia perturbá-la. “Mas é a melhor maneira de testar seus sentimentos. Eu até te darei quantas chances precisar… embora você tenha que aceitar todos os desejos que vêm com isso.”
Os olhos dele brilharam com uma mistura de brincadeira e desafio. “Então, o que você diz? Você prefere continuar se torturando com essa incerteza ou acabar com isso agora? Se você realmente não me quer, qual é o problema? É apenas um beijo.”
O sorriso dele se aprofundou, fazendo seu coração disparar no peito. Uma parte dela sabia que ele tinha um ponto—um beijo, apenas dez segundos, poderia resolver toda essa bagunça.
Ela poderia provar a si mesma que o que sentia era um lapso momentâneo, nada mais. E ainda assim, o pensamento desse beijo, de não conseguir controlar o batimento cardíaco, a deixava ansiosa de uma maneira que não compreendia.
Ela hesitou, olhando-o cautelosamente como um coelho em dúvida, “Você realmente manteria sua palavra?” ela perguntou, sua voz suave mas incerta.
O sorriso de Asher não vacilou. “Podemos usar um Contrato de Sangue se você quiser ter certeza,” ele disse, seu tom casual mas firme. “Mas eu não preciso de um. Eu confio que você é uma mulher de palavra.”
A culpa a puxou no peito por até duvidar dele. Ela balançou a cabeça rapidamente. “Não. Não há necessidade disso. Eu confio na sua palavra também.”
Como uma Caçador aposentada, Cecília sabia que tinha controle sobre seu corpo, suas emoções—seu batimento cardíaco. Era parte do seu treinamento básico. Não importava o que estivesse agitando dentro dela, ela deveria ser capaz de manter o pulso estável. Ela poderia acabar com isso. Ela tinha que acabar com isso.
Com uma expressão determinada, ela finalmente encontrou o olhar dele. “Ok… um beijo. Não mais que dez segundos,” ela disse, sua voz mais confiante do que se sentia.
Ela não podia acreditar que estava concordando com isso, mas era a única saída dessa situação complicada. Ela provaria a si mesma que tinha controle—que ela não o queria.
O sorriso de Asher se alargou ligeiramente, como se ele soubesse algo que ela não sabia.
Ele se aproximou, a tensão entre eles quase sufocante enquanto seus olhos se fixavam nos dela. “Dez segundos. É tudo que é preciso,” ele murmurou.
Cecília se preparou, seu pulso já acelerando apesar de seus melhores esforços para se acalmar. Um beijo. Apenas um, e tudo isso acabaria.
Mas à medida que Asher se aproximou, seu calor envolvendo-a, ela não conseguia se livrar da sensação de que esse beijo seria tudo, menos simples.
Essa sensação apenas reforçou ainda mais sua vontade de garantir que nada desse errado.
Justamente quando os lábios de Asher se aproximavam dos dela, seu batimento cardíaco se estabilizou, a onda de adrenalina se transformando em uma resolução fria.
Ela fechou os olhos, bloqueando tudo exceto o constante bater de seu pulso, determinada a vencer.
Então Asher, sorrindo com ar de quem sabia o autocontrole dela, envolveu seu braço em torno de sua cintura, puxando-a para perto até que seu corpo ágil estivesse pressionado contra o dele. O calor repentino entre eles fez a respiração de Cecília engasgar, mas ela se manteve firme, mesmo enquanto os lábios dele reivindicavam os dela em um beijo apaixonado e faminto.
O sangue corria para suas bochechas, seu rosto aquecendo sob a intensidade de seu toque.
O jeito que ele devorava seus lábios, sua fome evidente, fazia seu corpo se agitar. Mas ela se firmava mentalmente, recusando-se a deixar seu coração traí-la.
O foco dela se estreitou para manter a batida constante enquanto ela dava tudo de si para segurar as emoções que a ameaçavam sobrecarregar.
Mas Asher não era de recuar. Ele não perdeu tempo, seus lábios se movendo com precisão habilidosa, explorando sua suavidade, despertando o calor que fazia seu pulso estremecer.
Seu toque era íntimo, quase demais, como se ele conhecesse cada fraqueza que ela tentava esconder. Apesar das faíscas, ela se lembrou—apenas alguns segundos a mais, e ela vencerá.
Então, algo mudou. Justamente quando cinco segundos passaram, o ritmo inflamado de Asher diminuiu. Seus beijos se tornaram mais suaves, mais ternos, e com essa mudança veio um calor inesperado que penetrou profundamente em seu peito.
A intimidade a pegou de surpresa—a profundidade disso. Seus lábios demoraram, não com luxúria, mas com uma estranha espécie de cuidado, agitando algo dentro dela que ela não estava preparada.
Seu coração, que tinha estado sob seu controle firme, começou a se rebelar. Ela podia senti-lo, a subida lenta no ritmo, sincronizando com o dele.
Sua respiração falhou, seu corpo reagindo sem seu consentimento. Antes que soubesse, seu coração disparou, batendo forte contra sua caixa torácica como um pássaro enjaulado.
Cecília ofegou, recuando com o rosto corado, a mão instintivamente agarrando seu peito como se pudesse ordenar a seu coração para parar suas batidas erráticas.
Seus olhos arregalados e ansiosos se fixaram nos dele, incredulidade turvando seu olhar.
“Não…” ela sussurrou, sua voz tensa.
O sorriso de Asher foi lento, vitorioso. “Apenas oito segundos passaram, Cecília,” ele disse, sua voz baixa e suave. “Mas eu ganhei. Eu não disse? Você não pode afastar seus sentimentos.”
Cecília balançou a cabeça rigidamente, sua mente acelerada. Como ela pôde perder o controle tão facilmente? Que vergonha…
Ela, uma ex-veterana Caçador, que havia suportado o pior e treinou sua mente e corpo para resistir a qualquer coisa? Seu olhar desviou, seus lábios tremiam. “E-Eu não posso ser tão fraca,” ela repetiu, sua voz mal superando um sussurro. A vergonha de seu fracasso, de deixar seu coração levá-la para longe, a roía por dentro.
Asher deu um passo à frente, gentilmente pegando a mão dela na dele, seu toque tanto fundamentador quanto desarmante, “Você não é fraca,” ele disse suavemente, suas palavras penetrando nela como um bálsamo calmante, “O motivo pelo qual você não conseguiu controlar seu batimento cardíaco é porque seu coração nunca quis ser controlado em primeiro lugar. Você não pode lutar contra seus verdadeiros desejos, Cecília. É uma batalha perdida. Sempre.”
Seus olhos cintilaram com incerteza quando ela olhou para ele. Ele parecia sábio, muito mais do que sua idade deveria permitir, e isso a perturbava. Como ele sabia tanto? Quem o ensinou essas coisas? E por que suas palavras faziam tanto sentido, apesar de sua relutância em acreditar nelas?
Ela engoliu, sentindo um peso no peito que não tinha nada a ver com o beijo. Ela não queria aceitar, mas havia verdade no que ele disse. Seu coração queria algo, algo que ela vinha negando há muito tempo.
A pressão da mão de Asher sobre a dela apertou um pouco, enquanto ele sorria aquele sorriso sutil e sabedor. “Mas não se preocupe. Como eu disse, eu te darei tantas chances quanto quiser. Mas primeiro…” Ele se inclinou mais perto, sua voz caindo em um tom brincalhão e provocador. “É a sua vez de aceitar um desejo de mim antes de prosseguirmos.”
O peito de Cecília se apertou, sua respiração presa pela ansiedade.
Ela havia esquecido a condição do jogo e nunca esperava perder. Mesmo que seu futuro eu a avisasse, ela não acreditaria.
Sua mente acelerou enquanto ela repetia as palavras dele de antes, lamentando como ela tinha concordado com isso facilmente.
“Q-Qual desejo?” ela gaguejou, sua voz cheia de apreensão. Ela não fazia ideia do que ele pediria, e essa incerteza torcia em seu estômago.