O Amor de um Lican - Capítulo 863
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863: Às vezes ele esquecia 863: Às vezes ele esquecia Jedrek olhou para sua parceira, interessado em ouvir o que ela estava dizendo. O que sua imprevisível parceira queria fazer desta vez?
“O que você vai fazer?” Jedrek olhou para Lilac com expectativa. Ele estava mais do que disposto a ouvir sua rainha.
Lilac sorriu secretamente para Jedrek e andou à frente, mas então os olhos do licantropo se arregalaram de surpresa e por instinto, ele agarrou a mão dela e a puxou de volta.
“O que você vai fazer?!” Jedrek gritou para Lilac, seu olhar suave agora endurecido.
“A barreira impede que os transmorfos passem, mas não terá nenhum efeito nos humanos, certo?” Lilac se virou para perguntar a Síbil.
A bruxa com cabelos brancos como a neve, acenou com a cabeça. “Sim, sua majestade. Não terá efeito algum nos humanos.”
“E eu sou humana,” disse Lilac, piscando um olho para Jedrek, embora o rei estivesse demasiado tenso para entender sua piada. Nada tinha graça, desde que estivesse relacionado com a segurança de Lilac.
“Não,” Jedrek disse severamente. Ele não soltou o braço de Lilac e também não cederia em sua decisão.
“Ela disse que está tudo bem para mim ir,” Lilac disse inocentemente enquanto fazia beicinho. “Não se preocupe, eu não vou muito longe.”
“Não,” Jedrek não aceitou o raciocínio dela.
E ao ouvir uma segunda rejeição, Lilac franziu a testa, olhou ao redor e observou o povo de Jedrek que agora estava olhando para eles, curiosos para saber se seu rei autoritário iria ceder à sua parceira ou não.
“Você deveria ouvir, minha rainha, isso é para sua própria segurança e não é uma brincadeira.” Sebastian deu um passo à frente para dar um conselho.
Embora fosse um bom conselho na superfície, Lilac ainda podia sentir que o general não conseguia se livrar da ideia de que ela era um anjo guardião com todos os rumores que se falavam sobre sua espécie. Sebastian ainda a olhava com menosprezo pelo significado subjacente em suas palavras ‘brincadeira’.
“Eu não estou brincando,” Lilac retrucou severamente. Ela então olhou para a mão de Jedrek, que ainda segurava a dela e então levantou a cabeça.
Lilac ficou na ponta dos pés para sussurrar algo a ele.
Ela não queria discutir com Jedrek na frente de seu povo ou, pior ainda, desafiá-lo, isso não seria bom para ele como rei, quer no final cedesse a ela ou não.
Essas pessoas deveriam respeitá-lo e Lilac ganharia o próprio respeito mostrando-lhes que não era tão fraca quanto pensavam sobre um anjo guardião.
“Deixe-me fazer isso,” Lilac sussurrou para Jedrek, sua respiração quente roçando deliciosamente em sua pele. “Eles ergueram esta barreira, significa que sabiam que viríamos até eles e não pensarão que você poderá atravessá-la.”
“Não, Lilac,” Jedrek disse severamente quando ela terminou de sussurrar para ele, mas o olhar de decepção no rosto dela o fez adicionar. “A não ser que você vá com Síbil.” Ele ofereceu uma solução. “E não vá além da metade do caminho até a cidade.”
A cidade atrás do muro na região leste parecia tão grande quanto a da região sul, onde eles moravam agora.
Entretanto, este lugar parecia sombrio, como se esta cidade tivesse sido abandonada.
“Ok,” Lilac concordou e beijou a bochecha de Jedrek, para confortá-lo, com medo de que ele voltasse atrás em suas palavras. “Vamos lá Síbil,” ela disse.
“Sim, minha rainha,” a bruxa respondeu solenemente.
“Você vai na frente,” Jedrek disse, ele ainda segurava a mão de Lilac enquanto pedia à bruxa que fosse primeiro e atravessasse a barreira.
A intenção do rei era muito clara. Se algo acontecesse e a previsão de Síbil estivesse errada sobre a segurança da barreira para outras criaturas, exceto os transmorfos, então a bruxa sofreria as consequências primeiro.
No fim, Jedrek não queria que sua parceira se machucasse.
Embora apenas Síbil soubesse exatamente onde a barreira começava, pela maneira como ela tentou senti-la mais cedo, Jedrek podia ver que a barreira começava onde o morro se tornava inclinado com muitos troncos abaixo dele.
Lilac deveria ter cuidado se quisesse descer até lá.
Síbil acenou com a cabeça e andou cuidadosamente morro abaixo, mas quando tentou pular o tronco à sua frente, o tronco de repente se moveu por conta própria criando um caminho para ela.
No início, Síbil ficou surpresa porque ela não usou mágica para movê-lo, até que ela se virou e viu sua rainha que estava sorrindo suavemente para ela, a mão de Lilac fez um movimento de onda para se livrar dos obstáculos e permitir que ela descesse facilmente por aquela terra inclinada.
“Ok, agora?” Lilac perguntou a Jedrek. Seus olhos transbordavam de alegria.
“Hm,” Jedrek resmungou. Às vezes ele esquecia que sua parceira tinha tanto poder em seu pequeno corpo. Seu rosto angelical também fazia com que fosse difícil para as pessoas a categorizassem como alguém formidável.
Jedrek levou mais alguns segundos para soltar a mão dela e observá-la descer o morro com facilidade.
Lilac caminhou ao lado de Síbil e parou quando chegaram à metade do caminho até a cidade. O anjo guardião se virou e viu seu parceiro, que a observava intensamente, enquanto seu povo estava ao lado da barreira.
No momento em que Lilac voltou sua atenção para a cidade, o som de um trovão sacudiu a terra, como se rejeitasse sua presença, mas um sorriso de satisfação apareceu no canto dos lábios do anjo guardião.
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Hope caminhou até o anão, que agora estava parado a dez metros de distância da margem do rio, sob o olhar preocupado de Raine.
Enquanto isso, Lídia ainda não concordava com a decisão de Hope de ir até lá.
“Se ela não quer ouvir minhas palavras, então qual é a utilidade de eu estar aqui?” Lídia estava chateada, ela cerrava os dentes quando Hope quase escorregou na superfície do rio congelado.
“Eu ficaria surpresa se ela te ouvisse,” Raine respondeu e sorriu suavemente quando Lídia a encarou. “Ela te pediu para vir aqui, porque acredita que você a protegerá se algo der errado,” Raine disse num tom tranquilizador.
Lídia olhou para a menina ao seu lado e deu de ombros. “Sabe, você é realmente boa com palavras, lembrando que você é a mais quieta entre os três.”