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O Amor de um Lican - Capítulo 84

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84: NÃO ESPERE QUE NINGUÉM O SALVE 84: NÃO ESPERE QUE NINGUÉM O SALVE “Declaro que a mulher não deve depender da proteção do homem, mas deve ser ensinada a se proteger, e aqui eu tomo posição.”

-Susan B. Anthony-
************** 
Serefina e Raine chegaram ao seu destino após horas de voo, durante a viagem não conversaram nada, a não ser que fosse um caso necessário. 
Não era porque Raine tinha dificuldades de se comunicar com Serefina, mas a bruxa também não se esforçava para puxar papo.

Elas pareciam estranhas uma para a outra. 
Provavelmente, antes que pudessem começar algo, a primeira coisa que precisavam resolver era a maneira como interagiam uma com a outra. 
Raine pensava que Serefina ainda estava furiosa por conta do repentino plano de negócios de Torak aberto no mesmo país em que elas estavam. 
Ela podia ver Serefina apertando e desapertando o punho algumas vezes, e respirando fundo para acalmar seus nervos tensos. 
Chame-a de insensível, mas Raine gostava de ver Serefina enfurecida com raiva. Ela tinha sido em grande parte irritante desde que se conheceram, e agora Torak lhe deu outro motivo de dor de cabeça e irritação, então como Raine não poderia se consolar com isso?

Entretanto, ela não podia deixar que a bruxa soubesse disso, ou seus dias seguintes não seriam fáceis. 
Raine continuava andando dois passos atrás de Serefina, pois sua presença era tão intimidadora. Se pudesse escolher, gostaria de estar em qualquer outro lugar do planeta, exceto ao lado da bruxa. Sua autoconsciência não parava de lembrá-la do desconforto que sentia.

“Você pode andar mais rápido? Não quero ter o trabalho de procurar por você caso se perca!” Serefina sibilou para ela, olhando por cima do ombro para Raine, que era mais baixa, de maneira desdenhosa. “Torak realmente te mimou demais até que você não consegue nem mover sua bunda mais rápido que meu gato.”

O comentário áspero fez com que o corpo de Raine se agitasse nervosamente enquanto as memórias desagradáveis regressavam e preenchiam sua cabeça.

Seria o mesmo que antes?

“Levante seu queixo e olhe para mim!” Serefina de repente parou de andar e cruzou os braços esbeltos na frente do peito de forma provocativa. Aparentemente, estava descontando sua raiva com Torak em sua parceira – a garota à sua frente.

Essa bruxa tinha quase uma cabeça a mais que Raine e, com seus cabelos vermelhos, parecia ter a cabeça em chamas, como uma medusa, mas com fogo.

Raine puxou as tiras de sua mochila nervosamente enquanto parava um pouco mais longe dela. 
“Chegue mais perto de mim ou garanto, você não vai gostar do que farei a seguir.” Serefina a advertiu. Ela tinha um temperamento pior que o de sua meia-irmã, Belinda, além de não ser paciente também.

Raine sabia do que Serefina era capaz, mas ela faria algo atroz em frente a milhares de pessoas?

Ela olhou disfarçadamente ao redor, estavam no aeroporto e muitas pessoas circulavam com suas malas. Não muito longe delas, havia guardas e polícia do aeroporto. Ela estaria segura, não estaria?

Mas, antes que Raine pudesse decidir o que fazer, sentiu seus pés se movendo à força sem seu consentimento. Ela olhou em pânico ao redor quando não conseguiu se impedir de se mover em direção à Serefina.

Apenas quando Raine estava em frente a ela, seus pés pararam de se mover e, por ‘não mover’, quer dizer que literalmente não conseguiam mover uma polegada do local onde estava agora.

O corpo de Raine começou a tremer enquanto seu coração clamava pelo único nome que vinha à sua mente toda vez que se sentia insegura.

Torak…

Lágrimas começaram a se acumular nos cantos de seus olhos à medida que o medo se infiltrava.

“Levante a cabeça e olhe para mim!” Serefina sibilou com fúria.

E como seus pés, sua cabeça e olhos se moveram sem seu consentimento para encontrar o olhar intimador de Serefina. Isso assustava Raine terrivelmente. 
“Você realmente acha que não consigo fazer nada em um espaço público aberto como este?” Ela gesticulou com a mão para o ambiente ao redor e zombou. “Pense de novo.”

A sensação de ser controlada era horrível e Raine não gostava nem um pouco. Ela estava acostumada a palavras duras e abuso físico, mas não a esse tipo de abuso. 
“Quando eu falar com você, tem que me olhar nos olhos assim, entendeu?!” Serefina estreitou os olhos perigosamente para Raine, como um predador olha para sua presa.

Raine queria assentir com a cabeça, mas não conseguia mover um músculo.

“Responda-me.” Serefina ordenou a Raine de forma severa. 
“Entendido…” A voz de Raine era quase um sussurro quando ela respondeu à bruxa enquanto uma lágrima de medo rolava por sua bochecha. 
Ao ver suas lágrimas, Serefina escarneceu com desprezo. “Chorando?” Ela levantou as sobrancelhas. “Isso é a única coisa que você sabe fazer? Você realmente acha que suas lágrimas podem impedir ‘eles’ de te matar?”

Raine não tinha certeza de quem Serefina se referia como ‘eles’, mas deviam ser aquelas criaturas que a perseguiam há anos. 
“Se você não consegue nem levantar a cabeça para me enfrentar, como espera sobreviver vivendo aqui? Fora do território do seu louco parceiro! Você acha que Torak sempre estará aqui por você em todas as situações perigosas para salvar a sua vida!?” As palavras de Serefina eram muito duras de assimilar, embora tivessem um fundo de verdade.

Raine sabia que Serefina estava certa, mas seu método era muito severo e apressado para ela. Raine precisava de algum tempo para superar seu trauma e saber que tinha que voltar ao seu próprio pesadelo e enfrentar os horrores de sua vida novamente, não ajudava em nada em seu caso.

“Não espere que homens venham salvar a sua pele, você tem que salvar a si mesma se quiser sobreviver! Entendeu!?” 
“Entendi.” Raine piscou os olhos rapidamente para segurar as lágrimas enquanto tentava engolir o medo que subia à sua garganta.

Seu rosto corou com a cor vermelha enquanto seu corpo tremia, se Torak estivesse lá, a palavra ‘furioso’ não seria suficiente para descrever sua emoção, infelizmente ele não estava lá. 
“Será a primeira e última vez que você chora na minha frente.” Serefina observou agudamente.

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